História A Noiva do Drácula - Capítulo 43


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Romance, Vampiro
Visualizações 32
Palavras 1.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 43 - Capítulo 43


Fanfic / Fanfiction A Noiva do Drácula - Capítulo 43 - Capítulo 43

Ivan esforçou-se um pouco para processar aquela informação. Katherine estava morta. Mas, como ela havia morrido? Vlad não a teria matado. Ele a amava mais do que tudo, jamais faria aquilo.

Ele deu um passo temeroso na direção de Shartene. Não, aquilo só devia ser um engano.

- Ești sigur ce vrei să spui? (Você tem certeza do que está dizendo?)

Shartene limpou as lágrimas que lhe caíam sobre a face.

- Ouí, milorde - ela disse soluçando. - Lady Katherine e moartă. (Lady Katherine está morta.)

- Dar... (Mas…) - Alan os olhou, confuso. - Cum sa întâmplat asta? (Como isso aconteceu?)

- Miranda și cu mine am mers să vedem dacă totul era în regulă cu Lady Katherine și cu copilul, dar era foarte tare și trupul ei foarte rece. (Miranda e eu fomos ver se estava tudo bem com Lady Katherine e o bebê, mas ela estava dura como pedra e seu corpo bem gelado.)

- Dar cum? (Mas, como?) - Ivan disse consternado. - Și copilul? (E o bebê?)

- Copilul a fost adormit, milorde. (O bebê estava dormindo, milorde) - Shartene respondeu um pouco mais calma. - Dar eu nu știu cum a murit Lady Katherine. (Mas eu não sei como Lady Katherine morreu.)

Ivan sentiu que algo lhe travava, mas decidiu ir rapidamente onde ela estava, para ver com seus próprios olhos se aquilo era verídico. Damian não poderia tê-lá matado, pois nem ao menos conseguira invadir aquele sótão. Até mesmo o soldado que havia ficado de guarda em frente ao sótão não havia feito nada. Sabia que tinha visto tudo o que acontecera naquele momento, mas ainda assim não conseguia se lembrar com bastante clareza. Como Vlad poderia ter matado Katherine se ele a amava tanto? Sentia-se fraco e incompetente por não saber o que de fato havia acontecido. Mas, principalmente, por não ter tido a chance de salvá-la de sua morte.

- Calmează-te, Ivan! (Acalme-se, Ivan!) - Alan pediu andando com rapidez atrás do irmão, sendo seguido por Shartene. - Poate că, ea a intrat într-o stare de transă. (Talvez, ela tenha entrado num estado de transe.)

Ivan olhou para o irmão.

- Vreau să aibă dreptate. (Eu quero que você esteja certo.)

Ao finalmente chegar em frente ao sótão, Ivan optou por entrar com cautela. Queria clarear seus pensamentos, fazer aquilo que tinha ouvido sobre Katherine ser irreal. Rogou em pensamento para que Alan estivesse certo e que sua amada estivesse a salvo. Ela e o bebê. Sim, aquilo não passaria de um engano.

Miranda apareceu na porta com um pequenino ser envolto em seus braços. Era um menino. Ele chorava bastante, como se quisesse estar apenas nos braços de sua mãe. Seus cabelos eram negros e sua pele era bem clara, contrastando com a leve tonalidade rosa que corava suas bochechas. Era uma linda criança, fruto de um louco amor. Queria que Shartene estivesse enganada em sua declaração, mas algo no rosto de Miranda parecia insinuar o contrário.

- Milorde… - Miranda falou numa voz fraca. - Îmi pare rău. (Eu sinto muito.)

Era real. Katherine estava morta.

Ivan não deixou tempo para transe, pois queria vê-la.  Ele passou rapidamente por Miranda e entrou no quarto escuro, deparando com a imagem quase perfeita de Katherine em cima de uma mesa forrada por uma toalha suja de sangue. O vestido que ela usava era o lindo vestido vermelho usado por sua mãe no último baile que houvera naquele palácio. Estava tão linda e reluzente naquele dia. Agora lá estava Katherine - tão linda quanto sua mãe, mas não tão reluzente quanto. De uma certa forma, as duas se pareciam tanto na beleza que encantava a todos, quanto na gentileza e doçura. Agora percebia porque havia se apaixonado por ela.

Alan olhou o irmão mais velho acariciar o rosto daquela linda jovem. Ele não entendeu muito bem por que Ivan a olhava com tanta reverência e algo mais, porém negativo. Katherine realmente estava morta, e pelas mãos do único ser que a amou. Era uma verdadeira lástima uma mulher tão jovem e bela ser morta pelo mais improvável ser.

Ele olhou para o pequenino nos braços de Miranda. Aquela criança ainda daria uma bela dor de cabeça. Não seria uma boa ideia ficar com ele.

- Ivan. Ce facem cu acest copil? (Ivan. O que faremos com essa criança?)

Ivan olhou para o irmão com os olhos abatidos.

- Ce? (O que?)

- Nu putem sta cu el, Ivan. El este o corcitură. (Não podemos ficar com ele, Ivan. Ele é um mestiço.)

Ivan voltou a olhar para Katherine.

- Nu contează. El este fiul fratelui nostru, iar noi suntem singura familie el are. (Não importa. Ele é filho de nosso irmão, e nós somos a única família que ele tem.)

Alan arqueou as sobrancelhas.

- Te-ar putea fi nebun (Você só pode estar louco) - ele disse. - Știi ce se întâmplă cu metiși. (Você sabe o que acontece com mestiços.)

- Da, știu. Dar, așa cum am spus mai înainte, noi suntem singura familie el are (Sim, eu sei. Mas, como já disse antes, somos a única família que ele tem) - disse Ivan, enquanto fechava os olhos de Katherine. - Nu-l putem părăsi, nici nu-l lăsați în grija Elite. (Não podemos abandoná-lo, nem tampouco deixá-lo aos cuidados da Elite.)

Alan bufou e mais uma vez encarou o pequeno que gemia com os olhinhos fechados.

- Nu știi ce faci. Dar, nu voi insista. (Você não sabe o que está fazendo. Mas, não vou insistir.)

Ivan acariciou o cabelo de Katherine e olhou para as criadas.

- Shartene, Miranda.

- Ouí, milorde - ambas responderam.

- Se prepară o baie pentru Katherine. Vreau ca ea să fie curat și frumos să fie îngropat. De asemenea, da o baie în acest copil. (Preparem um banho para Katherine. Quero que ela esteja limpa e bela para ser enterrada. Também dêem um banho nessa criança.)

As duas assentiram e saíram de lá.

- Nu-l va incinera? (Não irá cremá-la?) - Alan perguntou após elas saírem.

Ivan negou com a cabeça, mal olhando para o irmão.

- Nu. Ea va fi îngropată în cea mai frumoasă formă  (Não. Ela será enterrada da mais bela forma) - Ivan disse. - Și ori de câte ori copilul vrea, el poate vizita mormântul mamei sale. (E sempre que essa criança quiser, ele poderá visitar o túmulo de sua mãe.) - Ivan suspirou. - Nu-l doar ca Vlad. (Não só ele, como Vlad.)

- Vlad? - Alan olhou para Ivan como se ele fosse louco.

Ivan assentiu.

- Glumești, dreapta, Ivan? (Está brincando, não é, Ivan?)

- De ce aș fi? (Por que estaria?)

Alan engasgou.

- El a ucis pe tatăl nostru! (Ele matou nosso pai!)

- Da, știu. (Sim, eu sei.) - Ivan respirou profundamente. - Dar totuși, o parte din familia noastră. Și eu cred că el se va întoarce în spatele Katherine și copii. (Mas, ainda assim, faz parte de nossa família. E acredito que ele voltará atrás de Katherine e da criança.)

Alan discordou.

- Nu cred prea mult. La urma urmei, el a ucis Katherine. (Não creio muito. Afinal, ele matou Katherine.)

Ivan olhou para ele.

- Nu cred că o mare parte din ea, Alan. (Não creio muito nisso, Alan.)

- Ea ce? (Nisso o quê?)

- Despre Vlad uciderea Katherine (Sobre Vlad ter matado Katherine) - ele disse. - Ei bine, este posibil ca ea a murit pentru ea, dar nu cred că a fost în mod deliberat. Vlad iubit-o. (Bem, é possível que ela tenha morrido por ele, mas não acredito que tenha sido proposital. Vlad a amava demais.)

Alan suspirou.

- Știu că e greu să cred că fratele nostru ar face ceva. Dar am văzut Ivan (Sei que é difícil ter que pensar que nosso irmão faria algo assim. Mas eu vi, Ivan) - Alan disse, olhando firmemente para o irmão. - Vlad nu a fost întotdeauna așa cum îl știm, a schimbat. El a ucis propriul nostru tată și altele. De ce să nu-l omoare Katherine? (Vlad não estava mais como nós sempre o conhecemos, ele mudou. Ele matou nosso próprio pai e os outros. Por que não mataria Katherine?)

- Pentru că el a iubit-o (Porque ele a amava) - disse Ivan. - Și eu cred că el a fost îndemnat să facă ceea ce a făcut el. (E acredito que ele foi incitado a fazer o que fez.)

Alan balançou a cabeça. Não adiantava mais discutir com Ivan quando ele acreditava em algo. Para ele, Vlad ainda seria uma espécie de inocente naquela história que ele mesmo arquitetou. Sempre admirou seu irmão, sem nem ao menos prever todas as loucuras que ele sempre cometeria. Vlad sempre fora de agir por impulso, mal se importando com o que aconteceria com todos ao seu redor. Como não havia notado antes? Se Damian sempre o perseguiu, fora por causa dele mesmo, e não do pai. E por causa de todas as suas inconsequências, Damian estava morto agora, e sua família prestes a ser desonrada.

- Fă ce vrei. Dar, începând de astăzi, cele mai multe nu ia în considerare pe fratele meu, chiar dacă el se întoarce rău pentru ce a făcut. (Faça o que bem quiser. Mas, a partir de hoje, não o considero mais meu irmão, mesmo que ele volte arrependido pelo que fez.) - Alan foi para fora do quarto. - Și poți să faci ce vrei cu acest copil. Familia noastră este deja numit în același noroi. (E também pode fazer o que quiser com essa criança. Nossa família já está com o nome na lama mesmo.)

Ivan viu seu irmão sair dali e lamentou-se profundamente por todas as coisas ruins estarem acontecendo. Alan agora sentia raiva de Vlad por ter acontecido aquilo com Damian, e no fundo, podia sentir o mesmo que ele. Mas não deixaria todas as desgraças herdadas por seu irmão interferirem no futuro daquela família. Independente do quão desonrados poderiam estar, cuidaria daquela criança.



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