História A Noiva do Drácula - Capítulo 44


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Romance, Vampiro
Visualizações 30
Palavras 1.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Peço para que vocês lêem a cena do velório com essa música na cabeça: Only Time, da Enya.
Ela é linda.
Vou deixar o link nas notas finais.

Capítulo 44 - Capítulo 44


Fanfic / Fanfiction A Noiva do Drácula - Capítulo 44 - Capítulo 44

Ivan dá um sorriso fraco para Luana, que o olhava com atenção. Ele olha para o relógio na parede.

 

- Ora, já são dez horas da manhã.

Luana consulta seu celular dentro da bolsa.

- Verdade - ela diz e volta a olhar para ele. - Você ainda sente, não é, Ivan? A dor da morte dela. Bem, não só a dela, mas a de seu pai também.

Ivan pôs-se a pensar.

- Dos três, para falar a verdade. Pois, a partir daquele dia, foi como se Vlad também tivesse morrido.

- Você sente raiva dele? Rancor pelo que ele fez?

Ivan nega.

- Não exatamente. Vlad foi mais vítima do que vilão em toda essa história. Claro que o que ele fez não foi o certo, mas acredito que o desespero o levou a fazer o que fez.

Luana assente pensativa.

- Entendo… Mas você acha que ele está vivo?

Ivan respira profundamente.

- Bem, isso ainda é um enigma para mim.

- Eu acho que ele não está - Luana diz.

- Por que acha isso? - Ivan especula.

Ela pensa por um momento no que dizer.

- Ora, se estivesse vivo, viria atrás do próprio filho.

- Ele não sabe que estamos no Brasil, Luana - ele diz. - E mesmo lá na Romênia, ele não soube onde David estava.

Luana o olha sem entender.

- Onde estava? - ela pergunta confusa. - Mas, vocês não permaneceram na mesma casa?

Ivan menea a cabeça.

- Não. Mas antes vou lhe contar o que aconteceu primeiro - ele diz e se recosta na poltrona. - No final daquele dia, velamos o corpo de Katherine. Perto do campo de roseiras de que ela tanto gostava.

* * *

Shartene e Miranda lavaram seu corpo e colocaram um novo vestido nela. O vestido também era de minha mãe, porém, esse era branco. O vestido fora de escolha minha, pois sempre achei que essa cor significasse pureza e santidade. E era exatamente aquilo que Katherine era: a pureza e santidade em pessoa; um ser divino que jamais deixaria de transmitir sua luz. Pelo vestido ser antigo, ele tinha o mesmo modelo do outro, com uma longa saia e gola baixa. O cheiro que vinha dela conseguia se sobressair das rosas do campo, pois ela também cheirava a rosas, mas era melhor. Apesar de ter tido uma morte horrível, seu rosto transmitia paz e tranquilidade, mesmo com todas as coisas ruins que tínhamos enfrentado, e que ainda enfrentaríamos no futuro.

Em meio a muitas coisas que haviam dentro do sótão, consegui encontrar um caixão de vidro. Era perfeito para ela. Colocamos ela dentro dele e pude admirar o quanto ela ainda estava tão bela. Não que eu quisesse vê-la dentro daquele cristal prestes a ser enterrada. Mas, ainda assim, pude observar sua beleza.

Olhei para o lado e pude ver Alan observando com cautela o pequenino que Miranda carregava nos braços, ao lado de Shartene. Eu sabia que aquilo seria muito difícil para ele - e devo confessar, até para mim -, mas não poderia abandonar aquela criança a própria sorte. Também sabia o quão perigosos os mestiços poderiam ser, mas pude entender que aquele novo ser era meu sobrinho, filho de Vlad. Ainda era difícil entender por que ele o havia abandonado, mas acreditava que em algum momento ele iria voltar.

Voltei a olhar para Katherine em seu leito e pude perceber que não a queria cremada, como meu pai, mas queria ver seu rosto até o fim.

Já estava amanhecendo quando enterramos o corpo de Katherine entre as roseiras, e tivemos que ter muito cuidado para que toda a terra não quebrasse o cristal, apesar de também estarmos preocupados com os raios de sol que estavam começando a aparecer. Não sabia o que estava acontecendo comigo, mas pude sentir algo estranho em meus olhos, eles ficarem úmidos. Ignorei aquela sensação estranha e voltei para o palácio, acompanhando meu irmão e as criadas. E aquele novo ser, o mais novo membro de nossa família.

 

* * *

 

Ele se surpreendeu ao ver aquilo.

Assim como em sua casa, naquele lugar também havia um campo de roseiras vermelhas. Não entendia como tinha chegado até ali, tampouco sabia que lugar era aquele.

Seu filho havia sido abandonado por ele, mas não havia nada que pudesse fazer para mudar aquilo. Katherine estava morta e não havia nada que o prendesse àquele lugar. Nem mesmo seu filho, o fruto de todo o amor que tivera com a mulher mais doce e gentil que tivera a sorte de conhecer.

Vlad arrancou uma rosa e a apertou na mão, fazendo escorrer um líquido vermelho que lembrava sangue.

Sim, sangue. Sangue tinha sido derramado por causa do amor e do ódio. O amor infinito que sentia, e sempre sentiria, por ela. E ódio por toda a corja da Elite e de seu maldito pai.

Vlad tremeu de puro ódio.

Apenas lembrar-se de Damian o deixava ainda mais descontrolado. Não se arrependia nem um pouco pelo que tinha feito a ele. A forma como o tinha eliminado era simplesmente perfeita. Assim, ele não voltaria mais a existir.

Contudo, mesmo que houvesse matado seus inimigos, Katherine jamais voltaria à vida, e seu filho jamais o veria. Pretendia ir embira dali, ir para longe, mesmo que estivesse tentado a buscá-lo.

Mas, o que poderia fazer depois?

Não estava bem emocional e psicologicamente para ter seu filho por perto. Sentia que poderia acabar fazendo uma loucura, mesmo que não quisesse. Não, não o buscaria. Sua vida havia acabado depois da morte do ser que ele mais amava, e não descontaria toda sua dor e desgraça no próprio filho.

Ficaria sozinho, agora e sempre.

 

* * *

 

- Ce facem cu aceste organisme, Ivan? (O que faremos com aqueles corpos, Ivan?) - Alan perguntou, enquanto pôs a urna com as cinzas de seu pai em cima da lareira.

Ivan observou Miranda fechando rapidamente as cortinas, enquanto os raios do sol invadiam completamente os jardins.

- Nu știu (Não sei) - ele respondeu dando de ombros. - Va trebui să aștepte un membru al Elite vin pentru organismele. (Teremos que esperar algum membro da Elite vir buscar os corpos.)

Alan o encarou.

- Nu ne putem aștepta ca ei să sosească. Cum va ști? (Não podemos esperá-los chegar. Como vão saber?)

Ivan apoiou o braço no sofá e observou Shartene ao seu lado, ninando a criança. Alan também observou a cena.

- Mă duc acolo (Eu vou até lá) - Ivan disse.

Alan assentiu vagamente.

- Da. (Sim.) - Ele desviou o olhar para a lareira que estava apagada. - Mi-e teamă de ce se poate întâmpla merge mai departe, Ivan. (Tenho medo do que possa acontecer daqui para frente, Ivan.)

Ivan suspirou.

- Nu te teme. Ei nu vor face nimic pentru mine. (Não tema. Eles não farão nada comigo.) - Ele olhou para a criança que já dormia enquanto Shartene o embalava nos braços. - Cu oricare dintre noi. (Com nenhum de nós.)

- Lorde Ivan. Lorde Alan - Chamou Miranda. - Un om vine aici (Um homem está vindo para cá) - ela disse enquanto via pela fresta da cortina.

Ivan olhou tenso para Alan, que o encarou da mesma forma, e andou a passos largos em direção à janela.

- Lasă-mă (Deixe-me ver) - ele pediu a Miranda, que se afastou.

De fato, havia um homem indo em direção à sua casa. E, assim como os outros, ele também era um membro da Elite. 


Notas Finais




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