História A orfã - Capítulo 162


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Slash, Terror e Horror, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 162 - It's a warning shot


Dormi igual uma pedra aquela noite depois de voltar para a casa. Na manhã seguinte eu acordei com barulhos vindos de outro cômodo e me deparei com uma mulher morena e da minha altura que aparentava ter uns 40 anos mexendo nas panelas na cozinha. Assim que que ela me viu desandou a falar:

 - Ave Maria, a menina já acordou! Fui eu que lhe acordei, foi?

 - Que?

 - Fui que que te acordei?

 - Não... Não sei. Quem é você?

 - Oxe, eu sou a empregada. – ela riu e veio na minha direção com um sorriso enorme – O Traíra me mandou vir cuidar da casa e de você.

 - Ah... Certo. Obrigada.

 - Senta ai. – ela me empurrou para a cadeira – Eu fiz o seu café.

  Ela fez tanta coisa para o café que eu até fiquei assustada. Tinha até uma panela com mandioca. Eu comi de tudo um pouco e bebi mais café do que eu achei que fosse possível para alguém do meu tamanho e me levantei.

 - Onde você vai?

 - No banheiro. – eu respondi – E depois vou sair. Não sei que horas eu volto, mas... Fique a vontade. Você já deve conhecer a casa.

 - Ta bom, minha filha.

  Fui para o banheiro pensando que eu teria que me esforçar muito para me acostumar com aquele lugar. A empregada era uma tagarela pelo que eu pude ver, mas o Traíra me garantiu que ela não falava muito. Bem, se aquilo era falar pouco, eu definitivamente não queria conhecer alguém que falasse muito.

  Sai da casa e encontrei o Cézar com um bando de rapazes na frente da casa vizinha. Ele veio na minha direção.

 - Rafaela, dormiu bem?

 - Sim... To meio perdida no tempo, pode me falar que dia é hoje?

 - Dia 12.

  12 de Dezembro de 2016, uma segunda-feira. Olhei em volta e vi que alguns dos bandidos estavam armados e subindo e descendo pelas ruas sem nenhum objetivo aparente. Cobri os olhos com a mão para proteger do sol forte e olhei para a cidade um pouco abaixo. Aquele silencio me incomodava muito, mas dava para ver que as pessoas já andavam um pouco mais abaixo.

 - Como vocês aguentam?

 - Aguentar o que? – Cézar perguntou.

 - Esse silencio todo. Não tem nenhuma buzina aqui, não?

  Ele apenas riu e passou um braço pelo meu ombro.

 - Bora, vou te apresentar pros outros.

  Ele começou me falando os nomes do rapazes que estavam com eles. Esqueci seus nomes assim que acabei de ouvi-los e depois nós demos uma volta pela pequena favela onde ele ficou acenando e apontando para as pessoas. Tivemos que parar umas dez vezes para que eu fosse devidamente apresentada e os caras me faziam perguntas um pouco impertinentes, mas eu logo descobri que era apenas o jeito do povo dali.

  Entramos em uma garagem que estava cheia de homens e eu novamente e fui apresentada para todos eles. Os homens estavam demonstrando um respeito muito grande pela minha pessoa, ainda mais por eu ter sido enviada pelo chefe do chefe deles. Fui até o balcão do outro lado da garagem e o Cézar falou para o homem lá atrás:

 - A mocinha aqui precisa de uma arma, deixou a dela em São Paulo. O que você tem ai?

  O homem começou a espalha rum monte de armas em cima do balcão e falar tão rápido que eu apenas peguei palavras distintas. Testei todas na minha mão e acabei optando por um Colt 22. Coloquei a arma na cintura e acompanhei o Cézar para fora. Nós descemos o monte até a cidade e eu disse:

 - Ontem a noite eu tive um pequeno encontro com o primo do seu chefe.

  O homem ao meu lado ficou tenso na hora.

 - O que aconteceu?

 - Nada. – respondi – Ele apenas parou e ficou me encarando. Com certeza notou que eu não sou daqui... Ele estava montado em um cavalo, mano!

 - Sim, o que tem de mais?

 - Tá brincando, né? – olhei bem pra cara dele – Eu disse que ele estava montado em um cavalo.

 - Aqui isso é normal. – ele riu – Não se assuste com os animais que você vai ver soltos por essa cidade.

 - Vou tentar, mas não posso prometer nada.

  Nós atravessamos a avenida principal para o outro lado e entramos em uma rua que pareceu para mim ser a mesma que os dois homens a cavalo tinham saído na noite anterior. Cézar apontou para uma grande casa verde.

 - Aqui é prefeitura.

 - Isso é a prefeitura?

 - Não se assuste. – ele abriu a porta de vidro para que eu pudesse passar – O Traíra deve estar aqui.

  Passamos direto por um segurança velho que estava na que parecia ser a portaria e entramos por uma porta. Vi o Traíra conversando com um cara que era poucos anos mais novo do que ele.

 - Esse é o prefeito. – Cézar sussurrou.

  Olhei para o prefeito dos pés a cabeça. Ele estava com uma bermuda e uma camiseta regata meio gasta.

 - Tem certeza?

  Mas antes que ele pudesse responder o Traíra se virou e nos viu parados ali. Ele fez um gesto para que eu me aproximasse e me apresentou para o outro homem.

 - Essa é a menina que eu estava falando.

  O prefeito me analisou bem.

 - E será que ela consegue realmente resolver o problema?

 - Tá duvidando das minha capacidades?

 - Não me entenda mal, é que você não parece ser...

 - Você não tem noção do que eu sou capaz. – eu cortei e minha mão foi para a cintura no lugar que a arma estava por puro reflexo – Eu vou esperar la fora.

  Sai da prefeitura e o Cézar veio comigo.

 - O Traíra é envolvido com o governo?

 - Só com esse prefeito ai. Eles são amigos de infância... Acaba facilitando as coisas para a gente.

 - Imagino que sim. Como é a policia daqui?

 - A policia daqui é um bando de frouxo. Se não fosse por nós, os outros caras já tinham tomado conta de tudo.

 - Isso tem que mudar. – eu falei mais pra mim do que pra ele – Vamos colocar aqueles caras no lugar deles.

  O Traíra saiu da prefeitura e veio na nossa direção.

 - Parece que o meu primo acabou deixando mais um corpo no rio logo abaixo na noite anterior. Não sei mais o que fazer.

 - Eu sei. Retaliação.

 - Não acho que seja bom já começar matando os caras.

 - Parece que não é só a policia daqui que é frouxa. Me leva até a casa desse seu primo ou o lugar que ele se encontra com os homens dele. Vou fazer uma proposta para o cara, mas se ele não aceitar vai ter retaliação sim.

  Traíra parecia que queria questionar, mas eu estava ali em um posto acima do dele. Ele se afastou para pegar o carro e o Cézar e eu entramos. Dirigimos por cerca de cinco minutos até ele descer um pequeno monte e parar na frente de uma casa amarela no meio de uma rua de terra.

 - É aqui.

 - Ótimo.

  Desci do carro, fui até a porta que estava aberta e bati palmas. Pouco tempo depois aquele mesmo homem que me encarou de cima do cavalo apareceu. Ele olhou primeiro para o carro atrás de mim e depois abaixou a cabeça até seus olhos encontrarem os meus. Ele parecia ter uns vinte e tantos anos.

 - Você é a menina que eu vi ontem de noite.

  Aquilo não era uma pergunta.

 - Sou. To aqui para mandar você parar com os seus atos de vandalismo e de preferencia sair da cidade com os cachorrinhos que te seguem. Caso contrário as coisas vão sair do controle de verdade nessa cidade.

  Ele tinha uma expressão no rosto de quem não tinha acreditado no que havia acabado de ouvir.

 - Quem você pensa que é pra falar comigo assim?

 - Eu sou a menina que vai te expulsar desse lugar. Você tem até as seis horas para pensar. Aparece na favela depois desse tempo e nós vamos estabelecer um acordo amigável. – falei indo para o carro – Seja inteligente e aceitei o que eu falei. Não vou oferecer duas vezes.

  Entrei e mandei dar a partida sem dar tempo do outro responder.

 - Isso não tá certo. – Traíra falou – Eu conheço o Jean e sei que ele nunca vai aceitar.

 - Isso é o que nós iremos ver. Cadê a sua filha?

 - Na escola.

 - Aqui ainda tem aula?

 - Tá na última semana, mas ela não estuda aqui. Estuda na cidade vizinha, lá as escolas são melhores.

 - Entendo, mas espero que você saiba que vai ter que manter a menina perto o tempo todo. Se as coisas saírem do controle, vai ser atrás dela que eles irão.

  Ele respirou fundo e eu sabia que estava pensando na morte da esposa.

 - Eu sei.

  Chegamos de volta na favela e eu peguei um carro para ir até a cidade vizinha, onde o Traíra mantinha relações por causa de drogas e coisas assim. Devido a crise econômica que estava tendo no local, eu tinha que ir até lá para tentar resolver pelo menos um pouco da situação.

  Foi só seguir as placas e em uma hora eu já estava entrando na cidade vizinha que era bem maior e bem mais movimentada do que a outra. Dirigi até o centro e parei o carro na frente de um pequeno prédio. Apertei o interfone e me identifiquei. Assim que o portão foi aberto eu entrei e subi o lance de escadas. Cheguei no topo delas com um leve incomodo na região onde a Nicole havia me esfaqueado.

  Uma porta se abriu a minha esquerda e um senhor de óculos saiu de lá.

 - Rafaela?

 - Eu.

 - Entre.

  Eu entrei na sala dele. Vou pular o que aconteceu lá dentro, porque foi só uma série de discussões e planejamentos que não precisam ser relatados. Sai de lá muito satisfeita com o que tinha conseguido e desci as escadas até o carro.

  Rodei pelo centro da cidade e deixei todo aquele barulho de carro entrar nos meus ouvidos. Já estava praticamente me sentindo em casa. Parei em um semáforo vermelho e olhei para as pessoas que atravessavam a rua. Meus olhos caíram sobre uma menina que andava e olhava para trás sem parar. Reconheci a Duda e vi que três caras a seguiam. Pelo menos ela era esperta e sabia que estava sendo seguida.

  Assim que o sinal abriu eu acelerei e virei a direita na direção que ela foi. Vi a menina atravessar a rua para o outro lado que seria contramão para mim. Os homens estavam prestes a atravessar atrás dela, mas eu acelerei mais e dei um cavalo de pau com o carro para invadir aquela via. Os carros atrás de mim começaram a buzinar e eu abri a porta do carona.

 - Entra.

  Nem precisei falar duas vezes e a garota pulou para dentro do carro. Eu meti o pé no acelerador e nós sumimos de vista. Ela não parava de olhar para trás.

 - Eles não vão seguir o carro. – falei.

 - Não vão, mas eles sabem quem eu sou. – ela virou para a frente de novo – Aqueles três moram lá na minha cidade. Eles andam com o Jean.

  Respirei fundo. Óbvio que sabiam quem ela era.

 - Há quanto tempo isso acontece?

  Ela olhou assustada para mim.

 - Como você sabe que isso já aconteceu antes?

 - Não é preciso ser um gênio para notar. Há quanto tempo?

 - Essa é a terceira vez. Nas outras duas eu tive que entrar correndo na rodoviária e eles não me seguiram até lá.

 - Você falou para o seu pai?

 - Não. – ela admitiu – Se eu falar, ele vai querer matar os homens e o Jean não vai deixar barato. Não quero que haja uma guerra civil ou algo do tipo na cidade que eu moro.

 - Mas é o que vai ter e em breve. Vou ser sincera com você. Na verdade eu não deveria falar, mas pelo que eu vi você é bem atualizada quanto às coisas do seu pai e de tudo que ele faz. Bem, eu fiz uma proposta para esse tal de Jean. Falei para ele sair da cidade e parar com aqueles atos de vandalismo.

 - Ele não vai aceitar.

 - É bom que aceite, caso contrario muito sangue vai ser derramado. – olhei para ela quando parei em outro semáforo – Você não vai mais poder vir para cá. Sabem onde você estuda e vai ser muito fácil te pegar para atingir seu pai.

 - Eu sei...

 - Então quando chegar lá você vai contar para ele o que aconteceu.

  Não houve nenhuma discussão quanto a isso. Entramos na pequena cidade uma hora depois e eu fui direto para a favela. O Traíra ficou surpreso ao ver a menina sair do carro comigo, mas assim que ela falou o que havia acontecido a surpresa deu lugar ao medo.

 - Chega, você não vai mais estudar lá!

 - Mas eu to na semana de provas, pai!

 - Não interessa, daqui você não sai!

  Duda fechou a cara e correu para dentro de uma casa. Traíra passou a mão no rosto e tentou se acalmar.

 - Eu não sei mais o que fazer com essa menina.

 - Uma boa surra resolveria. – eu sugeri – Mas temos coisas mais importantes para pensar agora. São quase cinco. Vou comer alguma coisa e já desço para esperar pelo seu primo.

  Subi até a casa que eu estava hospedada e a empregada já tinha comida feita. Comi sem falar nada com ela e depois de um tempo desci de novo. Me encontrei com os outros que estavam sentados em mesas de plástico no meio da rua e bebendo cerveja. Um deles foi pegar uma cadeira para mim e outro me serviu. Brindei com eles e bebi devagar enquanto observava e ouvia tudo que eles falavam. A maioria era referente ao Jean e ao seu grupo.

  Um tempo depois eu ouvi o som de cascos no chão e os outros homens ficaram tensos na hora. Quatro homens a cavalo apareceram ali e o Jean desceu para andar em nossa direção.

 - Ai está ela. – ele falou apontando para mim – E eu achando que já tinha voltado correndo para São Paulo.

 - Andou pesquisando sobre mim? – rodei o copo de cerveja na minha mão com toda a calma que eu estava sentindo – Sabe até de onde eu vim. Isso não importa. Espero que você esteja aqui para dizer que já esta de partida.

 - Você não pode e nem vai me fazer deixar a cidade onde eu nasci. – ele riu – Confesso que fiquei um pouco preocupado quando fiquei sabendo que o chefão ia vir para cá. Mas mandaram uma criança! O que uma coisinha como você acha que vai fazer com...

  Bati com o copo na mesa tão forte que todos os outros caíram no chão. Fiquei em pé e respirei fundo.

 - Não me chame assim.

  O homem pareceu impressionado com a minha reação e meio incerto quanto ao que fazer.

 - Você não vai me obrigar a sair daqui.

 - Então você vai morrer. Você - apontei para ele - E todas. Essas putinhas. Ai. - ponderei minhas palavras apontando para os três que estavam atras deles - E bem rápido.

  Jean fez o gesto com a mão para o facão enorme na sua cintura e eu puxei o Colt 22 e apontei já engatilhado para a cara dele antes que ele tivesse tempo de ao menos tocar na faca.

 - Quer tentar? – perguntei – Vamos ver quem é mais rápido. Você com esse facão ou eu com o meu gatilho. Quer tentar?

  Ele lentamente abaixou a mão. Eu ia atirar na cara dele e acabar com aquilo ali mesmo, mas o Traíra se levantou e disse:

 - Podemos resolver isso de outra maneira. Jean, você é meu primo mais novo e em consideração a sua mãe, eu vou deixar que você saia daqui. Só deixa um desses seus caras no seu lugar para a gente tentar entrar em um acordo. Depois ele volta pra casa e te fala o que resolvemos.

  Abaixei a arma contra a vontade e esperei o outro decidir.

 - Tudo bem. – ele falou e chamou um cara – Ele vai ficar.

  Jean se afastou e subiu no cavalo. Os três foram embora e o idiota ficou para trás. Ele olhou de um modo incerto para mim, mas eu voltei a me sentar e deixei o Traíra tomar as rédeas da situação por um momento, afinal eu já sabia o que fazer. Eu não queria desautorizar o homem na frente de todos os outros negando a sua proposta e por isso tive que me conter. Mas eu ainda estava focada no meu objetivo de retaliação.

 - Ele não vai querer sair. – o homem disse – Nós não vamos sair daqui. Talvez ele considere parar de causar problemas e tudo, mas sair daqui nunca.

 - Tem razão. – me levantei e fui caminhando lentamente e sem demonstrar nenhuma emoção até o cara – Foi bobagem minha achar que vocês poderiam aceitar sair da cidade. Vocês são corajosos e fortes demais para isso, né? – sorri e parei atrás da cadeira – Muito corajosos. Acho que isso de apenas parar de criar confusão na cidade já está de bom tamanho. Da pra todo mundo viver em paz. – senti que ele queria se virar, mas não se atreveria a demonstrar que estava com medo de uma criança. Me curvei para mais perto, com meus braços deslizando em volta do pescoço dele – De onde eu vim nós sentimos falta de homens assim. Vocês se impõem e isso é muito bom. Eu deveria voltar correndo para o meu Estado e me dar por satisfeita por o Jean não ter me matado. Ele parece ser bem cruel.

 - Ah, ele é sim. – o homem se endireitou na cadeira – Não tem pena de ninguém.

  Deslizei mais a minha mão para baixo. O homem não fez menção de me parar, com certeza ele achava que estava protegido por estar ali como um meio de negociação.

 - Admirável. Então entrega a nossa proposta para ele. – puxei o facão do cinto dele e rasguei a sua garganta com um golpe só – Ta ai a minha proposta.

  Ele colocou as mãos na garganta para tentar segurar o sangue e tombou para a frente, sujando a mesa e a terra embaixo. Demorou uns dois minutos para o homem parar de agonizar e morrer. Olhei em volta e vi que o Traíra estava indignado com aquilo. Apontei com a faca para o corpo do cara aos meus pés.

 - É assim que nós fazemos as coisas em São Paulo. – joguei a faca em cima do corpo dele – Alguém me arruma uma caminhonete? Precisamos levar a proposta.

  Içaram o corpo para dentro da caçamba da caminhonete e eu saltei para cima dela. Um homem foi dirigindo até a casa do Jean e eu apenas me segurei para não cair de lá de cima. Não conseguia tirar os olhos do corpo aos meus pés e nem tirar o cheiro do sangue dele da minha mente.

  A caminhonete reduziu a velocidade quando entrou na ruazinha onde o chefe do morto morava. Jean estava do lado de fora da casa amarela, fumando um cigarro e sem camisa. Abaixei a tampa da caçamba e rolei o corpo para fora dela quando a caminhonete passou na frente da casa.

  O outro homem olhou incrédulo para o corpo no chão de terra e depois para mim que estava fechando a tampa da caçamba enquanto a caminhonete se afastava. Sorri para ele e mostrei o dedo do meio. Ouvi o grito de raiva que ele deu, mas não fez nenhuma menção de vir atrás de nós.

  Aquele tinha sido o meu aviso para o homem sair dali enquanto podia.



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