História A Nova Influência - Capítulo 39


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Inojin Yamanaka, Sai, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasori, Sasuke Uchiha, Shinki, Yodo
Tags Drama, Naruto, Romance, Sasusaku
Exibições 68
Palavras 3.307
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente! Tudo bem? To adorando os comentários, por isso mais capítulos para vocês! Boa leitura! :D

Capítulo 39 - O que tem valor


Lá estava ele de braços abertos. Pronto para recebê-la. Inojin tinha um coração maior que o mundo. Sarada sabia bem disso. Toda a fragilidade dele se convertia em força e isso a fazia admirá-lo profundamente. Então, Sarada largou as duas malas e correu para os braços do amigo que a apertou. Enquanto ela sorria e chorava em seus braços, Inojin acariciava suas costas e sussurrava que tudo ia ficar bem. Sai, que o acompanhava, pegou as malas da garota, enquanto ela ainda trocava as primeiras palavras com Inojin.

— Fez boa viagem? – Perguntou Inojin.

— Fiz. Obrigada por vir me buscar. Não sei o que seria de mim sem vocês. – Disse Sarada também se referindo a Sai.

— Inojin não fala de outra coisa que não seja na sua chegada. Vai ser bom esse tempo que passará aqui. Poderão conversar sobre tudo que não puderam nos últimos anos. – Disse Sai.

— Verdade. – Assentiu Sarada.

— Não quero falar de coisas tristes. Pelo menos, não por enquanto. – Alertou Inojin.

— Vamos falar sobre o que? – Perguntou Sarada visivelmente entusiasmada.

— Sobre animais que tal? A partir de hoje você conviverá com um cachorro não muito educado. – Contou Inojin.

— Que Kiba não escute isso! – Disse Sai.

— Não pode ser tão ruim assim! Além disso, sempre quis ter um animal de estimação e papai nunca deixou. – Disse Sarada.

— Aí que tá. Akamaru não é de estimação. Ele é um cão de guarda. Melhor não mexer com ele, pois ele pode te morder. – Avisou Inojin.

— Bem, se é assim... Você não se dá bem com ele?

— Aprendi a conviver. – Mencionou Inojin.

— Lembra-se de Kiba, Sarada? – Perguntou Sai antes de chegarem ao carro.

— Mais ou menos. Ele é quem tomava conta de Inojin, certo?

— Certo. Ele é um amigo meu e de meu pai agora. – Informou Inojin.

— Certamente, será meu amigo também. – Sorriu Sarada.

— Tomara que sim! – Disse Sai.

 

[...]

 

Quando chegaram ao apartamento, Inojin e Sai apresentaram Kiba e Akamaru para Sarada que foi simpática com ambos. Kiba lhe explicou rapidamente como ela deveria agir diante de Akamaru até que ele se acostumasse com sua presença na casa. Assim, todos viveriam em paz. Depois disso, Inojin mostrou para Sarada em que quarto ela ficaria.

— Mas esse não é  seu quarto?  - Questionou Sarada ao deixar sua mala em um canto.

— Bem, agora vai ser o seu. Eu me mudei para o meu ateliê. – Avisou Inojin.

— Eu não quero dar trabalho.

— Sarada, não é trabalho. Eu já passo meu tempo mais lá do que aqui mesmo.

— Tem certeza?

— Tenho. Espero que você possa chamar essa casa de lar pelos próximos meses. – Sorriu Inojin.

— Você não imagina o quanto tudo isso significa pra mim... – Disse Sarada.

— Você disse pra mim que veio aqui para que eu a ajude a se encontrar no mundo. Então, quero fazer bem a minha parte. – Alegou Inojin.

— Você é a melhor pessoa que existe nesse mundo. – Disse Sarada.

— Sou assim por sua causa sabia?

— Por minha causa? – Surpreendeu-se Sarada e Inojin se sentou na cama.

— Posso te contar uma história?

— Pode. – Sarada se sentou ao lado do ex-namorado.

— Quando eu fiquei trancado no colégio interno, me perguntava se um dia ia te encontrar de novo. Sinceramente, alguns dias eu achava que esse dia nunca chegaria. No entanto, a sua lembrança me fazia permanecer forte. Eu sempre repetia para mim que precisava aguentar firme para que um dia eu estivesse ao seu lado de novo sem me deixar corromper pelo ódio, pois ele não me traria nada. Amar você durante todos esses anos me conservou bom. Até mesmo quando minha mãe me envenenava contra você e dizia que todos os Uchiha eram podres, eu lembrava das vezes que você disse que me amava e aquilo me renovava.

— Você se decepcionou muito comigo, não?

— Ah, Sarada. Eu me decepcionei com a vida. Ela sim foi injusta comigo. Mas quanto a nós o que eu poderia fazer? Você sempre amou Boruto, eu sempre soube. Minha mãe só deu uma mãozinha para tudo isso.

— Você não me odiou nenhuma vez sequer?

— Não. Por você, sempre senti amor. Sempre foi amor. Hoje, vejo que aquele amor todo se transformou. Você é minha melhor amiga. Sempre foi. Sempre será.

— O que eu fiz para merecer tanto?

— Pode não parecer muito, mas quando meus pais estavam se separando você me abraçou, me acolheu e me deu amor. Quando eu tava com raiva de tudo, você me estendeu a mão. Foi um ato muito simples, mas, ainda sim, grandioso.

— Eu quero te agradecer Inojin. Mais que isso... Eu quero merecer a sua amizade. O que eu faço?

— Faça dessa casa seu lar enquanto estiver aqui. Só isso. – Inojin então pegou na mão de Sarada e a beijou.

— Obrigada. É uma honra ser sua amiga.

 

[...]

 

No meio da noite, Inojin estava pintando em seu ateliê. Apenas a luz daquele cômodo estava acesa, então despertou a curiosidade de Kiba. Ele bateu na porta, Inojin lhe disse para abrir e então ele ficou observando o garoto pintar.

— Você não dorme? – Perguntou Kiba.

— Perdi o sono.

— A razão é uma certa Uchiha no quarto ao lado? – Questionou Kiba.

— Você não entenderia...

— Jin, a garota dos seus sonhos está no quarto ao lado e você vai ficar aqui pintando? Essa é a sua chance, cara! – Alertou Kiba.

— Ela não veio aqui pra isso.

— Ok, ela veio aqui para buscar a si mesma e blá blá blá, mas isso não impede que você a reconquiste. O tal do Boruto está com outra não? Nada mais justo que vocês viverem a história que foi interrompida por causa da maluca da sua mãe – sem ofensas. – Disse Kiba.

— Nós somos amigos e o passado já ficou resolvido. Na hora certa, eu me apaixonarei novamente por outra garota.

— Não minta pra mim, cara! Você é louco pela Uchiha! Essa pose toda de superior, de dono de si acaba quando você se derrete ao olhar para ela.

— Está tão na cara assim?

— Aham! Por que você não fala que o amor que sente ainda pulsa em suas veias? Diz pra ela bobão! O que tem a perder? Quer continuar virgem pra sempre? – Zoou Kiba.

— Ela ama o Boruto. É injusto da minha parte forçar a barra. Só iria constrangê-la e ela vai passar os próximos seis meses aqui.

— Você é um tonto! A mulher tá aqui, levou um chute do cara que ela ama, desistiu do Shinki e você não vai fazer NADA para reconquistá-la?

— Eu não sou um aproveitador. Eu estou aqui para ajudá-la e só.

— Jin, pelo amor de Deus, faz alguma coisa! Não deixa a oportunidade passar!

— O que você quer eu faça?

— Vá até o quarto dela, bate na porta, chama pra ela assistir um filme, faz uma pipoca, manda um xaveco e beija ela cara! – Incentivou Kiba.

— Por que está me incentivando tanto?

— Eu vi você fazer um milhão de quadros dessa garota, sempre sonhando com a possibilidade de tocá-la e agora que você tem a chance joga fora! Eu vi o seu sofrimento cara!

— Um filme?

— É. Se não se sentir confiante para beijá-la, só assiste o filme.

— Tá. Acho que vou fazer isso, mas não hoje.

— Ah, já vai amarelar!

— Ok, eu vou hoje. Daqui a pouco...

— Olha, eu vou pro meu quarto, vou apagar as luzes, seu pai já está dormindo, o Akamaru tmbém, então aproveita e vai pra sala ver um filme com ela!

— Ok!!!

 

[...]

 

Sarada estava tentando dormir, quando ouviu duas batidas na porta. De pronto, se levantou e abriu a porta. Ficou surpresa por ver Inojin ali parado, com uma expressão engraçada no rosto, como se não tivesse certeza do que iria fazer.

— Oi. – Disse Sarada já que Inojin não falou nada.

— Oi. Er... Também não conseguiu dormir? – Perguntou Inojin.

— Acho que estou estranhando a cama e você? Saudades do seu quarto? – Brincou Sarada.

— Na verdade, estava com insônia. Pensei se você queria me fazer companhia e assistir um filme comigo. Tenho um DVD de uma comédia ótima. – Falou Inojin.

— Acho que é uma ótima ideia. Vamos assistir na sala?

— Sim, na sala. Vem. – Disse Inojin já puxando Sarada pela mão. Ela o seguiu sem se queixar.

Após colocar o DVD, Inojin fez pipoca e voltou com um balde imenso para dividir com a Uchiha.

— Está com fome? – Ofereceu Inojin.

— Estou. Obrigada. – Disse metendo a mão na pipoca e tirando um punhado.

Durante o filme, os dois se bastaram a fazer poucos comentários e a comerem muita pipoca. Quando o filme acabou, Sarada estava com muito sono e bocejou. Então, Inojin conversou um pouco com ela até que de repente percebeu que estava falando sozinho. Sarada havia adormecido no sofá, então ele a pegou no colo e a levou até o quarto. Ele a deitou na cama e depois ficou observado-a.

— Eu quero enganar quem fingindo que não me importo com você? – Disse Inojin em voz alta antes de dar um beijo na testa da Uchiha e sair do quarto para voltar ao ateliê.

No corredor, Inojin deu de cara com Kiba. O rapaz ainda estava acordado e ansioso por novidades.

— Como foi, Jin? – Perguntou Kiba.

— Eu não acredito que você ficou esse tempo todo acordado só pra saber o que rolou!

— Calma aê! Na verdade, eu cochilei e acordei com vontade de ir no banheiro. Aí vi que a luz da sala tava apagada, você não estava no ateliê, então deduzi que estava no quarto com ela...

— Não pense besteira ok? Eu só fui levá-la porque ela estava dormindo.

— Nenhum beijo?

— Não. É melhor assim. Eu não quero mais me magoar. Insistir em algo com ela é só me iludir.  Ela ama o Boruto.

— E você a ama. Não dá pra pensar em si mesmo um pouquinho? Você sempre se sacrifica pelos outros.

— Não é sacrifício algum querer que a pessoa que você ama seja feliz, Kiba. Eu faria tudo de novo pelo bem dela. Tudo.

— Só vou dizer mais uma vez: Ela pode ser feliz COM VOCÊ! O Boruto tá lá com a Yodo. Shinki virou Duque em Suna. O caminho nunca esteve tão livre.

— Promete pra mim que não avi se meter nisso?

— Ok. Eu não me meto, mas que acho burrice, eu acho! – Disse Kiba.

 

[...]

 

Quando acordou, Sarada encontrou Inojin, Sai, Kiba e Akamaru na cozinha tomando o café. Eles a trataram como uma princesa. Após fazerem a refeição, Sai saiu para o trabalho, Kiba foi levar Akamaru para passear e Inojin foi para a faculdade. O curso de Sarada ainda demoraria alguns dias para começar, então ela ficaria sozinha em casa.

Assim, Sarada tomou coragem para fazer algo que já deveria ter feito: contar a seus pais sobre a decisão de trancar a faculdade e passar seis meses em Londres. Quando ligou, Sakura atendeu. Sua mãe sempre seria mais rápida para atender o telefone que o pai. Sakura logo percebeu que alguma coisa tinha acontecido, afinal, ela nunca tinha ligado para casa naquele horário.

— Querida, houve alguma coisa? – Perguntou Sakura.

— Na verdade, algumas coisas. Está sentada? – Disse Sarada.

— O que você aprontou?

— Bem, não é nada grave. Não se preocupe. Está tudo bem.

— Sarada...

— Mãe, é sério! Acredita em mim ok?

— Não até você me contar!

— Mãe, eu tranquei a faculdade e vou ficar em Londres por seis meses. Estou hospedada na casa de Inojin e junto com Sai. Está tudo bem. Vou fazer um curso de composição clássica aqui. Acho que será bom pra mim como artista, ter novas experiências, ser mais underground do que mainstream. – Contou Sarada.

— Não vai desistir de Julliard certo?

— Não vou mentir... Eu quase desisti de Julliard, mas Inojin me fez repensar e só vou ficar afastada por um tempo. Quero me colocar no lugar. Passamos por tantas coisas que acho que perdi meu equilíbrio.

— Não era melhor voltar para Konoha? – Questionou Sakura e Sarada bufou do outro lado da linha.

—  Voltar para Konoha e assistir Boruto sendo feliz ao lado de Yodo? Não sou tão nobre assim, mamãe! Prefiro me consertar longe disso tudo. Além disso, aqui contarei com o apoio de Inojin.

— Seu pai não vai gostar nada disso...

— Ele não pode me dar ordens agora...

— Sarada, o que pretende?

— Pretendo fazer esse curso, pensar na vida, esquecer Boruto...

— Sarada, não é fugindo do Boruto que vai esquecê-lo querida...

— Eu não estou fugindo. Eu só preciso achar equilíbrio! Inojin é bom nisso e pode me ajudar.

— Ele é um bom menino. Bem, você está em boas mãos pelo menos. Confio em Inojin e em Sai. Sei que cuidarão de você.

— Eu não tenho crédito mesmo né mãe? Eu sei cuidar de mim!

— Sarada, você é valente, mas ainda é uma menina! Não conhece muitas coisas ainda.

— Conheci a maldade já. Testemunhei o quanto esse mundo pode ser cruel...

— Sei que foram tempos difíceis, meu amor... Mas acredite em mim... Tudo passa.

— Eu sei que está certa, mamãe. Papai não está em casa?

— Que sorte a sua! Ele acabou de chegar! Vou passar o telefone para ele! Tenha juiízo! – Disse Sakura e passou o telefone para Sasuke.

— Oi filha. Pela expressão da sua mãe algo aconteceu... O que foi? – Sasuke foi direto como de costume. Sarada então respirou fundo, contou até três e falou.

— Aconteceu. Tranquei a faculdade e vim passar seis meses em Londres com Inojin. – Avisou tranquilamente.

— SARADA UCHIHA O QUE TE DEU? VOCÊ JOGOU TUDO PRO ALTO? E JULLIARD? SUAS NOTAS? SEU ESPETÁCULO? COMO OBITO NÃO ME CONTOU NADA?

— Calma, pai!

— CALMA É O CACETE! – Berrou Sasuke e Sarada ouviu a voz de Sakura tentando acalmar o marido.

— Pai, eu não to abandonando a faculdade. Eu só tirei um período de férias para me reorganizar. A vida foi muito difícil pra mim nos últimos meses...

— Sarada, eu sei que não foi fácil, mas não é por isso que você arruma as malas e some! O que te deu garota? Tudo bem que Inojin é de confiança e Sai está aí também, mas sua vida é em Nova York agora!

— Pai, tenta me entender! Eu quero descobrir quem eu sou. Não sou a mesma Sarada de antes. Não quero mais ser uma digital influencer. Não quero mais priorizar as coisas erradas.

— Sua faculdade não é uma coisa errada.

— Eu sei que não, mas quando eu escolhi Julliard eu reneguei coisas mais importantes como a possibilidade de estar perto da minha família e de Boruto.

— Ah, estamos falando de Boruto então...

— Também!

— Filha, sei como dói um coração partido. Deve ter sido difícil vê-lo com Yodo, mas você não pode deixar que isso afete tudo.

— Eu não sei mais quem sou. Embora tenha a ver com Boruto, não é por causa dele que tomei essa decisão. Eu não quero mais o glamour. Eu quero uma vida simples, dedicada a arte... Inojin é um artista puro em toda a sua essência, ele me fará bem...

— Ok. Se é o que quer... Mas só tem seis meses! Depois disso, volte ou eu mesmo vou te buscar! – Ameaçou Sasuke.

— Esse é o pai que eu conheço e amo! Obrigada pela confiança.

— Filha, eu, sua mãe e seus irmãos precisams de você. Não seja inconsequente tudo bem?

— Pode deixar.

 

[...]

 

Kiba foi o primeiro a voltar para casa. Inojin demoraria ainda algumas horas para voltar da faculdade e Sai só retornaria no final do dia. Então, seria apenas ele, Akamaru e Sarada por um tempo.

— Inojin sempre fala do seu talento como violinista. Confesso, é impressionante te ver tocar. – Avalia Kiba ao ouvir Sarada ensaiando.

— Obrigada, Kiba. Acho que a música é a única coisa que me liga ao que eu era antes de tudo. Talvez, seja por isso que não quero abrir mão dela agora. – Analisou Sarada ao guardar o instrumento na case.

— Sua única intenção ao vir para cá era isso? Se encontrar? – Questionou Kiba.

— Sim. Todos os problemas que enfrentei nos últimos tempos me fizeram perceber que me perdi. Acho que Inojin pode me ajudar. Ele é o que eu tenho de mais próximo a antiga Sarada, então ele pode me ajudar a resgatar alguma coisa. Sei que será diferente, mas, mesmo assim, quero tentar ser alguém melhor.

— Entendo... Bem, Inojin pode ajudá-la mesmo. Ele é incrível.  Acho que nunca conheci alguém tão bom quanto ele.

— Ele é puro.

— Sarada, já pensou que o amor que Inojin sente por você ainda existe?

— Claro que existe, nós somos amigos.

— Não to falando de amor de amigo... Inojin a ama como homem. Você não sabe, mas eu assisti a ele te desenhando durante todos os anos em que esteve como prisioneiro, sempre esperando uma chance...

— Aonde quer chegar?

— Sarada, por que não dá uma chance para Inojin? A história de vocês foi interrompida...

— Kiba, Inojin merece o amor em sua plenitude. Eu não soube amá-lo direito e afirmo para você que ainda hoje não saberia... Eu estou em pedaços. Inojin precisa encontrar um novo amor, alguém que desperte coisas nele que nem eu fui capaz de despertar.

— Não acha que é uma tortura ficar tão próxima dele?

— Não acho, mas se você acha eu posso ir embora daqui...

— Não, não estou te pedindo pra partir...

— Kiba, eu quero o melhor pra ele também! Inojin é meu melhor amigo.

O barulho da porta se abrindo, interrompeu a conversa.

— Estavam falando de mim? – Perguntou Inojin ao entrar no apartamento.

— Sim, estávamos falando de você. Melhor Sarada contar tudo a você... – Confirmou Kiba e se retirou.

— O que deu nele? – Perguntou Inojin.

— Ele acha que minha estadia aqui é uma espécie de tortura pra você, pois eu só te vejo como amigo e você me vê como uma mulher que você ama e deseja. – Sarada foi sincera.

— Não vou mentir que me sinto atraído por você, por tudo que você sempre representou pra mim, mas você não é uma tortura. Estar ao seu lado é uma alegria.

— Inojin, eu não quero magoar você.

— Kiba está se metendo onde não deve. Antes de ser apaixonado por você, eu sou seu amigo.

— Você é um amigo precioso. Então, se está difícil pra você me ter aqui quero que fale... Eu posso ir embora.

Inojin abraçou Sarada com força.

— Não vá. Por favor, fique aqui e vamos reconstruir nosso laço. Eu preciso de você aqui para desmistificar tudo que você representa.  – Afirmou Inojin.

— E a atração física que você sente por mim? – Sarada questionou.

— Confesso que eu queria poder te beijar de novo, mas não vou forçar nada.

Após o silêncio, Sarada se inclinou e beijou os lábios de Inojin com ternura. Aos poucos, o beijo foi ganhando um ritmo e aumentando sua intensidade. Sarada explorou a boca de Inojin como não fazia há anos. Ela sentiu o coração dele acelerar, então sorriu e se afastou.

— Eu te devia esse beijo. – Concluiu Sarada.

— Foi uma despedida?

— Sim, foi o beijo de despedida que eu nunca te dei. Te perdi e nem tive essa oportunidade. O que sentiu? – Perguntou Sarada.

— Meu coração queria saltar pela boca. – Riu -  faz anos que eu não beijo ninguém – Admitiu.

— Inojin, se permita conhecer alguém novo. Eu fui seu primeiro amor, mas não vou ser o último.

— Eu sei. Você tem razão. Amigos então?

— Amigos para sempre pode ser? – Sugeriu Sarada.

— Claro! E não liga pro que o Kiba disse ok?

— Não vou ligar, mas você tem que me prometer que vai arrumar uma namorada ok?

— Prometo começar a procurar.

— Você vai encontrar alguém fantástica. Uma garota que vai saber valorizar o cara incrível que você é.

— Boruto tem sorte.

— É, ele tem. Tem a Yodo.

— Não é dela que eu to falando.

— Eu e o Boruto não tem volta, Inojin.

— E pretende acabar sozinha?

— Não to fazendo planos para um futuro tão distante assim. Só quero me encontrar, fazer minha arte e poder retornar para Konoha de cabeça erguida.

— Esse dia vai chegar, Sarada.

— Eu sei. Espero que nesse dia você retorne comigo.

— Eu vou. Konoha é meu lar também.



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