História A nossa história - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Visualizações 219
Palavras 2.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Leia


Eu não era uma santinha e não estava fechada para a ideia da literatura erótica; mas eu simplesmente nunca fui atrás para ler.

G: Não leio muito.

N: Não lê muito? Ou não lê nada?

G: Já li algumas histórias românticas… – Nem terminei de falar e ele já estava balançando a cabeça.

N: Não estou falando de livrinhos com homens sem camisa na capa. Estou falando de livros que contam como uma mulher se sente quando é penetrada pelo homem. O quanto ela se derrete quando ele desliza a língua dentro dela. Como ele descreve seu sabor quando ela pede. Estou falando de livros que descrevem um casal fodendo de verdade.

G: Então, não. Nunca li nada assim.

N: Bom, então – entregou o livro para mim – ainda bem que estou aqui para esta ocasião memorável. – Olhei para a capa.  Delta de Vênus. Eu conhecia o nome

N: Ótimo, vamos emprestar este aqui – virei o livro, procurando por algum tipo de código de barras ou número de catálogo. Mas a capa era de couro, com páginas douradas. Obviamente era uma edição rara.

G: Podemos levar embora…?

N: Oh, não, não, não. Ninguém pode tirar estes livros da biblioteca. E, além disso, onde estaria a diversão nisso? A acústica aqui dentro é tão agradável, com a madeira, o teto e tudo mais…

G: O quê? Aqui? – meu coração quase parou. Por mais que eu adorasse a ideia de ler algo picante com ele ao lado, eu adorava ainda mais a ideia de ficar completamente selvagem com ele à noite.

N: E você vai ler para mim.

G: Vou ler coisas eróticas para você aqui?

N: Sim. E eu provavelmente vou sentir a necessidade de comer você aqui também. Eu permiti a você fazer barulho da última vez. Mas, nesta semana – ele arrumou uma mecha do meu cabelo que caía em meu rosto – você vai precisar gozar quietinha.

Engoli em seco, sem saber se isso era algo que eu queria ouvir ou se era algo que me aterrorizava. Sua mão acariciando minha nuca era reconfortante. A palma estava quente, os dedos eram longos o bastante para quase chegar até minha garganta.

N: Afinal, foi você quem me deu apenas as sextas-feiras, e nada de camas. Considerando as circunstâncias, eu quero fazer algo com você que tenho absoluta certeza que você nunca experimentou antes.

G: E você? – comecei a reconsiderar os motivos para ele conhecer aquela sala tão bem. Ele balançou a cabeça.

N: A maioria das pessoas não pode entrar aqui. E, posso garantir a você, eu nunca transei com uma garota na biblioteca antes. Por mais que você pense que sou um especialista nesse assunto, a maioria das minhas aventuras acontece em limusines no caminho para deixar alguém em casa. Sou mais um cretino do que um galinha, se parar para pensar.

Embora fosse apenas sexo, e embora ele fosse o primeiro homem com quem me envolvi e que não precisava realmente conhecer, eu passei a semana inteira desejando seu toque. Estiquei o braço e puxei seu rosto para mais perto.

G: Tudo bem. Eu não preciso que você seja um cara legal. – me beijou.

N: Serei muito legal com você, prometo. Até aqui, você se recusou a transar no meu carro e no meu escritório. Você está me fazendo quebrar todos os meus hábitos.  

Algo dentro de mim começou a arder daquela doce e pesada maneira que fazia minhas costas se arquearem e meu coração bater mais forte. Nero deu um passo para frente e se abaixou para me beijar, começando com o canto da minha boca, gemendo com o contato e sorrindo.

N: Estou seguindo as suas regras, mas isso significa que eu fico duro o tempo todo. Apaguei o vídeo, mas admito que me arrependi. Você vai me deixar tirar umas fotos hoje? – Era preciso pouca coisa para ele me fazer sentir como se eu não fosse mais sólida, como se estivesse me tornando uma geleia quente e molhada.

G: Sim. – Ele sorriu para mim de um jeito que me fez temer ter entregue minha alma para o diabo. Mas então ele beijou meu queixo

N: Você sabe que eu nunca mostraria para ninguém. Odeio a ideia de qualquer outro homem te vendo assim. Quando você me deixar, o próximo coitado vai ter que descobrir sozinho como excitar você.

G: Quando eu deixar você? – Ele deu de ombros, com os olhos arregalados e atentos.

N: Ou quando terminar com isto. Você decide como descrever nossa situação.

G: Eu quase pensei hoje que você simplesmente não iria mandar uma mensagem. Pensei que talvez fosse acabar assim.

N: Acho que isso seria uma merda – falou  franzindo a testa. – Se um de nós quiser terminar tudo, vamos ter a cortesia de dizer um para o outro, certo?

Concordei, surpresa com meu próprio alívio. Suspeito que, mesmo tendo combinado comigo mesma que isso seria apenas sexo, se tudo acabasse eu ainda sentiria falta disso, sentiria falta dele. Alexandre não era apenas um ótimo amante, ele também era divertido. Mas ele era um jogador, e levava nossa relação tão a sério quanto eu… ou seja, nem um pouco.

N: Agora que isso está resolvido… –  me virou para que eu ficasse de frente para as estantes. Passando um braço ao redor de mim, ele abriu o livro, virando as páginas até encontrar uma passagem específica, e então moveu minha mão para segurar o livro aberto. Com ele me apertando por trás e a estante na minha frente, eu me senti completamente escondida, como se tivesse sido enterrada por esse homem grandioso. Ou melhor, como se estivesse sob sua proteção.

N: Leia – senti sua respiração quente em meu pescoço. – Comece aqui. –  indicou com o dedo um parágrafo no meio de um capítulo. Molhando os lábios, comecei a ler.

G: “Quando ele e Bruna se encontraram, saíram juntos de imediato. Antonio estava fortemente fascinado pela brancura de sua pele, a abundância dos seios, a cintura esguia…” – As mãos de Alexandre subiram por baixo do meu vestido, passando por meus quadris, pela barriga, até chegar aos seios.

N: Você é tão macia. – Uma de suas mãos deslizou pela lateral e chegou ao meio das minhas pernas, provocando naquele ponto molhado. Foi difícil me concentrar, mas continuei lendo. Ele tirou as mãos e minha mente clareou por apenas um momento, atrás de mim, eu podia sentir seu corpo se mexendo, podia ouvir o tilintar do cinto se abrindo. Eu mal processava as palavras enquanto as pronunciava e, em vez disso, fiquei ouvindo os sons que ele fazia. Iríamos transar? Uma coisa era imaginar, outra era estar ali, prestes a realizar uma fantasia. Eu estava nervosa. Inferno, eu estava apavorada.  Minha voz foi sumindo enquanto eu lia.

N: Concentre-se, Antonelli. –Pisquei lutando para manter minha atenção nas palavras da página.

G: “Tudo o fazia rir. Ele passava a impressão de que o resto do mundo havia desaparecido e apenas aquele banquete sensual existia, não haveria mais amanhã ou encontros com outras pessoas, havia apenas este quarto, esta tarde, esta cama.”

N: Leia essa parte de novo – ele grunhiu e então levantou minha saia.

G: “Este quarto, esta tarde, esta cama.” – Quando eu estava prestes a ler, e sem qualquer aviso, ele deslizou para dentro de mim, merda, eu estava tão molhada que ele nem precisou provocar ou acariciar. Foi apenas preciso um livro, os toques mais breves e o som de sua calça abrindo. Eu gemi, querendo que ele entrasse por inteiro em mim. Eu estava convencida de que ser rasgada em duas por ele seria o maior prazer que eu poderia experimentar.

N: Silêncio – me lembrou, saindo e entrando demoradamente em mim. Ele era tão duro, tão longo.

Lembrei da forte pontada quando ele me penetrou de quatro na semana passada em frente aos espelhos. Lembrei do quanto eu temia e adorava cada estocada brutal. Quando ele viu meu rosto durante o orgasmo em cem diferentes espelhos, ficou maluco e vê-lo daquele jeito foi o clímax da minha noite. Estávamos no final de um corredor escuro, mas eu podia ouvir os sons abafados de outra pessoa na sala. Mordi o lábio enquanto ele baixava sua mão por minha cintura até chegar no meio das pernas, onde começou a brincar com meu clitóris.

N: Continue lendo. –  Estava falando sério? Se eu permitisse que minha garganta fizesse sons, não me responsabilizaria pelo resultado.

G: Não posso – falei ofegando.

N: É claro que pode – seus dedos passaram novamente por meu clitóris. – Ou podemos parar por aqui.

Joguei um olhar irritado sobre meu ombro e ignorei sua risada silenciosa. Eu nem sabia mais onde tinha parado, ou o que estava acontecendo na história, apenas sabia que Antonio estava rasgando o vestido de Bruna. Eu mal conseguia respirar, mas comecei a ler de novo de forma lenta e gaguejante que parecia deixar Alexandre louco. Seus dedos se enterraram na minha cintura e ele cresceu dentro de mim.

G: Por favor… – implorei, essas estocadas lentas estavam me matando.

N: Deus – ele ofegou. – Continue.

De algum jeito, consegui pronunciar as palavras  o texto ficava cada vez mais quente e selvagem. Falava de sua parte molhada. O homem lambia e chupava cada pedaço do corpo daquela mulher, explorando e provocando, até que eu comecei a sentir o peso do meu desejo e do dela. Para meu horror, eu podia sentir minha própria umidade descer por minhas coxas.

N: Giovana... Merda. Toque a si mesma. – Eu mantive o livro aberto com um braço e levei uma mão para o meio das minhas pernas. Eu estava tão quente, com o peso do meu orgasmo que se anunciava que comecei a gozar em poucos segundos.  

G: “… pensou que… ficaria l-louca… com uma raiva e um p-prazer…” – Quando meus músculos pararam de tremer, ele enfiou com força em mim mais algumas vezes e então parou, abafando um gemido com boca em meu pescoço.

A sala estava completamente silenciosa, e então percebi que não tínhamos noção do barulho que na verdade estávamos fazendo. Eu sabia que tinha sussurrado cada palavra que li. Mas, quando gozei, será que deixei escapar outros sons? Eu me perdia completamente junto dele. Ele se retirou de mim, soltando um grunhido silencioso. 

N: Volto já. – assim que voltou, beijou meu pescoço. – Humm. Linda.

N: E pelas suas regras – abotoava o casaco do terno olhando pra mim – acho que está na hora de cada um ir para o seu lado.

Arrumei meu vestido, que já estava arrumado. Esse era nosso acordo fui eu quem exigiu assim, mas parecia… estranho. Ele continuou olhando para mim com um brilho nos olhos, quase como quem diz Acabei de te dar um orgasmo insano e você parece um pouco fora do ar, mas, enfim, foi você quem criou essas regras tontas!.

G: Certo. Perfeito. Ainda bem que estamos na mesma página – eu disse, quase sem pensar. Ele riu enquanto guardava o livro na estante.

G: E ainda bem que essa página não faz parte de nenhuma coluna social, não é? Uma transa tão sensacional e ninguém nunca vai saber.  Você não se cansa disso, às vezes? – dei um riso frouxo – Das pessoas olhando para você?

Lembrei do quanto eu odiava os comentários do Leonardo sobre meu cabelo ou as minhas roupas, a especulação sobre se eu tinha engordado ou não, ou sobre com quem eu tinha me encontrado. Imaginei se Nero sentia a mesma coisa.

N: Não é como se eu fosse uma celebridade de verdade. As pessoas aqui apenas gostam de saber o que eu estou fazendo. Acho que a maioria das pessoas que leem as fofocas apenas querem pensar que estou me divertindo.

G: Está falando sério? Eu acho que eles querem é pegar você de calças curtas.

N: Espere um pouco, não é isso que você quer? – ele riu quando eu revirei os olhos – A imagem de homem galinha é conveniente para eles. Mas não saio por aí transando com uma garota diferente por noite. – Eu me inclinei para beijá-lo

G: Bom, pelo menos não ultimamente. – Algo passou por seus olhos, como uma pequena expressão de confusão que sumiu rapidamente.

N: É isso mesmo – se aproximou e me beijou docemente, com as mãos segurando meu rosto. – Então, vamos embora?

 Assenti e ele fez um gesto para eu ir na frente e então subimos as escadas, voltando para o andar principal da biblioteca. Estávamos chegando na saída quando Nero agarrou meu braço e me puxou para um canto escuro.

N: Só mais um – ele disse, colando os lábios nos meus. Foi um beijo suave, doce e demorado, como se ele não quisesse ser quem pararia o beijo. Engoli em seco quando olhei em seus olhos novamente. – Até a semana que vem, flor. –  E então, ele se foi. Fiquei observando enquanto ele cruzava o salão  me perguntando o quanto eu me arrependeria disso quando tudo terminasse.



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