História A Outra! - Capítulo 54


Escrita por: ~

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Palavras 7.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OOOOOOOOOOOOOOI!

Eu adoro postar de madrugada. Já falei isso? kkkkk

Como estão?
Eu deveria estar dormindo como vocês, mas eu estive olhando bem para esse capítulo por um bom tempo, relendo e modificando algumas coisas até ter achado bom o suficiente para postar. E olha que terei que levantar super cedo hoje... :/
Gente, eu tenho que avisar que, o capítulo é ENORME! E como vocês gostam, e para não dizerem que eu não sou boazinha com vocês, ele é do Daniel, só dele, e é enorme kkkkkkk

Tenham uma ótima leitura, e espero que gostem!

Capítulo 54 - Capítulo Cinquenta e Um!


Fanfic / Fanfiction A Outra! - Capítulo 54 - Capítulo Cinquenta e Um!

Daniel Delavounne!

Aquela tinha sido a pior semana da minha vida, e a única coisa que vinha salvando era que, eu havia descoberto o sexo da criança que Hellen carregava em seu ventre.

Era sexta-feira, e eu estava indo me encontrar com o detetive. Só havia conseguido ter um encontro com ele, apenas na segunda, nos dias anteriores eu andei ocupado e irritado demais tentando manter aquele assunto do roubo, sem que a mídia descobrisse, e Andrew parecia estar fazendo o mesmo.

Não queria que a Empire se envolvesse em escândalos, nunca a envolvi e não seria aquele momento que eu a envolveria, mesmo que eu fosse o inocente da história. Eu odiava a Empire na página de fofocas da mídia.

Havia contatado a polícia, e advinha o que me disseram?  Que tudo estava a favor do filho da puta do Andrew. É claro que estaria. Acabei deixando eles para lá, e decidi que eu mesmo seria quem descobriria quem era o traidor que estava na minha empresa.

Entrei no hotel escolhido pelo Sebastian, o detetive, era cedo e eu ainda nem havia ido para a empresa. Achei melhor encontra-lo antes, porque corria o risco de eu não o ver mais depois.
Ele tinha me ligado há dois dias, dizendo que tinha uma coisa que precisava me contar com urgência, mas que não era confiável ele me falar por telefone, e por isso estávamos ali, em um lugar afastado da cidade.
Dei meu nome para a recepcionista e ela me avisou que ele me espera no restaurante do hotel, e me mostrou o local. Logo avistei o homem vestido com um terno preto, de óculos escuros mesmo que aquele dia não estivesse fazendo sol, e um chapéu fedora também preto, escondendo um pouco o seu rosto.

- Bom dia! – Cumprimentei-o assim que me aproximei dele – Tenho certeza de que tem um bom motivo para me arrastar para esses lados logo tão cedo. – Sorri me sentando a sua frente e ele apertou minha mão que estava em riste a sua frente.

- Tenho e creio que não irá gostar. – Disse um pouco baixo, olhando desconfiado para os lados – Não irei tomar muito do seu tempo, só irei te dizer isso e já podes ir. – Abaixou um pouco o óculos, para que eu pudesse olhar em seus olhos.

Logo não gostei daquela atitude suspeita e endireitei meu corpo, deixando minha coluna ereta, demonstrando que eu estava em alerta.

O garçom apareceu e Sebastian esperou que ele me servisse café para então dizer.

- Eu descobri isso logo quando você foi embora na segunda e eu fui logo atrás. – Começou – Eu parei para fumar enquanto vi você entrando no seu carro e saindo... – olhou novamente para o lado e então se aproximou um pouco mais – E o que eu vi logo em seguida foi o problema. – Disse baixo me deixando apreensivo – Havia um carro atrás de você e eu vi o momento em que ele entrou no carro e te seguiu. – Disse e eu tentei assimilar o que ele me dizia.

- Não era alguma coincidência? – indaguei sem entender.

- Não. Eu conheço um detetive e aquele cara com certeza é um. – Sorriu – Como eu sabia que não acreditaria em mim se eu te dissesse baseado apenas nisso, eu gravei o número da placa e o procurei logo mais tarde. E adivinhe onde eu o encontrei? – Ele sussurrou e eu o olhei surpreso com aquela notícia.

Tinha mais essa então? Quando eu achava que a semana já tinha sido uma merda, vinha ele e me soltava uma daquelas. Alguém havia contratado um detetive para me seguir? A pergunta era quem!

- Onde?  - Peguei a xicara e engoli em goles compridos o café amargo, porque eu precisaria de cafeína pura para me deixar ativo naquela sexta, ou eu seria capaz de ter um ataque.

- Eu não sabia que ele estava te seguindo até ver você descendo perto da casa do britânico. E lá ele ficou até você sair. E quando saiu, ele te seguiu até sua casa. – Respirou fundo e me olhou novamente – E nesse momento ele está aqui. É provável que ele já deva saber quem sou eu. – Disse e eu fiquei nervoso.

Como assim ele estava ali?

- Certo. Isso não está me ajudando. Conseguiu descobrir alguma coisa sobre ele? – Sussurrei e ele arqueou a sobrancelha.

- Isso eu já não pude fazer, só fiz tudo isso para você não ter dúvidas de que ele estava te seguindo. Eu fui pago para descobrir o que sua mulher e o seu inimigo esconde, considere isso um brinde. – Piscou e eu revirei os olhos.

- Eu pago então para você descobrir quem é ele, e a mando de quem ele está me seguindo! – A minha vontade era de gritar, mas por não saber se o cretino estava perto ou não, eu sussurrei.

- Eu não posso fazer isso. – Ele apertou os lábios – Isso é contra as regras do Conselho de Detetives. Eu estaria ferrando um companheiro de trabalho e posso até ser cassado por isso. – Suspirou – Nem deveria estar te dizendo isso, mas temi que pudesse ser o britânico que tenha o contratado. Só lhe digo para cuidar aonde anda, e tentar descobrir quem é que esta te perseguindo. – Bebeu um pouco do seu café e sorriu levando um pedaço de bolo até sua boca.

- E como conseguirei isso? – Indaguei irritado e ele alargou o sorriso.

- Considere-se um homem de sorte por ter me contratado. – Piscou enquanto mastigava – Não olhe agora, na verdade, vá até o banheiro daqui um minuto, e quando voltar observe o homem de boné verde e jaqueta de couro, sentado no bar. Ele está nos observando nesse exato momento, e está tomando uma dose de whisky. – Disse bebendo mais um pouco do café – Grave bem o rosto dele, e você mesmo poderá encontra-lo e confrontá-lo para saber a mando de quem ele te segue. – Colocou novamente o óculos, e sorriu.

Eu esperei com muita agonia aquele um minuto passar. Eu podia sentir os olhos do homem sobre mim, e aquilo me incomodava, me irritava. Eu precisava saber logo quem mandou ele me seguir, e tinha medo de cometer alguma loucura com aquele homem que estava apenas fazendo o seu serviço, como o que estava a minha frente estava fazendo.

O minuto se passou, e eu me levantei dizendo alguma coisa qualquer para o detetive, para que eu não parecesse suspeito. Fui para o banheiro e esperei o tempo certo para voltar, e assim eu fiz.

Ao voltar, caminhei sem pressa dando uma olhada para o bar, e lá estava o homem de boné e jaqueta de couro, nossos olhares se cruzaram e eu forcei minha mente para que ela gravasse cada centímetro daquele rosto. Ele não era magro, tinha o rosto redondo, e uma barba rala. Seus olhos eram castanhos e tinha sobrancelhas grossas. Sua expressão era séria e compenetrada, e eu tive certeza de que logo mais eu o encontraria com ele novamente.

Sentei novamente a frente de Sebastian, e ele arqueou a sobrancelha como se perguntasse silenciosamente se eu havia conseguido, e eu assenti.

- Não seja precipitado. Espere alguns dias, para dar tempo de que você suspeitou, - fez aspas com as mãos – assim não correrá o risco de ele desconfiar que você já saiba. – Piscou e chamou o garçom.

- Certo. – Ajeitei meu paletó – Tem alguma coisa sobre o que eu te pedi?

- Nada certo ainda.... – o garçom chegou e ele pediu a conta e eu fiz o mesmo – O britânico, não fez nada suspeito, e eu tenho investigado as pessoas a sua volta. Mas não tenho nenhuma novidade.

- E quanto a Christine?

- Ela tem ido bastante ao shopping, visitado as amigas e ido a spá. – Sorriu – Meu amigo me passou o relatório essa manhã. E disse que nada suspeito por enquanto.

- Mas eu tenho certeza de que ela esconde algo. – Sussurrei baixo e ele assentiu.

- Sim. Temos que ter calma. Já tivemos casos assim, onde nas primeiras semanas a pessoa parecia inofensiva e completamente inocente. Até começar a mostrar quem é de verdade. – Riu – Não iremos desistir, caro amigo. Se desconfia, é porque de fato tem algo. Logo mais Edward vem ao seu encontro com notícias dela. Eu passei seu contato, para que assim, vocês se comuniquem melhor. – Piscou e se levantou – Bom, eu já vou indo. Tenho muito trabalho pela frente. Espero ter te ajudado.

- Espere! – Me levantei também – Não deixaria que vá sem que eu lhe paga por essa informação preciosa que me deu. – Falei baixo sustentando um sorriso e ele de início negou, mas depois de certa insistência minha, aceitou.

Fui embora minutos depois, e fiquei dentro do carro esperando o maldito detetive sair, e não demorou muito ele saiu entrando em um carro preto logo em seguida. Pedi para Estevão continuar parado, para ver se ele ia sair primeiro ou de fato, me esperaria. E o maldito esperou.

E era mais uma dor de cabeça para eu aguentar.

****

 

Eu estava cansado. Todos aqueles problemas estavam me consumindo. E depois de ter visto Hellen ao lado de Andrew, e saber que ela enfim tinha aceitado a ficar com aquele vigarista britânico, eu fiquei sem chão e um pouco sem reação.  Durante a semana toda eu pensei nela, pensei em como ela não era capaz de enxergar o verdadeiro Andrew Gregory.

Eu deveria ter ido para minha casa, deveria cuidar daqueles problemas. Deveria tomar um bom banho e descansar, porque minha cabeça iria explodir a qualquer momento. Contudo, o que eu fiz foi totalmente o contrário, eu não fui para casa porque sabia que quem eu encontraria, me deixaria muito mais nervoso do que já estava. Por isso, eu mudei o trajeto e fui para o Hoods Club, que eu sempre frequentava antes de minha vida virar de cabeça para baixo.

Eu só queria encher a cara, e agradeci por ser o último dia de expediente daquela semana. Eu só precisava de álcool em minhas veias, e em um lugar que me faria esquecer quem eu era e consequentemente, os meus problemas.

Quando pedi a Estêvão que fosse até lá, a expressão de preocupado dele me fez sorrir, e eu disse-lhe que ficaria bem.

Assim que chegamos ao local, pedi para ele pegar um táxi e deixasse o carro comigo, mas ele tinha mania de agir como um pai às vezes comigo.

Acabei decidindo que ele então fosse para casa com o carro, eu pegaria um táxi.  Ele não quis concordar de início, mas tive que usar do meu tom rude para lembra-lo de quem eu era.

 

O clube estava movimentado, típico de sexta-feira. As garotas que sempre me atendiam e supriam os meus desejos, vieram ao meu encontro com um sorriso enorme e surpresas por me verem depois de meses.

 

- Sr. Delavounne... - Red, a garota de cabelos tingidos de vermelhos, se aproximou com um sorriso presunçoso e uma sensualidade ao andar. - Senti sua falta... - sua voz soou manhosa e ela enlaçou meu pescoço com seus longos braços finos, e mordiscou a ponta da minha orelha, mandando ondas de arrepios passearem em meu corpo. – O que quer essa noite?

- Tudo o que eu preciso agora, é de um copo de bebida. - Disse a ela assim que ela se afastou e me lançou um sorriso – Você me acompanha?

- Eu te acompanho aonde você quiser. – Mordiscou seu lábio inferior e piscou enquanto o soltava levemente, me atraindo para si.

Eu achava algo interessante naquele clube. As mulheres poderiam estar andando nuas, mas era totalmente ao contrário. Elas usavam vestidos elegantes e sensuais, deixando suas curvas marcadas e o decote acentuado aguçando a vontade masculina – e algumas femininas – para desvendar lentamente o que tinha por baixo daquele pano.

Não quero me gabar, mas a maioria das garotas ali, eu já havia levado para a cama. E por isso, naquela noite, mesmo que elas fossem atraentes demais, e principalmente Red, eu só iria beber. Porque o meu corpo aclamava por isso.

Fui para a mesa no canto do lado esquerdo, e deixei meu corpo cair no estofado.

Red logo voltou com a bebida, com um sorriso entusiasmado, com certeza pensando que aquela noite ela me teria.

Aproveitei das suas artimanhas, e recebi uma boa massagem enquanto sentia o gosto amargo do whisky descendo pela minha garganta.

Mesmo não querendo, os problemas continuavam rondando minha cabeça.

Lembrar de Hellen, e de que eles haviam comemorado naquela segunda o início de relacionamento, fez eu sentir o meu estômago embrulhar.

Ela não havia acreditado nele, não é mesmo?

Ela sabe que eu não brinco com coisa séria, e acusar alguém de roubou é muito sério. Então, porque ela acreditaria nele?

Eu tinha a certeza absoluta de que ele tinha inventando mentiras naquele momento para ela. E talvez, por causa de mim ela acreditasse nele.

Respirei fundo e Red mandou eu relaxar dizendo que eu estava muito tenso. Quis saber como tinha sido o meu dia, e porque eu havia demorado tanto para ir ao clube. Respondi apenas a primeira pergunta, com apenas uma frase: foi uma droga!

 

*

Eu já havia perdido as contas de quantos copos de whisky havia ingerido, tinha a única certeza de que já estava na segunda garrafa. Red havia desistido de tentar me levar para o quarto ao perceber que eu ficaria apenas no álcool mesmo, como eu já havia dito.

O meu corpo estava relaxado e minha mente também àquela altura. Eu já não pensava em o quanto o meu dia estava sendo uma catástrofe, e muito menos que Hellen havia aceitado o pedido de Andrew.

Eu senti o meu celular vibrando em algum bolso do meu paletó e foi preciso uma outra garota que viu minha situação, vir me ajudar para que eu pudesse atender a ligação,

Mas quando vi o nome de Christine brincando na tela, eu ignorei.

Se eu estava afim de relaxar aquela noite, Christine logicamente não estaria no meu cardápio.

Tudo o que eu precisava dela, era a distância. E não aquele seu teatro todo dramático sobre como eu tenho que ficar ao seu lado, e que caso o contrário ela iria embora com meu filho.

Tomei em uma dose só o copo todo, e enchi mais um.

Pensar nela me causava raiva, e a raiva me fazia querer mais álcool.

O meu celular tocou novamente, e eu ignorei, não atendi. Passou alguns segundos, e novamente.

Não deveria nem estar com o celular ligado, para ser sincero. Mas precisava, porque tinha pessoas trabalhando para mim aquele horário, tentando resolver os malditos problemas. E a qualquer minuto me ligariam.

E Christine ligou de novo...

Eu quis atender e manda-la para os quintos dos infernos, e dizer que meu dia já tinha sido um inferno suficiente e que ela me infernizasse no dia seguinte, mas que naquele eu só queria terminar em paz, pelo menos aquela noite.

Porém, quando peguei o celular, vi um número desconhecido por mim balançando e demorei alguns segundos para atender, pois tentava ver o número nitidamente para ver se era alguém que eu havia esquecido de gravar o nome.

A pessoa do outro lado da linha desistiu, me fazendo franzir a testa em sinal de desapontamento, e logo em seguida eu disquei para aquele número afim de saber quem era.

A música estava alta, e mal dava para ouvir o bipe da ligação.

 

- Céus! Graças a Deus consegui falar com você! – Eu tive a impressão de ter ouvido a voz de Hellen, e por isso apertei o celular contra meu ouvido, para que assim eu pudesse escutar melhor sem delirar.

- Olá. Você me ligou...? – Eu disse meio embolado já com o efeito da bebida.

Ouvi um suspiro do outro lado da linha, e por um segundo pensei que a ligação havia sido encerrada. Mas ela falou, e era Hellen.

 

- Daniel, precisamos conversar. – ela disse, e eu não estava sóbrio o suficiente para julgar o tom em sua voz. Mas fui capaz de sentir os arrepios em meu corpo, causado por ela.

Ouvir sua voz suave me fazia querer sorrir. E eu a imaginei em minha frente, e tive certeza que não estava são, quando fui capaz de sentir meus dedos tocando sua barriga.

- Daniel? – Ela chamou, me tirando do devaneio.

- Ah, agora você quer conversar comigo? – Eu ri levando o copo a minha boca e sentindo o líquido ser despejado ali - Há quatro dias atrás, não era bem isso o que você queria, me lembro bem de ter ficado te esperando no seu apartamento. – Fiquei sério novamente, ao lembrar daquele episódio.

Eu realmente havia ficado irritado com aquilo. Principalmente depois que descobri que naquele mesmo dia em que ela me deu um nó, ela aceita a ficar com Andrew.

 

- Isso é sério, Daniel. – Ela disse e dessa vez fui capaz de notar a irritação.

- O que eu queria conversar com você também era sério. Era sobre nossa filha, isso não é sério para você? – Indaguei impaciente e ouvi ela suspirar.

- Lógico que sim, mas... – pausa – Olha, eu não deveria estar ligando para você, eu nem sei exatamente porque estou te ligando, mas a gente precisa conversar. Você precisa me explicar melhor sobre esse negócio de roubo. – Dizia exasperada.

E ali eu vi que mesmo que ela tentasse acreditar em Andrew, ela tinha dúvidas, e dúvidas que somente eu era capaz de sanar. Não perderia aquilo por nada, era uma oportunidade única para fazê-la se afastar daquele britânico.

 

- Vejo que ele não te convenceu com a história dele. – Sorri em deboche olhando o gelo balançar no copo.

- Não é isso, tá legal? Ele só não sabe me dizer o que realmente está acontecendo!

- E onde ele está nesse momento? Pensei que agora que ele finalmente te tem como namorada, não te deixaria sozinha. Principalmente em uma sexta à noite. – Deixei o copo sobre a mesa e fixei meu olhar ali.

- Ele tem estado bastante ocupado nesses últimos dias. E é por isso que te liguei. Porque estou sozinha. E preciso conversar com você.

- Que ótimo namorado, Cavannaugh. Pensei que estariam comemorando já que para ele é histórico ter você. – Caçoei.

- Sim e advinha por culpa de quem isso está acontecendo? Oh, acertou se pensou que é você! – Sua voz aumentou – Olha, não precisa mais, eu vou descobrir isso sozinha e...

- Calma! – A cortei – Tudo bem, quando você pode me encontrar? – Perguntei sentindo meu coração dando umas batidas fortes ao saber que a veria mais do que eu imaginava.

- Você está ocupado agora? – indagou e eu neguei – Certo, eu não quero ser empata-foda, então se puder a gente se encontra daqui uma meia hora em...

- Eu não estou fodendo ninguém, Hellen. – A interrompi novamente – Eu apenas estou enchendo a cara porque a minha semana não foi bom como a do seu namorado. – Resmunguei – Na verdade, a única coisa boa dessa semana, é que eu descobri que terei uma filha. Somente isso... – Fechei meus olhos ao pensar na bebê.

- Hmm... – ela pareceu escolher as palavras certas para me falar – Você pode me encontrar em meu apartamento?

- Está brincando? – Ri e ela pareceu não entender – Não estou afim de ficar te esperando novamente igual um idiota olhando para aquelas fotos e principalmente para o fedelho do Gregory, enquanto você não chega. – Suspirei.

- Mas não temos outro lugar!

- Temos sim! – Falei ao lembrar de algo – A suíte presidencial do Place.

- Não!

- Sim.

- Você está bêbado, não é? – Mudou de assunto.

- Não. Ainda me lembro de tudo o que aconteceu essa semana. Quando eu não estiver mais lembrando, eu estarei bêbado. – Ouvi ela bufar e sorri.

- No meu apartamento daqui meia hora, ou você perde a chance de me fazer acreditar em você. – Disse ríspida me fazendo endireitar meu corpo.

Droga. Porque ela tinha aquele poder sobre mim? Ela estava com Andrew, eu podia desistir de tudo, deixar ela com ele mesmo que ele fosse um filho da puta. Mas porque eu tinha uma força dentro de mim que queria ela por perto, que queria que ela acreditasse em mim. Droga. Droga. Droga. Eu tinha que parar de ser fraco por mulheres! Elas sempre me dominavam. E Hellen era quem mais exercia esse poder, sempre foi assim, e só agora fui capaz de perceber.

- Daniel? – Me chamou – Se não responder vou entender como um não, e o assunto será encerrado. – Disse me deixando irritado.

- Tudo bem. Eu só espero que aquelas fotos não estejam lá quando eu chegar. Ou mais uma vez jogarei no chão. E terei um prazer imensurável ao fazer isso. – Provoquei-a e ouvi ela resmungar alguma coisa, mas não entendi – Eu estou sem carro, e de onde você está até seu apartamento é caminho. Pode me pegar? – Pedi alargando meu sorriso, ao imaginar sua cara naquele momento.

- Está brincando, não é? – Disse séria e eu neguei – Eu não posso ser vista com você! Se Andrew não é mesmo quem diz ser, não será nada bom nos ver juntos.

- Está admitindo que o britânico é um vigarista? – Sorri animado me levantando.

- Não foi isso que eu quis dizer.

- Admita, Hellen... – Pedi enquanto caminhava até o caixa do clube.

- Sério, Daniel. Na minha casa em meia hora, ou senão já sabe o que vai acontecer. – E desligou o telefone na minha cara.

Sorri com isso. Adorava deixa-la nervosa. A forma de como ela franzia a testa e sua íris ficava maior, me atraia. Aliás, tinha algo que eu não adorava naquela mulher? Até quando ela ficava possessa comigo, a forma que apontava o dedo em riste na minha cara, me dava vontade de puxa-la para mim e beijá-la, principalmente quando ela estava sem os saltos.

Paguei minha conta e sai do clube esperando um táxi passar para eu poder ir até ela. Não demorou muito e logo um encostou, e eu entrei passando-lhe o endereço.


****

Eu havia deixado meu terno junto com minha gravata em meu carro, e estava com as mangas da camisa social arregaçadas até os cotovelos. Quando o taxi encostou em frente ao prédio de Hellen e eu desci, senti a brisa gelada abraçar meu corpo que estava quente e apressei em chegar logo em seu apartamento.

Naquele dia não era o velho porteiro quem estava cuidando da portaria, e sim um rapaz que me cumprimentou animado e falou sobre o tempo. Informei-lhe quem eu era e não precisei dizer sobre Hellen, porque ela já havia dito para ele me deixar subir. E assim eu fiz.

O meu corpo estava pesado e dolorido, e mesmo que minha cabeça estivesse um pouco avoada, eu ansiava por vê-la a minha frente, e pensava em como abordar o assunto sobre nossa filha. É claro que eu não perderia aquela chance, afinal, não era sempre que Hellen queria falar comigo a sós.

O elevador chegou ao seu andar, e eu sai um pouco cambaleante indo até sua porta e apertando a campainha.

Não demorou muito e ela apareceu com aquela expressão emburrada que eu adorava.

- Estou começando a me arrepender de ter te chamado. – Disse enquanto me dava passagem para eu entrar – Tire esse dedo daí. – Bateu em minha mão em que ainda estava apertando a campainha e eu sorri. Ela passou tempo demais olhando para o meu corpo até encontrar meus olhos, e quando fez isso, notou que eu a observava e virou as costas.

Endireitei meu corpo e passei por ela, sentindo seu aroma refrescante denunciando que ela havia saído a pouco do banho. Como eu sentia falta daquele cheiro, e da sua pele...

- Daniel? – Ela me chamou – Meu Deus do céu, eu deveria ter percebido que você não estava sóbrio o suficiente... – começou a dizer enquanto eu a seguia para a sala.

- Desculpa... eu só estava pensando em algo.... – Gesticulei com minhas mãos, e vi ela se sentar.

Ela era linda. E grávida ficava mais linda ainda. Nunca tinha achado Christine linda grávida, como eu achava Hellen. Era diferente.... e talvez fosse porque era com ela que eu queria estar.
Vi ela se endireitei quando notou que eu a avaliava, e então desviei meu olhar para a estante, e acabei percebendo que não tinha nenhuma foto do mala sem alça.

- Hm. Tirou as fotos? – Provoquei-a e ela não respondeu – Foi porque eu pedi, ou porque você percebeu que ele não é o príncipe encantado que aparenta ser?

- Daniel, não viemos aqui para falar sobre a minha vida pessoa com o Andrew. – Me olhou séria – Estamos aqui, porque quero ouvir de você, com clareza, o que aconteceu.

- O óbvio. – Abri meus braços e ela respirou fundo fechando os olhos lentamente e os abrindo em seguida enquanto expirava.

- Não banque o espertinho, Daniel. Porque você sendo roubado, prova o contrário. – Sorriu arqueando a sobrancelha e eu fechei o sorriso que abria.

- Roubar a Empire não faz do seu namorado o esperto, Cavannaugh. Você sabe que faz bem o contrário, e que é bem pior do que ser roubado. – Pisquei.

- Comece logo com isso, antes que eu desista. – Disse ríspida, e eu deixei com que meu corpo caísse no estofado da sua sala, enquanto sorria.

Contei a ela tudo o que eu sabia, como descobri e ela não acreditou que nenhum sinal fora enviado para Asher.
Pedi para que ela me contasse o que Andrew havia lhe dito, e confesso que não deu para segurar a risada, principalmente no estado em que eu me encontrava.

- Tenho certeza de que não foi ele! – Disse convicta.

- O que te faz acreditar tanto nisso? – Me aproximei a encarando, e vi seu incomodo. – Ele te enganar agindo como um príncipe londrino? Oh, Hellen... você era a última pessoa no mundo que eu pensava que cairia nessa. – Sorri e ela balançou a cabeça negativamente.

- Ele não é um príncipe como você diz. Ou melhor, se é porque ele me trata melhor que você e me faz me sentir amada, e me cuida com tanto carinho que eu nunca pensei que fosse para o meu alcance, então sim, ele é um príncipe. – Fez aspas com as mãos, enquanto suprimia um sorriso – Ele não me enganou, eu consigo ver naqueles lindos olhos verdes, que ele me ama verdadeiramente. E ele não se importou com quem eu era, e nem com o fato de que eu estava grávida de você. – Seus olhos encheram de lágrimas enquanto eu senti minha garganta queimar e uma dor incomodou meu peito.

- Ele conseguiu mesmo te manipular. – Ri sem humor e ela desviou o olhar.
 

- Não começa, Daniel.

- Tudo bem. Não vou começar, mas eu estou curioso. Se não foi ele, como você diz, quem foi então? Porque que eu saiba, a empresa é dele.

- Mas não foi ele quem fez o projeto.

- Roubou. Você quis dizer. – Ressaltei e ela ignorou.

- Ele havia feito um concurso. Quem quer que seja essa pessoa, sabia exatamente o momento certo para o projeto ir parar na GI. Enquanto vocês produziam, alguém da Empire, e que vale ressaltar que é alguém de confiança e que sempre esteve por dentro. Não é uma pessoa qualquer, não é um peixe pequeno, Daniel. Quem fez isso está lá dentro da Empire, fingindo estar tão irritado quanto você, enquanto por dentro ri da desgraça que afetou vocês dois.

- E porque fariam isso, Hellen?  Tudo bem me afetar, e quanto ao Andrew? Não tem lógica! – Disse o obvio e ela massageou suas têmporas.

- Eu não sei. Não sei, tá legal? – Jogou seus cabelos para trás – É por isso que eu te pedi para vir aqui. Precisamos descobrir quem é o traidor, ele é a chave para tudo! – Encostou suas costas na almofada que havia colocado atrás de si, e me olhou.

- Não acho que seja apenas um. – Comentei pensativo – Pode ter sido mais de uma pessoa. Ele teve ajuda, isso é fato!

- Já pensou que alguém da segurança pode estar envolvido? – Indagou.
 

- Sim. Céus, - suspirei – Eu tenho olhado desconfiados para todos agora... nunca pensei que eu iria desconfiar de um funcionário...

- Sempre há os ingratos, Daniel... – tocou meu braço e eu quis que aquele toque se tornasse um abraço. – E o pior que pode ser qualquer pessoa, até mesmo aquele que você mais confiava.

 Fechei meus olhos por um instante e uma ideia surgiu em minha mente.

- Mas e se Andrew realmente tiver culpa no cartório? – a olhei e ela se levantou.

- É uma teoria muito óbvia, não acha?

 – Pense bem, Hellen... Não devemos confiar apenas em uma teoria. Teorias são baseadas em fatos, e precisamos sempre explorar todas antes de chegar a conclusão final!
 

- Eu já disse; não foi ele!

- Mas e se no final de tudo, foi? – Me levantei também – Olha, você está com uma grande oportunidade para descobrir isso...

- Não, Daniel...

- Me escuta. – Pedi – Você está dentro da casa dele, e mesmo que eu odeie isso, poderia aproveitar e observar melhor os passos de Andrew. Com quem ele fala ao telefone, saí, e quem são seus contatos frequentes. – Ela fez sinal de que não iria escutar aquilo, mas segurei seus ombros e a olhei fixamente em seus olhos – Pense nisso como um desencargo de consciência, hm? Veja bem, você acredita nele, mas só estará confirmando para si mesmo de que ele realmente não tem nada a ver.

- Porque a polícia não está envolvida nisso? – Me ignorou.

- Ela até está, mas disseram que tudo está a favor de Andrew, e eu posso parecer como um invejoso louco no fim das contas. – Eu revirei meus olhos e ela sorriu. – Vai fazer isso?

- Não. Posso te ajudar observando o funcionário dele. Não vou seguir os passos do Andrew como aquelas namoradas malucas, e oh meu Deus! – levou suas mãos a cabeça – Eu não quero nem imaginar caso isso desse errado e ele descobrisse.

Eu respirei fundo, e tentei contar até dez, vinte, e o caralho a quatro, até que a irritação fosse embora. Mas não funcionou. Ela era mesmo a Hellen que eu conhecia? Não parecia naquele momento.

- Hellen... – fisguei sua atenção – Ele se aproximou de você apenas para tirar algo da Empire! Quantas vezes eu terei que te dizer? – Indaguei exausto e ela se afastou.

- Diz isso porque queria estar no lugar dele, não é mesmo? – Aquilo foi pior que um tapa na cara - Mas não foi nem capaz de enfrentar a namorada quando ela fez uma chantagem ridícula, pelo contrário, preferiu ser pau mandado dela e me ferir, do que fazer o contrário, não é mesmo? – Sua risada saiu baixa e seu olhar estava vidrado no meu – E é por isso que fala do Andrew assim. Por que não pode aceitar que ele realmente gosta de mim e me ama. – Ficou um passo do meu corpo – Ele não se aproximou de mim por causa da maldita Empire, Daniel... Aceite isso... – Seus olhos carregavam dor, mesmo que a sua postura fosse firme e fazia parecer que ela estava bem e resistente. Contudo, seu olhar me dizia outra coisa, e eu confirmei quando os vi encherem de lágrimas – Se tivesse sido capaz de ser como ele, eu até te ouviria, mas você não tem esse direito, porque não fez nada disso...

Eu logo vi que aquilo já havia voltado para nós dois, apenas eu e ela. Já não era mais sobre o roupo, a empresa, ou até mesmo sobre Andrew. E sim, sobre o quanto eu fui idiota, e egoísta ao deixa-la ao invés de assumir o que eu vinha sentindo a algum tempo, e não ter deixado ela ter escapado das minhas mãos.

Vendo como eu havia sido um filho da puta, e observando como eu havia deixado marcas na garota sorridente e de bem com a vida, que nunca havia se entregado para o amor, eu queria deixa-la seguir em frente e sumir da sua vida, só para vê-la sendo feliz com alguém que não a machucasse... que a amasse e cuidasse tão bem quanto ela o cuidaria... Porém, o amor, talvez um pouco de egoísmo, me fazia continuar ali, persistindo em tê-la de volta, mesmo que aos poucos... Mas também não posso negar que em seu olhar, tinha um pouco da esperança que eu precisava para me manter forte em conquista-la.
No final de tudo, eu não iria mesmo sabendo quem eu era e o que fiz para ela, eu não iria porque eu sabia, podia ver e sentir, que ela também me amava.
E eu não podia deixar que outro babaca deixasse mais marcas naquela mulher incrível que me fazia sorrir feito um bobo quando a via.
 

 – Eu poderia começar uma discussão daquelas com você, e tentar de todas as formas te dizer que eu poso ser melhor que ele se você me desse uma chance. – Olhei para o chão – Eu poderia mesmo Hellen... – virei novamente para ela, e toquei seu queixo delicadamente virando seu rosto para mim – se ele fosse isso de verdade, mas não é.... – Uma lágrima escapou dos seus olhos – Olha para tudo o que se passou, e repense em todos os momentos que Andrew esteve com você... – Ela continuou me olhando – Eu sei que é difícil para você acreditar nisso, sei que o que eu te fiz é um dos motivos para você ter acreditado nele, mas... – engoli em seco – ele não se aproximou de você porque você além da sua beleza totalmente fora do normal,  é inteligente, cativante, uma mulher forte, determinada, sem papas na língua. E o melhor, uma excelente profissional que merece ser aplaudida quando passa, porque com você não tem tempo ruim, e se tiver você faz o possível para que ele desapareça. E consegue. Porque você pode ser baixinha, mas é uma baixinha brava! – brinquei, ela sorriu e eu acariciei sua pele – Ele podia, e eu não o julgaria... Aliás, todos os homens deveriam te olhar assim... – ela mordeu o lábio inferior chamando minha atenção para aquela região – Mas o que ele fez, foi pior do que qualquer coisa... Te usar para chegar perto da Empire, para chegar perto de mim... – ela fechou os olhos e fez menção de falar – Você pode não querer acreditar agora... para ser sincero? Eu sei que você vai lutar contra si mesma, dizendo que ele não fez isso... porém, mais cedo ou mais tarde você vai sair da bolha que você fez para se proteger contra mim, e vai perceber que eu não estava querendo o seu mal, não estava querendo te fazer sofrer ao dizer isso.... Vai apenas perceber que era uma verdade... e ela esteve ali o tempo todo, assim como eu estarei aqui quando esse momento chegar, para poder te amparar. – Beijei sua testa e a puxei para um abraço.

De início pensei que ela fosse rejeitar, mas meu coração deu um pulo quando ela enlaçou seus braços em volta da minha cintura e eu senti sua barriga contra mim, e o seu rosto se afundou em meu peito.
Afaguei seus cabelos, sentindo o quanto era bom tê-la daquele jeito. E naquele momento pensei o quanto ela tinha de azar para amores. Andrew só a faria sofrer, cedo ou tarde...
Assim como eu fiz.
Ela inalou meu perfume, e apertou seus braços a minha volta, e eu senti algo chutar sua barriga... A bebê.
Naquela hora, eu quis parar o mundo e ficar daquele jeitinho com ela. Queria gravar e guardar em um lugar especial a sete chaves. A minha filha havia chutado.
Será que ela sabia que eu era o pai?
Meus olhos não foram capazes de segurar a emoção, e como se a pequena garotinha dentro dela lesse os meus pensamentos, ela chutou e eu sorri.

Hellen desfez o abraço me olhando assustando por alguns segundos, e depois preocupada.
 

- Está tudo bem? – Indagou e eu sorri limpando rapidamente as lágrimas do meu rosto.


- Está. Está... – ela cruzou os braços acima da barriga, e a bebê chutou novamente chamando sua atenção – Quer dizer, olha isso... – apontei para sua barriga e ela ficou confusa – Eu tenho sonhado com isso há meses. Tenho sonhado tantas coisas com vocês.... Tenho imaginado como era sentir ela se mexendo, e finalmente, mesmo que não seja da forma como eu queria, eu posso sentir.... – Sorri e Hellen virou o rosto tentando esconder a lágrima.

Eu me aproximei e toquei sua barriga, a bebê se mexeu quando comecei a falar baixinho com ela.

- Hey pequena! – sorri e ela chutou bem aonde eu havia colocado a mão – Eu não sei seu nome... aliás, eu não fazia ideia de que você era uma menina até segunda.... – Alisei a barriga da Hellen com as minhas mãos tremulas – Eu ainda não sei como reagir sobre isso.... Confesso que estou com medo... tenho ficado com medo de não poder estar presente desde o dia em que nascer até quando estiver adulta, e não poder te proteger como um pai tem que proteger a filha... tenho medo de não te ver crescendo... de ver você chamado outro de pai e... – Engoli o nó que se formou em minha garganta – Não devo falar sobre isso agora, - sorri – mas saiba que independente de qualquer coisa, eu amo você. E irei te amar e te proteger. Tentarei ser o melhor pai.... – ela se mexeu e eu sorri – Eu amo você pequena, e tenho que dizer que estou ansioso para que você saia daí e esteja em meus braços logo. – Beijei ternamente a barriga de Hellen e nós dois sorrimos quando a bebe se revirou novamente.

Me levantei limpando os vestígios de lágrimas, e Hellen fazia o mesmo em seu rosto.

- Você já deu um nome a ela? – Indaguei sentindo o coração bater forte.

- Não... – Disse e eu fiquei surpreso – Eu tenho achado tantos nomes bonitos, que ficou difícil de escolher. – Sorriu e eu fiz o mesmo.

- Posso pensar pelo menos em um nome para ela? Já que não pude acompanhar nesses seis meses, e possivelmente nem nos próximos....

- Daniel.... Sobre isso....
 

- Tá tudo bem, eu não quis dizer de uma forma ignorante eu só...

- Não. Não achei ignorante. Eu quero dizer sobre o que você disse enquanto conversava com ela... – me olhou com as sobrancelhas levemente arqueadas – Eu sei que pode não parecer agora, mas.... – olhou para os lados, cruzou e descruzou os braços – Eu não vou afastá-la de você, e independente de com quem eu estiver, seja com Andrew ou não... Eu sempre deixarei claro que você é o pai. Eu não quero ser uma pessoa má, sei que te privei de algumas coisas, mas entenda que isso era sobre nós dois, e eu precisava de distância...
 

- Você pode até dizer a ela que eu sou o pai... pode não a afastar de mim, mas... – nossos olhares se encontrarem – isso não vai mudar o fato de que eu não a verei sempre, e de ela estará crescendo com outra figura paterna.... Não muda o fato de que será ele quem terá mais histórias paras contar sobre ela no futuro, e de que terá as melhores lembranças e os melhores momentos...  – sorri tentando segurar a lágrima que teimava escapar. Eu estava fraco. – Mas essa é a vida não é mesmo? – Falei fingindo alegria e ela concordou olhando para o chão.

- Pode ser verdade o que disse, mas você também terá os melhores momentos com ela, momentos que serão só de vocês dois, e lembranças que você irá guardar para sempre... E você poderá vê-la sempre que quiser. – Segurou minha mão e entrelaçou nossos dedos – E você será considerado o herói dela, e o melhor pai, independente de quem será meu marido.

Eu observei nossas mãos entrelaçadas, e não quis que ela a tirasse dali jamais. A dor que incomodava meu peito, se alastrou e parecia fechar meus pulmões, me deixando sem ar.

Eu tinha a mulher da minha vida bem ali, junto com a minha filha. Mas não podia tê-las, por descuido meu....

- Tenho certeza de que ela será uma linda menina como a mãe... – a minha voz soou dizendo o meu pensamento e ela apertou minha mão.

- E eu tenho certeza de que ela será autoritária como o pai ... – Tocou minha bochecha e sorriu. – Bom, acho melhor eu ir. – Disse e eu segurei sua mão não querendo soltar – Você também precisa ir, amanhã precisará muito da Linda para um café reforçado. – Piscou com aquele lindo sorriso, mas eu podia ver em seus olhos, e eles não estavam felizes.

- Não quero ir...

- Você não tem opção. – Disse e conseguiu se soltar.

Vi ela pegar sua bolsa, as chaves do seu carro e ir em direção a porta. Fiquei alguns segundos ali parado a observando, até ela se virar para mim e me chamar para ir logo. E assim eu fiz.

Saímos do apartamento e entramos no elevador em silêncio, como se fossemos dois desconhecidos. Mas eu tinha certeza de que o mesmo pensamento que rodeava minha cabeça, me deixando atordoado e de coração partido, fazia o mesmo nela.

Observei o elevador descendo, e vi que ele pararia no subsolo. Então eu a olhei dentro daquele cubículo, e ela estava espremida no canto direito, como se eu fosse algo contagioso para ela.
E mais uma vez percebi que, havíamos voltado para o zero.

- Poderia ser tudo mais fácil... – Suspirei a observando.

- Se fosse fácil, não seriamos nós, Daniel. – Apertou os lábios e balançou a cabeça como se dissesse algo óbvio, mas logo continuou – O problema não é “tudo”... o problema somos nós. Sempre foi e sempre será. – Abaixou a cabeça e eu quis dizer algo, mas ela voltou a falar – O certo seria: Nós poderíamos sermos pessoas mais fáceis de lidar. – Piscou e antes que eu pudesse dizer algo, a porta se abriu e um grupo de jovens esperavam o elevador.

Ela me deu carona. Eu poderia dar continuidade naquele assunto dentro do seu carro. Mas, a última frase havia grudado em meu cérebro e ele me impossibilitava de dizer qualquer coisa àquela altura. O que ele tentava fazer, era mostrar que ela tinha razão.

Não éramos pessoas fáceis de lidar. Não éramos o oposto para se atraírem... e por isso era tão difícil. 


Notas Finais


Sabe meninas? Hoje eu estava vendo as meninas novas que estão começando a história lá no Wattpad e, confesso que ri com alguns comentários. Muitas delas eram como algumas de vocês kkkkk, acreditavam piamente que Andrew era um bom garoto, e odiavam o Daniel kkkkkk ai só imagino a reação delas quando chegaram aqui.

Enfim. Deixa eu ir para o foco do assunto.

Vocês viram que eu não dei pista de qual nome será o da baby né? E sabem por quê? PORQUE EU NÃO SEI QUE NOME DÁ! kkkkkkkk

E é por isso que vim pedir a ajuda de vocês. Eu tinha programado de fazer uma listinha com os nomes e postar aqui, certo? ( eu acho que falei pra vocês, não é? To sonambula já kkkk)

Mas, acontece que eu to super confusa até pra escolher quais nomes serão sorteados. Então, se quiserem sugerirem um nome, pode sugerir. E ai eu escolhos os nomes e faço a votação.

Sim?

Não?

kkkkkkk

É isso ai meus amorecos! Se gostaram deixam seu joinha, e comente aqui embaixo e se inscrevam no meu canal e.... não, to louca, sério. kkkkkkkk

Boa noite amores!

Fui.
XoXo, Ana :*

Ps1: Eu não estou postando no Nyah porque não estou conseguindo D: Caso alguém do Nyah apareça, a amoreca da Katie por exemplo; sorry, é o site :(

Ps2: Eu estou sóbria, isso só é sono kkkkkkkkkkk não to bebada, ok?

Ps3: Gente, esses ps's não são ps de consoles, videogames da sony e etc, é que não to conseguindo fazer o número ficar pequeno. kkkkkkkkkkkk
Enfim, fui!


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