História A nossa história - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Visualizações 176
Palavras 1.829
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Gosta de ler?


Na segunda-feira de manhã, eu me senti energizada e completamente concentrada na reunião de departamento das nove horas. Os outros executivos e suas assistentes tinham finalmente chegado ao novo escritório e, graças ao trabalho de Giane, nós fomos inundados com a perspectiva de vinte novos clientes. Fui soterrada com trabalho. No lado positivo, agora eu teria pouco tempo para fantasiar com bonequinhos de vodu do Leonardo e técnicas de castração.

Mas, no meio da correria, pulando de reunião em reunião, uma parada no banheiro e um momento de sossego após um telefonema, eu lembrei de minha noite com Alexandre, seu corpo malhado e nu atrás de mim, minhas pernas pesadas com uma deliciosa exaustão e suas mãos agarrando meus cabelos. “Não feche os olhos, não se atreva a fechar os olhos. Estou quase lá.” Apesar da diversão daquela noite, eu me senti meio fora do ar no sábado de manhã. Não exatamente arrependida, mas um pouco envergonhada por ter realmente feito aquilo.

Comecei a pensar que eu estava passando uma má impressão pra ele, aparecendo num local desconhecido e disposta a deixá-lo fazer o que quisesse comigo na frente de centenas de espelhos, onde provavelmente ninguém poderia me ouvir se eu precisasse de ajuda. Acontece que, mesmo debaixo daquela fina camada de mortificação, eu sabia que nunca havia me sentido tão viva. Ele fez com que eu me sentisse segura, por mais estranho que possa parecer.   Ele não pareceu nem um pouco surpreso ou crítico quando exigi meus termos em seu escritório e nem piscou quando eu disse que não transaríamos em nenhuma cama.

 Recostei-me na cadeira em minha sala, fechando os olhos à medida que a lembrança da última vez em que transei com Leo, mais de quatro meses atrás, voltava. Nós tínhamos desistido de discutir por causa dos seus horários ou dos meus. A falta de intimidade em nossa relação parecia uma sombra negra que crescia para cobrir o quarto. Tentei apimentar as coisas, aparecendo em seu escritório tarde da noite vestindo apenas um sobretudo e saltos altos. Mas seria melhor se eu tivesse usado uma fantasia de patinho, de tão constrangido que ele pareceu ao me ver.

L: Não posso transar com você aqui – ele disse rispidamente, olhando por cima do meu ombro. Talvez ele tenha dito aquilo porque só podia transar com outras mulheres no escritório.

Eu me senti humilhada. Sem dizer nada, virei e fui embora. Mais tarde, naquela noite, ele voltou para casa e tentou compensar... me acordou, me beijou, tentando ir devagar e fazer direito. Mas não foi bom.

 Meus olhos se abriram quando a realidade pareceu me acertar nesse momento totalmente aleatório. Nero fazia com que eu me sentisse tão bem, e Leo apenas fazia com que eu me sentisse horrível. Estava na hora de amadurecer e parar de pedir desculpas por fazer as coisas que eu queria. Embora eu ainda o desejasse desconfortavelmente muito, saber que Alexandre iria me contatar em algum momento me fez não ficar a semana inteira pensando em como e onde iria acontecer. Mas, quando chegou a hora do almoço na sexta-feira e ele ainda não tinha entrado em contato, pensei que, se ele quisesse acabar as coisas entre nós, só precisaria parar de enviar as mensagens.

Não combinamos nenhuma regra sobre isso. Na verdade, a maneira como eu arranjei tudo significava que o jeito mais gracioso de se afastar seria simplesmente desaparecer. Havia algo de reconfortante sobre um compromisso que era tão tênue a ponto de poder evaporar. Mesmo assim, eu queria encontrá-lo de novo.

Deixei meu celular na gaveta da minha mesa, determinada a não levá-lo comigo para a reunião da tarde. Mas, depois de dez minutos discutindo sobre uma campanha de marketing para uma marca de lingerie, e com a lembrança de Nero tirando minha calcinha ainda passando em minha mente, pedi licença e fui até minha sala atrás do celular. Sem mensagem. Droga. De volta à reunião, encontrei Giane mostrando slides rapidamente. Não foi um problema para mim, pois eu já tinha visto a apresentação antes, mas pude perceber que os executivos juniores recém-chegados estavam com cara de quem vai pôr o almoço para fora.

G: Vai mais devagar, Giane – eu me aproximei e disse em voz baixa. Ele voltou sua atenção para mim, claramente irritado

Giane: O quê? – Engoli em seco. Colegas ou não, ele ainda era totalmente assustador.

G: Acho que você passou pela segmentação de marketing rápido demais – expliquei. – Você terminou isso ontem, mas esses caras acabaram de descer do avião. Deixe eles digerirem a informação. – Ele assentiu rapidamente e olhou de volta para a tela. Eu quase podia vê-lo contando até dez em sua mente enquanto esperava os executivos lerem o slide.

Olhei para Amora do outro lado da mesa. Ela estava observando-o, mordendo a caneta e tentando não cair na risada. Eu duvidava que Giane tivesse qualquer simpatia pelos funcionários da Gianechini Media que tinham acabado de ser transplantados de suas vidas e precisavam memorizar dezessete tabelas com números de marketing em apenas vinte e quatro horas.

Giane: Pronto? – ele perguntou, clicando o próximo slide sem esperar uma resposta. Entre na onda ou faça as malas. Foi isso que ouvi Bennett falar para um novo sócio de marketing chamado Andre.

 Meu celular vibrou alto em cima da mesa e eu o peguei, pedindo desculpas pela interrupção. Graças a Deus, pelo Bennett e por seu perfeccionismo impaciente, eu tinha esquecido de pensar por dois minutos inteiros se o Alexandre ainda estaria interessado em mim.

MENSAGEM

 A Biblioteca Pública  possui alguns volumes fascinantes. Edifício Martinez. 18h30. Use uma saia, seus saltos mais altos e nada de calcinha.

Eu sorri olhando o celular, pensando que Alexandre era um maldito sortudo, pois tudo que eu precisava fazer era tirar a calcinha antes de encontrá-lo. Quando olhei para cima novamente, Amora minha deusa ainda mordia a caneta, mas desta vez estava olhando para mim, com as sobrancelhas erguidas. Voltei a encarar Giane e me esforcei para ignorar o olhar dela. Mas eu não conseguia parar de sorrir

--------------------------------------------

Poucos prédios do Rio são tão  reconhecíveis quanto a Biblioteca Pública, com sua vasta escadaria. Eu o tinha visto quatro vezes desde a primeira vez que transamos e, apesar de este encontro ter sido planejado, eu ainda sentia como se minha respiração fosse sugada para fora quando olhava para meu estranho absurdamente irresistível. Ele era mais alto do que qualquer outra pessoa ao redor, e, enquanto procurava por mim na multidão, tomei alguns segundos para apenas aproveitar a visão daquele homem.

Terno preto, camisa cinza, sem gravata. Seu cabelo tinha crescido nas últimas semanas e, embora ele o mantivesse mais longo no topo, eu gostava do jeito bagunçado de agora e o imaginava se movendo entre minhas pernas. Ele criou uma verdadeira trilha na multidão ao andar pelos degraus com seu grande corpo. Eu quero ver você pelado durante o dia, pensei. Quero ver fotos de nós dois em plena luz do sol.

Alexandre me viu, e me pegou em flagrante olhando abobalhada para ele. Um sorriso safado se abriu em seu rosto e ele fez um gesto com o dedo pedindo para eu me aproximar. Quando cheguei mais perto, como sempre o filho da puta me provocou

N: Você estava me olhando vidrada. – Eu ri, desviando os olhos.

G: Não, não estava.

N: Para quem gosta de ser observada em seus momentos mais íntimos, você fica tímida demais quando é flagrada bancando a voyeur. – Senti meu sorriso diminuir enquanto algo acontecia dentro de mim. 

G:  Apenas estou feliz por te ver. – eu disse sem pensar e isso claramente o pegou desprevenido. Recuperando-se, ele abriu um grande sorriso.

N: Pronta para jogar? – Assenti, estranhamente nervosa, apesar do calor que se espalhou por minha pele. Tivemos uma plateia de centenas de espelhos na última semana, mas, fora isso, estávamos sozinhos. Agora, mesmo às seis e meia de uma sexta-feira à noite, a biblioteca estava lotada.

G: Isso parece interessante – murmurei, virando para nos conduzir para dentro quando ele pressionou dois dedos sutis em minhas costas.

N: Confie em mim – disse inclinando-se para frente e sussurrando. – Isso aqui é a sua praia.

Uma vez lá dentro, ele tomou a dianteira, andando na minha frente como se fôssemos apenas dois estranhos passando pela entrada da biblioteca e indo na mesma direção. Enquanto eu o seguia, notei algumas pessoas olhando para ele, duas delas apontaram e assentiram uma para a outra. Apenas um gênio investidor seria tão imediatamente reconhecível. Continuei seguindo seus passos, prestando mais atenção na maneira como seu casaco envolvia seus ombros largos do que para onde estávamos indo.

N: O quanto você sabe sobre a Biblioteca Pública de , Giovana? – Busquei em minha memória por detalhes que eu podia ter visto em algum filme.

G: Com exceção da primeira cena de o que é isso, companheiro? Não muito – admiti. ele riu.

N: Esta biblioteca é diferente das outras porque se mantém basicamente com filantropia. Os doadores, como eu, têm um interesse especial em certas coleções e fazem doações generosas... muito generosas, em alguns casos às vezes, ganham alguns mimos em retribuição. Discretamente, é claro.

G: É claro – eu repeti. Ele parou e se virou para sorrir na minha direção.

N: Esta é a sala que a maioria das pessoas reconhece. Olhei ao redor. O salão estava aconchegante e convidativo, cheio de vozes sussurrantes, passos amortecidos e o som de páginas viradas. Meus olhos seguiram até o teto ornamentado que imitava o céu, passando pelas janelas arqueadas e os lustres brilhantes no alto, e, por um instante, eu me perguntei se esse deus grego estava planejando transar comigo numa das grandes mesas de leitura que preenchiam o cavernoso e muito lotado salão. Acho que deixei escapar uma insegurança em minha expressão, pois ele riu suavemente ao meu lado.

N: Relaxa – disse pousando a mão em meu ombro. – Nem eu não sou tão ousado assim.

Ele pediu para que eu esperasse enquanto cruzava o salão para falar com um senhor do outro lado, que parecia saber exatamente quem ele era. O homem olhou para mim por cima do ombro de Nero e eu senti meu rosto corar, desviando rapidamente o olhar. Alguns momentos depois, eu estava seguindo Alexandre por uma escada estreita até uma pequena sala cheia de estantes e mais estantes de livros.

Ele sabia exatamente para onde ir, e eu não pude deixar de imaginar se ele vinha sempre ali ou se teria encontrado o lugar durante a semana que passou. Na verdade, gostei das duas ideias. Ele parou num canto silencioso, no meio de duas estantes cheias de livros. Parecia que as estantes nos apertavam dos dois lados, o espaço pequeno dava a impressão de que as paredes se fechavam em cima de nós. Ouvi alguém tossindo e percebi que havia ao menos mais uma pessoa na sala. Uma ansiedade se acumulava em minha barriga. Nero tirou um livro da estante sem nem olhar o que era.

N: Você gosta de ler pornografia, Antonelli?


Notas Finais


esses dois cheios de fetiches em... bom quem não tem?
deixem os seus ai nos comentários, vai que o proximo cap ele aparece.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...