História A OUTRA FACE de Jaejoong - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation, Super Junior, TVXQ (DBSK) (Tohoshinki)
Personagens Cho Kyuhyun, Choi Siwon, Heechul, Hero Jaejoong, Jessica, Lee Donghae, Max Changmin, Micky Yoochun, Taeyeon, Tiffany, U-know Yunho, Xiah Junsu, Yoona
Tags Boa, Dbsk, Jaejoong, Jaemin, Simin, Wonkyu, Yoosu, Yunjae
Exibições 38
Palavras 6.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


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Desculpe os erros de português

Capítulo 8 - Abalo na família Jung


Fanfic / Fanfiction A OUTRA FACE de Jaejoong - Capítulo 8 - Abalo na família Jung

           Capítulo 8

                    Abalo na família Jung

      O silêncio que pairava na sala era tão denso e pesado que dava impressão poder apalpa-lo. Caso fossem receber um alerta que a cidade de Tokyo estava em guerra, a magnata família Jung com certeza enfrentaria de cabeça erguida. Contudo, a notícia que tinham acabado de ouvir era cem vezes pior do que receber uma notícia que um dos parentes tinha falecido, ou que um membro da família estava preso por cometer um crime grave.

     Especialmente para BoA. Ela estava paralisada, lívida, os olhos vastos e arqueava.

     Muito espantado, Heechul caiu sentado no sofá.

     - O JaeJoong...não pode ser... – sussurrou Yoona.

     - Esse deficiente, é o seu herdeiro ? – Taeyeon gargalhou zombando e olhou para seu noivo – Yunho, meu amor, o que você acha?

      Sem prestar atenção a sua noiva, Yunho fitava enfurecido seu tio e no minuto seguinte seu olhar bastante duro fixou em JaeJoong. Ele estava tão lindo e parecia estranhamente calmo, diferente do momento que tinha chegado ali. Fechou ambas as mãos com tamanha força ferindo sua carne, trincando os dentes.

      Por que diabos, seu tio segurava a mão de JaeJoong com tanta intimidade ?

     - Yunho, estou falando com você – Taeyeon o tocou no rosto.

      Ele a olhou com aspereza, e voltou olhar para o garoto.

      - Que merda foi essa que você acabou de falar ? – BoA estava tremendo. Não houve respostas. Então ela riu – Claro, foi uma piada. Donghae, você não acha que esta velho para ficar brincando.

     Donghae sorriu sarcástico.

      - Coitadinha, bem que você queria que fosse uma brincadeira.

      - Então é verdade – se erguendo, Heechul se aproximou de seu irmão e olhou para JaeJoong – Você esta pretendendo mesmo dar sua fortuna para esse menino ?

       - Sim.

       - NÃO !Isso nunca ! – berrou BoA dominada pela raiva – Essa fortuna, não pertence só a você, seu maldito, é do meu marido também. Não tem o direito de ficar nomeando um qualquer como seu herdeiro.

      - Esta muito enganada – Donghae ficou bastante sério – Você com certeza sabe que Heechul não é meu irmão de verdade.

      - Sim, e daí ?

     - Bem, como ele não tem o meu sangue e nem é da linhagem da minha família, não tenho nenhum obrigação de coloca-lo no meu testamento, muito menos você que é a esposa dele, ou outro parente qualquer.

     - Sabia que seria desse jeito – Heechul tinha um olhar distante.

     - Ah, e você seu grande imbecil, seu infeliz – BoA olhava seu marido com expressão que fosse esgana-lo – Vai aceitar essa situação sem lutar por seus direitos.

      - Mas que direitos ? Eu não tenho nenhum direito – gritou furioso.

      - Você é um fraco ! Tremendo covarde!  – BoA gritou mais forte – Se eu soubesse que tinha casado com um saco de batatas, preferia estar morta.

       - Credo, parece doente – disse Jessica – Me desculpe, Heechul por falar isso da sua esposa.

- Mãe, por favor não fale essas coisas – suplicou Yoona triste. Apesar de sua mãe ser do jeito que era a amava.

     BoA tinha o olhar muito duro fixado em Jessica.

     - Você disse que eu sou louca.

     Jessica confirmou de rosto erguido.

      - Sim, esta se comportando como... – Jessica gemeu de dor, quando sem esperar sua face foi esbofeteada.

       - BoA, o que pensa que esta fazendo – zangado, Heechul agarrou sua esposa a segurando – Jessica, me desculpe.

       - Não esquenta com isso.

        - Mãe, você esta bem ? – perguntou JaeJoong preocupado.

         - Sim, meu amor.

          - Quero essa vagabunda e esse deficiente imundo fora da minha casa! – berrou BoA  com muita raiva se debatendo tentando se soltar dos braços do marido.

      Yunho que continuava calado, somente observava a situação. Sua insuportável noiva não parava de falar no pé do seu ouvido.

        - BoA, as coisas não vão ser do seu jeito – disse Donghae bastante rude.

       - Essa é a minha casa ! – berrou.

        - Essa casa nunca foi sua. Deixei seu marido, você e seus filhos morarem aqui por que tive pena – Donghae atacou sem esconder seu lado frio que vinha ocultando.

       - Algum dia você vai me pagar caro, seu desgraçado.

        - Você ainda não explicou o por que ter feito ele seu herdeiro – falou Yunho com severidade.

         - Ora, meu bem – Taeyeon tinha um sorriso malicioso desenhado nos lábios – Isso esta tão óbvio, por que mais seria. O seu tio e esse morto de fome são amantes.

      Distante dali na grande cozinha, a empregada Megumi tinha entrado muito agitada assustando a cozinheira e sua ajudante.

     - O diabo acabou de entrar nessa casa.

      - O diabo ? Megumi, do que você esta falando ? – perguntou Kasy, a cozinheira.

     - O diabo chamado JaeJoong.

     Atônitas, olharam uma para a outra e riram.

      - Mas por que estão rindo ?

       - Como de costume, Megumi, você é bem exagerada – disse Jade, ajudante.

       - E desde quando JaeJoong é o diabo?

       - Você sabe muito bem, Kasy. Naquela época quando Yunho-san era casado com o favelado, era só ele aparecer nesta casa que aconteciam coisas ruins.

     - Não seja mentirosa. A BoA-san que sempre tratou o JaeJoong muito mal – falou Kasy com severidade.

    - E o JaeJoong é um excelente menino.

    - Oh sim, tão excelente que esta causando a maior confusão ali na sala principal.

      - Confusão ? – Kasy então ficou muito feliz – JaeJoong esta aqui ?

      - Isso mesmo. O seu precioso menino esta ali na sala junto da mãe e do Donghae-san.

      A cozinheira tinha um largo sorriso. Havia conhecido JaeJoong, naquela época em que Yunho o tinha trazido pela primeira vez na casa dos pais, e foi desde esse dia que sentiu um grande carinho por ele.

     - A Jessica-san também esta aqui ?

     - Kasy-san, você conhece aquela mulher ?

     - Mas é claro.

      - Se vocês duas vissem o quanto a patroa esta furiosa – Megumi tinha as mãos na cintura – Não apenas a BoA-san, mas toda a família e por culpa do ceguinho, morto de fome.

      - Que coisa feia, Megumi, você continua  bisbilhotando a vida dos outros – falou Kay.

     A jovem virou o rosto com atitude soberba.

     - Megumi, o que estava querendo dizer quando disse que o JaeJoong esta provocando confusão ?

     - Ora essa, minha querida Jade, é a pura verdade – fez sinal com a mão –Chegam mais perto – e as duas se aproximaram mais – Querem saber de uma bomba ?

      - Bomba ? – Kasy e Jade olharam uma para a outra.

     - Sim – Megumi colocou as mãos nos ombros das duas – Agora pouco, Donghae-san revelou que o cego... quero dizer, JaeJoong é o seu herdeiro.

     Kasy e Jade riram.

     - Ah, Megumi, você é muito engraçada – Jade debochou.

     - Podem rir, mas falo sério. Ouvi com esses ouvidos que a terra um dia a de comer.

      - Megumi é melhor que não esteja brincando – o rosto de Kasy ficou bem rígido.

      - Mas eu não estou brincando. E tem mais, não sei se entendi direito, parece que o Donghae-san pretende deserdar toda a família.

     - Isso é loucura – Jade ficou assustada.

     - Pois é. Se querem saber, eu acho que o favelado se vendeu para o Donghae-san.

      - Megumi, chega ! – a cozinheira estava bastante aborrecida –Já falou demais, vá até a sala e avise que a janta vai ser servida.

      - Esta bem – e saiu enfezada.

        E na sala principal.

       - Taeyeon, é melhor você calar a boca.

       - Não me mande calar a boca – olhou bem áspera para o noivo – E o que falei foi pouco. Esse deficiente é bem pior do que eu pensava. Ele fica enganando qualquer um com esse jeitinho de santo, mas na verdade é um asqueroso e sem-vergonha.

    - Alguém, pelo amor de Deus – Jessica tremia de raiva – Faça essa mulher parar de falar.

     - Mãe, esta tudo bem – JaeJoong a tocou no braço – Não se altere, a senhora não deve se descuidar da sua saúde.

       Jessica sorriu forçado.

      - Não estava me alterando – e voltou olhar para Taeyeon com semblante nefasto – Escute bem, coisinha mal fabricada, se difamar meu filho de novo, eu afrouxo todos os seus dentes.

     - Esta me ameaçando, vagabunda.

      Jessica suspirou, tentando não perder o restante de calma que lhe restava.

      - Donghae-san estou avisando, não quero de maneira nenhum esses indigentes aqui na minha casa. Eles vão acabar contaminando todo lugar.

     - BoA, eles dois são meus convidados, se a presença deles te incomoda tanto, é só você sair – com o braço esticado Donghae apontou a saída.

       - Não vou sair da minha própria casa – falou muito rude – Escuta, Donghae, desde quando você ficou tão amoroso com esse garoto.

     -BoA-san, a resposta esta bem a sua frente – Taeyeon esboçou um sorriso maligno – Por que acha que o Donghae-san esta querendo dar a fortuna dele. Existe apenas um motivo, os dois são amantes.

- Taeyeon, não fale coisas que você nem sabe – Yoona a repreendeu recebendo olhar gelado da mesma.

     - Tsc, Yoona não é para menos que você é essa jovem tão apagada – Taeyeon zombou deixando Yoona repleta de cólera.

     - Como se atreve.

     Heechul se aproximou de sua filha a tocando no ombro.

       - Pai.

       - Taeyeon, não fique provocando minha filha – falou a olhando com severidade.

       - Ahn, querida Yoona, me desculpe- virou o rosto ignorando a ambos e se afastou um tanto de seu noivo e encarou Jessica – Puxa, você é bem brava – debochou – Mas ainda não terminei – seu olhar muito duro fitou JaeJoong – Você é o ser humano mais vil que existe. Com certeza deve ter usado seu corpo para seduzir o Donghae-san, você não vale nada.

    JaeJoong vinha aguentando calado, toda humilhação e calunia que ouvia. Estava sendo difícil demais se conter,mas devido ao seu estado e aos conselhos de seu médico, tinha que continuar prosseguindo com calma e frieza.

      - JaeJoong, por que não fala nada ? – Yoona estava angustiada – Por que não se defende ?

    Bastante sério, Yunho fitava o menor. Por mais que as palavras de sua mãe e Taeyeon fossem duras, era verdade. Tinha que acreditar nisso.

      - Ele esta calado, por que sabe que não pode se defender – disse BoA e olhou para Donghae – E quanto a você, que sempre se orgulhou por ser tão honrado, foi se envolver logo com esse prostituto.

     - Ah não, isso é demais para mim – Jessica avançou em BoA – Olha o que você merece- e lhe uma forte bofetada.

    - Como ousa, sua vagabunda ! – BoA gritou de dor, sendo golpeada mais uma vez no mesmo lado do rosto.

     - Escute bem – Jessica segurava-a pelo braço apertando – Pode me ofender o tanto quiser, mas não fale mal do meu filho.

     Enraivecida BoA se soltou bruscamente e se afastou. Os demais ali olhavam a cena, bastante pasmos.

      - Jessica, você vai me pagar muito caro – tremia e os olhos estavam arregalados – Você e esse seu filho imundo, esse perdido.

     Jessica ergueu a mão para dar outro tapa, contudo Yoona entrou na frente de sua mãe.

      - Jessica-san, por favor, não bata mais na minha mãe.

     Contendo sua raiva, Jessica abaixou a mão.

     - Tudo bem, mas na próxima nem tente me impedir.

       Yoona abaixou a cabeça e então olhou para sua mãe e se assustou. BoA tinha o olhar extremamente duro e frio direcionado a JaeJoong.

      - Você é o culpado de tudo ! Te odeio, te odeio ! – BoA sussurrou entre os dentes apertados

Donghae olhou para o menor. Ele parecia estar quase no limite, estava abatido e com os olhos cheios de lágrimas.

      - Donghae, por favor, não solte a minha mão – murmurou.

       Sorrindo, o maior segurou a delicada mão com pouco mais de firmeza.

       - Não se preocupe, estou aqui.

       - Estou preocupado com minha mãe. Tenho medo do que ela possa fazer.

       - Fique calmo – passou o braço na cintura do menor – A situação esta sendo controlada.

         Jessica e BoA se encaravam soltando raios mortais dos olhos. Heechul havia se aproximado ficando entre as duas.

       - Jessica, eu peço desculpa por minha mulher ter sido tão grosseira.

       - Eu não fui grosseira, estava falando a verdade.

        - BoA, cale a boca ! – Heechul bradou furioso – Agora sou eu que estou perdendo a paciência.

       - Claro, meu querido marido prefere ficar do lado dessa mulherzinha, do que do meu lado que sou sua esposa – reclamou aos berros.

        Heechul passou a mão no rosto.

       - Não estou do lado de ninguém. Você faltou com respeito com o filho da Jessica.

       - Desde quando falar a verdade é faltar com respeito – disse com escárnio.

      - Eu vou acabar com tua raça ! – Jessica gritou avançando em BoA, porém foi segurada a tempo por Heechul – Me solta !

      - Jessica, se acalme.

       Os próximos minutos que se passaram foram tensamente silenciosos.

        - Yunho, você não vai fazer nada. Aquela mulher deu dois tapas na cara da sua mãe.

     Yunho não respondeu, não tinha ouvido a voz de Taeyeon. Nem mesmo havia prestado atenção em nada sobre a discussão de Jessica e sua mãe, não tinha prestado atenção em quase nada.

     Desde a chegada de Donghae, Jessica e JaeJoong, seus olhos por quase nenhum momento haviam desviado do menor. Estava ficando incomodado com o comportamento de JaeJoong. Aqueles gestos de carinhos entre o menor e o seu tio, estavam lhe causando dor e ao mesmo tempo raiva. Uma crua e profunda raiva que o dilacerava por dentro.

     - E então ? – seus frios olhos escuros fitavam Donghae e no instante seguinte se prenderam no garoto. Tinha se aproximado dos dois ignorando os de mais ali – Vocês dois estão juntos ?

     - É isso que esta parecendo ? – perguntou o menor bastante sério, mas com olhar irônico.

     - Sim.

     JaeJoong sorriu torto.

     - Você tem razão. Donghae e eu estamos juntos e vamos nos casar.

      A notícia estremeceu com grande força a família Jung.

        Yunho ficou estático, empalidecido, não podia ser verdade. Fitou JaeJoong mais intensamente.

      - JaeJoong, se sua intenção é me fazer mal, você poderia ao menos se esforçar mais para mentir melhor – falou bastante rude.

     - Eu não estou mentindo- disse com aspereza.

      - Eu ouvi direito – Yoona se aproximou mais ficando ao lado do irmão mais velho – Tio, que história é essa? Você e o JaeJoong vão mesmo se casar ?

    - Sim, vamos nos casar.

     O chão sumiu debaixo dos pés de Yunho.

      - Não...não isso não pode estar acontecendo

      - Filho o que houve ? – perguntou Heechul se aproximando com sua mulher.

      - Pai, espera – Yunho voltou olhar o menor com bastante seriedade- JaeJoong, você não pode estar falando sério.

     - E por que não ? – os olhos queimavam, seu coração estava se partindo ao meio. Contudo, como havia começado a atacar, não iria parar – Mas é claro, você acha que sou um mentiroso.

     Yunho engoliu seco. Ainda não podia acreditar.

      - Tio, explica isso direito – pediu Yoona – Como você vai se casar assim de repente.

      - Sou livre, qual é o problema ?

       - Nenhum. Mas logo com o JaeJoong?  Vocês dois nem se combinam.

        - Que coisa. Seu irmão e eu não combinávamos e nos casamos e eu acabei me dando muito mal.

       Yunho riu de desgosto.

        - Interessante, você falar isso. Eu fui o traído nessa história – falou intensamente duro.

     JaeJoong virou o rosto batendo um pé no chão. Estava perdendo a tranquilidade que vinha com bastante esforço mantendo em seu interior.

     - Ahn sim, você é a pobre vítima.

        Yoona fitava a barriga de JaeJoong. Vendo mais de onde estava dava para reparar melhor, no entanto queria acreditar que estava vendo demais, que não passava de uma brincadeira de mal gosto feita pele garoto.

     - Não estou entendendo esse casamento de vocês dois – disse Yoona bem severa.

    - E não tem nada para entender – falou Jessica a encarando.

      - Donghae, é algum tipo de brincadeira.

       - Não, Heechul. Nunca falei tão sério em toda minha vida.

        - Coitado, esta bem pior do que pensei. Os remédios que você toma devem ser muito fortes e podem estar afetando seu cérebro – BoA caçoou.

       Donghae sorriu largo, deixando BoA ainda mais irritada.

         - Posso garantir que estou melhor do que nunca.

         - Eu não tenho tanta certeza, Donghae-san, você foi facilmente seduzido por esse garoto suburbano. Se estava a procura de uma aventura amorosa deveria ter procurado alguém do seu nível social e que fosse bem mais velho – falou Taeyeon com ar maléfico.

     Donghae a fitou com olhar demasiadamente duro.

       - Vou deixar bem claro a você senhorita e os outros que minha relação com JaeJoong não é uma simples aventura amorosa – olhou o menor.

     - Claro, agora compreendo o seu silêncio. Apesar de cego, você é bem espertinho, foi logo se vender para um importante magnata – falou Taeyeon bastante malévola.

     Donghae fitou com expressão rigorosa a noiva de seu sobrinho. Devia ser bem árduo aguentar esse tipo de mulher.

       - Veja como fala, meu filho não se vendeu para o Donghae-san.

        - Se vendeu sim. Seu filho, esse garoto é um tremendo interesseiro, é um descarado. Tenho certeza que se aproveitou da doença do Donghae-san...

       - Chega ! – gritou Jessica furiosa – Você passou dos limites, eu vou te ensinar...

      - Mãe, espera – JaeJoong a interrompeu – Deixe a Taeyeon-san continuar falando. Deixe ela falar o que quiser.

       - JaeJoong, meu filho – Jessica o fitava, atônita.

       - O que esta esperando para prosseguir, Taeyeon-san.

        Taeyeon apertou a mandíbula com força.

          - Não se atreva a me desafiar, seu verme.

           - A pouco tempo, quando esteve me humilhando e me ofendendo, você parecia estar se divertindo muito. O que foi? Perdeu a graça ? Continue destilando seu veneno.

      - Desgraçado ! – enraivecida, Taeyeon ergueu uma mão para dar um tapa, mas foi impedida por Yunho, que segurou seu pulso.

       - Para, Taeyeon – pediu a sua noiva. A jovem se debatia em seus braços.

       - Me solta, Yunho. Vou acabar com esse vagabundo – berrou.

        - Você não vai fazer nada, esqueceu que esta grávida – disse Yunho muito severo.

      Jessica se virou olhando fixamente seu filho. Donghae estava ao lado do menor com o corpo curvado falando no ouvido do garoto.

       - JaeJoong, por que fez aquilo ?

       - Por nada. Só estava querendo colocar a Taeyeon no lugar dela.

        - Yoona, cuide da Taeyeon para mim. 

         - Sim, mas aonde você vai ?

          Soltando sua noiva, Yunho se aproximou mais de JaeJoong. Ergueu os olhos olhando rude para Donghae.

        - Preciso falar com ele em particular. Se importa ?

          Donghae sorriu.

         - Não.

         - Quê ! – JaeJoong se assustou sentindo o toque da mão forte de Yunho pegando seu braço.

         - Mas, Yunho, aconselho a não demorar muito – Donghae sorria, porém seu semblante estava frio.

        A expressão de Yunho fechou o olhar ficando rígido.

        - Não se preocupe – deu um leve puxão saindo com JaeJoong dali.

        - O que ele pensa que esta fazendo ? – Jessica ficou aflita.

         - Calma, Jessica – Heechul sorriu a olhando com mais atenção e carinho – Acho que os dois precisam conversar

       Jessica suspirou longo sentando no sofá e Heechul sentou ao seu lado pouco distante.

       Afastada, BoA ficou muito aborrecida olhando os dois.

          - Yoona, o que seu irmão foi fazer com aquele imundo ?

         - Eles foram apenas conversar. Por que não se senta, você esta muito nervosa, pode fazer mal ao bebê.

       - Estou bem – falou alto, quase gritando – Estou avisando, se o Yunho não voltar em vinte minutos, irei atrás dele.

      Yoona sorriu forçada. Naquele momento,a empregada Megumi entrou na sala.

     - Com licença, o jantar esta servido.

      BoA a olhou com frieza.

      - E a que horas foi servido ? Por que eu sei que não foi agora.

     Megumi ficou pálida, com medo daquele olhar.

        - S-Senhora, eu... eu

        - Aff, você não presta para nada.

         - Esta tudo bem,Megumi,você não agiu errado – falou Donghae com amenidade.

      Ficando calma, Megumi sorriu.

       - Muito obrigada, senhor.

        - Pode ir, Megumi, iremos daqui a pouco – disse Heechu.

         - Sim senhor, com licença – olhou Jessica de cima a baixo e saiu.

           BoA olhou para sua filha notando que ela estava apreensiva.

             - Algum problema, Yoona ?

             -Hm ? – a moça olhou para sua mãe e procurou disfarçar – Ah, mãe não é nada.

         Distante da sala principal, Yunho tinha resolvido levar o menor para o escritório. Era uma sala grande, arejada e bem iluminada.

      - Por que estamos aqui ?

       - Por que temos que conversar – Yunho respondeu fechando a porta. Olhou o garoto, ele estava com semblante árido, os olhos fixos em um lugar do canto da sala.

      - Não temos nada para conversar.

        O maior chegou perto deslizando os dedos na face macia. Sobressaltado, JaeJoong se afastou, o coração subitamente ficando disparado.

     - Quer se sentar ?

     - Não, prefiro ficar em pé – respondeu sério. Tinha pressa em sair dali, aquele ambiente o sufocava.

      - Esta bem, como você quiser. Poderia por gentileza me explicar esse seu casamento com o Donghae-san.

       JaeJoong manejou firme a cabeça.

        - Não tenho nada para explicar. Vou me casar com ele e ponto final – falou com severidade.

      Yunho respirou fundo passando a mão no rosto.

        - Você com certeza deve ter algum motivo para se casar com o meu tio.

        - Ah, tenho sim – sorriu com troça – O que foi, não consegue adivinhar ? Donghae-san é rico demais, ele me ofereceu toda sua fortuna em troca se eu me casasse com ele, e eu aceitei.

      Enfurecido, Yunho fitava o menor contendo a enorme vontade de quebrar seu lindo pescoço. Contudo algo dentro de si lhe dizia que JaeJoong não estava sendo sincero.

        - Acho bom não me provocar – Yunho advertiu rude.

       - E o que vai fazer ? Vai me bater ? – ergueu o queixo com altivez.

       Yunho estreitou os olhos fitando o garoto de postura rebelde. Em outrora quando estiveram casados, caso acontecesse de ter uma discussão, o menor ouvia calado a repreensão do marido, no entanto aquele ali parecia um pouco diferente.

       JaeJoong sempre tivera um olhar meigo, mas naquele momento quando olhava para ele...

       “ Que olhos cheios de dor e tristeza. Mas se esta sofrendo a culpa é dele mesmo, duvido muito que esteja sofrendo mais do que eu, JaeJoong nem faz ideia do tormento que venho passando todos os dias “ pensou furioso.

      Não conseguia ver aquele doce e submisso garoto.

        - Bater em você ? Não sou covarde – o coração de Yunho bateu forte.O menor estava sorrindo, era pálido, mal tinha movido os lábios, mas dava para notar. Era seu primeiro sorriso naquela noite.

       - O que foi ? – perguntou com severidade.

        - Não é nada – Yunho respondeu passando a mão na nuca – Você ainda não me deu uma explicação.

      - Sobre o meu casamento com Domghae ? Falei agora pouco, não me ouviu ?

       - JaeJoog quer mesmo que eu acredito nisso – sua voz se alterou muito – Donghae-san obrigou você a se casar com ele.

       - Mas é claro que não ! – bradou muito irritado – Ele é o seu tio, devia ao menos respeitá-lo.

      - Aquele senhor não é o meu tio.

       - Eu sei, mas não pode ficar falando mal dele.

       - Então me explica, droga ! Tem que ter algum motivo – berrou.

      - Esta bem, vou dizer a verdade, embora eu duvido muito que você acredite. Donghae me ofereceu sua fortuna como um presente pelos anos que fomos amigos. Segundo ele, parece que sou o único que se aproximou sem nenhum interesse. Eu acabei aceitando sua grande generosidade.

       Yunho se encostou no braço do sofá. Era uma historia sem cabimento, conhecia bem o seu tio, de fato ele era generoso, gostava de ajudar, mas aquela situação era totalmente diferente.

     Céus ! Seria mesmo verdade que JaeJoong tinha seduzido o seu tio ?

      O que diabos esse garoto tinha aprontado ?

        JaeJoong possuía uma sensualidade natural e era lindo, seduzir uma pessoa com certeza seria moleza para ele. Depois daquela traição,Yunho soube que tratando do menor, poderia esperar por qualquer coisa. As piores perversidades.

       - E para eu conseguir ficar com a fortuna, tenho que me casar com o Donghae – JaeJoong finalizou.

          - Ou seja, você aceitou se casar com ele por dinheiro – disse com voz fria e bastante dura.

     O garoto abaixou os olhos, aquelas impiedosas palavras haviam ferido seu coração, mas era verdade. Por mais que quisesse se justificar, de nada iria adiantar. Ergueu os olhos novamente assumindo uma postura soberba.

     - E daí ? Qual é o problema ?

      Yunho ficou trêmulo. Seu sangue fervia nas veias, a vontade que tinha naquele instante era de sair dali e quebrar a cara de Donghae e ao mesmo tempo tirar aquele sorrisinho dos lábios de JaeJoong.

     - Como fui me enganar tanto ao seu respeito – disse aborrecido demais.

      - Você não aceitou quando falei que o Donghae  me tinha feito seu herdeiro por generosidade.

     - É óbvio que não. Conheço o Donghae bem melhor que você, é uma pessoa boa, mas não chega ser tão generoso.

      - Talvez para você e sua família ele não seja, mas para mim ele é bem generoso.

      Yunho fincou brutalmente as unhas nas palmas das mãos, uma veia grossa pulsava na lateral de seu pescoço. Teve que se conter ao máximo para não quebrar todo aquele escritório.

      Queria poder gritar que não se importava. Queria colocar a raiva implacável que queimava em seu peito acima do imenso e inquebrantável amor que sentia por JaeJoong e sufucá-lo até que ele morresse.

      Porém, como faria isso ? De que forma ?

       - Ele é muito mais velho que você.

       - E o que tem isso ? – os olhos estavam cheios de lágrimas, sua cabeça doía e a cada momento seu coração se apertava mais – Você também é bem mais velho do que eu, e mesmo assim nos casamos.

       - Mas é diferente – falou muito duro.

       - Tsc, diferente ? – JaeJoong mordiscou o lábio inferior.

        - Sim. Nos apaixonamos e casamos por amor – sua voz tinha se suavizado, os olhos estavam marejados.

       Aquilo foi a gota da água. Foi como elos de uma corrente se rompendo um a um.

        - Nunca houve amor entre nós ! – gritou o menor enraivecido. Lágrimas foram descendo molhando suas faces muito pálidas, a boca tremia.

       Os olhos de Yunho estavam esbugalhados, um frio percorrendo por todo seu corpo.

       - Nunca houve amor entre nós – repetiu ofegante – Como tem coragem de dizer uma coisa dessas.

       - Não estou compreendendo seu espanto. Sabe muito bem que é verdade.

      Se ao menos, Yunho pudesse admitir que tinha cometido um enorme erro. Por que, Yunho continuava com a fixação de querer tanto magoa-lo.

     - Verdade ? – Yunho secou as lágrimas. A raiva e o rancor dominando seu coração  - Talvez para você tudo o que vivemos não tenha significado nada.

     Aquelas palavras tão frias cortaram o ar feito chicote.

     O menor abaixou os olhos, sua cabeça estava doendo mais.

        - Mas para mim – se aproximou do garoto, destruindo a distancia que tinha ali entre eles. O fitou intensamente de cima a baixo, sua boca ficando seca. Yunho tinha levado o menor para aquele escritório apenas para conversarem, contudo não havia se preparado para avassaladora onda de desejo que o dominou naquele instante – Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.

      - Pare, não fale mais nada – a voz estava fraca e chorosa.

      - Eu dei tudo para você, para depois descartar como lixo – o segurou pelos ombros puxando-o com força fazendo seus corpos roçarem um no outro – E como o Donghae tem dinheiro até demais, você não perdeu tempo e foi logo se jogando nos braços dele.

     - Chega ! Cala a boca ! – gritou desesperado, tentando inutilmente se soltar.

     O maior então abaixou a cabeça e capturou-lhe a boca num beijo feroz. JaeJoong gritou, e Yunho se aproveitou de seus lábios entreabertos para inserir a língua e explorar o interior de sua boca. O garoto empurrou-lhe o peito com raiva, determinado a não corresponder, mas Yunho pareceu notar sua resolução e suavizou o beijo, transformando-o de dominante a tão sensual e doce que o menor achou impossível resistir. Seu resto de força o tinha abandonado deixando a mercê dele.

     JaeJoong sentiu como se estivesse se dissolvendo e inclinou-se contra ele, abrindo as mãos sobre o peito largo. Sentiu dedos quentes deslizarem por sua nunca, os mesmos fincando nas mechas de seus cabelos angulando-lhe a cabeça enquanto aprofundava o beijo. Vencido, o garoto respondeu a carícia fechando os olhos e se entregando ao sublime momento.

     Perdido num mundo de prazeres sensoriais, JaeJoong estava despreparado quando subitamente Yunho ergueu a cabeça e o soltou bruscamente o afastando com força e brutalidade.

     - Yunho, meu amor você esta aí ? – era a voz de Taeyeon batendo na porta.

      - Inferno ! – Yunho soprou entre os dentes. Olhou o menor e seu coração se despedaçou. JaeJoong chorava, parecia muito assustado, estava lívido, os olhos tão vazios que deixaram Yunho muito angustiado.

- Yunho, me responde.

     - Entra, Taeyeon, a porta esta aberta – falou o maior sem tirar os olhos do mais novo.

      Respirando fundo, JaeJoong procurou se acalmar, contudo estava uma tarefa bastante difícil.Naquele instante Taeyeon entrou estranhando bem ao se deparar com seu noivo tão próximo do garoto.

     - JaeJoong, você...

     - Seu cretino ! O que esta tentando provar ? Que é irresistível ? – o susto que tinha passado agora pouco havia sumido como num passe de mágica, dando lugar para uma porção de sentimentos frios que vinha sobrecarregando.

      - Posso saber o que esta acontecendo aqui ? – perguntou Taeyeon com severidade.

        - Não é nada – respondeu Yunho.

         - Eu vou sair – o menor falou rude, desviou de Yunho, tudo o que mais queria naquele minuto era sair de perto dele e daquele lugar o mais rápido possível.

      - Espere – Yunho o segurou pelo braço, impedindo de dar mais um passo – Vou com você.

       JaeJoong virou o rosto de perfil.

       - Não precisa. Sua aproximação me causa mal-estar – falou gelado.

       Yunho sorriu torto.

      - Devo dizer que também sua presença não me agrada nenhum pouco.

       - Acho muito bom saber.

        Irada, Taeyeon olhava os dois não gostando nenhum pouco daquilo.

         - Meu amor. Por que não pede a uma das criadas – disse se aproximando.

      - Não, eu mesmo faço questão de leva-lo.

       - Não é necessário, Jung-sam. Fique com sua noiva, que é bem melhor – respondeu muito frio.

       - Desde quando, você ficou tão malcriado.

      - Desde quando, você ficou tão vil e canalha – replicou o menor com voz e olhar bastante duro.

        Yunho teve que se esforçar muito para não rir. Estava furioso e estranhamente alegre ao mesmo tempo.

       “ Estou me sentindo tão frustrado, derrotado.Eu detesto esse garoto.Hoje o detesto ainda mais, depois daquele beijo, meu coração continua batendo tão forte. Diabos, que ideia maluca foi essa de beija-lo. Sou tão patético. “

      Tremendo de raiva por dentro, Taeyeon fitava o seu noivo. Yunho olhava de um jeito para o menor, que seu corpo todo se contorceu de ódio. Ele jamais a olhara dessa mesma forma. Era um tipo de olhar quase impossível de decifrar, que a fez sentir um tremendo ciúme e inveja.

       - Quer fazer o favor de soltar o meu braço.

       - Não estou com vontade – o círculo dos dedos longos de Yunho apertaram um pouco mais o braço.

        JaeJoong se afastou o máximo que conseguiu tentando se livrar.

          - Se não me soltar, vou começar a gritar – ameaçou furioso.

          - Ah, é mesmo ? - Yunho puxou o menor fazendo o corpo dele colidir com o seu. Passou o dedo pelos traços do rosto de JaeJoong e riu quando ele tentou morder seu dedo – Você me diverti.

       - E você me enoja – atacou de queixo erguido.

        Inconformada e com mais raiva, Taeyeon ficava olhando aquela cena se sentindo cada vez mais traída, mais magoada. Seu noivo não merecia seu perdão, mas a quem merecia receber todo seu ódio era o garoto suburbano , não podia deixar ele tomar o seu querido Yunho.

      - Com licença, Yunho-san – uma empregada apareceu na porta.

        Soltando o menor, Yunho a olhou fazendo sinal com a mão para que chegasse mais perto.

        - O que foi, Akeno ?

        - Seu smart ficou tocando muito e sua mãe pediu para entregar para você. Parece uma ligação importante.

       - Acabei esquecendo na sala – pegou o smart e o ligou – Obrigado, Akeno, vou atender aqui mesmo. E me faça um favor. Acompanhe esse garoto.

      - Sim, Yunho-san – a jovem empregada se aproximou de JaeJoong o pegou gentilmente pelo pulso – Vamos ?

      O menor concordou com aceno fraco da cabeça. Se deu conta que não estava passando bem quando deu alguns passos saindo dali. No corredor enquanto andavam, sua cabeça foi ficando pesada, suas forças pareciam querer abandonar seu corpo.

      - Menino, você esta bem ? – Akeno parou o olhando.

       Naquele momento, Taeyeon tinha se aproximado dos dois.

         - Pode deixar, Akeno, eu levo ele – disse amena.

         - Mas, Taeyeon-san, não precisa...

         - Esta surda. Pode ir, eu me encarrego de fazer esse favor.

          - Esta bem, com licença – soltando o garoto, saiu dali.

          Quando viu que não havia mais nenhum outro ali, Taeyeon se aproximou pegando muito bruta o garoto pelo braço.

        - Escuta bem o que vou dizer.Não vou permitir que tome meu noivo de mim. Ninguém e muito menos você,seu desgraçado, vagabundo.

       JaeJoong se esforçou para erguer o rosto.

        - Não vou tomar seu noivo de você.

          - Maldito, mentiroso – soprou entre os dentes fincando as unhas grandes e pintadas na pele – Eu vi o jeito como você estava com Yunho, não tente me enganar.

       - Se você viu, então deve ter notado que era seu querido noivo que estava me segurando.

       Taeyeon ergueu a mão livre desferindo-lhe uma bofetada forte.

          - Seu infeliz, filho da puta ! –o puxou bruscamente enquanto foram andando. Estava com tanta raiva que tudo que conseguia pensar naquele momento era poder se livrar de uma vez por todas de seu obstáculo – Querendo bancar o espertinho comigo, mas eu sou muito mais esperta. O Yunho é meu, só meu, não vou permitir que um prostituto, imundo e asqueroso feito você, roube o que me pertence.

      - Eu não quero roubar aquele homem de você – o lado de seu rosto estava dolorido e muito vermelho – Ele é todo seu.

       - Por que o Yunho foi se interessar por alguém tão insignificante.

       - Se sou tão insignificante, não consigo entender por que você se preocupa tanto.

       Taeyeon parou de súbito fazendo JaeJoong quase perder o equilíbrio.

       - Eu tenho certeza que mesmo não querendo mostrar, o Yunho continua amando você, e é isso que não suporto – olhou o garoto e gargalhou de uma forma que o gelou – Por isso resolvi acabar com o meu problema de uma vez por todas.

       JaeJoong estremeceu tendo um mal pressentimento. Puxou o braço tentando se soltar, mas tudo que conseguiu foi mais dor.

      - Me solta, posso ir sozinho.

        Taeyeon gargalhou de novo. Parecia estar louca, fora de si.

          - Vou destruir sua vida. Eu vou acabar com você – quando chegaram no topo da escada, Taeyeon chegou na beirada do degrau e olhou o garoto sorrindo de um jeito bem maligno – Posso jogar você daqui de cima e fazer parecer que foi um acidente.

       Ficando muito assustado, JaeJoong balançou com força a cabeça e colocou a mão gelada no rosto.

      - Não, por favor, não faça isso – implorou com os olhos cheios de lágrimas.

       Taeyeon riu como uma desvairada. Estava adorando aquele momento. E mais ainda, ver o medo estampado no rosto dele.

      - Eu vou fazer você cair, para aprender de uma vez que eu estou muito acima, e você não passa de um objeto descartável, um lixo – falou quase aos gritos.

      - Cala a boca ! – gritou chorando. Desesperando, juntou todas as forças e puxou o braço com tudo, obrigando-a a solta-lo.

      Perdendo o equilíbrio, Taeyeon tentou afirmar os pés, mas foi em vão. Gritou muito aflita, caindo vendo o teto parecendo distorcer enquanto seu corpo rolava escada abaixo. Somente parando quando atingiu o piso do andar de baixo, ficando ali inerte e desmaiada.

      

     

  

       -

     

 

 

 

 

 

 

 

      

 

 


Notas Finais


É isso aí. Diabólica essa Taeyeon, vocês não acham ?
E vou adiar que as coisas vão piorar para o Jae, ele tem que sofrer mais por enquanto
Estou bolando algumas ideias na fic.... e nem sei quando irei postar outro cap
* * Beijos * *


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