História A outra metade de mim - Capítulo 28


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Cadeiras De Rodas, Drama, Erótico, Homem Apaixonado, Moça Na Cadeira De Rodas, Paixão, Romance, Sexo
Exibições 120
Palavras 1.148
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Trago um novo capítulo e aproveito para dizer que estamos chegando na reta final!

Capítulo 28 - Capítulo 28 - Minha melhor escolha.


A vida é um simples passa tempo, há dias em que o tempo passa rápido, porém há aqueles dias em que o tempo passa lentamente, como uma tartaruga. Hoje eu gostaria que o dia ocorresse lentamente, a ansiedade e o medo de conhecer os pais de Alexander está fazendo o tempo passar malditamente rápido, eu simplesmente não estou pronta para conhecê-los, talvez nunca esteja, é maravilhoso quando é apenas nós dois.

A mesa está pronta, os pratos e talheres já estão a postos e a comida enfeita o centro da mesa. Tive certa dificuldade ao preparar a comida em sua cozinha, ela é grande, moderna e definitivamente não havia como fazer tudo sozinha, o tamanho do balcão, da pia e do fogão é desproporcional, Alexander praticamente teve que fazer tudo sozinho, participei de pouquíssimas atividades e isso fez meu humor oscilar, nem ao menos pude preparar um almoço para seus pais.

- Você está linda – ele beija minha cabeça e senta-se ao meu lado a espera de seus pais. Estou trajando um vestido simples, branco com várias bolinhas pretas tomando o espaço em branco e a maquiagem é quase inexistente, quero passar a impressão de ser uma pessoa simples e carismática. Não optei por vestir algo formal, pois estaria mostrando uma farsa, quero que eles conheçam a pessoa que eu sou, e o modo como estou vestida agora mostra a melhor parte de mim, aquela não se importa com os bens materiais de Alexander, aquela que ama o filho deles.

- E você está inegavelmente sedutor – os seus braços torneados e tatuados se sobressaem pela manga da camisa branca, sinto que ele quer que seus pais vejam as tatuagens que eles tanto desgostam.

- Mais tarde mostrarei o quanto posso ser… - porém o momento é quebrado pela campainha do apartamento, respiro profundamente em uma tentativa de acalmar meus batimentos cardíacos.

Alexander se levanta e caminha em direção a porta abrindo-a, da mesa consigo ver seus pais o envolverem em um abraço cheio de saudade, talvez eles não sejam pessoas ruins, são apenas pessoas que querem o melhor para o filho.

Eles começam a caminhar em minha direção e imediatamente abro um sorriso amistoso, sua mãe era de fato uma mulher refinada, o tecido vermelho que abraçava seu corpo não negava isto.

- Mãe, está é Elle, minha namorada – ela estende a mão e a cumprimento, não posso deixar de perceber seu aperto forte, parecia uma mensagem dizendo claramente “Afaste-se do meu filho”.

- É um prazer conhecer a senhora – digo, ela se afasta e seu pai repete o mesmo gesto, entretanto passo a observá-lo com mais precisão, agora eu entendo de onde Alexander tirou sua beleza, ele é quase uma cópia do pai, porém mais novo.

- É maravilhoso conhecer uma mulher tão linda e especial para o meu filho – minhas bochechas nesse momento devem estar na cor escarlate, o charme de seu pai é perceptível.

- A comida já está pronta – Alexander interrompe o momento de silêncio – Agora falta apenas se servir – todos tomam as cadeiras vazias, todavia começo a me sentir estranha sobre o olhar de sua mãe.

- Como está o andamento da empresa? - seu pai pergunta enquanto se serve, sua mãe lhe atira um olhar que pode ser facilmente considerado como mortal.

- Não vamos falar sobre trabalho agora pai – Alexander pede claramente frustrado, seu pai arqueia a sobrancelha e assente.

- Querida – sua mãe se dirige a mim cortando o clima desfavorável entre pai e filho – Alexander não me disse muito sobre você, na verdade quase não nos falamos, mas ele foi muito enigmático. Conte-me um pouco sobre você, sua família e como você terminou paraplégica – sinto um gosto amargo na boca, ela é direta quando quer saber algo, porém não tenho intimidade com essa mulher para expor meu pior momento.

Alexander me olha e ele parece estar pronto para explodir, dirijo-lhe um olhar calmo, tentando lhe dizer que tudo está bem e concentro-me em sua mãe.

- Cresci em uma maravilhosa família, não tenho o que reclamar. Fiz faculdade de Enfermagem, mas por causa do acidente eu escolhi outra área para trabalhar por enquanto.

- E quanto a sua condição? Não há cura? - respiro profundamente em uma tentativa de me acalmar, a mãe de Alexander está me fazendo lembrar de tudo que eu batalhei para deixar guardado.

- Não há a mínima possibilidade, nem todo o dinheiro do mundo pode trazer o movimento de volta as minhas pernas, mas posso dizer que já convivo melhor com a minha “condição”, já consigo fazer muitas coisas que conseguia fazer quando tinha o movimento das pernas e faço fisioterapia duas vezes por semana, essa é a minha vida Sra. Oscar, antes era sombria, mas seu filho apareceu para de alguma maneira me salvar da solidão.

- Meu filho é incrível em tudo o que faz – sua voz é impessoal, porém sua face demonstra estar pasma com as minhas recentes palavras, eu não deixarei que ela tente de alguma forma me deixar acuada.

- Sim – digo – Ele é maravilhoso em tudo o que faz.

 

**

 

Após a refeição o clima desfavorável ficou ainda mais tenso, não havia muito o que falar. Sua mãe deixou claro seu desagrado em relação a mim, entretanto seu pai me tratou de forma amistosa, nada parecido com a Sra. Oscar.

Seus pais o chamaram para falar dentro do escritório que havia no apartamento e eu sei que não deveria ouvir atrás da porta, porém o desejo venceu e eu empurrei a cadeira silenciosamente até o escritório.

- Não estou morando mais aqui, estou morando com Elle agora – ouço Alexander dizer, era obvio que sua mãe não queria falar sobre trabalho quando o chamou, ela fez isso para questioná-lo.

- Oh Deus, você vem para trabalhar e em menos de três meses você está morando com uma mulher paraplégica! - seu tom de voz é raivoso, parecia que ela queria matá-lo – Você tem algum problema?

- Pare de falar assim e não se intrometa na vida do nosso filho, ele já é de maior a um bom tempo e sabe o que está fazendo – a voz de seu pai soa alta, pelo menos ele não é como a mãe.

- Eu a amo mãe, e se você tratá-la como hoje eu não irei mais tratá-la como merece, pois hoje você não está sendo uma mãe para mim, Elle é a mulher mais doce e amorosa que conheci em minha vida, o fato de ser paraplégica não muda em nada a sua essência – sorrio, um grande e enorme sorriso, eu amo loucamente esse homem.

- Seu pai tem razão, faça o que quiser da sua vida, porém esse é a pior escolha que você pode fazer na sua vida, você ainda irá se arrepender.

- Não mãe, essa é a melhor escolha que já fiz em toda a minha vida.

 



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