História A Nova Influência - Capítulo 6


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Inojin Yamanaka, Sai, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasori, Sasuke Uchiha, Shinki, Yodo
Tags Drama, Naruto, Romance, Sasusaku
Exibições 169
Palavras 1.359
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura.

Capítulo 6 - Chegada à Londres


Quando Inojin finalmente saiu do internato na Suíça para a sua nova vida em Londres, sentiu-se renovado. Há muito tempo não sabia o que era sair na rua, ver pessoas diferentes e, pela primeira vez, quase se sentiu livre. No entanto, a presença de Kiba e Akamaru o lembrava que ainda era um prisioneiro de sua mãe.

— Jin, espero que você não me dê trabalho! – Disse Kiba após chegarem ao apartamento que dividiram em Londres.

— Eu não vou fugir. – Garantiu.

— É melhor que esteja falando a verdade para o bem de todos. – Disse mostrando a arma no cós de sua calça.

— Não preciso que me ameace com essa arma. Aliás, Kiba, o que você sabe sobre mim?

— O suficiente. – Respondeu o segurança.

— Quando minha mãe lhe disse que eu não era mudo?

— A senhora disse há pouco tempo.

— E você sabe por que ela mentiu para todos sobre isso?

— Não preciso saber as razões da minha patroa. Ela me paga bem o suficiente para não perguntar detalhes.

— Claro. O marido da minha mãe já sabe que eu não sou mudo?

— Não sei respondê-lo.

— É capaz que ele saiba de tudo.

— Você reclama, mas tem uma vida muito boa.

— Vida boa?

— Sim. Tem estudo, família, dinheiro, não passa fome.

— Não tenho liberdade, Kiba.

— Sei que ficou alguns anos num colégio interno, Jin, mas agora está livre.

— De certa forma, pois ainda tenho um cão de guarda no meu pé.

— Não fale assim de Akamaru.

— Não é ele a quem estava me referindo.

— Você é engraçado. – Riu Kiba e foi arrumar suas coisas no quarto.

Enquanto isso, Inojin também foi arrumar suas coisas. Como Ino não tinha levado nenhum de seus pertences quando o raptara, tudo que Inojin tinha havia sido comprado nos últimos três anos. Livros, roupas, sapatos e a foto de Sarada dançando com Boruto na festa de 15 anos dela era tudo que ele tinha. Não eram muitas coisas. Além disso, Inojin tinha trazido algumas telas suas, tintas e muitos desenhos feitos nos últimos anos. Inclusive, todos os desenhos de Sarada ele fez questão de colocar em um mural. O primeiro toque pessoal de seu quarto. Quando Kiba entrou no quarto, prestou atenção nos desenhos.

— Agora entendo porque vai para uma escola de arte. – Disse mordendo uma maçã e com Akamaru em seus pés.

— Eu gosto de pintar. – Resumiu Inojin.

— Quem é a garota?

— Meu grande amor.

— Ela é bonita. Sua mãe era contra o namoro?

— Sim.

— Entendi porque ela te trancafiou num colégio interno agora.

Inojin gostaria de dizer a Kiba que ele não entendia, que jamais entenderia a razão pela qual sua mãe arruinou a sua vida. Aquele segurança não sabia muito sobre ele e muito menos sobre seu passado. Certamente, Ino havia lhe dito apenas o suficiente. Ela não era de brincar em serviço. Kiba não era uma pessoa ruim, mas era muito fiel a quem pagava seu salário. Por conta disso, virou a pessoa que Inojin menos gostava depois de Ino em seu novo círculo de convivência.

Kiba era o mais jovem segurança de sua família. Tinha apenas 23 anos. Era forte, astuto, inteligente e tinha um cão de caça muito feroz. Akamaru já tinha atacado Inojin algumas vezes quando ele tentara fugir da fazenda durante as férias. Por isso, o garoto também não gostava do cachorro. Agora, ele era obrigado a conviver mais de perto com duas criaturas que mal o suportavam e que ainda fariam relatórios semanais para sua mãe sobre seu comportamento. Era quase uma prisão domiciliar.

Na primeira noite, Kiba tentou fazer com que Inojin não o visse completamente como um inimigo.

— Sei que nunca fomos amigos, mas, Jin, agora que seremos obrigados a conviver quero que não tenhamos problemas.

— Kiba, não vou brigar com você. Até porque você é quem menos tem culpa sobre a minha atual condição.

— Ótimo! Já sabe quando começam as suas aulas na Royal Academy School of Arts?

— Semana que vem. O que você fará enquanto eu estiver na aula?

— Eu estarei na aula com você.

— Como assim?

— Meu patrão, como um doador muito generoso da Royal Academy School of Arts, pediu a instituição que seu enteado não ficasse sem proteção, por isso eu irei assistir todas as suas aulas como ouvinte.

— Minha mãe não confia em mim mesmo.

— Ela só não quer que você fuja.

— Eu não iria fugir.

— Claro, porque eu não iria deixar!

— Mesmo assim eu não fugiria.

— Nem você acredita no que diz.

A verdade é que por mais que Inojin quisesse fugir, ele tinha medo que sua mãe fizesse algo contra Sai e Sarada. Ino já havia deixado claro, mais de uma vez, que seria capaz de mandar matá-los e Inojin não queria ser egoísta para arriscar a vida das duas pessoas que ele mais amava. Embora nunca fosse se acostumar completamente com a sua nova vida, ele havia desistido de bater de frente com a sua progenitora por enquanto. Primeiro, ele precisava ganhar a confiança dela e alguma independência.

 

[...]

 

No primeiro dia de aula, Inojin ficou encantado com suas aulas. Finalmente, poderia se dedicar a estudar apenas arte e fazer suas pinturas. Seu sonho era se tornar um pintor muito famoso. Quem sabe algum dia reencontraria seu pai por causa de um quadro seu? Inojin vivia fantasiando sobre algo assim. A esperança de ser encontrado é o que o mantinha vivo.

No fim do dia, Inojin estava se dedicando a um belíssimo quadro de Sarada vestida de debutante. Ele usou a foto que tinha ganhado de Ino como referência. Se tinha uma coisa que Inojin lamentava era de não ter tido tempo de dançar a valsa com a namorada. Ter sido privado desse momento era algo que sempre o atormentara. Inojin se questionava se Sarada achava que ele tinha a abandonado porque queria. O garoto não fazia ideia o que as pessoas pensavam do sumiço dele nem se associavam a Ino. Aliás, por que nunca a encontraram? Inojin achava ridículo que ninguém fosse capaz de achá-lo. Tudo bem que sua mãe tinha mudado seu nome e até o dela, mas será que era tão difícil assim achar um rastro dele? Enquanto pincelava o quadro, Inojin estava angustiado e Kiba reparou.

— Você pinta com raiva. Essa menina te fez alguma coisa? – Perguntou o segurança.

— Tenho raiva da situação e não dela. – Respondeu vagamente.

— E qual é a situação?

— Melhor não me perguntar caso não queira ter problemas com a sua patroa.

— Ah, claro. Assunto sigiloso.

— Kiba, por que você quis se tornar um segurança?

— Não foi exatamente querer. – Kiba coçou a cabeça – Eu precisava de dinheiro e esse serviço pagava melhor.

— Tenho a impressão que você não tem vida pessoal.

— Agora não, mas um dia eu tive.

— Você não tem família?

— Um dia eu tive.

— O que aconteceu com a sua família?

— Meu pai morreu quando eu era mais novo e eu fiquei com todas as responsabilidades de homem da casa sabe? Tive que trabalhar para cuidar da minha mãe e da minha irmã. Minha irmã casou e hoje vive bem, mas minha mãe é muito doente e eu preciso ajudá-la com dinheiro para os remédios que são muito caros. O dinheiro que eu ganho cuidando de você faz com que eu consiga pagar todos os medicamentos dela.

— Bem, pelo menos, você ajuda alguém.  – Inojin então voltou a pintar.

— Jin, você será livre um dia. – Disse Kiba.

— Como sabe?

— Sua mãe é controladora, mas ela está soltando às rédeas aos poucos. Primeiro as férias na fazenda, agora deixou você morar sozinho em Londres, o próximo passo é a sua total liberdade.

— Duvido. E ela não me deixou morar sozinho em Londres. Ela colocou você pra me vigiar em tempo integral e fazer relatórios a ela.

— Você é filho de pessoas importantes. Sua segurança é prioridade pra sua mãe.

— Errado. Meu padrasto é uma pessoa importante. Minha mãe não é ninguém, nunca foi.

— Está errado, Jin. A partir do momento que a sua mãe se casou com o meu patrão ela se tornou tão importante quanto ele.

— Grande merda ter um título de nobreza.

— Se você pensa assim, mas eu acho que é uma grande coisa. – Kiba deu de ombros.



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