História A Nova Influência - Capítulo 40


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Inojin Yamanaka, Sai, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasori, Sasuke Uchiha, Shinki, Yodo
Tags Drama, Naruto, Romance, Sasusaku
Exibições 50
Palavras 2.978
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente! Tudo bem? Capítulo quentinho saindo do forno para matar a curiosidade de vocês! Boa leitura! Ansiosa para ler os comentários :D

Capítulo 40 - O noivado de Nagato


O grande dia do noivado de Nagato havia chegado. De certa forma, Shinki levantava suas mãos para os céus, pois assim não precisaria mais bancar a babá de Hanabi pelo palácio. O duque estava tendo que ser simpático com a futura rainha por pedido de seu pai. Algumas vezes, Shinki discutiu com a garota, mas, por sorte, Kankuro estava ao seu lado para ajudá-lo a não perder totalmente sua paciência com ela.

Para Shinki, Hanabi tinha defeitos demais para ser rainha. Sasori I sabia bem disso, então por que seu pai ignorou isso? Será que Gaara não via que Hanabi não era a escolha ideal? Será que seu pai queria colocar o futuro de Suna em risco? Hanabi não era bondosa, sequer generosa. Pelo contrário, ela era o retrato do que a nobreza de Suna representava. Hanabi era ambiciosa, provocativa, irônica e disciplinada.

— No que está pensando, filho? – Perguntou Gaara ao ver o olhar de Shinki perdido no jardim do palácio.

— Por que Hanabi? Por que logo ela para ser rainha? Eu não consigo entender! – Confessou Shinki e Gaara sorriu.

— Ela tem o que é necessário. – resumiu Gaara.

— E o que é necessário?

— Um título.

— Pai, sabemos bem que uma rainha precisa de mais coisas do que apenas ser nobre.

— Sasori sempre dizia que a rainha tinha que ser gentil, forte, inteligente e bonita. Hanabi tem essas qualidades também.

— Hanabi não é gentil.

— Com você, mas com os outros ela é. Foi treinada a vida toda para ser da família real. Ela se casaria com você, mas acho que será melhor com Nagato.

— Nagato é tão quieto. Como alguém como Hanabi pode servir para ele?

—  Nagato se tornou mais sombrio do que era após a morte de Sasori. Hanabi é brincalhona, alegre, forte. Saberá conduzir seu primo até que ele se torne o Rei que Suna merece.

— Não acha perigoso colocá-la como rainha? Hanabi pode ser traiçoeira.

— Eu sei que tem seu pé atrás com ela, mas entenda que ela cresceu.

— O caráter dela não mudou. A família dela mataria por poder.

— Nagato não tem ambições. Ele cresceu tendo o mundo a seus pés e acha que normal e seu direito ter tudo que deseja.  Ter uma rainha que sabe o verdadeiro valor do poder o ajudará. Quando ele não tiver ambições, ela terá e o instigará.

— Deveria casar nagato com alguém bom. Com alguém que o amasse e fizesse de Suna um reino grandioso.

— Bem, acho que estamos falando de Yodo, não? Só ela tem essas qualidades aqui e Sasori sabia bem disso. 

— Mas ela não amava Nagato.

— Exatamente. E, por isso, não se tornou rainha.

— Não existe nenhuma garota de uma família nobre que possa ocupar o lugar de Hanabi? Eu acho perigoso para Nagato se casar com alguém da família Hyuuga.

— Não, filho. As outras garotas são muito novas. Teríamos que esperar muito até que alguma delas pudesse se casar com Nagato. Só Hanabi e Yodo tem a idade apropriada para subirem ao trono quando Nagato for maior de idade.

— Espero que Nagato seja feliz.

— Eu acho que Hanabi pode nos surpreender como rainha.

— Pai, estamos falando de Hanabi Hyuuga...

— Os defeitos dela farão de Hanabi uma rainha diferente das anteriores. Pode ser bom para Suna e para Nagato...

 

[...]

 

Nagato estava triste. Aliás, o tempo todo era assim. Desde que Sasori I havia morrido, Nagato esquecera de como era sorrir. Por ser o primogênito, o rapaz era o mais apegado ao pai. Enquanto Yahiko parecia aceitar bem a morte do progenitor, Nagato ainda queria vingá-lo. Era injusto que Sasori tivesse perdido tudo. Era assim que ele se sentia.

No entanto, Ino Yamanaka estava morta, então Nagato se vingaria de quem? O único em quem conseguiu jogar a culpa da morte do pai foi em Gaara. Irmão caçula de Sasori, o rei interino foi quem introduziu Ino Yamanaka naquela família. Nagato não conseguia perdoar o tio por isso. Era como se a maior parcela de toda a desgraça fosse dele.

Era dia de festa em Suna, mas o semblante de Nagato não era comemorativo. Casar-se para ele era obrigação, dever que como príncipe tinha que cumprir sem questionar. Nagato nunca foi iludido pelo amor, nunca havia se apaixonado por ninguém.  Gostava de sexo, de transar com algumas garotas, mas nunca havia durado mais que uma noite. Uma vez, Sasori havia dito para o filho que amar era para os fracos e Nagato não gostava de ser fraco. Então, nunca se permitiu envolver por ninguém.

Nagato conhecia Hanabi, sua noiva. No entanto, há alguns anos não a via.  Pelo que Shinki falava ela era bonita, então para Nagato isso bastava. Por isso, nem ligou quando sue primo falou que não gostava da escolhida. Antes de trazerem Hanabi para Suna, Gaara teve uma longa conversa com o sobrinho e lhe explicou como seriam as coisas dali para frente. Nagato sabia o que significava ser um rei. Seu pai havia lhe ensinado a vida inteira como ele deveria ser para ser um bom monarca para seu país.

Alguns instantes antes da festa do noivado começar, Yahiko entrou no quarto do irmão. O irmão do futuro rei tentou animá-lo, dizer que os convidados já estavam chegando, que a sala estava cheia como nos velhos tempos. Ah, os velhos tempos... Nagato queria que seu pai estivesse ali, vendo-o se tornar o rei que ele sempre esperou que um dia fosse. Nagato deixou uma lágrima escorrer pelo rosto e foi abraçado pelo irmão.

— Está se lembrando de nosso pai, não é mesmo? – Perguntou Yahiko.

— Queria que ele estivesse aqui. – Admitiu, secando a lágrima.

— Ele está, Nagato! Ele sempre estará em nossos corações!

— Você vai ver Yahiko... Eu serei o melhor rei que esta terra já viu. Vou superar nosso pai.

— Eu não tenho dúvidas, irmão. Ansioso para ver a noiva?

— Pior que não. Você já a viu?

— Já, ela está muito bonita. Terão lindos herdeiros. – Disse Yahiko.

— Não vejo problema em me casar com ela, mas confesso que não imaginava que Hanabi seria minha esposa.

— Papai queria que fosse Yodo, mas ela se recusou.

— Eu sei. Ela é a ex-namorada de Shinki. Acho que compreendo porque ela não quis se casar comigo. Ela estava completamente apaixonada por Shinki e era um sacrifício para ela abdicar disso.

— Irmão, você sabe como é se sentir apaixonado por alguém?

— Não, mas papai sempre dizia que a paixão é algo muito poderoso, devastador. Isso destruiu nosso pai, destruiu nosso tio, então acho que nunca quero me apaixonar. Poderia destruir a mim mesmo e a Suna.

— Ah, eu queria me apaixonar! Saber como é isso... Papai falava que era uma fraqueza que a gente podia se dar ao luxo de ter. – Lembrou Yahiko.

— Não queira ser fraco Yahiko, pois o mundo pertence apenas aos fortes.

— Você é duro demais, Nagato. Papai sempre falava que você não podia ter uma postura radical.

— Não estou sendo radical, mas precavido.

 

[...]

 

O reflexo do espelho deixava Hanabi orgulhosa do que via. Estava prestes a conquistar o lugar mais alto na hierarquia da nobreza de seu país. Seria rainha. O noivado com Nagato era uma graça alcançada. Havia se preparado a vida inteira para aquilo:  o casamento.

Por alguns anos, Hanabi fantasiou em se casar com Shinki e ser duquesa, mas o filho de Gaara nunca havia dado trela para ela. Sempre teve Yodo como sua rival e sempre ficou com raiva por nunca conseguir provar o seu valor.

No entanto, o jogo havia virado. Yodo perdeu tanto o amor de Shinki quanto a possibilidade de ser rainha. Agora, lá estava Hanabi pronta para reinar ao lado de Nagato. Não lembrava muito bem do noivo, nunca havia reparado direito nele, mas, com certeza, o herdeiro de Sasori era alguém interessante.

Para Hanabi, não encontraria problemas em conquistá-lo. Sabia seduzir e usaria todas as suas armas para fazê-lo cair de amores por ela. O plano de Hanabi era ter Nagato em suas mãos e manipulá-lo a seu bel prazer. Assim, se tornaria a rainha mais poderosa da história de Suna e poderia ajudar a sua família a conquistar a confiança do novo rei.

— Está pronta? – perguntou Shinki para Hanabi.

— Claro que sim! Eu me preparei a vida toda para o momento da minha glória! – Afirmou Hanabi.

— Ainda nem se tornou rainha e já está querendo por as manguinhas de fora?

— Meu caro Shinki, não importa o que você diga ou faça, eu serei a rainha. Não tem mais como voltar atrás. Nagato não tem como voltar atrás.

— Sei que é poder o que você quer, mas quero que saiba que se fizer o meu primo infeliz...

— Está me ameaçando?

— Não, estou apenas te lembrando do que eu posso ser capaz.

— Shinki, seu primo será o homem mais feliz da face da Terra. Casado comigo, não tem como ele não ser. – Sorriu.

— Continua pretenciosa...

— Seu primo se apaixonará por mim. Não se preocupe.

— Eu me preocupo com ele. Você eu quero mais que vá para...

— Oh, nada de xingar a futura rainha entendido?

— Deixa pra lá! Vai logo, pois todos estão a sua espera para essa palhaçada de noivado começar. – Informou Shinki.

— Chegou a minha hora... – Sorriu Hanabi, convencida que o que viria pela frente seria bom.

Hanabi desceu as escadas com elegância, seu vestido era belíssimo e as joias ressaltavam sua beleza. Nagato encarou sua noiva com um olhar curioso, mas não esboçou sentimento algum ao segurar a mão dela. De pé diante do rei interino, eles iriam oficializar o noivado.

Gaara fez um discurso sobre o que esperavam do enlace entre Nagato e Hanabi. O monarca disse estar satisfeito de ver o seu sobrinho se aproximar cada dia mais do momento em que herdará a coroa que lhe é de direito, fez uma menção ao orgulho que Sasori I teria de vê-lo prestes a se casar e aconselhou o sobrinho a ser um rei ainda melhor para o povo de Suna. Nagato ouviu tudo quieto. Hanabi olhava de soslaio para o noivo, queria descobrir mais sobre ele, pois Nagato ainda era uma incógnita.

Após o discurso de Gaara, Nagato e Hanabi trocaram as alianças que simbolizavam o compromisso assumido na frente da família de ambos e do povo, uma vez que a cerimônia estava sendo transmitida pela televisão. No fim, Nagato e Hanabi dançaram uma música lenta ne posaram para fotos.

Enquanto a festa rolava para os convidados, Nagato pediu licença para a noiva e saiu. Hanabi não ficou satisfeita com a atitude do noivo e o seguiu até o jardim. Isolado, Nagato sentou em um banco próximo a uma fonte. Então, Hanabi o cercou.

— Meu noivo não está se sentindo bem? – Perguntou com um tom de vzo amável que ela usava para pouquíssimas pessoas.

— Hanabi, por que me seguiu? – Perguntou Nagato.

— Fiquei preocupada. Afinal, esta é a nossa noite. – Tentou sorrir.

— Quero ficar sozinho. – Pediu Nagato.

— Se é um desejo de meu noivo, mas antes só quero lhe dizer que pode contar comigo para o que precisar. Sou sua noiva e daqui a algum tempo serei sua rainha. Preciso que confie em mim e me deixe ficar próxima. – Disse Hanabi antes de virar as costas.

— Espere...

— Meu noivo mudou de ideia? – Perguntou Hanabi voltando-se para Nagato e o viu se aproximar dela.

— Quero tentar uma coisa...

Nagato beijou Hanabi pela primeira vez ali no jardim. Ela permitiu que ele explorasse sua boca e aprofundou o beijo o máximo que podia. A mão boba de Nagato percorreu o corpo da noiva, que não o parou, pelo contrário, Hanabi o incentivava. Nagato se sentiu quente, atraído por ela. Realmente, Hanabi era linda. Ele pensou que ela poderia ser uma boa rainha. Então, Nagato se afastou.

— A partir de hoje você é a minha rainha. É minha. Então, me honre e respeite. – Disse Nagato e Hanabi sorriu.

— Eu o farei feliz, Nagato. – Prometeu Hanabi, Nagato riu e ela estranhou – O que foi? Falei alguma besteira?

— Não vou me casar com você para ser feliz, Hanabi. Vou me unir a você para seguir uma tradição de meu país e poder gerar bons herdeiros para Suna. É para isto que você serve.

— Nagato, uma rainha é mais do que uma reprodutora. Seu pai não lhe ensinou isso?

— A rainha tem que satisfazer os desejos do rei.

— Mais que isso... A rainha é quem, ao lado do rei, governa. Da mesma forma que devo honrar você, você deve me honrar.  Mais que isso... Você deve me amar.

— Não vamos nos casar por amor.

— Posso fazer você me amar... - Hanabi se aproximou de Nagato, mas ele desviou.

— Eu não estou convencido disso.

— Bem, eu vou prová-lo que está errado, mas agora vou voltar para a nossa festa. Esteja lá em cinco minutos. Quero dançar... – Disse Hanabi e saiu.

— Não cumpro ordens suas...

— Não é uma ordem, meu noivo. É um pedido. Assim, você me satisfaz agora e eu o satisfaço mais tarde.

— O que está propondo?

— Ninguém precisa saber, mas eu posso dormir com você.

— Hanabi, isso vai contra o que o conselho estipula...

— Já sou a sua rainha. Podemos fazer nossas próprias regras... Não acha mais interessante que seja assim?

— Ok. Eu vou dançar com você e você vai ficar comigo todas as noites a partir de hoje. – Concordou Nagato.

— Acho que estamos falando a mesma língua agora...

— Ah, sim, a língua da luxuria...

— Te espero, querido... – Hanabi deu um selinho em Nagato se retirou do jardim.

 

[...]

 

Quando acordou na manhã seguinte do noivado, Nagato viu sua cama vazia. Hanabi já tinha escapulido de lá. Mesmo assim, o cheiro do perfume da garota ainda estava em suas narinas e isso foi o suficiente para que ele lembrasse do prazer que ela o fez sentir. Nagato gostou dela. Mesmo assim, ele estranhou que a rainha não tivesse nenhum pudor.

Pelo que seu pai falava, a rainha precisava ter uma imagem pura e Hanabi não tinha essa imagem. Quer dizer, não entre quatro paredes. Obviamente, perante a sociedade era quase um anjo. Só que agora Nagato a conhecia melhor. Em sua cama, ela mostrou quem era verdadeiramente. Eles haviam criado suas próprias regras. Ele gostava disso.

Depois de tomar um banho, Nagato se arrumou, desceu, encontrou com Shinki e perguntou por Hanabi. O primo então lhe informou que a sua noiva havia saído para fazer compras com a mãe e que só voltaria mais tarde. Shinki estava curioso para saber o que o primo tinha achado da noiva.

— Quais são suas impressões sobre Hanabi? – Perguntou Shinki.

— Acho que será uma boa rainha. – Resumiu Nagato.

— Diz isso baseado em que? – Questionou Shinki.

— Ela sabe cativar as pessoas.

— Está apaixonado por ela?

— Primo, não vou me apaixonar por ela nem por ninguém. Mas, Hanabi é bonita, agradável, inteligente... Será uma boa boa mãe para os meus filhos.

— Já encomendaram um herdeiro? – Questionou Shinki e Nagato se surpreendeu.

— Claro que não!

— Ah, é que eu a vi saindo do seu quarto nessa manhã...

— Não vou mentir. Ela dormiu comigo sim, mas nos prevenimos.

— Não devia infrigir as regras do conselho. Logo estarão casados...

— Tinha curiosidade de como seria minha vida a dois com ela após casados... Foi como um teste drive...

— E gostou?

— Não vou falar da minha intimidade com a minha noiva para você.

— Bem, se ela te faz feliz...

— Feliz? A felicidade é uma coisa estranha, dura poucos segundos... O que existe entre Hanabi e eu é carnal. Só isso.

— Você só se sente atraído por ela?

— É. Isso é bom. Sei que não vou me apaixonar por ela e assim permanecerei são. Longe das armadilhas que aqueles que amam se enfiam. Não vou me destruir por amar alguém como meu pai, meu tio e até você...

— Um dia você amará alguém Nagato e só então perceberá que é besteira pensar dessa forma.

— O amor machuca. Meu pai sofreu a vida toda...

— Amar não é fácil e a beleza desse sentimento está nisso... Se não é capaz de amar Hanabi deveria escolher outra esposa...

— Vou me casar com ela. Casamento não é um ato de amor, Shinki.

— Aqui em Suna eu sei que não é, mas deveria ser...

— Você também não vai se casar por amor...

— Eu sei, mas é que eu perdi a pessoa que amo...

— Sabe, Shinki, quando eu era mais novo você era uma espécie de herói pra mim. Meu pai sempre falava que você era motivo de orgulho para Gaara, que nunca decepcionaria nossa família, mas aí você se apaixonou...

— O que Sarada tem a ver com a sua falta de admiração por mim?

— Seu namoro com ela trouxe Sakura para perto de meu pai... Se ele não tivesse encontrado com ela...

— Nagato, agora você quer me culpar pela morte do tio Sasori? Aguentei calado você culpando meu pai, porque achei que isso uma hora ia passar, mas não vou permitir que você continue acreditando nisso.  Nós não temos culpa pelo que aconteceu com seu pai entendeu? – Shinki segurou o primo pelos braços e o sacudiu.

— Vai fazer o que? Me bater? – Nagato se soltou.

— Bem que eu devia. Está parecendo uma criança mimada e não um rei.

— Você sabe o tamanho da minha dor?

— Não foi só você que perdeu alguém querido, Nagato. Sasori era meu tio, irmão do meu pai... Nós sofremos tanto quanto você. É injusto o que está fazendo. Meu pai está carregando o reino todo nas costas para que você herde o que Sasori construiu com tanto sacrifício. Não desperdice isso ok?

— Então, pare de querer me dar lição de moral sobre amor.

— Ok. Quando você encontrar o amor, saberá como é se sentir assim. Espero que não seja tarde demais...

Shinki saiu e deixou Nagato a sós com seus pensamentos. O futuro rei não queria conhecer tais sentimentos, queria apenas a praticidade que seu poder lhe oferecia. Em breve se casaria com Hanabi e não teria mais que se preocupar com o amor. Isso jamais aconteceria.



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