História A nossa história - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Visualizações 103
Palavras 1.471
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Acordo


Fanfic / Fanfiction A nossa história - Capítulo 13 - Acordo

G: Eu vim até aqui para conversar com você – Minha voz deve ter soado minúscula e precisei buscar forças para dizer às palavras que eu tinha ensaiado tanto.

Eu não queria ser a mesma pessoa que ficou com o Leonardo no começo, alguém em quem se passava por cima facilmente. Depois de seis anos, percebi que o problema era que eu não me importava de verdade em lutar por qualquer coisa.

N: Suspeitei desde o princípio. Você quer sentar? – Balancei a cabeça negativamente. – Quer algo para beber?

Ele andou até um minibar e levantou uma garrafa de cristal com um líquido âmbar. Sem pensar, aceitei, e ele preparou dois copos.

N: Apenas dois dedos hoje, flor. – Não contive uma risada.

G: Obrigada. Desculpe, toda essa situação… está me consumindo – Ele ergueu uma sobrancelha, mas pareceu desistir de jogar mais uma insinuação na conversa.

N: Também sinto isso.

G: Com você, sinto como se estivesse nadando num lugar que não dá pé para mim – comecei dizendo. Ele riu, mas não de um jeito rude.

N: Dá para perceber.

G: Entende? Antes do que aconteceu na boate… estive com o mesmo cara desde os meus vinte e um anos. – Nero tomou um gole de seu drinque e depois ficou olhando para a bebida, apenas escutando. Considerei o quanto eu realmente queria contar sobre Leonardo, sobre mim e sobre como nós éramos como um casal. – Leo era mais velho. Mais estabelecido, mais experiente. Nosso namoro era bom. Tudo estava sempre bom. Acho que muitas relações terminam desse jeito, apenas… bom. Fácil. Sei lá. Ele não era meu melhor amigo, e nem era realmente meu amante. Nós apenas morávamos juntos. Tínhamos uma rotina. Eu era fiel ele saía transando por toda São Paulo.

N: Então o que aconteceu? Quem apertou o gatilho?

 Fiz uma pausa, olhando para ele. Eu já tinha usado essa expressão com Alexandre? Tentei lembrar e concluí que não. Usei esse termo para descrever minha vida depois que fui embora, mas nunca falei desse jeito com ele. Senti um arrepio percorrer meus braços. Um milhão de respostas cruzaram minha mente, mas a que usei foi.

G: Eu estava cansada de ser tão velha sendo tão jovem.

N: É isso? Você só vai me contar isso? Você é um completo enigma, Giovana. Olhando para ele, respirei fundo e disse

G: Considerando o que nós fizemos juntos, você não precisa saber nada além disso. Eu deixei muita infelicidade em São Paulo e não estou querendo me envolver com ninguém no momento.

N: Mas então você me encontrou na boate – ele disse.

G: Se me lembro bem – respondi, passando a ponta do dedo pela sua camisa – foi você quem me encontrou.

N: Certo – ele disse, e sorriu, mas, pela primeira vez, seus olhos não sorriram primeiro. Ou mesmo depois. – E aqui estamos nós.

G: Aqui estamos nós – repeti. – Decidi que era minha hora de ser um pouco selvagem – olhei para a janela, para as nuvens flutuantes no céu, como se eu pudesse pular em uma e sair voando por aí, para qualquer lugar, um lugar onde eu estaria segura daquilo que estava prestes a dizer. – Mas encontrei você algumas vezes desde então e… eu gosto de você. Apenas não quero que as coisas fiquem malucas ou saiam dos trilhos.

N: Eu entendo perfeitamente.

Será que entendia mesmo? Era impossível que ele entendesse. E, na verdade, não importava se entendia, ainda mais importante do que minha vida permanecer nos trilhos era minha necessidade de não ter uma vida tão segura quanto era em SP. A segurança era um pesadelo. A segurança era uma mentira.

G: Uma noite por semana – eu disse. – Serei sua uma noite por semana.

Ele me encarou com aquela expressão calma e pensativa e eu percebi que, todas as vezes que o vi antes disso, ele mostrava as cartas que tinha. Seu sorriso era completamente honesto. Sua risada era perfeitamente real. Mas esta expressão era sua máscara. Minha barriga deu um nó doloroso.

G: Quer dizer, se é que você quer me ver de novo.

N: Eu definitivamente quero – ele me assegurou. – Só não sei exatamente o que você quer dizer. Levantei e andei até a janela. Senti ele se mover atrás de mim

G: Sinto que a única maneira de conseguir lidar com isso agora é estabelecer um limite muito claro. Além dessa fronteira, estou aqui para trabalhar, para construir uma vida. Mas dentro desse limite… – fiquei em silêncio, fechando os olhos e apenas deixando a ideia no ar. A ideia das mãos de Alexandre. A ideia de sua boca. Seu corpo esculpido e sua grossura pressionando contra mim de novo e de novo.

G: Podemos fazer qualquer coisa. Quando eu estiver com você, não quero me preocupar com mais nada.

Ele se moveu para o lado, de um jeito que eu virei meu rosto apenas levemente e vi que ele me olhava diretamente nos olhos. Ele sorriu. A máscara tinha sumido, o sol da tarde batia na sala, e seus olhos  escuros pareciam arder em chamas.

N: Você está oferecendo apenas seu corpo para mim.

G: Sim – fui a primeira a desviar os olhos.

N:Você realmente vai me dar apenas uma noite por semana? – Estremeci.

G: Sim.

N: Então você quer… o quê? Um caso sem compromisso, mas com compromisso? – tive que rir 

G: Eu certamente não gosto da ideia de você saindo por aí pegando várias mulheres. Então, sim, isso faz parte do acordo. Se é que você faz esse tipo de coisa. – Ele coçou o queixo, sem responder minha proposta.

N: Qual noite da semana? Sempre a mesma noite? – Eu não tinha pensado nesses detalhes, mas concordei com a cabeça.

G: Às sextas-feiras.

N: Se eu não posso sair com outras mulheres, o que acontece quando eu tiver um evento na quinta ou no sábado onde preciso levar uma acompanhante? – Meu peito se torceu de ansiedade.

G: Não. Nada de aparições públicas. Acho que você vai precisar levar sua mãe nessas ocasiões.

N: Você é uma garota exigente – seu sorriso seguiu suas palavras e cresceu lentamente, como uma fogueira que se acende devagar. – Isso parece tão organizado. Nosso modus operandi não tem sido assim até agora, flor.

G: Eu sei. Mas esta é a única maneira que parece sã para mim. Não quero aparecer nos jornais com você. – Suas sobrancelhas se juntaram

N: Por que isso especificamente? – Balançando a cabeça, percebi que tinha falado demais.

G: Apenas não quero.

N: Eu não tenho nenhuma voz nisso? Vamos apenas nos encontrar no seu apartamento e transar a noite inteira? – Passei a ponta do dedo pelo seu peito novamente, descendo ainda mais, até chegar em seu cinto. Esta era a parte que eu esperava que ele aceitasse, e a parte que eu mais temia. Depois da boate, do restaurante e do baile, eu estava começando a me sentir viciada em adrenalina. Não queria abrir mão disso.

G: Acho que nos saímos muito bem até agora. Não quero usar meu apartamento. Nem o seu. Vou esperar você me enviar uma mensagem de texto dizendo onde eu devo te encontrar e o que esperar no geral, para que eu possa me vestir de acordo. Não me importo com o resto.

Fiquei na ponta dos pés e o beijei. Comecei apenas provocando, mas então o beijo ficou tão intenso que eu quase desejei retirar tudo que disse e ficar com ele todas as noites da semana. Mas ele se afastou primeiro, respirando pesadamente.

N: Eu posso evitar os fotógrafos, mas estou obcecado em tirar fotos com você. É minha única condição. Sem mostrar os rostos, mas fotos são permitidas.

 Um arrepio subiu pelas minhas costas e eu encarei seu rosto. Só de pensar em ter provas dele tocando minha pele nua e depois olhando fotos de nós transando fez um calor se espalhar do meu peito até o rosto. Ele percebeu, sorrindo e acariciando meu queixo.

G: Quando isso terminar, você vai precisar apagar as imagens –  Ele assentiu imediatamente.

N: É claro.

G: Te vejo na sexta, então – coloquei minha mão dentro de seu casaco, aproveitando para passear nas linhas duras de seu peito antes de tirar seu celular do bolso interno e discar meu número. Meu celular tocou na minha bolsa. Senti seu sorriso sem nem precisar olhar em seu rosto. Guardei o telefone de volta no bolso dele, virei e fui embora, sabendo que, se eu olhasse para trás, não resistiria e voltaria. Eu me despedi de sua mãe e fiz a longa viagem de elevador até o saguão no térreo, pensando na câmera de seu celular o tempo todo. Depois de andar dois quarteirões, meu celular tocou dentro da minha bolsa.

 Me encontre na sexta, entre a  rua 11  e a orla da Lapa. 18h. Vá de táxi e espere até eu abrir a porta. Você pode ir direto do trabalho


Notas Finais


Migas suas locas... me perdoem a demora!
MAS VOLTEIIIIIII. Boa leitura curtem e comentem
BEIJO NA BUNDA


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