História A nossa História - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Sorriso Maroto
Personagens Bruno Cardoso, Cris Oliveira, Fred Araújo, Sérgio Jr., Vinícius Augusto
Tags Brunocardoso, Sorrisomaroto
Exibições 15
Palavras 1.758
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Tudo tem explicação


Fanfic / Fanfiction A nossa História - Capítulo 9 - Tudo tem explicação

 


        Foi um final de semana bom, apesar dos contratempos, eu e o Bruno saímos para almoçar juntos, dormimos agarradinhos, fizemos amor inúmeras vezes, rimos, brincamos, eu já havia até me esquecido dos meus problemas profissionais, só não dava pra esquecer da tal Marcela, até parecia que ela fazia questão de ser lembrada, me provocou final de semana inteiro, é o pior que as provocações eram silenciosas, ela me provocava com o olhar, eu tive que por diversas vezes controlar a vontade de voar no pescoço dela, o Bruno por sua vez nem notava isso, ou fazia não notar, sei lá...Já era hora de voltar pra casa, Bruno fez questão de me levar no meu apartamento, até subiu com as malas e colocou-as no quarto, ele era um príncipe, ele até pediu pra dormir lá, mas eu achei melhor que ele fosse pra casa dele, eu também teria que acordar cedo pra ir pro trabalho.
Na manhã seguinte fui para o trabalho e as coisas fluíram de uma forma até tranquila demais para uma segunda-feira, no fim do expediente passei na faculdade, eu iria pegar meu certificado de conclusão de curso, era como ganhar medalha de ouro. Estava muito orgulhosa de mim mesmo, era minha segunda graduação, eu já tinha um emprego bom , com muitas cobranças, mas a remuneração era maravilhosa, eu tinha meu apartamento , meu carro e já estava planejando comprar uma casa em búzios, aquilo mexia com minha alto estima, e claro pedia uma comemoração, um brinde, pedia a companhia do Bruno, já estava quase ligando pra ele, mas passou uma breve reflexão na minha cabeça, ele não havia dado noticias desde da noite anterior, tudo bem que ele era meio desligado, e bastante dorminhoco, mas poxa a gente tinha passado um final de semana juntos, ele devia ter me mandado ao menos uma mensagem, decidi por fim ir pra casa, eu que não iria ficar correndo atrás dele.
Mais um dia amanheceu e nem sinal do Bruno, eu passei quase que a noite toda verificando meu celular e nada dele, eu estava sentindo um misto de sensações, preocupação, medo, raiva, saudade, tristeza...Fui trabalhar, eu não conseguia nem me concentrar, já era próximo ao meio dia quando eu resolvi quebrar o silêncio, liguei pra ele.
-Alô, Bruno?
-Não, é a Marcela. Quem gostaria de falar com ele?
-Ele está por perto?
-Ele não pode falar agora querida, quer deixar recado?
-Ligo mais tarde, obrigada!

Que diabos aquela mulher estava fazendo com o celular do Bruno, que tamanha liberdade era aquela? E o Bruno? onde estava? Tinha alguma coisa de errado...Eu estava confusa, havia até perdido o apetite, resolvi mergulhar no trabalho, aquela era única maneira de não pensar nele...Ilusão minha, eu não conseguia pensar em outra coisa, eu tinha uma vontade enorme de chorar, minha cabeça dava marteladas, eu tinha que ir pra casa, e assim fiz.
Pra minha sorte a Yasmin estava por lá, corri pra desabafar, ela me ouvia atentamente, enquanto segurava minha mão.
-Calma amiga, deve ter acontecido alguma coisa. o Bruno não faria uma coisa dessas com você, aliás tá na cara que ele está apaixonado por você. Vai pro seu quarto toma um banho, relaxa um pouco e liga pra mãe dele pra saber o que houve.
Assim eu fiz, a Yasmin era como uma mãe pra mim, ela me conhecia como ninguém, era minha amiga de infância, além disso ela agia sempre com a razão.
-Alô, D. Nilza?
-Ela mesmo
-D. Nilza tudo bem? Aqui é a Bruna amiga do seu filho. 
-Oi minha linda, como você está? (ela tinha na voz um tremor, estava com a voz abatida)
-Estou muito preocupada com o Bruno, ele não dá noticias tem quase dois dias, liguei pro celular dele e não consegui falar. Aconteceu alguma coisa com ele?
-O meu filho Léo sofreu um acidente de carro ontem na hora do almoço, graças a Deus agora ele está bem, fez uma cirurgia e está ainda sedado, o médico acredita que não vai ficar sequelas, mas o Bruno é sismado e teimoso demais, não sai do quarto do hospital pra nada, nem pra comer eu estou muito preocupada com ele minha filha.
-Nossa D. Nilza eu não fazia ideia do que tinha acontecido, eu liguei pra ele mas uma moça chamada Marcela atendeu e não me disse nada.
-Nem atender o telefone ele quer, o Bruno gosta muito de você minha filha, todos nos gostamos, mas essa noticia nos abalou demais. A Marcela tinha que ter te falado, ela com essa mania de querer se meter na vida dos outros, eu se fosse o Bruno já tinha perdido a paciência, ela não se toca que ele não quer nada com ela.
-Eu entendo D. Nilza, mas eu
preciso ver ele
-Claro meu amor, vou te passar o endereço por mensagem e você vai até lá, tenta tirar ele de lá Bruna, ele já está cansado, não se alimenta,mais um filho doente eu não aguento.
-Farei o máximo de sacrifício pra ajudar D. Nilza, eu mando noticias, fique bem!
-Obrigada linda, um beijo
-Outro 

Assim fiz, não sei nem como cheguei com vida naquele hospital, nem me lembro do trajeto que fiz. Entrando pela sala de espera me deparo com alguns conhecidos, entre eles a tal Marcela e o Victor. Fiz um comprimento geral e logo Victor veio ao meu encontro.
-Eu vim assim que soube Victor
-O Léo está bem, mas o Bruno não arreda o pé de lá. Parece estar no mundo da lua
-Foi o choque, o susto. Preciso ver ele Victor!

Não demorou muito pra tal Marcela se pronunciar
-Ele não quer falar com ninguém, vocês tem que respeitar o momento dele gente.
Tadinha, falou sem sucesso. Não nos demos o trabalho de responde-lá, seguimos pra a recepção e pouco depois eu já tinha meu acesso liberado, ser psicóloga me proporciona um bom argumento, e um certo poder de persuasão. Quando entrei no quarto me deparei com um Bruno que eu jamais pensei ver, cabeça baixa e cabelos bagunçados, o som da porta lhe fez levantar a cabeça e eu pude notar seu semblante de tristeza e cansaço.
Fui ao encontro dele e lhe abracei, ele precisa daquele abraço tanto quanto eu, foi um abraço de entrega, ele parecia uma criança sedenta por um afago, um aconchego, o único som que ele emitia era o do choro, minha garganta chegou até secar.
-Vai ficar tudo bem meu amor, eu tô aqui.
Aquele abraço se perdurou por longos segundos, até sermos interrompidos por um médico entrando no quarto, cheio de papéis nas mãos, já se dirigiu ao Bruno dizendo:
-Bruno, os resultados dos exames estão aqui e eu tenho uma ótima noticia. O Leandro, vai ficar bem e sem sequelas, a cirurgia foi um sucesso. Vou manter a sedação durante essa noite, até pra ele descansar melhor. Agora eu sugiro que você também vá descansar, porque o Leandro já está melhor que você. Sua namorada vai cuidar disso. (Ele sorriu pra mim e já foi saindo do quarto)

Quem me dera ser namorada dele....
-Viu meu amor, eu sabia que o Léo ficaria bem. Agora você precisa descansar, olha pra você Bruno, precisa se alimentar.
-Não posso deixar ele sozinho
( Em fim a voz saiu, meio tímida ainda)
-Vou cuidar pra ele não ficar sozinho, vou dar um telefonema e buscar um café eu já volto!
Ele apenas assentiu com a cabeça e eu segui em direção a sala de espera. Quando entrei na sala, todos me olhavam apreensivos.
-Pessoal, o médico disse que o Léo está fora de perigo e já garantiu que não ficará sequela nenhuma, amanhã a sedação já será retira.
-E o Bruno?
(Victor perguntou de certa forma aliviado)
-Ele está exausto, vou dar a ele um café, e chamar D Nilza pra ficar com o Léo, o Bruno precisa ir pra casa.
Outra vez somos interrompidos pela Marcela:
-Vocês não conhecem o Bruno, ele não vai sair de lá!
-Bruna vai buscar um café pra ele, que eu mesmo vou ligar pra D.Nilza vir. (Victor era um amigo e tanto.
Levei o café para ele, e ficamos aguardando D. Nilza chegar.
-Desculpa por ter sumido, eu precisava de você aqui, mas ao mesmo tempo não tinha forças pra ligar. Você sempre trás luz quando chega minha flor.
-Tudo bem, eu te entendo, e é eu sou quase um abajur (Nós rimos juntos)
Não demorou pra D. Nilza chegar, trocamos algumas palavras e saímos do quarto, quando apontamos na sala de espera, todos nos olharam surpresos. O Victor foi o primeiro a abraçar o Bruno seguido de outras pessoas, inclusive a Marcela que o entregou o celular, e as chaves do carro.
-Brother, vai descansar!  Graças a Deus foi só um susto
-Obrigada Vitão pelo apoio
-Tamu junto irmão, vou te levar pra casa
-Tá tranquilo, vou pra casa da Bruna. Posso nê amor?
(Era a primeira vez que ele me chamava assim, e saiu de uma maneira tão natural que tive que conter o sorriso bobo)
-Claro que pode, vou cuidar de você (Nesse instante me sentia fuzilada pelo olhar da Marcela)
Nos despedimos e seguimos para o apartamento de Bruno, lá ele apenas pegou algumas coisas e uma mudas de roupa e fomos para minha casa. Preparei um banho de banheira com sais relaxante pra ele, ele permaneceu lá enquanto preparava algo pra comer, passei poucos minutos na cozinha e quando entrei no banheiro lá estava ele na banheira de olhos fechados, eu fiz o minimo de barulho possível, mas ele mesmo assim percebeu minha presença.
-Eii moça, chega mais perto. Você precisa relaxar tanto quanto eu?
-Isso é um convite?
-Uma ordem ,vem!
-E o lanche?
-Esquece o lanche, eu só preciso de você

Entrei na banheira com ele, e ele me aconchegou em seus braços, ficamos ali em silêncio por longos minutos até que...
-Eu não sei como me desculpar com você
-Você não te que me pedir desculpas Bruno, fiquei muito chateada porque queria ter te ajudado antes, te liguei mas a Marcela simplesmente não falou nada...Em fim, eu não quero discutir esse assunto agora, juro que não quero...

Ele me beijou, e aquele beijo já havia resolvido tudo, pelo menos por enquanto.
Levei o lanche na cama, e depois deitamos, ele me enchia de beijos e eu retribuía com carinho, não fizemos amor naquela noite, ele estava cansado, com sono, e ainda bastante preocupado, e eu sinceramente chegava até orgasmos só de sentir a respiração dele junto de mim.


 



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