História A Nova Ordem - Capítulo 7


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Avery, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Elise Whisks, Gavril Fadaye, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais, Princesa Daphne, Princesa Nicoletta, Shalom Singer
Tags Amizade, Drama, Maxerica, Super Poderes, Suspense
Exibições 19
Palavras 2.499
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Os Estranhos Companheiros De Mesa


Fanfic / Fanfiction A Nova Ordem - Capítulo 7 - Os Estranhos Companheiros De Mesa

  A porta se abriu agressivamente e foi fechada do mesmo modo. Uma moça jovem entrou pela porta zangada. Ela deveria ser centímetros mais alta do que eu. Evidentemente seu cabelo era pintado de ruivo, com a raiz castanha por fazer, estava com duas mechas da frente pressas para trás com uma presilha. Seu vestido era verde água com flores no mesmo tom, eles batiam no chão, as mangas eram até os pulsos. Ela possuía algumas sardas embaixo dos olhos, que eram verdes claros quase transparente. Ela era bonita. Nas mão carregava uma prancheta. Deduzi que essa moça não seria ninguém menos que Srta. Markson. As três amigas vieram correndo para ver quem era e fui me aproximando devagar ouvindo suas reclamações.

 — Eu fui lá e ele simplesmente respondeu que não poderia arrumar esse problema!— Exclamou. Ele decididamente estava nervosa. — Como não se é ele que comanda esse lugar? Deveria estar encarregado em saber se as entregas estão vindo certas ou...

  Srta. Markson parou de falar quando repousou seus olhos em mim, analisando cada detalhe. Evelyn deu um passo à frente e explicou:

  — Essa é America. Nossa nova colega de quarto, chegou hoje.

— Ah sim, ouvi falar de uma nova aluna. — Respondeu me olhando com os olhos acirrados e uma das mãos no queixo. — Oh. De qualquer jeito seja bem-vinda, America. Acho que você deve escutar por aí que seu nome é bastante... Exótico não é mesmo?

 — Sim. Você não faz ideia. — Respondi-a. Ela pareceu gostar disso e mandou um sorriso para mim. Dava para perceber que ela era uma pessoa que mudava de humor muito rápido. Uma bomba-relógio, era o que minha mãe costumava dizer. Como sentiria falta dela me importunando.

 Srta. Markson deu a volta na sua mesa deixando que seu vestido desse uma pequena esvoaçada.

 — Aproveitem enquanto terei que resolver esse problema do descarregamento da remessa de livros. — Disse sentando em sua cadeira e dando as costas para nós indo mexer em um computador. Olhei para as três e elas fizeram um sinal para que eu as acompanhem.

 — Ela é... Normal? — Perguntei para as meninas depois de sermos praticamente expulsas da biblioteca.

 — Sim. Só é muito imperativa possamos dizer assim. — Respondeu Brice enquanto descíamos a escada para o terceiro andar. Ela andava mais a frente, atrás dela Angelina e Evelyn andavam ombro a ombro cochichando algo. O salão de refeição já continha a minoria dos alunos sentados em suas cadeiras.

 — Os alunos só podem comer depois que seus representantes supremos estiverem sentados. Livro de Conduta Mirchoff trecho II. — Brice explicou. Em frente as janelas que davam para o pátio, tinha uma mesa grande que acredito eu, sejam dos professores. — Você deveria procurar sua mesa. Pena que não ficaremos juntas. Acho que sua mesa fica ao lado daquela pilastra. Boa sorte.

 Me despedi delas e segui as informações de Brice. As mesas para os alunos era de forma retangular e caberiam o suficiente oito pessoas. Cheguei perto da mesa e dois garotos estavam sentados nela, eles cochichavam algo. No centro dela tinha o número sete estampado. Andei mais perto para que eles pudessem me ver. Um deles me viu e cutucou o outro para me olhar. Se levantaram e me cumprimentaram com um aperto de mão.

 — Eu sou Trevor, ele é Tarik. É um prazer conhecê-la.

 — America. É um prazer conhecer vocês.

 — Você pode sentar ao meu lado. — Sugeriu Trevor.

 — Claro.

 Dei meia volta e sentei na cadeira do seu lado.

 — Não era para estar alguém na cabeceira da mesa? — Perguntei para Trevor fazendo-o encerrar sua conversa com Tarik.

 — August chegará a qualquer momento.

 Balancei a cabeça e ele voltou sua conversa com Tarik sobre Aliens. Olhei em volta a procura de algumas das meninas mas não as encontrei. Muitos alunos entravam para o salão o que me impossibilitava de ver muita coisa.

 Dois garotos entraram e vieram correndo e sentando em suas cadeiras. O mais alto sentou-se na cabeceira colocou as mãos nas têmporas as massageando com os olhos fechados. Seu cabelo mesmo que pequeno dava para ver que era castanho. Não tive muito tempo de ver a cor de seus olhos. O outro menino sentou ao lado dele ficando de frente pra mim. Seus cabelos eram castanhos escuros e seus olhos eram da cor cinza. Ele estava encarando as mãos que estavam sobre a mesa.

 Na mesma hora um grupo que creio eu ser de professores entravam pela porta para ocupar a mesa principal. Consegui enxergar a Srta. Markson entre eles. Eles ocuparam a mesa principal e o jantar assim então foi servido.

 — Vocês quase não chegaram. — Disse Tarik.

 — Sabemos. É bem melhor do que comer isso que eles chamam de sopa. — Respondeu o mais velho mexendo a colher no caldo esquisito. — E olha no que temos aqui. — Falou agora me olhando com seus olhos castanhos. — Creio eu que não fizemos nossas apresentações devidamente. — Ele deu um sorriso e pegou minha mão desocupada e deu um beijo ali. — Me chamo August. É um prazer conhecer a senhorita.

 — Tome cuidado. Ele é extremamente irritante. — Zombou o outro. — Will. — Disse erguendo a mão para apertar a minha. Demos um aperto de mão amigável.

 — America. Por favor já ouvi muito sobre o meu nome nesses últimos dias. É um prazer conhecer vocês.

 August deu uma pequena risada e comecei a encarar o meu prato novamente mexendo a colher nele. Sua textura era totalmente diferente. Peguei um pouco daquilo e coloquei na boca. O líquido era viscoso e com gosto de galinha e aspargos, o difícil era engolir.

 — Você nunca viu o mingau deles. É bem pior. — Comentou Will.

 — Bem que você poderia ia falar com seu tio. Talvez começasse a servir um assado acompanhado de batatas ao molho cítrico. — Respondeu August com um pingo de ironia na voz. Will deu uma risada sem emoção e o respondeu:

 — Ele me odeia e eu o odeio. Não temos nada para falar. — Sua voz saia sem emoção alguma. Talvez estivesse irritado.

 — Quem é o seu tio? — Perguntei querendo saber um pouco mais.

 — William Mirchoff, quem mais seria? — Respondeu August. Ele era sobrinho do dono desse lugar infernal.

 — Ele na verdade é o meu tio-avô. Meu vô teve ele anos depois do meu pai. Ele nunca gostou muito de mim e nem eu dele. — Explicou. Olhei para mesa principal e no meios dela estava um homem com os cabelos um pouco grisalhos e os olhos cinzas. Ele era a versão do Will mais velho. — Foi por isso que meus pais me chamaram de Will. — Esclareceu depois que eu havia notado a semelhança entre os dois.

 A tensão depois de ter mencionado o nome do tio dele deixou a mesa em um total silêncio. A sopa era terrivelmente ruim. Queria saber o que eles colocavam aqui.

 O salão de jantar estava carregado de murmúrios, uns arredavam a cadeira para poder conversar com o outro. Os professores também conversavam alegremente entre si. Se eu não esquecer a cada minuto que aqui era um colégio para treinar soldados estaria alegremente também. Comecei a olhar que algumas mesas estavam faltando pessoas incluindo a nossa.

 — Por que algumas mesas estão desocupadas? — Perguntei olhando para August.

 — Porque o tempo deles chegaram. Completaram 21 anos. — Respondeu. Senti um calafrio com o que ele disse me lembrando do que havia lido na biblioteca.

 — E o que aconteceu com eles?

 August me deu um sorriso cheio de dentes igual ao gato da Alice que eu via quando pequena.

 — Estão mortos.

 Minha respiração vacilou e voltei a encarar o meu prato o remexendo.

 Alguns professores saíram do salão acompanhados por William que mantinha a compostura de um líder.

 Depois que eles foram, várias pessoas levantaram para ir embora. Will jogou a cadeira para trás e saiu dando passos rápidos. August olhou para a cadeira do amigo e jogou a colher no prato fazendo um tremendo barulho saindo em seguida.

 Perto da porta Angelina acenava para mim. Glória a Deus um rosto conhecido. Repousei a colher no prato e fui até ela.

 — Brice e Evelyn têm que resolver algumas coisas então pensei de irmos até o prédio. — Disse.

 — Claro.

 Angelina era uma menina tímida, totalmente diferente de Brice que conversava durante todo o percurso. O prédio das meninas estava mais cheio do que a hora em que saímos. Subimos as escadas com meninas que iam em grupos conversando sobre os meninos que eles gostavam. Dei um sorriso e continuei meu caminho.

 — Angelina, posso te perguntar uma coisa?

 — Dependo do que é.

 — Depois que o Sr. William saiu junto com alguns professores, a maioria dos alunos saíram também. — Comecei para poder fazer minha pergunta.

 — Ah. Já sei o que é. Nenhum aluno é autorizado a sair antes que o Sr. William saia. — Explicou.

 — Obrigada.

 — Tudo bem. Acho isso um absurdo. Se alguém estiver apertado para ir ao banheiro? Realmente, eles não pensam.

 Concordei com ela e chegamos no quarto. Angelina acendeu a luz e jogou a bolsa em cima do baú em seguida pulando na cama. Sorri por essa atitude involuntária dela e segui para a minha. Tirei minhas botas e coloquei os pés no chão sentindo-os se acalmarem.

  — Deixamos para ir ao vestuário um pouco mais tarde. Agora deve estar cheio de meninas. — Disse.

 — Não quero ter que tomar outro banho hoje. — Brinquei. Escutei sua risada e levantei indo até a janela.

 Coloquei as mãos na grade e olhei para as árvores lá fora. A janela era da cor branca enquanto as grades mantinham uma cor de ferro normal o que justificaria que eram recém colocadas.

 — Por que as grades foram só colocadas agora?

 Esperei uma resposta e nada, virei para trás e ela olhava para a janela. Ficou muda por um tempo e depois voltou a me encarar.

 — Medidas de segurança.

 Levantou e foi mexer em algo na sua bolsa.

 A porta se abriu e Evelyn e Brice entraram. Vi Angelina suspirar de alívio se esquivando daquele assunto.

 — Tentamos convencer ela. Não deu certo no final de contas. — Disse Brice frustrada.

 — Ela ao menos acabou de escutar tudo!— Exclamou Evelyn. — Isso chega a ser um pouco injusto.

 — Pelo menos tentamos. E é só isso que devemos falar pra ela. — Respondeu Angelina.

 — Acho que deveríamos ir ao vestuário agora, talvez possamos a encontrar lá. — Respondeu Brice se levantando em um salto. — Vamos lá. Aproveitamos para nos trocamos.

 O vestuário não estava lá tão cheio, quando mais chegava perto do toque de recolher mais ele esvaziava. Já havia trocado minha roupa para um pijama de inverno já que começara a ventar. Troquei minha atadura por uma nova e passei a pomada. Havia perdido as três amigas pelo vestuário. Fui até meu armário pegando uma escova e voltei para frente de um espelho. Escovei os cabelos em seguida fazendo uma trança.

 — Seus cabelos são mesmo desse cor? — Perguntou uma menina do lado do meu espelho.

 — São sim.

 — Eles são maravilhosos. — Ela disse passando a mão na minha trança recém pronta. — Você deve ser nova, nunca te vi por aqui. Me chamo Frida.

 — America.

 — Nunca me apresentando às pessoas Frida? — Perguntou debochadamente. Ela era idêntica a Frida. Os cabelos negros e olhos azuis a diferença era que a dela batia nos ombros. — Eu sou a Judy. Irmã gêmea da Frida. É um prazer te conhecer. Seu cabelo é maravilhoso. — Disse respondendo igual a irmã na última parte.

 — Os seus cabelos são lindo também. O preto realça a cor da suas peles. — Respondi tentando soar agradecida.

 — Você acha mesmo? — As duas perguntaram e voltaram a sua atenção para o espelho esquecendo de mim.

 Consegui a deixa perfeita para voltar ao meu armário. Guardei a escova e fui esperar as três garotas.

 O vestuário estava quase vazio exceto por algumas meninas que não haviam acabado. Não encontrei Frida e Judy no espelho, talvez tenham ido embora. Brice escovava os dentes enquanto Angelina prendia os cabelos e Evelyn olhava para as unhas.

 — Vamos logo antes que Clementine chegue. Ela é insuportável.

 Clementine era a supervisora do prédio das meninas e pelo que eu entendi, ela é um tanto antipática.

 Fomos correndo para o quarto para poder arrumá-lo. O vento do outono era gelado então fechei as janelas me sentindo mais aquecida.

 As respirações das meninas eram espaçadas e calmas. Elas já haviam pegado no sono há tempos. Por mais que eu vire em minha nova cama, eu não conseguia pregar os olhos. Eu estava tensa. Sempre que fechava os olhos ficava apreensiva, com medo de que algo ou alguém fizesse alguma coisa comigo. Olhei para as meninas que dormiam tranquilamente ao meu lado. "Não há nada a temer" tentava me convencer. Eu não sabia que horas eram porém uma onda de desespero tomou conta de mim quando fui percebendo que não conseguiria dormir essa noite. Era para eu estar dormindo, eu deveria estar cansada depois de um dia desses. Levei a mão até minha marca e fiquei acariciando. Minha visão foi ficando embaçada, minha cabeça pesou e enfim, pude dormir.

 Eu corria em uma floresta totalmente escura. Ela era densa com galhos retorcidos que batiam na minha pele. Virei a cabeça para trás e vi luzes vindo em minha direção. Cães latiam furiosamente. Entrei em uma clareira com a luz da lua iluminando o local, eu estava vulnerável ali. Continuei correndo o mais rápido que pude para atravessar a clareira. Senti uma mordida em meu calcanhar esquerdo e fui puxada para trás. Caí sendo arrastada.

 Um pé empurrou meu corpo para ficar de barriga para cima. Um menino não muito velho apontou sua arma para mim. Ele era alto, seus olhos estavam escuros e carregavam raiva e ódio dentro deles, seus cabelos castanhas claros tomavam forma diante a luz. Instantâneamente levei as mãos para impedi-lo.

 — Josh! Por favor! Me deixe viver! Eu te imploro! — A voz saiu embargada com o choro. Josh olhou com os olhos indecifráveis.

 — Não peça para eu te deixar viver. — Ele pegou o cabo da arma e bateu na minha cabeça e dei um grito.

 Sacudidas de ombros me fizeram acordar. Abri os olhos desesperadamente e vi Brice com as mãos em meus ombros. O dia ainda não havia amanhecido mas alguns raios de sol saíam dentre as nuvens.

 — Você está toda suada! — Exclamou. Sentei me na cama passando a mão pela minha testa. Minha respiração estava ofegante. Aquilo parecia tão real.

 — Eu estou bem. Devo ter sentido calor no meio da noite. — Respondi olhando para ela.

   

 


Notas Finais


Se vocês não estiverem gostando da história me falam para eu poder arrumar ela ou simplesmente excluir, estou ficando mt decepcionada com isso.
Aceito críticas construtivas.
Bjss, comentem


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