História A Órfã - VERSÃO CAMREN - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Hailee Steinfeld
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Hailee Steinfeld, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Austin Mahone, Camila Cabello, Fifth Harmony, Hailee Steinfeld, Justin Bieber, One Direction, Selena Gomes
Visualizações 184
Palavras 5.939
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Escolar, FemmeSlash, Mistério, Musical (Songfic), Orange, Policial, Romance e Novela, Slash, Terror e Horror, Violência, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi minhas lindas. Desculpa a demora mas minha vida está numa correria muito grande.
Prometo não demorar tanto da proxima vez.

Beijos e boa leitura.

Capítulo 31 - We push and pull like a magnet do


Camila levou o Pulguento de volta pra minha casa naquela mesma noite e parecia muito triste quando chegou. Achei melhor não perguntar sobre, eu sabia que era por causa da mãe dela. O cachorro pareceu lembrar de mim e veio correndo pro meu lado. Eu me agachei no chão para fazer carinho nele e vi que os seus machucados tinham sumido. Pelo visto a Camz tinha cuidado muito bem dele.

- O que você está pensando em fazer com ele? – eu perguntei enquanto coçava as costas do cachorro.

- Já está na hora de levar o Pulguento para algum abrigo, mas eu meio que me apeguei a ele e não queria ter que me separar definitivamente.

 Vi que seus olhos se encheram de lágrimas.

- Fica com ele, ué. A sua casa é grande.

- Minha mãe não deixa. Ela acha que se eu tiver liberdade para isso vou transformar a casa em um zoológico... Okay, eu realmente faria isso.

- Não tem nenhum conhecido seu que queira ficar com ele?

- Eu já perguntei pra todo mundo... Ninguém quer.

- A gente vai dar um jeito. Não precisa se preocupar.

 Fizemos uma cama pra ele no meu quarto de novo e Camila dormiu lá comigo. No dia seguinte eu a acordei com alguns beijos na bochecha quando deu a hora de ir para a escola e me levantei pra tomar meu banho. Eu teria me atrasado, mas com a latina me apressando aquilo se mostrou impossível. Tomamos café junto com os meus pais que pareceram incrivelmente felizes em me ver de volta e com a Camz.

 Saímos de casa juntas e ela segurou a minha mão no caminho pra escola. Aquilo me deixou desconfortável e eu soltei a mão dela duas vezes, mas Camila insistiu. Na terceira vez eu acabei me resignando e deixei que ela pegasse a minha mão. Vimos um aglomerado de pessoas na frente do portão da escola logo que nos aproximamos.

- Será que aconteceu alguma coisa? – ela perguntou.

 Nós aproximamos um pouco mais e conseguimos ouvir gritos, mas não dava pra distinguir o que era falado. Vi as minhas amigas paradas na frente da escola. Hailee gritava com alguém que estava oculto pela multidão de alunos que tinha formado uma meia lua na frente da escola. Nós chegamos até o amontoado de alunos e abrimos caminhos por eles. Finalmente eu consegui soltar a minha mão livremente. Cheguei na frente dos outros alunos e vi Sinu Cabello gritando com a Haiz.

- Mãe? O que você tá fazendo aqui?

 A mãe de Camila virou-se para encará-la.

- Ai está ela! O que você pensa que está fazendo da vida, Karla Camila? Você some sem me dar noticias e dorme fora sem nem mesmo me fala quando vai voltar pra casa!

- Ela estava comigo. - eu falei.

 A mãe dela se virou e me olhou com uma cara de descrença.

- Você não tem vergonha?

- Por que eu deveria ter vergonha? – perguntei – Não sou eu que estou armando barraco na frente da escola e constrangendo minha filha no local onde ela estagia.

 Ela apontou o dedo bem pra minha cara e exaltou a voz:

- Fica longe da minha filha!

 Dei um tapa forte na mão dela.

- Não aponta essa merda suja pra mim!

 Camila entrou no meio e me empurrou delicadamente pra trás.

- Não vale a pena brigar com ela. – ela passou um braço pela minha cintura e tentou me puxar pra dentro da escola – Vamos entrar.

 Sinu puxou-a pelo braço, para que se afastasse de mim. Eu nem vi como eu reagi tão rápido, mas me deu uma raiva muito grande e eu acabei empurrando a mulher com toda a força. Quando eu fui perceber, as minhas amigas já tinham entrado no meio e estavam me arrastando a força pra dentro da escola.

- Essa menina é desequilibrada! – ela gritou – Você vai se arrepender, Camila!

 Camila a ignorou totalmente e ajudou as minhas amigas a me levarem pra dentro do pátio externo. Sinu dela continuou a gritar bem na hora que as minhas amigas me soltaram:

- Não sei como permitem que crianças assim sejam adotadas!

 Eu soltei um grito de raiva e tentei correr pra fora de novo, mas o inspetor de alunos entrou na minha frente e me segurou.

- Senhora Cabello – ele disse pra ela – A senhora está perturbando. Por favor, os alunos precisam entrar pra aula.

- A minha filha...

- A sua filha também tem que entrar!

 Minhas amigas o substituíram e me levaram pra dentro do prédio da escola. Eu ainda tentei sair de novo, mas Camila me abraçou e grudou em mim com tanta força que eu acabei desistindo.

Logo Camila teve que me soltar para ir se juntar aos outros estagiários e minhas amigas me levaram para a sala.

 No intervalo eu arrastei Louis pelo braço quando o vi andando sozinho pelos corredores.

- Que susto, Lauren! – ele colocou a mão no peito – O que foi? Sinto muito pelo problema com a mãe da Camila.

- Eu já superei isso. Preciso da sua ajuda com outra coisa.

- Pode falar.

- Camila te contou que precisa achar um lar pra um cachorro?

- Contou. Eu disse pra ela que não podia ficar.

- Que péssimo melhor amigo você é... A coitada fica chorando, com pena de ter que entregar o cachorro em um abrigo e você se nega a cuidar dele.

- Mas eu...

- Ela é a sua melhor amiga, porra! – eu me exaltei – Você prefere que ela chore?

- Não...

- Então fica com a merda do cachorro!

 Ele respirou fundo.

- Tudo bem, eu vou pensar.

- Okay.

 Sai de perto dele e fui na direção do pátio. O dia estava sendo bem estranho. Desde que Camila tinha me beijado escondido no pátio da escola, algumas pessoas nos viram saindo juntas do esconderijo e começaram a especular coisas. Agora não eram só a Keana e a amiga que davam em cima de mim. Várias meninas falaram comigo nos corredores e até uma garota da minha sala ficou se insinuando, mas parou logo que Hailee ameaçou enfiar a cabeça dela na lata de lixo.

 Fui puxada pra trás e empurrada pra dentro do banheiro. Keana me prendeu na parede e sorriu pra mim.

- Achei que você não pegasse mulher.

- Eu não pegava, mas pra tudo tem uma primeira vez.

 Ela me prendeu melhor, ficando exatamente entre as minhas pernas. Não posso fingir que eu não estava gostando.

- Eu sempre achei que ia fazer você gostar de mulher, mas quem fez isso foi a Cabello. Achei que estagiários não poderiam se envolver com alunos. – ela riu – Ela realmente é linda... Mas você gosta de nerds?

- Bem... Não sei, eu gosto dela.

 Keana colocou as duas mãos no meu quadril.

- De mim não?

- Não.

- Por que? – ela ficou séria – Eu faço de tudo, até esfregar a bunda em você eu esfrego! Por que você fica com aquela sem graça? O que eu preciso fazer pra você rever os seus conceitos?

 Agarrei-a pelos ombros e bati com força na parede. Agora era eu quem a estava prendendo, mas não de uma forma agradável. Coloquei uma mão em volta do pescoço dela e apertei levemente.

- Eu aceito que você me xingue, me provoque e faça o que você quiser... – apertei mais um pouco – Mas se você fizer alguma coisa com ela, eu juro que te mato.

 Keana não tirou os olhos dos meus nenhum segundo. Passou a língua nos lábios rapidamente e sorriu.

- Me bate, vai... Você fica sexy com raiva, eu já disse isso.

 Apertei mais forte e o sorriso sumiu dos seus lábios. Me obriguei a soltá-la e me afastei alguns passos.

- O aviso foi dado.

- Eu tenho outro aviso, Lauren Jauregui. – ela fez uma pausa e esperou eu olhar bem nos olhos antes de sorrir de novo – Você é minha.

 Abri a porta do banheiro e sai para não correr o risco de arrebentar aquela menina. Encontrei Camila conversando com as minhas amigas.

- Ei, o que foi?

 Ela com certeza tinha percebido que eu estava com raiva.

- Nada. – me sentei ao lado dela – Acho que eu consegui um dono pro Pulguento.

- Sério?

- Sim, o Louis disse que vai pensar.

 Ela me abraçou bem forte e encheu a minha bochecha de beijos, mas logo se lembrou que estavamos na escola e me soltou. Seu rosto estava um pouco corado quando ela olhou em volta e sussurrou?

- Obrigada, de verdade.

- Não precisa agradecer. Você vai na festa da menina do terceiro ano hoje?

- Acho que não... Eu tenho que estudar pra um concurso de...

- É sexta-feira! – Normani falou – Você vai estudar? Bate nela, Lauren.

 Ignorei o comentário.

- Vamos, vai ser legal. Você não precisa estudar, já é um gênio.

 Camila olhou em volta e falou:

- Realmente é melhor eu ir. Odeio esse povo que fica se atirando pra cima de você.

- As meninas estão meio enlouquecidas. – Haiz falou na maior inocência – Eu tive que ameaçar enfiar a cabeça de uma dentro da lata de lixo hoje na sala, porque ela queria... – ela se calou com o meu olhar – Esquece.

- Ela queria o que?

 Ninguém respondeu. Camila virou meu rosto para que eu a olhasse.

- Ela queria o que, Lauren? Responde, desgraça!

- Nada, linda. Você vai?

- Vou. – ela tentou parecer emburrada, mas sorriu quando eu o fiz – Idiota.

(...)

 Parei o carro na frente da casa da Camila na hora marcada e buzinei. Ouvi uns gritos do lado de dentro alguns baques e depois a porta se abriu e a Camz apareceu gritando:

- VOCÊ NÃO PODE SE INTROMETER NA MINHA VIDA!

 Ela correu na direção do carro e a sua mãe apareceu atrás gritando:

- KARLA, VOLTA JÁ AQUI!

 Camila abriu a porta e se sentou do meu lado, respirando pesadamente.

- O que foi?

- Dirige. Por favor, me tira daqui!

 Eu dei a partida no carro e me afastei da casa dela. Lancei alguns olhares pra ela, mas a Camila estava olhando pela janela e parecia nem estar ali.

- O que foi dessa vez?

- Você.

 Achei melhor não perguntar mais nada e nós ficamos em silêncio até eu parar o carro na frente da casa da menina. Tirei a chave da ignição e me virei para tentar falar alguma coisa que a fizesse se sentir melhor.

- Camz, eu…

Camila pulou no meu colo e me beijou intensamente. Segurei a cintura dela com as duas mãos e a latina tomou o controle do beijo. Ela deu uma puxada sexy no meu cabelo e eu colei nossos quadris. Camila começou a se mover lentamente e eu enfiei as unhas em sua bunda coberta pelo tecido do short. Não sei quanto tempo nós ficamos nos beijando dentro do carro, mas foram uns bons minutos.

- Pronto. – ela sorriu e parou – Agora eu to bem.

- É melhor a gente entrar antes que eu arranque a sua roupa. – tirei-a do meu colo e abri a porta – Vamos.

 Camila saiu atrás de mim e me puxou pelo braço.

- Tá brava?

- To confusa. – respondi – Depois a gente conversa sobre isso.

 Entramos na casa e fomos nos encontrar com as minhas amigas.

- A Camz deixou a Lauren se atrasar. – Ariana falou – Que amor.

 As outras riram, mas nós ficamos um pouco sem jeito com aquele comentário.

- Vou pegar cerveja pra você. – ela disse.

- Obrigada.

 Camila se afastou de nós. Lucy estava me olhando de um jeito estranho.

- O que foi, Lucy?

- Você viu a Keana?

- Não, acabei de chegar. Por que?

- Ela tá linda... – Normani falou – Vero literalmente babou quando ela entrou. Ai ela lembrou que a Keana quer dar pra você.

- Não tem graça. – eu falei – Não toquem no nome dessa menina na frente da Camila. Ela já tá muito puta com isso.

- Ela tá vindo ai. – Dinah me avisou.

 Me virei para olhar e realmente a diaba estava maravilhosa. Ela já era bonita na escola, mas ela estava ainda mais. Com uma calça bem colada que realçava a sua bunda, o longo cabelo solto e um cropped preto que deixava a sua barriga a mostra e fazia os peitos quase saltarem. Ela se aproximou olhando bem nos meus olhos e meu coração deu uma parada.

- Hoje a Camila tem um infarto ... – Ally sussurrou do meu lado.

- Oi, Lo. – Keana se aproximou bem de mim e eu tentei não olhar para os peitos dela – Tudo bem?

- Tudo e você?

- Melhor agora que eu te vi sozinha. A Cabello ficou em casa, foi?

- Eu to aqui. – Camila literalmente se enfiou entre Keana e eu e me deu a lata de cerveja – Ta aqui... Mas talvez você queira fazer outra coisa com isso além de beber. Tipo jogar na cara dela.

 Keana ergueu uma sobrancelha pra Camila, mas não se atreveu a falar anda. Eu sabia que ela estava fazendo força pra segurar a língua.

- A gente se fala depois. Tchau, Lauren.

 Quando ela se afastou, Camila fez uma careta e imitou a voz dela:

- “A gente se fala depois”... Vagabunda do caralho.

 Não consegui segurar a risada e dei um beijo na bochecha dela.

-Para com isso, Camz.

- Ela que tem que parar.

 A conversa foi para outros rumos e Camila felizmente pareceu esquecer da presença de Keana naquela festa. Nós duas estávamos meio abraçadas, mas isso não impediu que alguns carinhas me dessem uns olhares intensos. Eu retribui todos eles e um em especial parou do outro lado da sala e ficou me encarando. Apenas encarei de volta. Camila não parecia notar o que estava acontecendo.

 Toda hora uma das minhas amigas saia pra pegar mais bebida e eu já tinha bebido uma quantidade considerável quando vi o carinha fazer um gesto com a cabeça na direção da cozinha.

- Vou pegar mais vodka. – soltei Camila e sai da sala.

- Então você está acompanhada? – ele perguntou, encostado na parede ao lado da porta da cozinha.

- Isso não te impediu.

- Pelo visto não te impede também. - Ele tirou uns cigarros de maconha do bolso e me ofereceu junto com o isqueiro.

- Está enganado. - eu peguei o baseado que ele me oferecia.

.Nós acendemos e começamos a fumar enquanto falávamos de algumas coisas nada a ver.

Vi a Keana me olhando um pouco afastada. Retribui o olhar dela e a garota apontou para a maconha e para o rapaz que conversava comigo.

- Camila sabe disso?

- Não se mete, sua vaca!

 Keana riu e entrou na casa de novo.

- Droga. – eu falei – Ela vai falar alguma merda. Eu tenho que ir.

 Fui para a sala de novo e praticamente trombei com a Camila quando estava entrando na sala de novo.

- Onde você estava? – ela gritou.

 Mostrei o baseado pra ela.

- Um amigo me deu e eu fui lá fora pra fumar... Por que? O que foi?

 Ela estava tremendo de raiva.

- Aquela... Aquela piranha me disse que você estava se atracando com um cara lá fora!

- O que? Não! Óbvio que não! Eu só estava fumando!

- Não mente pra mim, Lauren!

- Eu não to mentindo, caralho!

 Minhas amigas se aproximaram por todos os lados.

- Gente, calma...

- Eu não vou ter calma! – eu falei – Ela prefere acreditar na piranha da Keana do que acreditar em mim!

- O que aconteceu? – Vero perguntou.

- A outra lá falou que eu estava lá fora me pegando com um cara. Eu só tava fumando meu baseado! Nem isso eu posso mais?

 Camila ainda estava visivelmente irritada e gritou:

- Issartel!

 Keana se aproximou, mordendo as bordas do copo de plásticos.

- O que foi?

- Repete o que você disse.

- Eu disse que a Lauren estava lá fora pegando um moleque. Quer que eu fale de novo?

- Você é doida? – eu perguntei – Eu só tava fumando, para de mentir! – olhei pra Camila – Se você quiser ficar com raiva de mim, tudo bem! Fica, eu não to nem ai!

 Comecei a me virar, mas Camila me segurou e me abraçou. Eu a apertei contra mim.

- Eu acredito em você. – Camila sussurrou.

 Olhei pra Keana por cima do ombro dela e sorri. Era um sorriso maléfico e cheio de uma ameaça silenciosa. Camila me soltou e se virou pra ela.

- Você devia ter vergonha do seu recalque e de ficar querendo estragar a felicidade alheia.

- Tem razão. – ela riu - Mas eu aconselho você a procurar um oftalmo... Sua cegueira parece já estar avançada.

 Ela se afastou e eu olhei pra Camila.

- Eu só não queria fumar isso perto de você.

- Não tem problema, Lo... Quer mais cerveja?

- Quero. Você pega pra mim?

- Claro. – ela sorriu e fui pra cozinha.

 Esperei ela sumir e comecei a rir.

- Você estava mesmo pegando alguém lá fora, né? – Lucy perguntou.

- Pior que não estava. A Keana se ferrou dessa vez.

 Normani começou a rir tanto que eu achei que fosse começar a chorar. Vero apenas balançou a cabeça negativamente. Nenhuma das outras falou nada. Eu ainda estava tentando controlar o riso quando a Camila voltou com a minha bebida.  

(...)

Eu achei que o negócio da festa já estava resolvido, mas na primeira oportunidade a Camila tocou no assunto logo no dia seguinte. Disse que eu nunca me afastava pra fumar maconha sem avisar antes.

- De novo isso? – eu me irritei – Eu já te falei o que aconteceu! Se quiser acreditar na Keana, vai em frente.

- Eu não disse que acredito nela...

- Então por que você está começando com esse assunto outra vez? Achei que a gente já tinha resolvido tudo na festa. – eu me levantei da cama e peguei a minha blusa do chão. Foi só acabar o sexo que ela resolveu tocar no assunto – Se você ficar brigando comigo assim, eu vou viajar de novo.

- Não! – ela me puxou de volta e me abraçou – Parei, desculpa.

 Ela realmente parou com aquele assunto, mas isso não nos impediu de brigar por outras coisas naquele fim de semana. Lembro que nós tivemos uma  pequena discussão por causa do Zeus. Camila queria que eu o deixasse subir no sofá com a gente.

- Você tá louca? Se ele subir no sofá vai tomar o espaço todo. Olha o tamanho dele!

- O bichinho só fica no chão...

- Sim, porque ele é um cachorro. É onde os cachorros ficam.

- Não é justo! Você é muito ruim!

- Não fui eu quem inventou essa regra. É apenas a ordem natural das coisas. - me levantei – Vou colocar o Zeus pra fora, ai acaba a discussão.

- Não vai colocar o coitado pra fora, não!

- Por que não?

- Porque ele se sente triste e sozinho naquele quintal. Ele vai ficar aqui com a gente.

- Então para de implicar! Daqui a pouco você vai querer que eu dê a minha cama pro Pulguento também...

 O outro cachorro estava preso no meu quarto, esperando o Louis vir buscá-lo.

- Você bem que deveria ceder a cama de baixo pra ele. – Camila falou.

Olhei bem nos olhos dela por alguns segundos e falei:

- Você é doida mesmo.

 E por ai foi. Mesmo com essas discussões a Camila passou o final de semana comigo e só voltou pra casa dela no domingo a noite, porque a mãe ameaçou fazer qualquer coisa se ela não fosse embora. Fui levá-la até a sua rua e nós nos despedimos. Camila pediu pra eu entrar pela janela, mas eu disse que tinha que conversar uma coisa com o meu pai e depois eu fui diretamente para o gueto.

 Na segunda eu fui para o muay thai como sempre fazia e treinei normalmente. Eu ainda estava bem estressada então passei a maior parte do tempo batendo no saco de pancada para descarregar. Eu só estava dando socos, porque meu pé ainda doía demais para chutar. Quando já estava perto do horário em que eu normalmente saio, eu senti uma presença se aproximando de mim por trás. Não consegui segurar o sorriso e continuei batendo para que ela não percebesse que eu a notei.

 Camila tapou os meus olhos com as mãos por trás e eu me virei pra ela. Ela puxou meu rosto delicadamente e me deu um beijo calmo e rápido. Dei vários selinhos quando paramos o beijo e ela disse:

- Finalmente eu consegui te surpreender.

- Conseguiu. – menti – Eu nem notei a sua aproximação.

 Ela olhou pra onde eu estava batendo.

- Há quanto tempo você tá batendo nisso?

- Sei lá... Uma hora mais ou menos.

- Posso tentar?

- Claro.

 Eu peguei uma das luvas reservas que tinha na academia e dei pra Camila. Ela colocou e deu um murro no saco de pancadas.

- Ai! – ela riu – Isso é duro de mais.

- É essa a intenção. – segurei o saco de pancada por trás – Tenta agora.

 Ela deu outro soco, mas não pareceu muito confiante. Continuei segurando e mandando ela bater mais forte. Aos poucos ela foi melhorando e até tentou dar um chute que me fez rir.

- To indo bem? – ela perguntou enquanto dava outro soco.

- Não. Você dormindo bate melhor que isso.

 Camila tentou me dar um soco. Eu me esquivei para trás do saco de pancadas e ela acabou acertando nele. Ela tentou me bater outra vez e nós começamos a literalmente brincar de lutinha na frente de todo mundo. Camz parecia incapaz de parar de sorrir. Ela me deu um chute bem fraquinho nas costelas e eu fingi que cai no chão.

- Eu me rendo!

 Ela riu, se sentou em cima da minha barriga e ergueu o punho na direção do meu rosto.

- Da próxima vez eu bato mais forte.

- Sim, senhora.

 Ouvi uma risada e olhei pra cima. Um dos meninos que treinava comigo estava observando a cena de braços cruzados.

- Eu nunca vi ninguém derrubar a Jauregui. Parabéns, você é boa.

 Me apoiei nos cotovelos para ficar com o meu rosto mais próximo do dela e mordi o seu lábio, puxando lentamente.

- Agora sai de cima de mim que eu preciso me trocar.

- Eu não vou sair daqui.

- Eu vou te jogar no chão se você não sair.

 Ela resmungou alguma coisa e saiu de cima de mim. Fiquei em pé, tentando ignorar a dor no meu pé direito e agir normalmente pra Camila não perceber. Fui para o vestiário, me esforçando pra não mancar e tomei um banho. Me troquei e sai com Camila da academia.

 Nós fomos almoçar no shopping e depois fomos para a sorveteria. Estava vazia aquele horário e nós éramos as únicas pessoas lá dentro além dos funcionários. Camila se aproximou do freezer com os sorvetes e pensou um pouco. O homem que servia esperou pacientemente até que ela se decidir.

- Eu vou querer pistache hoje.

- Por que? – eu perguntei, afinal ela nunca pedia aquele sabor.

- Uma homenagem... – ela me olhou – É verde igual os seus olhos.

 Não era verdade, meus olhos são verde escuro, mas o que valeu foi a intenção e eu sorri assim mesmo. Era o único sabor verde ali. O rapaz também sorriu enquanto pegava o sorvete pra ela.

- Que bom que seus olhos são castanhos. – eu comentei – Vai ser chocolate mesmo.

- Você gosta mais de chocolate do que de mim?

- Mas é óbvio! Chocolate é bem melhor...

 Ela olhou bem nos meus olhos por alguns segundos.

- Isso é tão injusto… Seu cabelo é preto, como você tem o olho verde? Isso é um pouco raro, sabia?

- Genética é foda. - o atendente falou , sorrindo.

 Nós fomos para uma mesa no fundo e a mariana se sentou no canto, bem ao lado da janela. Eu me sentei ao lado dela e peguei a calda de chocolate para desenhar uma flor em cima do seu sorvete. Já tinha virado um ritual. Ela fez o mesmo no meu e nós milagrosamente passamos aquele tempo sem discutir.

 Às vezes Camila enfiava a colher dela no meu sorvete e roubava um pouco e eu fazia o mesmo com o dela. A gente roubava selinhos uma da outra também e eu passei meu braço esquerdo pela cintura dela pra nos aproximar mais. Eu sabia que a latina estava tentando pensar em tudo, menos na minha mão na cintura dela e por isso eu disfarçadamente coloquei a mão por dentro da sua blusa e comecei a arranhar bem de leve.

- Para... – ela sussurrou.

 Desci a mão pra perna dela e comecei a acariciar. Camila se mexeu do meu lado e não ergueu os olhos do seu sorvete. Subi um pouco mais a mão e comecei a brincar com os botões da calça dela.

- Aqui não, sua doida... – ela riu baixinho – Para, se comporta.

- Eu to me comportando. – dei alguns beijos no pescoço dela – Não to?

- Não. – Ela suspirou e deu um tapinha na minha mão – Aqui não dá.

- Tem um banheiro ali atrás.

 Camila começou a rir.

- Eu vou te agarrar mesmo, é sério.

- Tá bom. – tirei a mão da calça dela e voltei pra sua cintura.

 Nós terminamos de comer sem mais nenhuma provocação e voltamos pra minha casa. Era nesses momentos que eu sentia o quanto gostava dela, porque a gente não estava brigando nem nada do tipo.

 Entramos em casa e nos sentamos no sofá para assistir. Tirei o celular da mochila e coloquei no colo.

- O que aconteceu com a tela do seu celular?

- Quebrou quando eu cai de bicicleta de novo.

- Nossa... Você deve ter caído feio pro seu pé ainda estar machucado.

- É, acabei torcendo o pé.

 Camila pegou o meu celular para examinar e apertou o botão que acendia a tela. Sua expressão se alterou um pouco e ela perguntou:

- Quem é Austin Mahone?

- Um amigo... Por que?

- Porque ele está perguntando se “você pode hoje à noite?” – ela me mostrou o celular.

 Eu esqueci que aquela merda mostrava as notificações na tela de bloqueio. Tentei tirar o celular da mão dela, mas Camila ficou de pé e tirou o celular do meu alcance.

- O que você supostamente poderia hoje à noite, Lauren?

- Não é nada. – eu falei, me levantando também – Ele é só meu amigo, devolve meu celular.

- Seu amigo? Por que você está tão assustada, então?

 Eu estava assustada porque eu estava com medo do Austin mandar outra mensagem, uma com mais detalhes sobre o trabalho que eu supostamente deveria fazer aquela noite e a Camila ver.

- Porque eu não gosto que mexam nas minhas coisas! Me devolve essa porra!

 Eu segurei o braço dela com força e tomei o celular. Camila puxou o braço da minha mão com raiva e me empurrou.

- Precisava ficar tão nervosa? – ela perguntou – Eu não vou ler a sua conversa com o seu amiguinho, não! Deve ter muita coisa ai que você quer esconder...

 Realmente tinha, mas não era sobre o que ela estava pensando.

- Não é nada disso, sua louca!

- O que é então? Responde, Lauren!

- Não é da sua conta! Que merda, você é insuportável!

 Agarrei a minha mochila do chão e subi as escadas.

- Volta aqui! – Camila gritou – Não vira as costas pra mim, sua idiota!

 Ela veio atrás de mim, ainda gritando e eu estava me segurando para não explodir com ela. Abri a porta do quarto com um chute e joguei a mochila contra a parede com toda a força.

- Lauren!

- O que foi, caralho? Me deixa em paz!

- Por que você está agindo dessa maneira? Você é bipolar, mano? A gente estava de boa na sorveteria, por que você sempre estraga tudo?

- Eu estrago tudo? Eu? Fui eu que pirei por causa de uma mensagem?

- Não se faz de tonta, você sabe muito bem que você começou a discussão se irritando por nada! – ela me mostrou o braço que eu tinha agarrado e estava vermelho – Olha, você me machucou!

- Foda-se!

- Ah, é? Então eu vou embora, sua louca!

 Camila se precipitou para a porta e eu agarrei o seu braço de novo, puxando-a de volta. Ela tentou se soltar e me empurrar, mas eu apenas apertei mais o seu braço até que nossos corpos se colassem. Camila olhou brevemente pra minha boca antes e me empurrar de novo com toda a força. Dei alguns passos pra trás com o empurrão e puxei a gola da blusa dela. O tecido se rasgou até abaixo do seio.

- OLHA O QUE VOCÊ FEZ!

 Eu comecei a rir daquilo e ela tentou me dar um soco. A danada estava usando os golpes que eu tinha acabado de ensiná-la no muay thai contra mim. Logo eu? Eu me esquivei do soco dela e segurei o seu pulso. Camila tentou dar um tapa com a outra mão e eu a segurei também, bem forte.

- Me solta, porra!

 Prendi os braços dela atras de suas costas e a puxei de novo pra mim. Dessa vez ela me beijou. Terminei de rasgar a sua blusa e vi que ela teria feito o mesmo comigo se tivesse força para isso. Parei o beijo para que ela tirasse a minha blusa e me ajoelhei na sua frente para tirar a sua calça. Dei alguns beijos na barriga dela e tirei a sua calcinha com a boca, dando algumas chupadas no interior de sua coxa. Camila colocou uma perna no meu ombro e eu abocanhei sua boceta com vontade. Eu queria passar toda a raiva que eu estava sentindo por ela para aquele oral.

A latina agarrou meus cabelo e segurou minha cabeça com força na sua boceta enquanto gemia feito uma gatinha. Ela se apoiou na parede atras de si e se abriu mais para mim. O gosto dela é simplesmente viciante e eu chupei como se minha vida dependesse daquilo.

- Ah, Lauren!- ela gritou - Eu te odeio!

Dei uma tapa forte na bunda dela que a fez soltar um gemido de dor e puxar meu cabelo em resposta. Eu ri com a boca em sua boceta e Camila gemeu de novo. Ela estremeceu e gozou. Fiz questão de recolher tudo e me afastei de sua boceta dando beijinhos na sua coxa.

 Quando me levantei, Camila pulou pro meu colo e apertou as pernas em volta da minha cintura. Joguei-a na cama com raiva e ela me puxou pelo cós do meu short para que eu ficasse em cima dela.

- Você não deveria ter me deixado com tanta raiva, Cabello. - eu disse enquanto me ajeitava em cima dela.

Mariana foi bem rápida em tirá-lo de mim juntamente com a calcinha.

- Ah, é? - ela mordeu o lábio inferior - E o que você vai fazer,Jauregui?

 Ela praticamente gemeu meu nome. Segurei-a pela cintura e puxei seu quadril pro meu. Ela ainda estava encharcada e sensível pelo orgasmo anterior e eu vi a latina fechar os olhos e apertar o lençol quando sua boceta se chocou contra a minha.

- Vou te fazer gritar.

 Eu abri mais as pernas dela e enfiei três dedos bem forte. Camila arranhou as minhas costas com força e soltou um gemido alto. Ela se arreganhou toda para mim e eu apertei a cabeceira da cama para ter algum apoio nas estocadas. Observei o rosto dela enquanto a fodia e vi que Camila estava amando aquilo.

- Isso… - eu sussurrei quase gemendo no ouvido dela - Me deixa ver o quanto você gosta que eu te foda.

Camila travou as pernas na minha cintura e mexeu o quadril embaixo de mim.

- Lauren… - ela arranhou minhas costas - Porra!

Ela me jogou de lado na cama e montou em cima de mim. Senti a boceta dela engolir meus dedos e mordi meu lábio. Camila começou a cavalgar loucamente e eu fiquei hipnotizada pela visão dos seus seios. Ela arranhava meus ombros e descia com força, fazendo os dedos entrarem por completo. Camila jogou a cabeça pra trás e gemeu mais alto, rebolando bem gostoso no meu colo.

Soltei um grunhido de raiva e a joguei na cama, ficando por cima. Apertei o pescoço da latina e forcei meus dedos mais para dentro. Meu braço já estava dormente.

- Eu… te odeio… - ela disse gemendo.

- Isso, geme como uma boa putinha. - a virei de bruços e dei um tapa bem estalado em sua bunda - Eu sei que você ama quando eu te pego assim por trás, Camz…

Colei meu corpo ao dela e me esfreguei em sua bunda enquanto aumentava a velocidade das estocadas. Logo eu estava me esfregando no mesmo ritmo delas e Camila apenas gemia embaixo de mim.

- Ah, Camila… - eu gemi - Caralho, é tão bom entrar em você…

Ela mexeu a bunda de encontro a mim e eu puxei seu cabelo com força. Camila se contorceu por baixo de mim e se virou de barriga pra cima novamente. Chupei o pescoço dela enquanto a latina gemia e me apertava mais em si.

- Isso, Lauren… Continua, por favor! - ela gemeu e arqueou as costas - Oh, Díos mio!

  Nós duas já estávamos bem suadas quando Camila gemeu novamente meu nome no meu ouvido e eu me arrepiei inteira, ficando com mais tesão ainda.

 Então ela continuou...

- Eu te amo.

 A frase saiu no meio de gemidos, mas eu consegui ouvir perfeitamente. Eu travei, olhei-a nos olhos e não consegui me mover mais. Camila estava ofegante e linda embaixo de mim. Toda marcada pelo sexo e com os olhos ainda em chamas.

- O que foi? – ela perguntou – Não para, por favor. – ela puxou a minha mão pra dentro de si de novo – Continua, vai.

 Aquilo me tirou do transe e eu continuei, fingindo que ela não tinha falado nada. Mais algumas estocadas bem firmes e ela gozou rebolando tão loucamente nos meus dedos e em mim que eu acabei gozando junto com ela. Tirei os dedos da frente e me esfreguei nela enquanto nossos orgasmos se misturavam e nossos gemidos morriam na boca uma da outra.

Rolei de cima dela quando finalmente nossos corpos sossegaram. Meus braços, ombros e costas estavam bem arranhados e os dela não estavam diferentes. Camila colocou a cabeça no meu peito e olhou pra mim.

- Você... Ouviu... O que eu falei?

- Ouvi...

 Silêncio.

- Não vai falar nada?

- Eu não sei o que falar, flor... – eu disse – Sei lá, eu gosto dos seus olhos.

 Ela riu.

- Eu falo que te amo e você fala que gosta dos meus olhos?

- É, desculpa.

 Camila beijou o meu pescoço. Eu não queria ser tão fria com ela, mas apenas não sabia como reagir naquele momento. Eu nunca tinha sentido nada por ninguém antes e estava completamente apaixonada por Camila Cabello. Eu sabia que aquilo iria interferir muito na minha vida e no meu trabalho.

- Não tem problema.

 Me virei de frente pra ela e nós nos abraçamos. Escondi o meu rosto no pescoço dela e ela enfiou os dedos no meu cabelo, fazendo um cafuné que me deixou ridiculamente relaxada. Então ela repetiu:

- Eu te amo, Lauren.



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