História A Origem dos Guardiões: O retorno do Rei dos Pesadelos - Capítulo 3


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Palavras 558
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Breu odeia o natal.

Capítulo 3 - Então, o Rei retorna.


Fanfic / Fanfiction A Origem dos Guardiões: O retorno do Rei dos Pesadelos - Capítulo 3 - Então, o Rei retorna.

            Tantos sonhos se espalhando pelos céus, cobrindo o mundo de felicidade, esperança, fé…

            Breu revirou os olhos de desgosto. O céu iluminado de areia dourada enchia ainda mais seu peito de ódio. E quanto mais raiva sentia, mais os cavalos que o seguiam pela neve pareciam se agitar. Continuava andando sem jeito pelo chão fofo que prendia seus pés e sua roupa.

            Cada vez que parava, os cavalos se afastavam para manter distância segura, temerosos de que Breu os ferisse novamente com a espada de lâmina vermelha que segurava como se fizesse parte de seu braço.

-Animais estúpidos, vão perturbar outro. –disse, mostrando-lhes os dentes pontudos e carcomidos.

            Mas eram os seus pesadelos e, por mais medo que agora sentissem dele, precisavam acompanhá-lo. Por isso continuavam a segui-lo a distância, bufando ar quente em suas costas e fazendo ruídos de ameaça. Mas breu sabia que eles não atacariam novamente.

            Quanto tempo passara dentro daquele poço, remoendo sua derrota, aprimorando sua raiva entre aqueles malditos pesadelos sórdidos?

“Lembre-se de todo o ódio, Breu. Lembre-se do quanto você odeia. “ a voz esganiçada que parecia patinar na lama ecoava em seus ouvidos.

-Mas que ódio? –sentia como se estivesse caindo há séculos.

“Dos guardiões, é claro.”

-Não foi o suficiente. –e ao redor, os cavalos pesadelos sapateavam em seus medos.

“Dos humanos que não acreditam em você, então.”

-Eles sequer podem me ver... do que ia adiantar?

“Então lembre-se, Breu, do medo.”

            Aquela palavra. Medo. E de repente Breu via mil olhos de mil crianças. Caretas contorcidas pelo medo. Uma menininha chorando e pedindo para ser solta. Camas molhadas e gritos de terror noturno. Lágrimas que corriam pelos rostos juvenis.

            E os pais… aah, os pais. E Breu começou a sorrir. “O bicho papão não existe.” Ah, atrevidos. Mentindo para suas criancinhas ingênuas, no meio da noite, tentando convencê-las de que não era real… “Você já está muito grandinho pra acreditar nisso”. E alguns irmãos e irmãs mais velhos caçoavam dos mais novos.

            E de repente, Breu começou a gargalhar. Os cavalos negros sentiram-se confusos com a falta do sofrimento com o qual haviam se acostumado. E a areia negra ia pulsando ao redor de suas mãos, assumindo um formato laminado, lâmina que cortou-lhe a palma e assumiu o tom do sangue.

            Tudo bem então, não tinha problema que dissessem que não existe. Voltaria na noite seguinte. E na próxima. E na próxima. E em todas as noites que fosse preciso. E a descrença dos pais seria seu alicerce de vitória.

-Vocês ACHAM que eu tenho medo de vocês? Vocês PENSAM que eu, de alguma forma temo aos pesadelos? HAHAHA! EU SOU O MEDO!

            E Breu interrompeu sua queda enfiando as unhas nas paredes. E um golpe da espada bastou para destruir um cavalo, mantendo os outros em alerta, afastados de si pelo resto de sua escalada.

            Parou de caminhar ao chegar à cidade. Havia enfeites de Natal, então deduziu que era Dezembro. Época maldita, tantas luzes por todos os lados, tanta felicidade e harmonia. Fechou os olhos e se lembrou de uma mesa de natal posta. E de uma arvore sem presentes. E de uma cadeira na qual não se sentara em ano algum. Abriu os olhos e proclamou:

-Eu odeio natal!

            Dito isso, enfiou sua espada no disjuntor que alimentava as luzes do portal de entrada do lago. 


Notas Finais


E o próximo capítulo já está ali em baixo! Boa leitura =)


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