História A Nova Era - Interativa - Capítulo 15


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Categorias Undertale
Personagens Personagens Originais
Exibições 57
Palavras 1.585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Quem diria?


Fanfic / Fanfiction A Nova Era - Interativa - Capítulo 15 - Quem diria?

Arnold esperava, meio impaciente, enquanto o médico de cabelos compridos e olhos verdes examinava o seu braço. Tal médico parecia ter a mesma idade que ele.

O ex-soldado piscava frequentemente. O olho mecânico que estava testando incomodava, e a visão do lado direito estava meio embaçada. Mas ele se sentia tão aliviado de poder enxergar de novo.

- Hmmmm… - murmura o médico, pensativo. - Continua a doer?

- Como fogo. - diz Arnold.

- Super normal. - o médico sorri. - Algo que podemos consertar, não se preocupe.

- Meu tato irá retornar? - pergunta o ex-soldado.

- É o que nós esperamos. Bom que já seja adulto. Geralmente aplicar próteses em adolescentes é complicado, porque eles continuam a crescer até a fase adulta. - continua o médico, analisando o braço amputado de forma mais atenciosa. Encara o rosto do homem. - O olho está bom?

- Incomodando.

O médico suspira.

- Você tem que avisar sobre isso, Arnold. - o médico se inclina com uma pinça, e cuidadosamente tira o olho mecânico, o colocando sobre uma bandeja. Enfaixa o buraco vazio. - Se o olho mecânico estiver incomodando, então será pior para você.

- Estava feliz de voltar à enxergar completamente. - confessa.

- Queremos que esteja feliz 100%.

- Isso é impossível.

- Não custa tentar, não é mesmo?

A porta do cômodo é aberta, revelando dois médicos de aparências idênticas ao que estava cuidando de Arnold: possuíam longos cabelos marrons e olhos verdes vibrantes, mas continham expressões diferentes. Um tinha um olhar malicioso, e outro um olhar brincalhão e infantil.

- Brian. - chama o que tinha o olhar cheio de malícia. - Precisam de você na outra sala. Agora mesmo, irmãozinho.

- Eu estou ocupado. - diz o chamado Brian, apontando para Arnold. - Não podem esperar?

- É uma emergência. - diz o de olhar infantil, parecendo nervoso. - É uma grávida. Está prestes a dar à luz. Acham que você é o melhor para isso.

Brian suspira.

- Ok, já vou indo. Mas me esperem, pelo amor de Deus.

Os médicos idênticos saem da sala, conversando entre si.

- Quem eram aqueles? - pergunta Arnold.

- Meus irmãos gêmeos, Billy e Bob. - o médico dá um sorriso cansado. - Sempre me dando trabalho, desde que éramos crianças.

O ex soldado faz uma expressão triste, suspirando.

- Eu tinha irmãos, mas eles morreram por terroristas… - fala ele. - Sinto saudades deles…

Brian dá um sorriso compreensivo.

- É ruim quando perdemos alguém que amamos, mas há sempre pessoas dispostas a ajudá-lo com isso. - diz ele, analisando o braço novamente. - Afinal...por que aquele lagarto fez isso com você?

- Raiva. Pura e simplesmente.

- Você não fez nada para irritá-lo?

Arnold se lembra de prender o lagarto ao poste enquanto estava inconsciente, para que aprendesse uma lição.

- Não. - mente.

Brian dá um olhar reprovador, como se soubesse que ele estava mentindo.

- Bom saber. - diz ele, secamente. - Mas um ódio sem motivo é difícil de acreditar.

Arnold acena com a cabeça, concordando e decidindo ficar quieto dessa vez.

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Declan ainda arrastava Espes pelas ruas, até a loira puxar o braço com firmeza.

- Seu ciúme é poderoso demais. - comenta ela.

Declan revira os olhos, se virando para a humana comediante.

- Não gostei dessa Shelly. Parece...frágil demais, alguém que chora o tempo todo. - diz a aranha.

- Está com inveja dela ser da realeza? - pergunta Espes, provocante.

- Se fosse assim, eu teria inveja de você ser descendente daqueles esqueletos. - replica Declan, impaciente.

Espes faz a sua conhecida expressão orgulhosa, sorrindo.

- Vamos lá! - Espes pula ao redor da aranha e começa a cantar. - Ciúme, vai embora, agora

Ciúme, vai embora, está na hora

Ciúme, vai embora, você enche o saco

Ciúme, vai embora, ou te dou um esculacho.

Declan, embora irritada, dá um sorriso. A pequena música improvisada era engraçada vinda de Espes.

- Sempre brincalhona, em? - pergunta ela.

- Sim. Gosto e me orgulho de ser assim. - a loira boceja. - Vou dormir.

- Já?

- É uma preguiçaaaa que não me largaaaa….- Espes espreguiça. - Por favor, não invada minha casa de novo.

- Não garanto nada. - a aranha ri.

Espes dá um beijo na bochecha da monstrinha e acena, indo para longe.

Declan sorri. Então encara os prédios luminosos ao longe.

Será que Tharo se incomodaria com uma pequena visita dela?

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Em uma sala secreta, mostrada há muito tempo para nossos queridos leitores, havia uma inquietação na redoma que ficava no centro de tal cômodo.

Oni, o monstro fênix, estava tremendo. Aquilo era pior que morrer. Era uma tortura silenciosa e cheia de dúvidas sobre o que poderia vir. Já estava cansada de tal prisão. Por que tinha que aguentar aquilo?

A monstrinha ouve a tranca de uma porta se abrindo, e passos descendo as escadas.

- Como vai a minha pequena deusa? - fala uma voz.

Oni faz uma carranca com o rosto, um misto de raiva e ansiedade. Ela odiava essa voz falsa e manipuladora. Odiava.

Ao ver o chefe no seu alcance de visão, a fênix logo se afasta o máximo que pode.

- Fique longe de mim. - ela diz, com agressividade.

- Trouxe sua comida favorita. Pretzels. - diz ele, com voz gentil. - E também uma escova. Seu cabelo não é penteado faz dias.

- Que se dane! Caia fora daqui, seu… - ela xinga, voando de forma fraca por toda a redoma.

O chefe sorri mais.

- Você precisa se acalmar. - comenta ele, pegando um controle e apertando um botão.

Uma corrente surge do chão da redoma, prendendo o pescoço de Oni e a jogando no chão. O chefe faz a corrente ficar confortável no pescoço da monstrinha, então abre uma parte da redoma e entra, se sentando perto dela.

- Fique...longe… - ela murmura, rangendo os dentes.

- Shhhhh, minha rainha, está tudo bem. - diz ele, penteando seus cabelos negros com a escova que havia trazido. - Coma uns pretzels.

- Não quero nada de você. - diz Oni, pensando se conseguiria alcançar o controle que ele possuía, mas estava imobilizada. Não seria possível.

- É uma pena. Está tão magra. - o chefe lhe dá um carinhoso beijo na bochecha, e ela se paralisa ainda mais, recuando. - Mesmo com seus poderes neutralizados, você ainda é cabeça quente.

- Eu deveria agir como se estivesse feliz?!

- Claro. Você vivia escondida o tempo todo. Agora está sobre cuidados especiais.

- Você é doente.

- Fácil julgar quando não sabe o que já passei.

Oni se silencia, emburrada, enquanto ele desembaraçava a juba que seu cabelo havia virado.

- Pronto. - diz ele, quando termina. - Está linda e delicada como uma flor, literalmente.

Oni segura a vontade de xingar novamente.

O chefe se levanta e sai da redoma, a fechando em seguida.

A corrente de Oni volta ao chão, libertando seu pescoço.

- Foi um bom tempo, minha rainha e deusa. - diz ele, começando a subir as escadas. - Saiba que eu só quero o seu bem...e o deste planeta.

Ele sobe e vai embora.

Oni suspira, e observa o prato de pretzels que ele havia deixado para ela.

Pega um e dá uma mordida, triste.

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Shelly e Ellen passeavam pelo bosque, indo em direção a um monte à distância.

- Parece um monte normal! - comenta Shelly, já começando a ficar desconfiada.

- Confie em mim. É esse. - diz a fantasminha, sorrindo.

Elas passam pelas estreitas e bem antigas trilhas do morro, provavelmente feitas havia vários anos atrás. Olhavam os pássaros voando de árvore em árvore, cantando orgulhosos e de peito estufado.

A vegetação lá era tão linda e amigável, que era difícil acreditar que lá se localizava uma montanha onde aprisionara monstros por mais de um milênio.

Shelly correu e brincou entre as flores na encosta do monte.

A monstrinha havia esquecido seus problemas. Havia esquecido de não saber usar seus poderes. Sua insegurança. Apenas estava...feliz.

Ellen lhe cutuca com suas mãozinhas frias e transparentes de fantasma.

- Vamos! Temos que achar a entrada. - diz ela.

- A entrada não foi perdida? - pergunta Shelly, se levantando da grama onde estava deitada.

- Eu acredito que não. Provavelmente foi ESCONDIDA.

Shelly levanta as sobrancelhas, querendo saber porque alguém esconderia o Underground, mas decide acenar com a cabeça e concordar com a fantasminha.

Ambas vão mais para o alto do monte, analisando seu formato e tamanho, até que acham algo interessante.

Haviam achado uma vegetação densa demais, e ao afastarem um pouco as folhas verdes, notaram a entrada de uma gruta.

- Será essa a entrada? - pergunta Shelly, sentindo de repente um nervosismo.

- Quem sabe? Vamos ver! - a fantasminha já adentrava o local, analisando tudo.

Shelly entra também, hesitante, mas logo sorri. A gruta estava decorada naturalmente de flores silvestres com cores ricas. Havia trepadeiras nas paredes, e o chão estava coberto de uma vegetação parecida com um tapete felpudo.

- Aqui é tão lindo! - exclama a monstrinha. - Mas...é tão pequeno. Não é a entrada.

- Então por que estaria escondida? - pergunta Ellen, com uma expressão pensativa.

- Não se… - começa Shelly, quando pisa em algo que logo se desfaz.

A monstrinha, antes que perceba, cai em um buraco camuflado pela vegetação.

Ela escuta um grito vindo de Ellen antes de perder a consciência.



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