História A Origem do Caos - Capítulo 13


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Categorias Os Heróis do Olimpo
Tags Drama, Os Herois Do Olimpo, Percy Jackson, Romance, Violencia
Exibições 44
Palavras 1.947
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


POR FAVOR, PELO AMOR DO SENHOR SUQUINHO DIVO DAS TREVAS.
NÃO ME MATEM.
OBRIGADO.

Capítulo 13 - Capítulo XIII - O Templo de Elêusis


                Meu coração praticamente voou pela boca. Todos os meus músculos se retesaram a tentei correr, mas alguém me segurou. Olhei para o lado, Jeremy mantinha sua mão firme em meu braço, os nós dos dedos brancos para me segurar.

                — Por que está me segurando? — praticamente gritei. — O refeitório explodiu e Emy estava lá. Me solta!

                — Não — falou. — Você vai esperar, explodiu há segundos e você já quer correr lá, espere pelo menos alguns minutos.

                Posso correr, pensei, Eles não conseguiriam me alcançar.

                — Tudo bem, pode me soltar.

                No momento em que senti os dedos soltando de meu braço, corri. Sabia que seria rápido o bastante e não me importava que tivesse algum gás tóxico ou sei lá mais o que acharam que poderia ter no local. O vento não me afetava, senti meus pés levantando do chão, eu não corria, flutuava. Cheguei ao refeitório, ou melhor, nos escombros dele, em menos de um minuto. Minha respiração estava ofegante, meus cabelos grudavam na testa e a fumaça entrava em meus pulmões.

                — Emy! — falei, alto o bastante. — Cadê você?

                O silêncio pairava junto da poeira, misturavam-se com meus sentimentos. Esperei mais alguns segundos, nada. Aproximei-me de uma pilha de tijolos, comecei a retirá-los, por algum motivo estava ficando desesperado, meus batimentos estavam acelerados e estava começando a tremer. Chamei a filha de Afrodite mais uma vez, nenhuma resposta, as pessoas vieram mais perto, chegando aos poucos e começaram a procurar, em menos de dez minutos todos os campistas já me ajudavam.

                A primeira gota de chuva caiu após meia hora, escorreu pelo meu rosto limpando a fuligem grudara. Alguns já desistiam, passavam por mim e por Jeremy e nos davam leve batidas nas costas, observei a expressão dele, calma e serena. Por um segundo tive raiva, vontade de lhe dar um soco e exigir que se desesperasse, mas não seria justo, cada um demonstra suas emoções de uma forma.

                — Cadê ela? — gritei. — Por que não consigo achar?

                — Nate, acho melhor pararmos com isso — falou Reyna. Ela se encontrava parada ao meu lado, o rosto sujo como o meu e as mangas roxas arremangadas para facilitar o trabalho, seu olhar demonstrava compaixão. — Ela... Não está aqui.

                — Está dizendo que ela morreu? — ri. — Só pode estar brincando, ela não morreria para uma explosão, já sobreviveu a uma no Acampamento.

                — Isso foi diferente, o refeitório inteiro virou uma pilha de tijolos quebrados e poeira, há apenas um por cento de chance dela ter sobrevivido. Vamos sair daqui, por favor.

                Permaneci parado, só olhando para eles, tentei ver algo em seus rostos que dissesse que estava brincando e que continuariam a procurar. Infelizmente, estavam falando sério. Não consegui entender, eu, que a conhecera há poucos dias, estava preocupado com o que tinha acontecido, e eles que a conheceram anos atrás pareciam nem se importar. Dei de ombros, nem pensar que sairia dali sem a encontrar.

                — Podem ir — falei. — Não preciso da ajuda de vocês.

                Virei de costas para eles, agachei-me novamente e comecei a procurar, minhas mãos começavam a doer com feridas e sujeira. Não vou desistir dela, pensei. Algo me dava forças para continuar, esperava que não fosse em vão, e se fosse ainda sim não ficaria chateado. Me recusava a admitir que ela tinha morrido, não era possível.

 

                — Nate? — ouvi, enquanto mãos me chacoalhavam. — Você tá bem?

                — Ah? — Abri os olhos com calma, estava completamente escuro, ainda chuviscava  bastante para molhar. — O que aconteceu?

                — A explosão, não lembra? — Aos poucos o rosto foi se focando, Reyna estava parada na minha frente. O cabelo solto em ondas que caíam sobre os ombros, seus olhos brilhavam com a luz da lua. — Dormiu aí?

                — Não sei — falei. — Lembro de tudo, até a parte em que vocês tentaram me convencer a parar de procurar, depois o mundo escureceu.

                — Foi quase assim — sorriu. — Depois que falhamos em te levar para outro lugar, você ficou aqui a tarde toda, até agora, umas dez horas da noite. Alguns campistas lhe puxaram para um canto e ficaram procurando.

                Virei a cabeça com calma, doía por ter sido apoiada em uma pedra. Toda a área do refeitório estava vazia, os tijolos tinham sido empilhados em um lado e do outro havia apenas alguns talheres jogados.

                — E onde está Emy? — Uma ponta de esperança surgia em meu peito, ao mesmo tempo em que me sentia estranho por gostar dela sem nem a conhecer direito. — Está bem?

                A garota abriu a boca, suspirou e nenhuma palavra foi dita. Senti o peso do mundo caindo sobre mim, pequenas lágrimas surgiram no canto de meus olhos e desejei adormecer novamente. Preferia dormir do que continuar com a missão, mal havíamos começado e já perdemos alguém. A filha de Afrodite estava morta.

 

                Os próximos três dias foram os piores da minha vida até o momento, só saía da cama para comer e voltava para ela. Jeremy saiu por dois, pelo que entendi uma semideusa estava perdida pelas redondezas com alguns monstros atrás dela, esperei que ele chegasse, mas até agora não tínhamos nenhuma notícia dele.

                — Bom dia, acordou melhor? — Reyna entrava no meu quarto todo dia, no mesmo horário, para saber se eu estava bem. — Tem alguém do Acampamento Meio Sangue que quer te ver.

                — Acordei sim, obrigado por se importar — Tentei sorrir novamente, com um pouco de dor ainda. — Quem do acampamento está aí?

                — Scharlene, pelo menos ela disse que é de lá. Não me lembrei dela de quando passei uns dias lá, mas deixei-a entrar, não me pareceu uma pessoa ruim. Está te esperando nos templos, se estiver bem o bastante, claro.

                — Já vou, só preciso trocar de roupa. Obrigado, Reyna.

                — Sem problemas, quando precisar é só chamar.

                Balancei a cabeça em aprovação, levantei e peguei uma muda de roupa na mochila. A camiseta era preta, combinava com o momento, havia alguns hambúrgueres desenhados nela e a calça era azul rasgada nos joelhos. Será que alguém caiu enquanto a usava?, pensei. Sai correndo, deixei o ar preencher meus pulmões enquanto corria, tentei não flutuar, concentrei-me em apenas chegar nos templos.

                Logo vi a filha de Apolo parada em frente ao templo de Netuno, seus olhos varriam o local com curiosidade, parecia querer tocar. Ela usava a camiseta do acampamento, uma calça jeans e segurava uma mochila preta.

                — Olá — disse. — A que devo a honra dessa visita?

                Ela se virou devagar, havia lágrimas em seus olhos. A maquiagem leve brilhava com o sol, parecia que tinha uma aura ao seu redor, os cabelos caiam abaixo dos ombros. Passou a mão em uma das lágrimas que ameaçavam cair, depois abriu os braços, esperei que me abraçasse, mas simplesmente ficou parada. Dei alguns passos em sua direção, evolvi-a em um abraço quente e apertado, senti seu perfume, era fraco e doce.

                — Você está bem? — sussurrei.

                — Não muito — falou. — Mesmo brigando com ela às vezes, ainda era a pessoa mais próxima de mim naquele lugar, dividíamos confidências e angústias. Agora, não restou nada, apenas a sua lembrança.

                Reprimi o choro que apareceu, não iria chorar em sua frente. Nos afastamos, ficamos andando por ali durante um tempo, ela me contou que Jeremy tinha voltado ao Acampamento Meio Sangue com uma nova campista, filha de Atena, encontraram a garota deitada na margem de um rio, totalmente suja e cansada. Balbuciava algumas coisas sobre um templo dedicado a Hades, em Elêusis, na Grécia, um dos lugares mais sombrios do mundo.

                — Mas, por que um templo de Hades? — perguntei.

                — Nós demos uma pesquisada, esse templo foi um dos mais macabros da história toda. Lá eram realizados diversos sacrifícios em homenagem a Hades, como se houvesse uma seita que achava que deveriam venerá-lo para serem tratados bem no submundo, como se ele se importasse com alguém — riu Scharlene. — Então, quando o deus descobriu, ficou completamente irritado, afinal, segundo ele disse aos mortais, um templo é para se adorar, colocar riquezas e presentes, aí acabou ficando irritado e aprisionou as almas as pessoas que haviam sido mortas no local e a das pessoas que realizaram os rituais. Depois de muito tempo, quando os moradores da cidade não aguentavam mais ouvir os gritos agoniados das almas que imploravam para serem libertadas, foram e destruíram o templo. — Ela parou de andar, ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha e olhou para mim da cabeça aos pés, me analisando. — Como mágica, o templo foi reconstruído durante a noite, entre as rachaduras haviam sombras que mantinham o lugar em pé. Tentaram retirar aquelas sombras, com luz, chamaram Apolo, o deus tentou ajudar e nada acontecia, nenhuma luz era bastante. Quando a população resolveu tentar se comunicar com Hades, descobriram que não era ela quem tinha reconstruído o templo, contataram outras divindades relacionadas às sombras e nada foi descoberto.

                — Nossa, mas e aí? O que mais aconteceu? — Lembrei-me da época em que minha mãe me contava histórias, eu ficava fascinado e sempre pedia para ela ler mais um capítulo, quando eram livros. Claro, ela nunca leu mais um. Eu “precisava dormir para ir na escola”. — O que houve com o templo?

                — Bom, eles resolveram mandar alguém que se dispusesse a entrar no templo de Hades e ver se tinha alguma coisa dentro. Mandaram um garoto, por volta dos quatorze anos, viram ele entrar, mas não o viram sair. A única coisa que ouviram foi um grito, agoniado, cheio de dor. A mãe do garoto, que não concordara com o que tinham feito, ficou louca, saiu batendo em todos, até que chegou num ponto de pegar uma adaga e apunhalar quem estivesse na sua frente. — Sentamos em um gramado, o sol estava no meio do céu, devia ser meio dia. — Hades ficou abismado com as atitudes que as pessoas tomaram, resolveu dizimar a população da cidade, mandou uma onda de cólera, que obviamente matou a todos. A falta de conhecimento sobre medicamentos e meios de prevenção fez com que, rapidamente, a cidade ficasse deserta.

                — Agora fiquei com um pouco de medo de Hades — falei. — Ele continua assim?

                — Não, agora é um pouco mais calmo, tem um filho — ela parou por um segundo e riu. — Dois na verdade, mas um é por parte romana. Hazel, você conheceu ela?

                — Ah, sim. Ela estava conosco quando a deusa do silêncio apareceu.

                — Angerona? Essa mulher falou com vocês? Achei que por ser do silêncio não se comunicava.

                — Falou — comecei a rir, pela primeira vez com vontade e sinceridade. — E pelo visto somente você e Reyna sabem sobre ela, ninguém mais a conhecia. Mas, afinal, o que vocês vão fazer a respeito disso? Digo, do templo e tudo mais.

                — Vocês nada, nós. — Ela pegou minha mão, apertou-a. — Vamos até Elêusis, já que, não contei, dizem que o templo continua de pé. Os turistas que passam por lá não chegam muito perto, ainda é possível ouvir as vozes clamando por salvação. Só precisamos averiguar, Quíron pede que façamos isso, acha que pode ter algo a ver com a profecia, não é normal uma semideusa nova aparecer e falar dele. Se tivermos sorte, terá tudo a ver.

                — Mas — senti meu rosto enrubescer —, não vai ser perigoso se tiver ligação?

                — Com certeza, entretanto desse jeito acabamos logo com tudo. Agora, vai pegar suas coisas, voltamos ainda hoje pro Acampamento.

                Scharlene se levantou, seu olhar era confiante, a postura ereta e a aura brilhante ao seu redor só a deixavam ainda mais linda e poderosa. Levantei-me junto, concordei com um aceno de cabeça e corri até os quartos.

                Se o lugar fosse o certo, eu faria com que a morte de Emy fosse vingada. Ninguém merece morrer sem receber no mínimo uma homenagem, e eu estava disposto a lhe fazer uma. Será linda, e de preferência com a cabeça do vilão rolando aos meus pés.


Notas Finais


Ai, meu Zeus do céu me proteja.
Gostaram?
FANTASMINHAS, VAMOS SE APRESENTAR? UM OI JA BASTA, MEUS AMORES. OBRIGADO <3

Bjos, eu volto daqui umas semanas, quero dar tempo pra raiva passar :3


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