História A Oitava Membro - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan, Bts, Drama, Emmily, Família, Jin, Superação, Yoongi
Visualizações 66
Palavras 3.569
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey! Esse é sem dúvidas meu maior capítulo. Acho que me empolguei o escrevendo... Bem, lhes peço para lerem as notas finais, vou ter uma novidade pra vocês lá! Sem enrolar agora, vamos ao capítulo. <3

Capítulo 18 - Tempo - Base secreta


Chegamos à empresa umas 08h15min, então significa que a casa dos meninos é realmente mais perto. Eu só tinha que fazer alguma coisa por lá 13h00min, ou seja, só depois do almoço, então eu tenho um bom tempo livre até lá. Então ao entrar no prédio só me limitei a sentar em uma cadeira na recepção sem nem dizer nada, porem os meninos repararam.

    - Podem ir lá, só vou ter o que fazer depois do almoço, mas provavelmente vocês tem que fazer algo agora, não é? - Falei sem nem dar a chance deles se pronunciarem.

    - Verdade, temos que ensaiar dança hoje, - Jin começa - mas não vai ser nada supervisionado, então seria legal...

     - Seria legal se você fosse conosco! - Hoseok o interrompe só pra poder continuar a frase. – Vamos!

    Quando me dei conta já estava sendo puxada em direção à sala em que iriam treinar hoje. Pude notar que no caminho alguns funcionários paravam rapidamente o que estavam fazendo para olhar, e logo em seguida voltavam a se forcar em o que faziam, como se aquilo fosse super normal... E deve ser mesmo, do jeito que essas crianças são animadas... Até porque eles não estavam simplesmente andando rápido, e sim correndo nos corredores do terceiro andar.

    Entramos na sala, que era bem parecida com as que eu costumo ter as aulas, porém essa parecia maior. Faz sentido mesmo ser maior, afinal ela tem que comportar sete postes desses dançando. E quando eles se espalham na coreografia? Tipo na parte "Wonhae manhi manhi", que vai um pra cá, outro pra lá, um na Índia, outro na China, um Na Rússia, outro no Chile... Acho que deu pra entender. 

    - Você sabe alguma coreografia nossa Emmily? - Hoseok pergunta.

    - Sei a maioria, mas normalmente pareço uma lombriga tendo um ataque enquanto faz macumba quando danço.

    - Parece legal! Vamos lá então? - parece que minha desculpa não convence Park Jimin.

    - E vocês não tem que ensaiar?

    - Temos, mas daí podemos dançar com você.

    - Impossível. Eu aprendo os passos que vocês fazem, então ao menos que duas pessoas façam os passos iguais não seria possível.

    - Não entendi nada. Mas então, costuma dançar as partes de quem? - Namjoon me pergunta. (A: Não se preocupe... também não entendi).

    - Olha, o mais certo seria eu aprender olhando pra alguém da dance line, mas eu não queria me sentir MUITO humilhada, então me desculpem, mas normalmente procuro dançar a parte do Yoongi Oppa e de Jin Oppa. Eu ainda me sinto humilhada olhando pra parte de vocês? Sim, mas assim se leva a vida...

    - Hey, mas se todos dançarmos com ela, como vamos conseguir assistir? - Jungkook pergunta.

    - Kookie que escapar de dançar! - Hoseok acusa em tom brincalhão.

    - O coloque pra dançar então! - Taehyung sugere. - Eu voto por colocar a dance line pra dançar com ela! -Todos concordaram.

    - Okay, todos aceitaram, mas quando foi que EU aceitei? - questiono.

    - Você não tem escolha, tem que obedecer a seus Oppas. - que vontade de dar na cara de Taehyung.

    - Sabe dançar Baepsae? - Jimin pergunta.

    - É fácil, mas eu danço a parte do Jin. Então como ficariam a parte que tem somente o Namjoon Oppa e  Yoongi Oppa?

    - Nós fazemos. – os dançarinos principais já deram um jeito... Não posso fugir.

    - Preciso mesmo?

    - Sim.

    - Essa música?

    - Sim.

    - Por quê?

    - Porque sim.

    - Okay.⁠⁠⁠⁠

    - Para as posições! - Taehyung ordenou como se tivesse alguma moral. - E... GO!

    A música começou a tocar, e na mesma hora entrei no modo dança de ARMY. Eu só não conseguia parar de rir de vergonha. Os meninos que assistiam estavam a rir, os que estavam dançando sempre que tinham uma oportunidade olhavam pra mim e começavam a rir também.

    Só fiquei meio perdida na música porque os meninos são da zueira, então mudaram os passos doidos da dança. Por exemplo: na hora que o Kook deveria "ciscar" no chão, ele ficou achando que era um avião e tentou levantar voo. Santo Toddynho que dão a esses meninos, me salve.

    Não tinha nem um segundo que a música terminou de tocar e ligaram em Boy In Luv.

    - Posições! - Namjoon informou.

    Peguei a posição normalmente ocupada pelo Yoongi, e comecei a dançar também. Só comecei a reclamar entre risos na parte do refrão.

    - Ah não vale! Eu não sei fazer esse passo direito, ninguém me ensinou.

    - Só faça como seu coração mandar. - Jimin falou imitando um drama bem tosco.

    A música foi seguida por Danger.

    - Ah, vocês querem me ferrar, né? - comecei a reclamar da dificuldade. - Vocês aprenderam passo por passo e tiveram alguém pra ensinar, já eu tive que me virar.

    We Are Bulletproof.

    - É nessa que eu me ferro... E isso é dança de macho! – reclamei na hora que as camisas deveriam ser levantadas. (O que obviamente não fiz).

    No final eu estava cansada, suada e ofegante. Por que fizeram essa tortura com meu ser?

    - Vocês não tinham que ensaiar, não? - questiono querendo me livrar de ter que dançar mais.

    - Verdade, vamos gente. - Namjoon começa a agir como líder.

   Sento-me em um cantinho no chão com as penas encolhidas enquanto eles decidiam o que ensaiar e logo depois entravam na formação para começar. Logo a música começou a tocar. Seria isso uma música que eu nunca tinha ouvido? Pude perceber que a sincronia entre os meninos ainda não estava perfeita como dos dance practice que costumamos ver, e ainda dançavam meio que um olhando pra outro. Sorri ao lembrar mais uma vez que eles são humanos.

    Vi eles ensaiando por não sei quanto tempo, mas passado alguns muitos minutos peguei o celular pra fazer qualquer coisa nele, tipo usar alguma rede social ou coisa do tipo. Até perceber que eu não tinha a senha do wifi de lá, então nada de internet pra mim.

    Resolvo pegar meus fones e ouvir alguma música que eu conhecesse e que não ficasse com trechos se repetindo o tempo todo, como estava acontecendo no ensaio.

    Coloco o celular pra tocar todas as músicas dele no aleatório, eu queria me surpreender hoje. A primeira música que toca é Magic, do Super Junior. Começo a cantar bem baixinho, quase sem som, pra não atrapalhar o ensaio dos garotos. Mas colocar o celular pra tocar qualquer música foi um erro, já que Magic foi seguida por BANGBANGBANG, do Big Bang, e mano, é difícil se segurar nessa música.

    Ao perceber eu já estava fazendo a coreografia sentada de forma disfarçada. Não aguento quando chega nesse refrão! Ah! Coreografia, amo essa coreografia!

    War of Hormone! Aí não dá mano! Troca a música! Troca essa música antes que eu comece a cantar, antes que eu queira me levantar pra dançar. Vou passando as músicas até chegar à versão japonesa de uma nas minhas músicas preferidas, e essa era calma. Chama-se Inori-You Raise Me Up. Sim, a primeira música que aprendi a tocar no violino. Encosto minha cabeça na parede e me permito fechar os olhos por causa da música. Até que vago em minhas memórias.

    Estou no dia da primeira vez que toquei em público, em uma audição da escola, com meus 12 anos.

 

Flashback

    Cheguei bem mais cedo que sete da noite em minha escola. O carro parou na frente do prédio às 17h47min, já que eu havia pedido para entrar mais cedo, afinal, eu queria garantir que tudo estivesse pronto.

    Ainda estava tendo as aulas dos alunos da parte da tarde, mas provavelmente era o último horário, então faltava pouco pra que eles fossem embora, e por poucos minutos a escola permaneceria quase vazia.

    Dirigi-me ao auditório com uma mochila com roupas para trocar quando fosse minha hora de tocar e meu violino na mão, o qual eu ainda teria que afinar, só não sei quanto tempo isso vai levar, mas acho que no máximo uns 20 minutos já que não sou muito boa nisso...

    As cadeiras do auditório já estavam arrumadas, então me sento em uma delas e pego o instrumento, começo a tocar umas notas para ver como estava. E não estava nada muito difícil de resolver, então comecei a trabalhar nele.

    [...]

    Levei quinze minutos até que ele ficasse do jeito que eu queria. Já eram umas seis e pouco. Notei uma agitação nos corredores antes das postas se abrirem violentamente revelando quem fazia toda essa bagunça. E é claro que era ela.

    Abri um sorriso ao ver Dora parada na porta me procurando e logo em seguida correndo até mim. Essa menina tem 11 anos, mas parece até que tem seis.

    - EMMY! - Dora me chama silenciosa como sempre, fazendo o eco de sua voz ser facilmente ouvido. - Está nervosa pra hoje?

    - Mas é claro que sim, nunca toquei pra mais que cinco pessoas ao mesmo tempo.

    - Relaxa que vai dar certo, qualquer coisa, se não conseguir tocar imita um macaco dançarino que isso vai distrair as pessoas.

    - Ah claro, até porque eu tenho muita coragem de imitar um macaco.

    - Verdade... Então imita um alien ué.

    Comecei a rir tentando me imaginar imitando um ET... Como eles agem? Mas falando sério, eu adoro quando ela tenta me tranquilizar.

    Fiquei ensaiando com o violino agora em uma salinha já que as pessoas haviam começado a chegar. Dora ficava sempre comigo, fazendo comentários aleatórios enquanto eu tocava. Eu queria me concentrar, mas é impossível me zangar com ela lá.

    [...]

    A última apresentação antes da minha já estava quase acabando, e já podia sentir minhas mãos tremendo e meu coração batendo rápido. Eu estava muito nervosa com isso tudo.

    Assim que sou chamada me apresento para frente do palco com meu instrumento em mãos. Olho para todos na plateia, quando passo meu olhar pela minha prima estava se controlando pra não gritar, berrar, espernear e coisa do tipo. Minha família e minha tia olhavam pra mim como quem diz "vai firme", menos minha irmã, que estava era no celular. Que amor, não é?

    Após olhar para eles por poucos segundos me tranquilizei e comecei a tocar.

    Muito bem Emmily, concentração. Sinta as notas formando a música. Feche os olhos e sinta. A cada movimento que eu fazia com o braço, a cada som produzido, era como se uma nova vida estivesse nascendo. Muito bem, mantenha-se concentrada somente nisso... Abri os olhos rapidamente e a primeira coisa que vejo são câmeras. Câmeras me gravando sem que eu soubesse. Câmeras que gravariam e deixariam meus erros registrados. O medo havia voltado, mas eu precisava me manter firma. Mãos, não me traiam agora!

    Foi o mesmo de ter falado isso para as paredes, pois nessa hora acabei errando feio a nota, e ao tentar recuperar o ritmo da música aconteceu outro erro.

    Não, por que hoje? Por que agora? Isso está registrado? Pude ver algumas pessoas se entreolhando, provavelmente achando estranho. Não aguentei e saí correndo do palco, deixei meu violino de qualquer jeito em um canto no chão. Fui para a parte de fora da escola pela porta de emergência que havia lá e me pus a correr, correndo com vontade para o único lugar que eu poderia ficar sozinha. O lugar que somente eu e Dora conhecíamos, nossa base secreta. Eu errei! Eu não aguentava errar, principalmente na frente de tanta gente.

    Corria como se não houvesse amanhã. Eu estava zangada comigo mesma por ter errado e me sentia muito envergonhada! Eu nunca me permiti errar, sempre detestei erros de minha parte, não consigo lidar com isso.

    Dez minutos depois começo a sentir o vento do litoral, e logo depois a ouvir o mar, mas como estava escuro não consegui vê-lo. Subi em nossa pequena base, que era feita por galhos e pequenos troncos que havíamos achado. A vista que ela tinha de manhã para o mar era belíssima, mesmo que fosse quase toda escondida por plantas. Nela temos um tapetinho que Dora pegou de seu quarto - com intenção de ficarmos confortáveis - e nosso diário, onde anotávamos nossos sentimentos. Ignorei o livro e fiquei em um cantinho, tentando me acalmar, mas tudo que eu conseguia pensar era em que falariam na semana seguinte quando tivesse aulas.

    Não sei quanto tempo se passou, mas depois do que me pareceu muito tempo minha companheira de base apareceu por lá.

    - O que tá fazendo aqui?! - ela estava me repreendendo? - Todos ficaram preocupados.

    - Bem, eu precisava ficar sozinha! Você viu o mico que eu paguei ali! Provavelmente vão falar disso quando eu der as caras por lá na segunda!

    - Se elas fizerem isso eu dou uma na cara delas! - até parece... - Agora vamos voltar pra escola?

    - Podemos ficar aqui por enquanto? Eu convoco uma escrita no diário.

    - Você sabe que não dar pra negar quando se é convocado... - ela já se sentou ao meu lado e pegou o celular pra ligar a lanterna.

    Peguei a caneta que estava comigo e comecei a escrever tudo o que eu senti quando aquilo aconteceu, e o que eu fiquei com vontade de fazer. Logo passei o caderno a minha prima, que respondeu o que eu havia anotado como se fosse o próprio diário a falar comigo. Afinal, era essa a principal intenção dele, usar palavras escritas, que são bem mais fáceis de entender.

    As palavras que ela colocou não foram as mais elaboradas do mundo, nem mais filosóficas, mas são palavras que eu amo: "Vai ficar tudo bem, tudo vai dar certo." Sorri para ela mesmo que minha cara ainda fosse de quem acabou de chorar, ela conseguiu me arrancar um sorriso verdadeiro.

    - Acho que está meio tarde pra andarmos por aí. - falei sobre voltarmos para casa.

    - Então podemos passar a noite aqui... temos um tapete.

    - Não parece ser mais seguro que andar na rua, mas aqui é escondido, então...

    Me deitei encolhida no chão olhando para o céu, que parecia pouco estrelado hoje, provavelmente por causa da cidade que ainda estaria com movimento atrás da gente, mas aqui só se ouvia o mar.

    Dora deitou ao meu lado e estendeu sua mão a mim, que aceitei, e dessa forma, dormimos. Uma ao lado da outra, ela me dando apoio, e eu a protegendo. E era assim que seguíamos.

    Fim do flashback

    Ao fim da música eu voltei ao presente, meus olhos estavam lacrimejados, pronto para derramar lágrimas. Uma vez li uma frase: "A pior dor que se tem é aquela que inunda o coração e vaza pelos olhos". Nunca uma frase fez tanto sentido para mim.

    Vendo que não conseguiria reprimir a vontade de chorar, mas não podendo sair da sala sem que os meninos percebessem só apoiei os braços nas pernas, e a cabeça nos braços, de forma e meu rosto ficasse escondido, e eu pudesse deixar algumas poucas lágrimas saíssem.

    As senti pingando dos meus olhos e as vi caindo no chão, uma por uma. Parece que isso ainda não parou de doer, parece que minha represa ainda não está cem por cento eficaz.

    Depois de um tempo, ao notar que a água parou de escorrer de meus olhos e ter dado um tempo para meus olhos voltarem a sua cor original ergui a cabeça e esperei os meninos terminarem seu ensaio, dessa vez, sem ouvir música nenhuma nos fones, já que isso não havia dado certo. Tentei diversas vezes abrir sorrisos, até me convencer de que eram verdadeiros.

    [...]

    Muito bem, os garotos disseram que eu poderia descer antes deles pra almoçar, então comprei um sanduiche para comer, e eu ainda estava na metade dele quando Jin surge no refeitório com uma sacola de comida.

     - Pensava que ninguém usava esse lugar, mas como não lhe vi em lugar nenhum resolvi vir pra cá. - ele começa falando.

    - Precisa de alguma coisa? - pergunto achando estranho ele ter vindo me procurar.

    - Você que precisa. Não sabe usar os Hashis, não é?

    - Não... e você usa o nome japonês?

    - Normalmente não, mas até eu admito que é mais fácil de falar. - ele faz uma cara de "fazer o que, né?" E continua - Bem, é uma coisa seríssima vir pra algum lugar da Ásia sem saber usa-los.

    - Desculpa... - nem sei por que me desculpei, mas prossigamos.

    - Bem, você tem que aprender, e eu vou lhe ensinar! Afinal, nada melhor que aprender com o melhor. - ele faz uma de convencido e começa a rir do que o próprio falou, e é claro que o acompanhei.

    - Me ensine então "sensei". - enfatizei o sinal de aspas com a mão.

    - Só porque o nome dos Hashis é em japonês precisa me chamar de uma forma japonesa também?

    - Mas é claro. - falo como se fosse óbvio.

    - Muito bem, vamos lá então.

    O mais velho começou a instruções, sempre mostrando como se faz com as próprias mãos e fazendo eu acompanhar com as minhas.

    - Primeiro: pegue o primeiro segurando-o com o dedo médio e o polegar. - ele fez isso com sua mão e eu logo imitei. - Depois pegue o segundo com o dedo indicador e o dedão. Agora mova o dedo indicador fazendo o movimento de abrir e fechar.

    Fiz conforme o indicado e impressionantemente funcionou.

    - Jin sensei! O senhor é o melhor professor que eu já tive!

    - Não fique muito animada, agora temos que praticar com a comida. - ele pegou um pote grande de plástico e tirou sua tampa, revelando uma refeição japonesa.

    - Estamos no Japão e eu não sabia? Ou hoje é tipo o dia nacional do Japão por aqui e eu não sei? Porque não é possível.

    Ele começou a rir, e eu a admirar essa risada. Cara, que riso lindo.

    - Tá, agora tente pegar uma porção da comida. - ele dá seguimento à "aula".

    Faço o movimento com o hashi, mas por algum motivo ainda não consigo, eles simplesmente se desfazem da posição que estavam antes. Jin que estava a observar, sem dizer nenhuma palavra ele segura minha mão para ajeitar a posição que ela estava.

    - Tens que segurar com mais firmemente.

    E ainda com sua mão sob a minha ele me ajudou a fazer o movimento que eu teria que fazer pra conseguir agarrar algo.

    - Tente agora. - ele diz.

    Fiz exatamente como antes, e dessa vez deu certo. Abri um sorriso do tamanho do mundo quando consegui.

    - Viu! Agora não precisa mais esperar até de madrugada pra comer conosco! - ele diz feliz.

    - Ei! Você sabia?

    - Nada me escapa naquela casa, tá pensando o que?

     Ri do que ele disse, e em seguida peguei meu celular para ver as horas. Eu precisava ir pras aulas às 13h00min, e agora eram... 12h55min!

    - Desculpa Jin, tenho que ir!

    Disparei em direção a porta, no caminho percebi que havia esquecido do tal pronome de tratamento, mas estou pouco me fodendo pra isso agora, só quero chegar logo na sala!

    [...]

    Depois da aula de canto fui pra de dança, na qual comecei a fazer os passos que o professor estava a me ensinar, mas pense em um passo difícil, tem que ter muito equilíbrio!

    - Tenta de novo Emmily! Se não conseguir passamos pra outro e depois tentamos esse!

    Muito bem Emmy, consiga.

    - Lá vamos nós...

 

    (Dois meses depois)

 

    Precisão, força, delicadeza, cuidado na hora da queda... foi!

    - Muito bem Emmy! Finalmente conseguiu!

    Desculpa, acabei insistindo pra ficarmos até mais tarde aqui. - me desculpei com o professor, pois mesmo depois do horário do fim da aula ainda estávamos aqui.

    - Tudo bem, você conseguiu essa parte e é isso que importa. Agora tenho que ir, boa noite.

    - Boa noite professor.

    Respirei fundo quando ele saiu e fui logo em seguida. Os meninos já haviam saído da empresa e provavelmente já estavam em casa. Então vou só chamar um táxi e para lá.

    - Ah que lixo... Cadê meu dinheiro? Vai dizer que eu esqueci?

    Em situações normais eu poderia muito bem chamar o táxi, ir para casa e pegar o dinheiro lá, mas o problema é que se fosse pra ir, eu deveria parar uns poucos quarteirões antes, pois ninguém, ninguém mesmo poderia saber quem mora alí, e o taxista poderia ver ao atenderem a porta. Ou seja, não ia prestar.

    Crio coragem e começo a ir andando mesmo. Eu estava bastante cansada por causa da hora extra na dança, e ainda teria que andar tanto. Bem, energia Emmy!

    Ando sem pressa no meio da noite, toda cidade parece bem iluminada, até que chego em uma rua em que provavelmente estava faltando energia, pois estava tudo escuro.

    Sigo em frente mesmo assim, até porque não era um escurinho que iria me parar. Quando estou mais ou menos na metade da estrada deserta ouço um carro atrás de mim, ele se aproxima e diminui a velocidade. Estranho... Bem, continue a andar. Ouço o som de portas sendo abertas, e em seguidas passos. Eu evitava olhar para trás, mas não me aguentei e virei.

    A única coisa que deu tempo de ver foi uma figura masculina me agarrando e tampando minha visão. Nem tempo de gritar eu tive.


Notas Finais


Sim, eu passei uma boa faixa de tempo nesse capítulo, mas posso lhes assegurar que não perderam nada demais nesse tampo, okay?
E não me matem, se me matarem não terão o resto da história! (Se eu tiver conseguido deixar alguém curioso :p)

Bem, agora a novidade que eu havia mencionado antes.
Eu comecei a escrever uma nova fic junto com minha querida Unnie Isa-HB, que é uma ótima escritora. A história é meio que... Não, se quiserem saber leiam a sinopse, ela está lá por algum motivo.

Eis aqui o link: https://spiritfanfics.com/historia/always-for-us--hoseok-e-taehyung-9917707

Obrigada por lerem e desculpem qualquer erro. <3

~AninhaYoongi


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