História A Noiva do Drácula - Capítulo 52


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Romance, Vampiro
Visualizações 10
Palavras 3.283
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Me perdoem.

Capítulo 52 - Capítulo 52


Fanfic / Fanfiction A Noiva do Drácula - Capítulo 52 - Capítulo 52

Luana já tinha se despedido de Nina. A amiga havia se mostrado bastante solidária e apoiadora, embora ainda demonstrasse gostar de David. Nina havia perguntado a Luana sobre a dúvida que ela sentia sobre Alan e David, mas não conseguira uma resposta. Luana sabia que não conseguiria responder àquela dúvida por bastante tempo. O mais importante a fazer seria esquecer, ou pelo menos tentar.
Ela permanece quieta e pensativa e pensativa durante todo o trajeto do ônibus até em casa. Ela para em frente à porta, respira fundo e gira a maçaneta, mas a porta se abre, revelando Dolores. Luana se surpreende ao vê-la parada à sua frente. Dolores abre caminho para a afilhada.

– Entre, Luana.

Luana encara sua madrinha por um instante, imaginando-se se ela teria algo a lhe contar ou se estivesse brava por seu breve desaparecimento, e entra com cautela em casa.
Luana olha para Dolores e aperta a bolsa mais junto ao corpo.

– O que houve, madrinha?

Dolores fecha a porta atrás de si e caminha em direção a afilhada.

– Luana, precisamos conversar – ela diz firme. – Você vai me explicar melhor por que saiu daqui tão cedo, e o que estava fazendo na casa de seu noivo durante todo esse tempo.

Luana larga sua bolsa em cima da mesa de centro na sala e desaba no sofá, apoiando um braço sobre o rosto cansado.
A primeira coisa que ela queria fazer seria tomar um banho para, pelo menos, tentar aliviar toda a tensão física e mental que estava sentindo. Mas Dolores não deixaria barato daquela vez, principalmente quando Luana ficara quase o dia inteiro fora de casa, e voltara com uma expressão de tristeza na face que não conseguia esconder de mais ninguém.
Dolores a encara com preocupação.

– Diga, madrinha.

Dolores se senta ao seu lado.

– Na verdade, é você que m tem que me dizer.

Luana assente devagar.

– Sim.

Dolores suspira e retira o braço do rosto de Luana.

– Tire esse braço do rosto, menina. Me fale o que está acontecendo. Você parece pior do que quando conversamos da última vez.

Luana engole em seco para que não pudesse se entregar ao choro e olha para Dolores.

– Me desculpe por ter saído sem avisá-la e ter ficado tanto tempo fora – diz Luana. – Não queria preocupá-la, e queria ter contado algumas coisas.

Dolores assente.

– Você pode me contar agora – a madrinha a encoraja. – Você já me disse algumas coisas, mas ainda parece tão mal. Quero que você realmente confie em mim, Luana.

Luana se ajeita melhor no sofá para que pudesse conversar normalmente com sua madrinha. Ela puxa uma mecha de seu cabelo para trás da orelha.

– Eu saí daqui de madrugada, pois queria saber melhor o passado de David. – Luana suspira. – Eu já não estava conseguindo mais dormir, de tanta apreensão.

Dolores a encara sem entender.

– Mas, você me disse que estava na casa do seu noivo.

Luana se ajeita no sofá, procurando uma posição confortável.

– Madrinha, tem uma coisa que ainda não te contei.

– E o que é?

– Meu noivo e David são da mesma família.

Dolores ergue as sobrancelhas em surpresa.

– Da mesma família?

– Sim – Luana responde. – David é sobrinho dele.

Dolores sorri, olhando boquiaberta para a afilhada.

– Nossa, Luana. Sério mesmo que tio e sobrinho disputam pelo seu amor?

Luana engole em seco, nervosa com a pergunta.

– É complicado – Ela diz pensativa. – Mas eu não quero pensar nisso, pois só me trás mais dúvidas.

– E que dúvidas seriam essas?

Luana olha para sua madrinha, que a olha atentamente.

– Dúvidas que, talvez, nunca sejam esclarecidas.

Uma lágrima cai do olho de Luana e ela seca rapidamente. Dolores a olha com compaixão.

– Você está apaixonada por ele, não é?

Luana assente, com lágrimas nos olhos, mal conseguindo encarar Dolores.

– Sim – ela responde com a voz tremida. – Muito.

Dolores puxa sua afilhada para si, que chora copiosamente em seus braços. As duas permanecem sem dizer coisa alguma, até que Dolores continua.

– Mas, se você o ama, então por que não fica com ele?

Luana nega com a cabeça, ainda encostada no busto de sua madrinha.

– Não posso...

Dolores afasta um pouco Luana, para que pudesse olhar em seu rosto.

– E por que não? Você mesma acabou de confessar que o ama.

Luana nega mais uma vez, secando as lágrimas.

– Mas não é tão simples assim.

– E por que não? – Dolores volta a insistir.

Luana a encara, sem saber o que responder.
Poderia contar para ela que David era um vampiro mestiço e que estava passando por uma fase bem complicada ao ponto de matar e quase devorar um homem. Ou o quão descontrolado estava ao ponto de quase ter abusado dela algumas vezes. Apesar de agora saber que o ama, também sabia que David mudaria dali para pior, ainda mais depois de saber por Alan que David ouvira toda a história de seus pais, o que o revoltaria ainda mais. Além do que, contar para Dolores o que David e Alan realmente eram estava fora de questão.
Antes que pudesse pensar em algo para responder, Dolores fala antes dela.

– Olha, não estou tentando forçar você a ficar com David – apesar de que eu adoraria ver vocês juntos. – Dolores sorri. – Mas quero que você mesma tome essa decisão, Luana. Só você pode saber o que é certo para você.

Luana sorri levemente.

– Nina disse a mesma coisa para mim.

– Ela disse, é? – Dolores sorri e acaricia os cabelos da afilhada.

Luana assente.

– Sim – ela responde. – Logo após o trabalho, nós duas fomos para um bar, e ela também me disse que eu devia seguir meu coração.

– Não exatamente – Dolores diz.

Luana a encara sem entender.

– Como assim, madrinha?

– Estou dizendo que nem sempre você deve dar ouvidos apenas a seu coração, mas à razão também. Muitas pessoas agem por impulso, com a desculpa de que ouviram a voz de seus corações, e acabam indo pelo caminho errado, assim, se arrependendo amargamente.

Dolores enxuga alguns resíduos de lágrimas do rosto da afilhada.

– Por que não toma um tempo só para você, para pensar seriamente no que deve fazer? Afinal, seu coração e sua razão devem estar em equilíbrio, pois só assim você será feliz de verdade.

Luana pensou no que sua madrinha lhe dissera e pôde sentir-se um pouco melhor com aquelas palavras. Estava longe de se sentir completamente bem, mas aquela conversa a ajudou um pouco, apesar de que ainda tinha dúvida sobre o que realmente fazer.
Luana sorri agradecida para a mulher que sempre fora seu consolo e sua maior alegria.

– Obrigada, madrinha. A senhora é bem melhor que uma mãe.

Dolores dá um pequeno toque gentil na ponta do nariz de Luana.

– Faço o que posso pela minha princesinha. – Dolores se levanta, finalmente. – Vai querer jantar?

Luana respira mais aliviada e assente.

– Sim, vou – responde e se levanta, pegando sua bolsa junto e colocando no ombro. – Mas, primeiro, vou sair.

Dolores a encara especulativa.

– O que você vai fazer na rua à uma hora dessas, menina?

– O mercado da esquina ainda está aberto. Vou comprar algumas coisas para o piquenique de amanhã.

– Piquenique?

– Sim – Luana sorri. – A senhora mesmo me disse que eu preciso de um momento de paz para decidir o que realmente quero da minha vida. – Ela dá de ombros. – Bem, amanhã estarei de folga, então, nada melhor do que estar ao lado de meus amigos e de minha madrinha. E a senhora vai, ok? – Luana diz firmemente, embora com um tom gentil. – Nada de continuar aqui para ver suas novelas – ela ressalta antes que Dolores possa retrucar e sai, fechando a porta atrás de si.

Dolores balança a cabeça e sorri.

– Essa menina...

* * *

– Podemos entrar? – Ivan pergunta ao fitar a surpresa do sobrinho ao vê-los parados à porta.

David olha de Ivan para Alan, e assente lentamente.

– Sim. Entrem – David abre a porta e se senta em sua cama de solteiro, olhando para os dois. – Para falar a verdade, também queria falar com vocês. Mas, primeiro, podem dizer o que vieram dizer.

Alan e Ivan se entreolham brevemente, e Ivan toma a dianteira.

– Alan disse que você escutou toda a conversa.

– Não toda. Mas uma parte dela – David responde.

Ivan balança a cabeça.

– Entendo... – ele diz, não sabendo muito bem por onde começar.

– David – Alan toma coragem. – viemos aqui porque queremos te pedir perdão.

David encara seu jovem tio com surpresa.

– Me pedir... perdão?

– Sim – Alan responde. – Deixamos nosso egoísmo e medo falarem mais alto, e acabamos sendo negligentes em relação a você.

Ivan concorda.

– Alan tem razão. Algumas coisas poderiam ser diferentes se tivéssemos sido bons tios para você.

David sorri nervosamente e desvia o olhar.
Num curto espaço de tempo seus tios mudaram ao ponto de chegarem a lhe pedir perdão. Mas, teriam sido Alan e Ivan os verdadeiros vilões daquela história? Ele sabia que não. Seus tios haviam sido negligentes e nada afetuosos para com ele, mas também eram bons. David nunca se sentira plenamente em uma família, mas sabia que aqueles dois eram o mais próximo de uma; carne de sua carne, sangue de seu sangue.
Em pouco tempo, havia feito pior do que eles dois juntos. Então, não havia a quem perdoar a não ser a si mesmo.

– Não precisam pedir perdão – David disse e voltou a olhar para eles. – Falo sério.

– Mas... – Ivan insiste.

– Falo sério, Ivan – David fala antes. – Sei que vocês não foram os melhores tios do mundo, mas ainda são meus tios. É verdade que ainda tenho muita mágoa de algumas coisas que aconteceram, e principalmente do que aconteceu com meus pais... – ele fecha os olhos firmemente e depois respira fundo. – Mas isso faz parte do meu passado, e não posso mudá-lo. Meu propósito agora é focar no meu presente e futuro – David complementa e dá um leve sorriso.

Alan olha para o irmão, depois para o sobrinho.

– Me desculpe perguntar, mas... O que você vai fazer? – Alan pergunta.

David suspira.

– Não tenho tantos planos – responde. – Mas meu verdadeiro intuito de agora é encontrar meu pai.

David quase acha divertido o modo como os olhos de seus tios cresceram mediante a surpresa.

– Você está louco, David? – pergunta Alan, embora aquilo mais parecesse uma afirmação.

– David... – Ivan fala calmamente, como sempre, para tentar disfarçar o nervosismo estampado em sua face. – Tem idéia do que está dizendo?

– Tenho – David responde convicto, apesar de ainda estar com meio sorriso nos lábios. – Vocês são minha família, mas ele também é. Ele é meu pai, e eu vou atrás dele.

– David, tivemos que fugir da Romênia por causa de seu pai – Alan disse.

– Não, Alan. Fugimos da Romênia porque a Elite repudiava a idéia de ter um vampiro mestiço por perto. Além do que, eu ouvi a conversa que vocês tiveram com Lorde Gaspian a respeito de meu pai, e o que ele havia feito com uma parte da Elite, com o intuito de me encontrar.

David olha atentamente seus tios o encararem com surpresa e preocupação.

– Eles têm medo de que eu me alie com meu pai, e os destrua, não é?

Ivan assente.

– Parece que sim.

David contrai a mandíbula e o olhar, demonstrando todo seu ódio pela Elite.

– Até que não parece ser uma má idéia.

– Não, David Ivan fala firmemente para o sobrinho, que o encara. – Concordo em você ver seu pai, mas não em se aliar a ele para o início de uma catástrofe. Os membros da Elite são muito poderosos. Seria uma verdadeira tolice enfrentá-los.

David assente pensativo.

– Entendo.

– Você pode pensar que nós estamos sendo, mais uma vez, medrosos e covardes perante a Elite, David – diz Alan. – Mas eles realmente são poderosos, e não queremos que aconteça nada a você. Por favor, entenda.

– Já disse que entendo – David diz e olha para o tio. – E agradeço por se preocuparem comigo.

Alan assente e sorri de volta para o sobrinho. Sua relação com David parecia ter melhorado, mas ainda precisava ser cauteloso com certas coisas.

– Bem, Ivan precisa falar com você. Eu vou tomar um gole de café.

– Como ela está, Alan?

Alan para em frente a porta e olha para o sobrinho, que está olhando fixamente para o quadro na parede. Alan sorri ao ver o retrato de Luana e volta a olhar para David, que desvia o olhar. Ele sabia que ainda seria muito difícil para o sobrinho ter que perder o amor de sua vida para outro homem.
David parecia mudado, então ele também teria que mudar e tomar outro rumo de sua existência. Ainda mais quando seus sentimentos em relação a Luana já não estavam tão certos quanto antes.

– David, eu...

– Ela está bem? – David torna a perguntar.

Alan assente.

– Sim, ela está. Apenas um pouco triste.

– Por minha causa, não é? – David já não conseguia mais encará-lo.

Alan nega.

– Não exatamente. Mas por causa da história.

– Sim... – David se levanta e olha mais uma vez para a grande moldura. – A última coisa que quero é que Luana sinta pena de mim.

Alan iria responder que ela sentia mais do que aquilo, mas ficou em silêncio quando David se virou para ele.

– Cuide dela, Alan.

Ivan olha pasmo para os dois, e Alan encara seu sobrinho com descrença.
O que ele acabara de dizer?

– O que? – Alan pergunta totalmente descrente no que ouvira.

David sorri tristemente.

Não havia nada que ele pudesse fazer para ter Luana ao seu lado, tinha que admitir. O que mais sonhara, desde o dia em que a conhecera, era de tê-la para sempre em seus braços e ter seu amor retribuído. Porém, tinha que reconhecer que grande parte de suas ações a fizeram se manter ainda mais longe.
Nem em um milhão de anos pensara que pudesse perder para Alan, ainda mais se tratando de seu único amor. Mas teria que reconhecer quando perdia, principalmente para protegê-la de si mesmo. A amava demais, e sempre amaria, e por isso a manteria longe.

– Sei o que estou fazendo – David diz, tentando manter a voz firme. – E é melhor que seja assim.

Ivan o encara com desconfiança.

– Você... tem certeza?

David se vira para olhar o quadro e acaricia a borda da moldura. Ele olha para os tios.

– Sim – ele assente. – Eu tenho.

– David...

– Eu espero que você a faça muito feliz, Alan. Senão, eu volto da Romênia e acabo com você.

Apesar de dizer aquelas palavras, David sorria afetuosamente para o tio, que também retribui o sorriso.

– Com isso você não deve se preocupar. Cuidarei muito bem dela. – Alan olha para Ivan, que permanece pensativo. – Ivan tem algo importante a lhe dizer. Vou descer e tomar um café. Com licença – ele diz e faz um gesto educado com a cabeça, logo saindo do quarto.

David fecha os olhos por um momento e suspira profundamente, depois sentando na cama.

– O que você tem a me dizer, Ivan?

Ivan olha para o sobrinho.

– Não muita coisa. Apenas lhe entregar isso – Ivan estende um pequeno envelope pardo.

David pega o objeto com cautela.

– O que é isso? – pergunta curioso.

– Algo que nunca lhe dei, mas acho que é um direito seu ter em mãos. Não precisa abrir agora.

David o encara especulativamente.

– É algo que sempre foi seu por direito, e quero que você tenha seu momento sozinho quando abrir.

David nada falou, a não ser continuar olhando fixamente o envelope pardo.

– Tem certeza que fez o correto em desistir da mulher que ama?

Por fim, David olha atentamente para o tio.

– Acho que nisso você me entende muito bem.

Ivan arqueia as sobrancelhas, surpreso em saber que David sabia sobre seu amor por Katherine. Realmente, ambos estavam na mesma posição.

David sorri com a expressão no rosto do tio.

– Eu disse que ouvi uma boa parte da história, Ivan. Mas, apesar de minha mãe ter sido apaixonada por meu pai, você também foi importante para ela. É nisso que eu acredito.

Ivan engole em seco e sorri tristemente para o sobrinho, que o olhava atentamente.
Sim, sabia que Katherine tivera um afeto por ele, sendo gentil e carinhosa, exatamente como a mãe deles. Ela o tinha encantado a tal ponto que não se importava se ela estava morta, ou o que acontecera no passado; iria amá-la para sempre.

– Sim – Ivan concorda. – Eu também acredito.

Ambos sorriram.

– Vou deixá-lo sozinho. Avise-me se precisar de algo.

David espera Ivan sair e dirige sua atenção ao envelope. Era direito ele ter aquilo em mãos, Ivan dissera.
Mas, o que devia ser?

* * *

Luana já tinha feito as compras para o piquenique do dia seguinte, e só comprar uma pomada para o ferimento em seu pescoço.
Ela leva a mão até a gola da blusa.
Ainda estava tentando entender como aquilo tinha sido um sonho, mas, ao mesmo tempo, algo tão real.

– Boa noite. Posso ajudá-la?

Luana olha para o rapaz à sua frente e sorri educada.

– Vocês têm pomada para ferimentos?

– Temos, sim, senhorita – o jovem responde. – Queira me acompanhar.

Luana o acompanha e sorri com a coincidência.
Lembrava-se claramente da primeira vez que conhecera David. Ele também tinha ido lá comprar uma pomada para seu ferimento, que já não mais estava em seu braço, devido a sua regeneração como vampiro.
Quem diria que até uma farmácia a faria se lembrar dele.

“Você se machucou?” – perguntou Luana para o belo garoto de cabelos negros e olhos azuis-safira.

Ele olhou para seu braço, que agora estava normal.

“Estava machucado antes” – ele disse, dando de ombros. – “Não sei o que aconteceu. Mas, e você?”

Luana sorriu.

“Os remédios não são para mim, mas para minha madrinha. Ela é um pouco doente.”

“Entendo” – o garoto disse, não conseguindo tirar os olhos dela. – “Você é muito bonita.”

Luana sorriu um pouco acanhada pelo elogio daquele simpático garoto.

“Obrigada.”

Luana sorri ao ter a lembrança.
Não adiantava. Não conseguia mais parar de pensar nele.

– Eu te amo... – ela diz vagamente.

Luana torna ao mundo real e percebe que o atendente a olha com uma expressão interrogativa e um sorriso no rosto.

– O que... – ele fala sem acreditar.

Luana balança a cabeça para tentar pensar com clareza.
Que droga havia feito?

– Não – ela engasga. – Não é você.

O rapaz assente devagar, ainda sorrindo da situação e pede licença, saindo para atender outro cliente. Luana apóia a testa na mão, querendo apagar a situação vexaminosa que acabara de passar.

– Droga...

* * *

David fica apreensivo sobre o conteúdo que tinha dentro daquele envelope. Sentia-se curioso, mas, ao mesmo tempo, tenso.
Ele toma coragem e levanta a aba do envelope, puxando o que parecia ser duas fotos 15x21. Ele as vira para si e arregala os olhos ao ver as pessoas que estavam nas fotos. Uma delas era de um retrato pintado à mão de uma belíssima mulher de pele alva, cabelos negros e lindos olhos azuis-safira, como os dele. Na outra foto, outra que continha um retrato pintado a mão, um homem incrivelmente belo, e com uma semelhança assustadora com ele, o encarava de volta; as únicas diferenças eram das roupas antigas, e o cabelo mais longo.
Sim, eram eles. Ele podia ter certeza.
Agora David sabia que não conseguiria mais controlar seus verdadeiros sentimentos.
Uma lágrima caiu após o outra, mas ele sorriu por poder estar vendo como eram seus pais, pela primeira vez na vida. Sentira-se tão infeliz e solitários por nunca tê-los a seu lado, mas agora podia contentar-se em ver seus rostos.

– Pai... Mãe...

Ele já não conseguia mais ver os rostos nas fotos, pois seus olhos estavam inundados pelas lágrimas que teimavam em cair.
Não teria sua mãe ao seu lado, nem a única mulher que amou e que sempre amaria. Mas iria atrás de seu pai, pois seria a única maneira de nunca mais estar sozinho.



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