História A nossa história - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Visualizações 181
Palavras 1.336
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Galpão


POV NERO

Quando eu era jovem e inocente, Demétrius Gerard foi o segundo cliente que tive. Ele tinha uma empresa pequena, mas rentável, que comercializava antiguidades no norte do Rio. Ele precisava de capital para expandir e, eu soube mais tarde, para bancar uma longa lista de informantes que o mantinham atualizado sobre o que se descobriria por aí. Informantes que permitiram que ele se tornasse um homem muito, muito rico. Legalmente, é claro. De fato, Demétrius Gerard se tornou tão bem-sucedido que era dono de doze galpões apenas no Rio de Janeiro, sendo que o maior deles ficava entre a Décima Primeira e a Lapa

Tirando o papel do meu bolso, digitei o código que Demétrius tinha me passado por telefone pela manhã. O alarme tocou duas vezes antes da fechadura da porta se abrir com um som metálico. Com um rápido gesto para o meu motorista, abri a porta pesada, ouvindo meu carro partir enquanto eu entrava lá dentro. Um elevador de carga me levou até o quinto andar e eu tirei meu casaco, dobrando a manga da camisa e olhando ao redor. Paredes e chão de cimento liso, luminárias penduradas nas vigas do teto. Ele usava esses prédios para guardar coleções que seriam vendidas mais tarde em leilões ou transportadas para vários negociantes.

A luz do sol ainda entrava pelas janelas sujas e rachadas que se alinhavam em duas paredes do galpão, e fileiras e mais fileiras de espelhos cobertos de panos preenchiam o espaço. Cruzei o galpão, provocando nuvens de poeira a cada passo, e levantei uma cobertura de plástico da única peça de mobília do lugar, um sofá de veludo que eu tinha mandado entregar mais cedo. Sorri, passando as mãos na curva do assento, imaginando se Giovana estivesse ali, nua e implorando. Perfeito. Passei a hora seguinte cuidadosamente tirando a cobertura de cada espelho e os movendo ao redor, direcionando-os para o sofá que coloquei no meio de tudo. Alguns espelhos eram ornamentados, com grandes molduras douradas e vidros que envelheceram nas bordas com o passar do tempo.

O sol havia se posto atrás dos prédios ao redor quando terminei, mas ainda brilhava o suficiente para que eu não tivesse que ligar as lâmpadas fluorescentes. Pela primeira vez desde que pensei neste plano, considerei a possibilidade de que ela poderia não aparecer e o quanto isso seria decepcionante. Eu me acalmei pensando que nós dois éramos adultos, nós dois queríamos aquilo e logo iríamos nos cansar e seguir em frente. Sem problemas. Simples assim. E o fato de ser uma transa incrível também não era nada mal.

Meu celular vibrou do outro lado do galpão e, com uma última olhada ao redor, entrei no elevador e desci a curta distância até o térreo. Ela levantou o olhar ao ouvir o barulho da porta, e meu pau endureceu com a visão dela parada ali, esperando, incerta. Calma, cara. Deixe ela entrar antes de pular em cima dela ´pensei comigo’.

N: Oi – eu disse, beijando seu rosto. – Você está linda

 O cheiro dela já era familiar, algo que lembrava o verão e frutas cítricas. Andei até o táxi e paguei o motorista, virando para ela enquanto o carro ia embora.

G: Isso foi realmente presunçoso da sua parte – ela falou, erguendo a sobrancelha. Seu cabelo estava levemente ondulado, preso na frente com uma pequena presilha prateada. Imaginei como ficaria mais tarde, sem a presilha, todo embaraçado depois de eu transar com ela.

G: Principalmente se você considerar que eu já tinha pagado. – Olhei em direção ao táxi e balancei a cabeça com um sorriso.

N: Vamos apenas dizer que falta de autoestima nunca foi um defeito meu.

G: Então qual é o seu defeito?

N: Acho que não tenho nenhum, na verdade. Talvez seja por isso que você goste de mim.

G: Gostar é uma palavra muito forte – ela disse, curvando o canto da boca num pequeno sorriso.

N: Touché, garota malvada – também sorri ao abrir a porta, fazendo um gesto para ela liderar o caminho. Ficamos em silêncio enquanto andávamos até o elevador e durante a subida, mas uma pesada sensação de antecipação era palpável entre nós. O elevador abriu as portas que davam direto no galpão, mas, ao invés de entrar, Giovana se virou para me encarar.

G: Antes de entrarmos aí – ela disse, acenando com a cabeça – eu preciso que você diga que não vou encontrar nenhuma corrente e, tipo, apetrechos aí dentro.

Eu ri, enxergando apenas agora o quanto a situação parecia estranha e o quanto ela estava confiando em mim. Prometi a mim mesmo que faria tudo valer a pena.

N: Nada de algemas ou chicotes, prometo – eu me aproximei e beijei sua orelha. – Talvez alguns tapas de leve, mas vamos primeiro ver como a noite progride, certo? – dei um tapa em sua bunda antes de liderar o caminho para fora do elevador.

G: Uau – ela disse, com o rosto ficando um pouco vermelho enquanto andava. Fiquei assistindo enquanto ela olhava ao redor lentamente. Usava um vestido cor de vinho, mostrando as longas pernas que terminavam em grandes saltos pretos. – Uau

N: Ainda bem que você aprovou. – Ela correu um dedo na superfície de um grande espelho de prata, com os olhos encontrando os meus através do reflexo.

G: Estou percebendo um tema aqui.

N: Se está se referindo ao fato de que eu me excito observando você, então, sim, esse é o tema – sentei em uma das grandes janelas, esticando as pernas na minha frente. – Adoro assistir você gozando. Porém, mais do que isso, adoro o jeito como você se excita ao ser observada – seus olhos se arregalaram como se aquilo que eu disse fosse algo surpreendente.

 Será que a julguei errado? Para mim, estava claro que ela era ao menos um pouco exibicionista e mais do que um pouco fascinada com a adrenalina de ser vista.

N: Você sabe que eu gosto de olhar as fotos de você nua. Sei que você gosta de sexo em público. Por acaso eu me enganei com alguma dessas coisas?

G: É que ouvir isso em voz alta é estranho – ela andou pelo galpão, olhando para cada espelho enquanto passava. – Acho que sempre pensei que outro tipo de pessoa gosta dessas coisas, não eu. Percebi que isso parece ridículo.

N: Só porque você vivia de um jeito diferente antes, não significa que você gostasse.

G: Acho que não entendo direito o que eu gosto – ela disse, virando para me encarar. – Acho que não vivi o suficiente para saber de verdade.

N: Bom, aqui está você, no meio de um galpão vazio, apenas com um sofá cercado de espelhos antigos. Eu adoraria ajudar você a se descobrir. – Ela riu, aproximando-se novamente de mim.

G: Este prédio não é seu.

N: Continuou pesquisando minha vida, não é?  –Ela deixou a bolsa encostada na parede e sentou no sofá, cruzando as pernas.

G: Eu precisava descobrir coisas além das colunas sociais. Para ter certeza que não iríamos recriar uma cena de O massacre da serra elétrica– Balancei a cabeça, rindo, surpreso com alívio de saber que ela teve o bom senso de pesquisar antes de aparecer.

N: Este prédio é de um cliente meu.

G: Um cliente com fetiche por espelhos?

N: Não sei o quanto você descobriu nas suas pesquisas. Mas tenho dois sócios, e cada um de nós tem sua própria área de especialização, Otaviano Costa é especialista em biotecnologia, James Marshall em tecnologia. Eu me concentro nas artes, galerias e…

G: Antiguidades? – ela disse, fazendo um gesto para os espelhos.

N: Sim.

G: O que nos traz para o motivo de estarmos aqui.

N: Terminou com o questionário?

G: Por enquanto.

N: Satisfeita?

G: Hum… ainda não. – Ahhhh essa mulher vai me deixar louco. Cruzei o galpão e me ajoelhei na frente dela.

N: Tudo bem com isso tudo?

G: Com você transando comigo num galpão cheio de espelhos? – ela passou uma mecha do cabelo atrás da orelha e deu de ombros, num gesto cheio de inocência. – Surpreendentemente, sim


Notas Finais


beijo de luz mesmo, que agora vou dormir...


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