História A Origem do Caos - Capítulo 17


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Categorias Os Heróis do Olimpo
Tags Drama, Os Herois Do Olimpo, Percy Jackson, Romance, Violencia
Exibições 28
Palavras 2.059
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Antepenúltimo capítulo.
To nervouser.

Capítulo 17 - Capítulo XVII - Sangue por sangue (Parte I)


                A poeira se erguia acima de minha cabeça, a estátua jazia em pedaços ao meu lado. Para falar a verdade, todo o museu estava em pedaços, o arco íris sobre a minha cabeça havia desaparecido, e levado com ele as paredes e o teto do museu. Só tinha alguns pedaços de concreto sobre o chão, mostrando o que restara daquela antiga construção. Olhei para os lados, o arco íris pegara um raio de um quilômetro, e se mantinha como um grande muro, delimitando uma espécie de arena.

                E eu estava no centro dessa arena.

— Nate... — A voz de Schar era fraca, seus olhos estavam praticamente fechados e sua boca se movia com dificuldade. — Já acabou?

— Não — suspirei. — Tenho a impressão de que está apenas começando.

Levantei-me enquanto recostava a cabeça da filha de Apolo sobre uma das mochilas, a expressão de dor que ela vez me fez ter vontade de chorar. Tudo bem, provavelmente as lágrimas que se acumularam em meus olhos não eram por causa daquilo, mas mesmo assim senti a necessidade de deixá-las cair. Lembrei que não havia chorado a viagem toda, nem mesmo no Acampamento, só quando Emy “morreu”, ou seja, não conta, afinal foi em vão.

— O que, Tártaro, foi isso? — exclamou Caos, a voz vinha do ar, parecia se arrastar ao nosso redor. — Você fez essa coisa? Como? Um arco íris? — De repente ele começou a rir. — Não me diga que você é um ursinho carinhoso.

As lágrimas em meus olhos pareceram secar, foi como se alguém as retirasse com as mãos. Senti a raiva pulsar e fechei meu punho com força. Olhei para a prisão de sombras, estava completamente destruída, mas Jeremy havia desmaiado e Emy não tinha forças para lutar. Achei que tudo estava perdido, eu realmente não possuía habilidades para batalhar contra um deus e muito menos para correr e deixar meus amigos para trás.

Lembrei de minha mãe, das conversas que tínhamos quando eu era menor. Sentávamos na sala de estar, o sofá marrom, que eu nunca gostara, e conversávamos por muito tempo. Às vezes ela apenas contava histórias da sua infância, eu era fascinado por aquelas suas aventuras que eu não tive oportunidade de ter. O máximo que fiz foi subir em uma árvore e cair, ralei o joelho e quebrei um braço, coisa pouca. Já ela, roubava frutas, galinhas, subia em telhados e ia na casa das amigas pulando os muros. Não lembro de ter me sentido livre de um jeito parecido, fazendo coisas do tipo.

— Menino — Caos falou, fazendo-me se concentrar novamente. — Tá doido? Como você fica assim no meio de uma batalha?

— Ah, desculpa? — disse. Acho que meu cérebro estava entrando em curto, já que não falei nada de bom desde que a batalha começara. — Droga! Eu tenho que te derrotar.

— Mas você sabe que não vai conseguir, não é? — O deus suspirou. — Bem, eu vou te propor uma coisa. Depois que eu conquistar o Olimpo, vou usar meus poderes para escravizar e humanidade, você pode ficar com a França ou com o Brasil. Não gosto muito desses países, os filmes da França são cheios de romance e o Brasil tem umas musicas estranhas. Sabe o que é “Tchan”? Pois é, eles gostam de segurar e amarrar esse tal de “Tchan”, coitado do cara.

Então, pequenas partículas negras surgiram no ar, como estrelas, e começaram a formar um pequeno vórtice, parecia um buraco negro surgindo na minha frente, era como se a luz estivesse sendo sugada para dentro dele.

Só que o vórtice tomou forma, sua base dividiu-se em duas pernas, o tronco alto e musculoso, braços fortes e longos. Suas feições eram suaves, os cabelos brancos cortados curtos e os olhos negros me encaravam. Ele era assustadoramente sexy.

Nate!, repreendi-me, Não tá na hora de descobrir ser bissexual.

— Agora que sabe como eu sou, podemos conversar melhor, cansei de me esconder no ar. Aquelas partículas de oxigênio pinicam.

— O quê?

— Nada — ele riu. — Bom, você aceita esses dois países? Qualquer coisa eu te dou a África, um continente todo pra você, desde que me dê 40% dos recursos minerais, não dá pra sustentar o mundo sem dinheiro. Contudo, se quiser bancar o espertalhão corajoso, podemos lutar um pouco, cinco minutinhos, depois tenho coisas mais importantes pra fazer.

Minha garganta estava seca, eu tinha vontade de tossir, mas nem isso não conseguia fazer. Olhei para Scharlene deitada ao meu lado, seus cabelos grudados na testa e a poeira no seu rosto. O sangue que escorria de seu nariz formava um fino rio por sua face, os olhos brilhavam, mas não com o sol que agora estava no seu ponto mais alto, mas com lágrimas, que custavam a escorrer. Quis me agachar e tocá-la, esperar que Caos destruísse tudo logo. Era mais fácil, não?

— Desculpe-nos. — A voz fraca veio de trás do deus, era feminina e carregada de algo que pesava sobre mim. Emy. — Mas, nós não aceitamos acordos, a não ser que envolvam sua cabeça rolando em nossos pés e café caindo sobre meu corpo. Sem açúcar e sem creme. E que não seja descafeinado, coisa de gente fresca. — Ela começou a caminhar, sua roupa suja e com partes rasgadas balançava com o vento e os olhos brilhavam rosas mais fortes do que nunca. — Não tente fugir, senhor. A companhia de semideuses NESJ está pronta para chutar sua bunda, que — parou por um segundo — é linda, diga-se de passagem.

— NESJ? — perguntei.

— Nate – Emy – Scharlene e Jeremy. — A filha de Afrodite revirou os olhos. — Você é idiota ou o que? Pelo amor, me dá uma mãozinha aqui, meu pé ainda dói.

Corri até ela, o deus apenas me acompanhou o olhar, não parecia preocupado em nos destruir no ato. Emily se apoiou em meu ombro, ela se curava a cada instante, os arranhões começavam a sumir e a sujeira a desaparecer. De repente, uma fumaça rosa rodopiou em seus pés.

— Minha mãe assume daqui — sorriu. — Ela pode me ajudar com isso.             

O redemoinho rosa vibrante consumiu seu corpo, segundos depois, na nossa frente, uma Emy totalmente diferente se mostrava pronta para lutar. Usava uma camiseta verde escuro, praticamente preto, com uma cobra enrolada em uma varinha na frente, havia um nome, algo com “S”, mas não reconheci. Uma calça jeans rasgada nos joelhos e um tênis branco.

— Agora estou pronta para acabar com alguns monstros, ou com um deus, tanto faz.

Com um movimento rápido da mão, sua espada prateada e florida reluzia em seu punho, combinava com seu cabelo negro caindo em cachos sobre as costas.

— Vamos lá — falei.

Emy correu contra o deus, erguendo a espada e desferindo um golpe direto no peito do inimigo. Algo dourado escorreu do corte, mas ele não parecia estar com dor. Logo o ferimento se curou, fechando-se rapidamente, sobrando apenas uma parte rasgada da camiseta preta.

— Desgraçada — bufou. — Era Prada.

— Vish, desculpa aí, coroa. — Emily desviou do soco que o deus lhe daria, por pouco não a acertando na cabeça. — Da próxima eu acerto sua cara.

Minha mente divagava entre ajudar Emy e a observar acabando com Caos, mas não achava que ela merecia fazer tudo por conta própria, sendo que acabou de se recuperar. Fechei meus olhos, rezei pra quem que fosse meu pai olimpiano.

Pai, quem quer que seja, podia me ajudar aqui?

Pai?, a voz era de uma mulher. Doce e calma, me deixava tonto., Por que acha que sou homem? Que eu saiba sua mãe não é hétero.

O que?, minha cabeça começou a rodar., Quem tá falando?

Íris, já ouviu falar? Olha, criança, sou sua mãe olimpiana. Sim, as deusas não precisam necessariamente de sexo pra ficarem grávidas, o amor já é o bastante.

Eu não tô entendendo, minhas pernas balançaram, olhei para o lado por um momento, Emy parecia não estar cansada de lutar. Seus golpes ficavam melhores a cada vez, passando mais perto do pescoço do deus. Então, Jeremy começou a se mexer, os cabelos caindo na frente do rosto o deixavam lindo, mas engraçado, já que pela sua expressão não se lembrava de ter vindo parar num campo de batalha., Como assim minha mãe? Eu achei que tinha nascido da minha mãe, digo, ah. NÃO SEI. O QUE TÁ ACONTECENDO?

NÃO GRITA COMIGO, a deusa bradou, Tenha mais respeito com sua mãe. Bem, vou explicar rápido aqui ou você vai morrer esmagado por Caos. Quem te pariu foi eu, ok? Entenda isso, só o amor de sua mãe por mim e o meu por ela já foi o bastante para te criar. Agora, escuta bem, o seu poder vem do coração e da luz, tipo o dos filhos de Apolo, mas o poder deles vêm da alma. Se concentre e destrua esse deus aí.

Antes que eu pudesse reclamar e pedir mais atenção dela, senti como se o vento me beijasse na bochecha, uma onda de conforto passou por mim. Ok, pensei, Depois eu me resolvo com ela.

Fechei meus olhos, Íris era a deusa do arco íris. Palavras rodaram em minha consciência; cor, luz, alegria, mas nada parecia ajudar. Acalme-se, tentei me controlar, não deve ser tão difícil assim. Só mentalize coisas boas, alegres, divertidas. Deixe rolar. Algo esquentou em meu peito, vinha do fundo, mas ainda não parecia certo.

— NATE! — gritou Jeremy. Fui obrigado a abrir os olhos e dar atenção para ele, que se levantava devagar, se apoiando em algumas pedras e balançando a cabeça para os lados. — Podia me ajudar aqui, já que a Emy tá fazendo todo o trabalho sozinha. — Ele suspirou. — Não tenho força pra batalhar, ainda.

Corri até o garoto, ajudei-o a se levantar e me segurei para não rir quando ele esfregou as mãos nos olhos, para ter certeza de que estava mesmo num campo de batalha.

— Por que não tá lutando? — perguntou.

O grito de Emy cortou minha resposta, ela saltava pela enésima fez sobre o deus tentando lhe acertar na cabeça, mas falhava novamente. Suor escorria pela sua testa, mas secava no mesmo instante. Queria ser filho de Afrodite, me ocorreu, Ah, desculpa, mãe., acrescentei antes que Íris se sentisse ofendida. Olhei para Jeremy e apenas sorri, ele sacava uma faca, era grande, um facão.

— Ok, vamos botar pra quebrar.

— Ninguém mais fala isso — disse.

— Você toma café descafeinado e ninguém falou nada — sorriu. — Sabe que gosto de você. E, ah, seu cabelo tá colorido.

O filho de Hermes ergueu a arma na minha frente e pude ver meu reflexo. Cada mecha do meu cabelo possuía uma cor diferente, para surpresa, eram as cores do arco-íris. Passei minha mão por ele e constatei que estava macio e limpo. É, talvez ser filho dela não fosse tão ruim.

— Eu só não te dou um cascudo porque você é fofo demais — bufei. — Agora vai ajudar sua garota.

— Minha? — Suas bochechas coraram, sorri vendo-o daquela maneira. — Ela não é minha, na verdade ela não é de ninguém. Duvido que um dia namore, já viu como é difícil de lidar.

— Difícil de lidar, mas roubou seu coração. — Puxei seu braço e sussurrei em seu ouvido. — Vamos fazer um trato? Depois que isso tudo acabar, promete que vai insistir nela? E eu insisto na Schar.

— Isso se alguém sobreviver.

— Desde quando ficou pessimista?

— A partir do momento que a Schar ficou inconsciente e você explodiu o museu com um arco-íris sobre a cabeça.

Franzi as sobrancelhas, mas sorri novamente. Ele era especial, diferente dos garotos que já conhecera, era sincero e engraçado, entretanto sem ser inconveniente.

— Tudo bem, já que ela não pode lutar, vamos ter que dar um jeito nisso.

Apertei sua mão, infelizmente tive uma sensação estranha. O sorriso dele pareceu penetrar meu corpo, um calafrio percorreu-me. Não, eu estava pensando bobagem, mas pronunciei uma pequena prece quando ele correu para o meio da batalha.

Caminhei até perto de Scharlene, o sangue estava secando e parara de escorrer, ajeitei seus cabelos que caíam sobre a face e peguei a adaga ao seu lado. Beijei-a na testa e me preparei para lutar, não devia ser tão difícil matar um deus, mesmo que ele fosse antigo, tenha criado o mundo e possua técnicas milenares e poderes maiores do que os de todos os heróis da Marvel juntos. Segurei firme a arma, que reluziu com o sol, uma gota de suor escorreu pela ponta do meu nariz, antes de eu me jogar sobre Caos, acertando-o no pescoço. 


Notas Finais


Que tão achando?

Até o próximo :3

PS.: Não to respondendo os comentários, quando tiver tempo, respondo, MAS TO LENDO TODOS <3


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