História A Origem dos Guardiões: O retorno do Rei dos Pesadelos - Capítulo 15


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Caça ao coelho


Coelhão voltava a sua toca, os dedos exaustos de tanto pintar brinquedos. Se não fossem tão amigos, estaria falando coisas feias de Noel e não tão animado porque em dois dias seria natal.

-Que bom que está dando tudo certo. –disse enquanto espantava alguns ovinhos de seu ninho. –UÁÁÁ, estou exausto!

            Coelhão olhou para a foto pendurada em sua cabeceira. Ele e uma menininha loira se divertiam por ai com Jack Frost no fundo fazendo caretas.

-Hey amiguinha. –disse levando um de seus dedos almofadados ao quadro. –Você está crescendo, não é mesmo? Espero que você ganhe um sonho legal no natal.

            As orelhas de Coelhão começaram a mover-se sozinhas. Seu focinho se movia com suspeita. Ouvia um ronco estranho vindo de cima e um cheiro de fuligem e areia.

-Estranho. –disse levantando a pata ao bumerangue. –Muito estranho.

            O barulho parou, mas nem por isso Coelhão ficou menos alerta. Ouviu seus ovinhos soltarem ruídos de desespero. Então um enorme tremor abalou as estruturas de sua toca.

-Mas o que é isso?! –indagou, correndo para os campos de pintura.

            Chegou bem a tempo de ver uma de suas mais poderosas estátuas pascoais sendo completamente destruída por um enorme dragão feito de areia preta.

-Ora essa! –exclamou surpreso, então reconheceu aquela areia. –Breu!!

            O dragão virou-se em sua direção, como se sua intenção sempre houvesse sido encontrá-lo. Ele rosnou e soltou no ar um jato fumegante de fogo amarelo, então pôs-se a correr atrás de Coelhão.

            O esperto orelhudo não pensou duas vezes, abriu no chão um buraco e enfiou-se nele, disparando a toda velocidade de suas quatro patas. Então iniciou-se uma perseguição em alta velocidade pelos subterrâneos do planeta.

            Coelhão era a criatura mais veloz desse mundo, mas o dragão seguia-o de perto, chamuscando-lhe o rabo com seu hálito fervente. Então, se não podia correr, iria lutar!

            Pulou para fora da toca no topo de uma montanha gelada que, se bem calculava, era nos arredores do Himalaia. Jogou seu bumerangue, mas o monstro o engoliu. Tentou, então, os ovos explosivos, mas apenas fez a criatura recuar e cuspir anéis de fogo, irritado.

-E essa agora. –disse ao limpar o suor de seus pelos eriçados.

            O dragão abriu as asas enormes e urrou. Agora Coelhão estava assustado e sabia precisar de ajuda. Abriu o mais rápido possível um buraco na terra e correu para o único lugar que sua mente pôde pensar.

--

-COELHÃO! –Berrou Sophie, em meio ao escuro da noite.

            A menina vestiu suas pantufas e correu para o quarto do irmão, saltando em sua cama e sacudindo-o ferozmente.

-Jamie! Jamie! O Coelhão está em perigo! –gritava enquanto pulava sob os lençóis.

-Sophie… que horas são? Vai acordar todo mundo. –resmungou o menino, acendendo a luminária.

-O bicho papão tem um Dragão Preto, ENORME! Com dentes afiados! Que cospe fogo! E faz ROAAAR! Ele está perseguindo o Coelhão! O Coelhão não vai conseguir a tempo, Jamie! O Coelhão está em perigo, Jamie!

            O rapaz bocejou e coçou a cabeça, um pouco incomodado, estava tendo um sonho bacana sobre a festa que Cupcake ia dar e na qual encontraria Nath e dançaria com ela a noite toda.

-Tem certeza de que não foi só um pesadelo?

-Mas é claro que foi um pesadelo! –berrou a menininha revoltada. –É isso que o bicho papão faz! Ele dá pesadelos!

-Mas que bicho papão, Sophie? –resmungou Jamie, que já estava ficando bravo com toda aquela agitação.

            Sophie viu um tufo de areia preta explodindo nos ombros do irmão. O tufo começou a tomar a forma de um homem de sorriso cínico e assustador, cuja presença Jamie parecia não notar. Seus lábios se moveram junto aos do irmão ao dizer:

-Bicho-papão não existe, Sophie.

            A menininha deu um berro e pôs-se a correr do quarto, com os olhos cheios de lágrimas. Não parou até descer as escadas e abrir a porta da frente, caindo na neve, aos prantos.

-JAAAAACK! –ela gritou o mais alto que pôde. –JACK FROST!!

            E como uma nevasca veloz, o rapaz pálido de cabelos brancos surgiu pelos céus em seu socorro, apanhando-a no colo o mais rápido que pôde.

-Sophie? O que aconteceu? Porque está chorando assim? –perguntou enquanto passava as mãos gentilmente por seus cabelos loiros.

            Nesse momento, Jamie se aproximava pela porta.

-O que houve? –perguntou Jack Frost, virando-se confuso para o amigo.

-Eu… eu não sei. Ela me contou que teve um pesadelo com o Coelhão… eu… eu só disse pra ela que Bicho papão não existe, Jack. –justificou-se assustado.

            Jack Frost apertou Sophie em seus braços e recuou de olhos arregalados e o coração em sobressalto.

-Ele é só uma história de dormir. –disse Jamie, sem entender bem a expressão nos olhos de seu amigo. –Só um mito… não é Jack?

            Jack Frost recuou alguns passos e colocou Sophie no chão. Arfou por alguns passos e colocou Sophie no chão. Arfou por alguns instantes apertando seu cajado e fazendo voar neve ao seu redor.

-Eu… eu também sou um mito. –disse mordendo os lábios em agonia. –Mas você acredita em mim, não é Jamie?

            Os dois se encararam pelo que pareceu um longo momento. Jamie, então, ao ver a teste expressão de seu amigo entendeu o motivo do choro de Sophie e porque ultimamente sentia-se tão distante de Jack Frost. Tentou puxar de sua memória os dez anos de idade, quando conhecera pela primeira vez os guardiões, quando acreditar neles era sua maior força… mas estava tudo tão embaçado.

-Salva o Coelhão, Jack. –disse Sophie, fungando entre lágrimas.

            Jack afirmou com a cabeça então olhou uma ultima vez para Jamie, antes de decolar com o vento para a toca do coelho.

            Os dois irmãos voltaram para dentro de casa.

            Lá longe, no Polo Norte, uma luz do globo mágico começou a oscilar. 


Notas Finais


Em breve, o próximo capítulo


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