História A Nova Influência - Capítulo 38


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Inojin Yamanaka, Sai, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasori, Sasuke Uchiha, Shinki, Yodo
Tags Drama, Naruto, Romance, Sasusaku
Exibições 65
Palavras 2.069
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 38 - Novos caminhos


Após o fim de mais uma noite de espetáculo, Sarada voltou para a cobertura com Chouchou e Obito. Mais uma vez, eles a elogiaram e a Uchiha agradeceu pela generosidade de seus amigos. O casal então foi para o quarto e Sarada seguiu para o terraço. Lá, naquele pedacinho de espaço, ela se sentia em casa. Sarada se lembrava bem da primeira vez que pisou ali acompanhada por seus pais. A vida parecia cheia de possibilidades naquela época. Sarada cresceu e viu que as coisas poderiam ser bem diferentes do que acreditava.

Sarada respirou fundo, sentou-se num canto do terraço e abraçou seus joelhos. Após fechar os olhos, Sarada pensou em Boruto. Ela não queria ter pensado, mas aqueles sentimentos estavam o tempo todo com ela. Sarada começou a bater em sua própria cabeça, querendo afastar-se de seus pensamentos. Ela se chamava de burra, enquanto se batia. Só que nada tirava Boruto de sua cabeça. Cansada, ela parou e mirou o horizonte. Ali, teve a ideia do que deveria fazer com a sua vida dali para frente. Talvez, assim, pudesse encontrar paz.

Sarada se direcionou até seu quarto, ligou o notebook e começou a escrever um e-mail para Inojin. Precisava dela naquele momento. Só seu melhor amigo poderia ajudá-la naquele momento. Não é que ela não pudesse contar com Chouchou ou Obito. Eles eram seus amigos também e a amavam verdadeiramente, mas só o olhar puro de Inojin a deixaria segura de colocar seu plano em prática. Um plano que seu pai diria que era burrice e que deixaria sua mãe preocupada, mas ainda assim era um plano que podia salvar Sarada de afundar na tristeza que hoje sentia.

Por alguns minutos, era como se voltasse a ser uma criança insegura. Quando se sentia dessa forma, só duas pessoas poderiam ajudá-la: Boruto e Inojin. O Uzumaki estava fora de cogitação. Então, só o Yamanaka poderia lhe estender a mão. Assim, começou a escrever.

“Inojin,

Como você está? Não nos falamos depois da morte da sua mãe e gostaria de lhe dizer que sinto muito. Não por causa dela, mas por saber o quanto essa dor é capaz de devastá-lo. Enfim, espero que esteja bem, ao lado do seu pai. Sei que Sai é capaz de confortá-lo e lhe dar amor. Bem, estou entrando em contato porque quero pedir um conselho. Após tanta confusão, não sabia bem por onde seguir até que agora há pouco uma ideia surgiu. É algo arriscado, mas que eu acredito que seja válido como recomeço. Não, não estou fugindo. Daqui a alguns anos, nós retornaremos a Konoha como eu havia lhe prometido. Ainda está de pé. Só que nesse tempo que falta quero me dedicar a outra coisa que não à universidade. Sim, quero desistir de Julliard. Descobri que lá nunca foi o meu lugar.

Não me chame de maluca, ok? Eu simplesmente descobri que quero estar em outro lugar, fazendo outras coisas. E que coisas seriam essas? Bem, eu quero me tornar uma artista de rua. Vejo beleza nesse tipo de arte, que muitas vezes é depreciada pelos outros. Por isso, preciso do seu apoio Inojin. Posso me mudar para Londres e morar com você? Estava vendo alguns cursos na sua Universidade que são gratuitos e quero tentar. Fora que tenho um bom dinheiro guardado dos meus tempos de digital influencer em que trabalhava ajudando a minha mãe. Acho que dá para ficar um ano me aprofundando em mim, descobrindo quem sou eu após isso tudo, pois acho que nem sei mas. Me ajuda?

Saudades,

Sarada Uchiha”

Algumas horas passaram e Sarada não conseguiu dormir. Não pregaria um olho sequer até obter a resposta de Inojin. Então, quando viu que havia um novo e-mail não lido, sorriu. Leu cada palavra com atenção e ficou feliz com o que o amigo lhe disse.

“Querida Sarada,

Agradeço pela sua preocupação comigo por causa de minha mãe. Você era uma das últimas pessoas que imaginaria sentir muito pela minha perda, afinal tantas vezes minha mãe foi o motivo de alguma dor para a sua família, não é mesmo? Pelas suas palavras, sei que a perdoou por minha causa. Obrigado por isso. Significa muito para mim. Quanto a sua ideia, é loucura sim! Desde quando abandonar Julliard é solução para alguma coisa? Mas entendo suas dúvidas sobre quem você é agora. Acho que tive dúvidas parecidas quando Gaara me libertou. Bem, mas vou te aconselhar a não ser tão radical. Tranque a faculdade em Julliard. Acho que um semestre longe é o suficiente para que você perceba que ainda é a mesma ou, quem sabe, seja ainda melhor agora. Pode vir para Londres! Será um prazer conviver com você novamente. Aqui em casa somos eu, papai, Kiba e Akamaru – um cachorro. Então, prepare-se para uma verdadeira bagunça! Espero alegrar seus dias e lhe trazer a paz que procura!

Tenho certeza que uma temporada ao meu lado a fará se lembrar de quem você é depois de tudo! Só me avise com antecedência quando chegará, pois preciso providenciar uma cama. Quanto a virar artista de rua, faça uma experiência. Acho válido. Prometo que irei lhe aplaudir todos os dias. Mesmo assim, ressalto que só fique por seis meses ao invés de um ano. Não abandone Julliard definitivamente ok? Não é você que precisa dessa universidade, mas essa universidade que precisa de você. Desde criança a vi brilhar como uma estrela, a estrela do meu céu. Não deixe sua luz se apagar por causa dos problemas que a vida tem. Você é maior que tudo isso e eu vou provar isso tudo para você quando se tornar minha hospede.

Londres te espera.

Eu te espero.

Inojin Yamanaka”

Sarada pulou de alegria ao terminar de ler o e-mail de Inojin. Aquilo era o aval que ela precisava para seguir em frente. Ao lado de Inojin seria mais fácil. Sarada então o respondeu.

“Inojin,

Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.

Chego aí em duas semanas!

Sarada Uchiha”

 

[...]

 

Sarada estava lavando a louça do almoço cantarolando. Chouchou estranhou. A morena parou e ficou observando a amiga até que Sarada se desse conta de sua presença na cozinha.

— Oi, Chou. – Disse Sarada.

— O que te deu? – Perguntou ainda assustada ao ver a mudança de ânimo da amiga.

— Boas notícias. Só isso. – Afirmou Sarada.

— Pode dividindo isso aí comigo. Que notícias são essas?

— É capaz de guardar segredo? Nada de Obito hein? – Desafiou.

— Sou ótima com segredos. – garantiu Chouchou.

— Bem, sendo assim... Vou me mudar para Londres. – Sorriu.

— SARADA O QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA, GAROTA? – Gritou.

— Calma. Nada de escândalos. Eu vou ficar seis meses lá, com Inojin, tentando me redescobrir, fazer as pazes comigo mesma sabe?

— Sarada, você não tá indo pra lá correr atrás do Inojin né?

— Claro que não! Ele só vai me dar abrigo. Meus planos são de me descobrir como pessoa e artista longe da bagunça que a minha vida tá. É só por um período. Eu volto! Não to abandonando nada. – Garantiu.

— Você é maluca.

— Tenho o seu apoio ou não?

— Tem né? Preferia você aqui comigo – Chouchou abraça Sarada – Mas acho que os ares londrinos te farão bem.

— Sim, farão. Fora que poderei me reaproximar do Inojin, saber como ele tá depois de tudo. Será bom.

— Já contou pros seus pais?

— Claro que não.

— Precisa contar, Sarada!

— E eu vou, mas só quando já estiver em Londres! Assim, eles não vão me obrigar a voltar atrás.

— Sua mãe nunca te obrigaria.

— Mas meu pai sim! Conheço a peça.

— Ele tem um pouco de razão né?

— Eu pensei em largar Julliard definitivamente, mas Inojin me convenceu a só tracar por um período.

— Qual justificativa vai dar?

— Que estou indo fazer um intercâmbio, o que não é mentira. Já me matriculei num curso na mesma faculdade que o Inojin, num curso de composição.

— Torço para que dê tudo certo!

— Dará! E você cuide das coisas aqui com Obito.

— Por que não quer contar para Obito?

— Contar para Obito é a mesma coisa que contar para o meu pai, então, melhor não...

— Verdade! Ele falaria para o tio Sasuke.

— Conto com você para guardar meu segredo Chou!

— Parte quando?

— Daqui a duas semanas!

— Você é maluca, mas eu te amo mesmo assim!

— Eu também amiga! – Respondeu Sarada!

 

[...]

 

Duas semanas depois...

Obito achou esquisito ver duas malas grandes na sala. Quando Sarada e Chouchou apareceram ele fez questão de perguntar quem estava indo viajar. Então, as amigas se olharam e Sarada suspirou fundo. Havia chegao a hora de compartilhar seu segredo com o primo.

— Eu vou. – Disse firme.

— Sarada, está no meio do segundo semestre da faculdade. Isso pode te atrapalhar, não? Não parece ser uma viagem de poucos dias pelo tamanho da bagagem. – Deduziu Obito.

— Não se preocupe. A faculdade está trancada.

— O que?

— Obito, calma! – pediu Chouchou.

— Você sabia dessa loucura? – Perguntou Obito para Chouchou.

— Sabia. – Disse Chouchou.

— Gente, não é o fim do mundo ok? Eu vou fazer um intercâmbio, só isso. Seis meses e eu volto.

— Vai pra onde? – Questionou Obito desconfiado.

— Londres. Estarei com Inojin e Sai.  – Informou Sarada.

— Tio Sasuke já sabe? – Perguntou Obito.

— Ainda não.

— Sarada...

— Eu vou contar tá? Só me dê alguns dias. Quero me instalar lá primeiro e contar depois. Sem retaliações ok? – Pediu Sarada a Obito.

— Seu pai me pediu para tomar conta de você!

— Obito, eu sou bem grandinha já... Além disso, eu estarei em boas mãos. Vai ficar tudo bem. É importante pra mim ir agora.  – Explicou Sarada.

— Se você acha, mas digo que sou contra!

— Ainda bem que eu não pedi a sua oopinião né? – Sorriu Sarada e abraçou o primo – Eu vou voltar.

— Juízo, garota!

— Tenho mais juízo que você!

— Obito, Sarada só vai atrás de si mesma... É um bom motivo para partir. – Garantiu Chouchou.

— Vocês duas são malucas, mas já percebi que sou voto vencido aqui então boa viagem Sarada!

— Obrigada por tudo, primo! – Sorriu Sarada.

 

[...]

 

Sarada passou pelo portão de embarque com o peito cheio de esperança. Londres para ela era um mundo novo com um mar de possibilidades. Inojin estaria do outro lado pronto para ampará-la como no passado. Então, de certa forma, era como entrar num túnel do tempo. Era hora de Sarada olhar para trás e entender pelo que tinha passado nos últimos meses. Tanta coisa havia acontecido, tanta coisa havia mudado.

Após o avião decolar, Sarada olhou pela janela e observou o céu azul que estava tão próximo. Límpido como águas claras. Então, Sarada viu seu reflexo na janela do avião, fechou os olhos e pediu para que encontrasse as respostas que gostaria de ter sobre si.

Se quando deixou Konoha, Sarada procurada ter respostas sobre o mundo e desbravá-lo. Agora, Sarada tinha perguntas menos pretensiosas. Ela queria descobrir coisas mais simples. Ou, talvez, nem tão simples assim, mas que lhe exigiam menos. Sarada queria aprender a valorizar quem ela amava. Pela primeira vez em muito tempo, Sarada percebeu que algo estava errado.

Não valorizava seu pai devidamente quando tudo que ela tinha era ele, não valorizava tanto quanto achava a mãe maravilhosa que tinha até quase perdê-la junto com seus irmãozinhos, não valorizava o tamanho do sacrifício que Inojin um dia havia feito por ela, não valorizava todo esforço que Shinki fez para que permanecessem juntos e não valorizava todo amor que Boruto dedicou a ela a vida inteira.

Toda a tragédia caiu como um raio em sua cabeça e havia ligado um sinal de alerta que ela precisava mudar algo. Em sua vida em Nova York, continuaria na mesma vidinha de sempre. Em Londres, estava se desafiando a enfrentar seus fracassos. Não se enganava, afinal o êxito profissional que estava tendo não valia o fracasso pessoal em que sua vida se encontrava. Sarada estava perdida e Inojin a ajudaria a se encontrar.



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