História A Origem dos Guardiões: O retorno do Rei dos Pesadelos - Capítulo 13


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Palavras 1.012
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Toothiana confia em seus amigos

Capítulo 13 - Um rei quer um reino e uma rainha.


Abhay e seu mordomo caminhavam por um pântano lamacento repleto de flores estranhas e viscosas.

-Senhor, não estou reclamando, mas tudo isso já me começa a parecer uma loucura. –disse o mordomo batendo em mais um mosquito do tamanho de uma vespa. – Como saberemos que já estamos no reino de Toothiana?

-Quando virmos os elefantes que voam[1] –disse o rapaz, aparando mais um ganho com seu sabre afiado.

            Abhay notou um movimento estranho nas águas. As plantas não se moviam, mas as suas sombras, muito escuras até mesmo para sombras, trepidavam e trocavam de lugar umas com as outras. Então, alguns metros a frente, elas começaram a se erguer e comportarem-se como chicotes.

Qual foi sua surpresa (e de seu mordomo) quando cinco ou seis delas amarraram-se entorno de um enorme… Elefante voador! Elas o puxaram para as águas, o enorme animal se contorcendo, até afundarem-no completamente.

Por alguns instantes um silêncio profundo tomou conta do pântano. Então o elefante ressurgiu, agora negro de olhos amarelos e disparou em direção a árvore mais alta que se podia ver no horizonte.

Abhay não pensou duas vezes, jogou de lado seus pertences e, embainhando seu sabre, atirou-se nas ancas do elefante, voando em suas costas rumo a certo brilho no horizonte.

-Me deseje sorte! –gritou, ao ver abrir-se um portal rosado.

-Boa sorte, senhor!! –gritou de volta o mordomo.

O elefante voava tão enfurecido que não parecia notar que carregava o rapaz consigo. Transpassou o portal com suas grandes orelhas abertas e quando baixou-as, Abhay pode vê-lo: o majestoso reino de Toothiana. Em cores de rosa, verde e amarelo, belíssimos castelos de cristal voavam ao redor de vegetações tropicais. Por todos os lados pequenas fadinhas-colibris chegavam sorridentes, carregando consigo sacolinhas repletas de dentes de criança.

O elefante foi aterrissando ao parapeito do maior dos castelos, exausto, ao passo que sua cor negra parecia derreter e sua sombra aumentava cada vez mais. Ela correu castelo a dentro, até desaparecer por entre o vão das portas.

-Hey, amigo. –disse Abhay para o elefante. –Corra e avise as fadas, Toothiana está em perigo!

Pulou para dentro do cômodo e sacou seu sabre, correndo para o caminho que havia visto a sombra fazer. Apertou no peito o colar de dente de leite. Por todos os céus! Precisava salvar a fada do dente, mas do que? O que eram aquelas sombras?

Ouviu, então, um grito conjunto de fadinhas colibris e correu pelos corredores de cristal até um enorme salão, ao qual irrompeu pelas enormes portas…

… A tempo de ver Toothiana esgrimindo ferozmente contra Breu! O rei dos pesadelos voava em uma nuvem de sombras e parecia levar a vantagem. Ao mesmo tempo, as fiéis guerreiras de Toothiana viam-se perseguidas por enormes corvos negros, feitos de areia.

-Pare com isso Breu! Você já tentou uma vez, não vou deixar você surrupiar as memórias das crianças de novo! –gritou Toothiana, acertando um pássaro negro em pleno voo e apanhando no ar um tubo repleto de dentinhos.

Breu riu, uma gargalhada malévola, e girou no ar sua medonha espada vermelha.

-Rainha das fadas, sempre tem algo bravo a dizer… mesmo quando está em desvantagens.

Toothiana limpou o suor do rosto. Como? Breu lhe parecia muito mais poderoso, mais respeitável do que da ultima vez que o vira. Obviamente já estava espalhando medo a um bom tempo, mas os guardiões não haviam notado, pois estavam muito ocupados com os preparativos do grandioso natal. Mas que vacilo!!

-Fadinhas, corram. Avisem Norte do perigo! –gritou enquanto investia novamente com suas espadas.

            Breu defendeu-se do ataque e devolveu-lhe um afiado golpe que a fez recuar. Ao redor, o rei dos pesadelos viu as fadas colibris tentando deixar o castelo.

-Nem pensar! –gritou enfurecido.

Todas as janelas começaram a se fechar e, por entre seus vãos, as sombras invadiam e tomavam conta das belas cores do castelo. Areia negra se espalhou em ondas e Abhay teve que se esconder para não ser sugado por elas, como aconteceu com as fadinhas. Toothiana soltou um grito de desespero, mas nada pôde fazer quando ela também foi aprisionada pelas sombras de Breu.

O rei dos pesadelos pousou ao lado do trono da rainha das fadas e fez gesto para que a areia a trouxesse até ele. Toothiana contorcia-se, mas não podia se libertar e a areia lhe amarrou em seu próprio trono. Lançou um olhar feroz a Breu.

-Eu tenho planos muito maiores dessa vez, Toothiana, do que simplesmente roubar memóriazinhas estúpidas de crianças. –disse enquanto acariciava um monstro que, aos poucos tomava forma diante de Toothiana…

Um enorme dragão negro de olhos amarelos e dentro de seu estômago, suas amadas fadinhas.

Abhay apertou o cabo do sabre em seu esconderijo. Precisava pensar: como salvaria a amiga?

-Dessa vez, eu vim por algo bem maior… Eu vim pelo seu reino. Em breve tudo será meu. Glória, reconhecimento, poder… -Breu encarou-a nos olhos com tal determinação, que até a maior bravura de Toothiana curvou-se ao medo. -… vingança. Desculpe, você está tentando dizer algo?

Breu estalou os dedos e a mordaça de areia se desfez dos lábios de Toothiana.

-Avise os outros guardiões!! – ela gritou na direção de Abhay.

O rapaz recuou assustado quando as atenções de Breu e do horrendo dragão de areia se voltaram a ele. Olhou para Toothiana, queria salvá-la, mas agora lhe era incumbido uma missão. Correu até uma janela e forçou-a com seu sabre. Pulou logo antes que o dragão o abocanhasse com seus dentes afiados.

-Não! –bradou Breu, antes que o animal o seguisse. –É alto demais, ele não vai sobreviver. E… -virou-se para Toothiana. Agora é tempo de caça ao coelho.

Toothiana soltou um arfar de horror ao ver o dragão sumir pelo chão. Como coelhão poderia salvar-se daquele terrível monstro?! Mas sua expressão se tornou mais determinada e, por dentro das penas, em frente ao seu coração, um dente permanente a acalmou. Toothiana confiava em seus amigos.

 

[1] no livro, “os guardiões” de William Joyce o reino das mulheres aladas (que toothiana herdou da mãe) é guardado por elefantes voadores.


Notas Finais


E o próximo capítulo ja está logo ali!


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