História A paixão é uma loteria. Mas o amor é uma escolha. - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Malhação
Tags Benê, Gune, Guto, Malhação Viva A Diferença
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Palavras 1.471
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olha eu aqui de novo, gente! =D

E estamos de volta com mais um capítulo da história. É o primeiro encontro da Benê e do Guto depois da festa. O que será que vai acontecer?

Eu não canso de agradecer os comentários maravilhosos de vocês. E a cada capítulo que eu posto mais gente adiciona a história aos favoritos. É muito gratificante! Valeu mesmo, pessoal! Amo vocês! ^^

Boa leitura!

Capítulo 18 - Agindo naturalmente


Na segunda-feira imediatamente após a festa, Guto chegou ao galpão para ter aulas de Química com Benê. Mas ele não sabia exatamente como agir perto da garota. Tinha uma vontade muito grande de perguntar a ela sobre Juca, mas lhe faltava coragem.

Quando ele atravessou as cortinas da lanchonete, no entanto, ele não a viu.

- Ué. Cadê a Benê? Ela nunca se atrasa... Será que aconteceu alguma coisa?

- Guto.

O garoto se virou e viu Keyla parada atrás dele.

- Oi Keyla! Escuta, você sabe da Benê? Aconteceu alguma coisa? Ela nunca se atrasou antes...

- É, Guto. Aconteceu. Ela não tá se sentindo muito bem hoje. Pediu pra eu vir aqui e pedir desculpas por ela. Ela não vem.

O pianista desconfiou das palavras de Keyla. Alguma coisa dentro dele lhe dizia que aquilo não parecia ser verdade.

- Ela... tá doente?

- É sim. Ela pegou sereno voltando da festa, no sábado. Pegou uma gripe, tá com um pouco de febre. Nada muito grave, mas a mãe dela achou melhor ela ficar de repouso.

Um pouco mais convencido, Guto aproveitou o fato de estar sozinho com Keyla. Podia não ter coragem de falar com Benê, mas talvez...

- Keyla, eu queria te perguntar uma coisa.

- Diga, Guto. Se eu puder responder...

- Você sabe se a Benê... Quer dizer... Eu vi ela e o Juca conversando na festa. O que tá acontecendo entre os dois?

Keyla notou que, por mais que o menino tentasse enganar, o tom de sua voz demonstrava interesse. E preocupação. “Será que ele tá com... ciúmes?”

- Desculpa, Guto. Mas eu não posso discutir a vida da Benê com você.

- Eu sei que você é amiga dela, Keyla. Eu só estou perguntando porque... eu também sou amigo dela. Eu não quero que ela se machuque.

“Ah, claro! Troféu hipocrisia pra você, garoto!”, pensou Keyla.

- Olha Guto, eu acho melhor você conversar com ela. Eu não quero me meter nessa história.

Guto suspirou, contrariado. – Tudo bem, Keyla. Eu entendo. Eu vou falar com ela quando a vir, então.

Falando isso, o garoto ajeitou a mochila nas costas e saiu. Keyla o seguiu com os olhos.

- Ai, Guto. Se você soubesse da missa a metade... – e balançou a cabeça.

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Benê não foi ao galpão naquela segunda-feira para suas aulas de Química com Guto. Nem na terça, para assistir ao ensaio da banda. Ela ia de casa à escola, e de lá ela saía correndo pela cidade – pra clarear as ideias. A imagem de Guto beijando aquela menina não se apagava de sua mente. E todas as vezes que a corredora pensava naquilo, as lágrimas rolavam por seu rosto – mesmo contra sua vontade.

Na noite daquela terça-feira, a campainha da casa de Benê tocou. Josefina se apressou em abrir a porta.

- Oi Dona Josefina. Tudo bem? – cumprimentou Keyla.

- Oi Keyla. Oi Lica. Tudo sim e com vocês?

- Tudo ótimo, sim. Escuta, a Benê tá aí? A gente queria conversar com ela. – disse Lica.

- Tá sim. Ela tá lá no quarto. Podem entrar, meninas. O Julinho tá lá com ela, mas digam que eu chamei ele pra me ajudar. Assim vocês podem ter um pouco de privacidade.

- Obrigada, dona Josefina! – exclamou Keyla, entrando no apartamento junto com Lica e se dirigindo ao quarto de Benê. A porta estava aberta.

- Oi Benê! Tudo bem?

- Tudo sim, Lica. Entrem, fiquem à vontade.

- Hã... Julinho? A sua mãe está te chamando. – disse Lica.

- Sério?

- Sério. E feche a porta quando você sair, por favor.

A contragosto, Julinho saiu do quarto e fechou a porta atrás de si. As meninas olharam para Benê, que estava sentada em sua cama.

- Benê, a gente precisa conversar sobre o Guto.

- Eu não quero falar sobre isso, Key.

- Mas vai ter que falar. Sabe, você não vai poder fugir dele pra sempre.

- É, Benê. Ele foi ao galpão na segunda, e a Keyla disse que você não tava se sentindo bem. E ontem você também não apareceu na lanchonete. Ele perguntou por você, sabia? Ele tá preocupado com você.

- Eu não quero falar com ele.

- Benê, você dá aulas de Química pra ele. E ele te dá aulas de piano. Por quanto tempo você acha que ele vai acreditar que você tá gripada?

- Não sei, Lica. Eu só... não sei com que cara eu vou olhar pra ele.

- Linda, você tem que ser forte nessas horas. – disse Keyla, ajoelhando-se na frente da amiga. – Eu sei que é difícil, que a situação é... complicada. Mas não dá pra ficar adiando mais esse encontro.

Benê olhou para as amigas, e começou a chorar.

- Só que ainda dói. Eu... não esqueci.

- A gente sabe que não. – assentiu Lica, limpando as lágrimas de Benê. – Só que você vai ter que engolir essa dor e seguir em frente.

- Como... como a gente engole uma dor?

- Levantando a cabeça, Benê. Chega de ficar chorando aqui nesse quarto. Amanhã vocês têm aula de Química. Você vai dar essa aula, entendeu? E vai agir como se nada tivesse acontecido. A gente acredita em você, e sabe que você vai conseguir. – e Keyla sorriu.

- O-obrigada, meninas. Eu... vou tentar. – pausou por um instante. – Eu não sei o que eu faria sem vocês.

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Quarta-feira.

Benê estava sentada em uma das poltronas do galpão, relendo suas anotações de Química pela terceira vez, quando ouviu passos vindo em sua direção. Ela levantou a cabeça e viu Guto chegando. A imagem dele na festa, abraçado àquela menina, voltou à tona. Mas ela abaixou a cabeça, engolindo em seco. “Benedita, não aconteceu nada.”

- Oi Benê.

- Oi Guto. – ela respondeu, evitando olhar para o aluno.

- A Keyla me disse que você não estava se sentindo muito bem. Você melhorou?

- Hã? – Benê olhou para o garoto, mas logo se lembrou de que Keyla tinha dito a ele que ela estava com gripe. – Ah, melhorei sim.

- Eu tava preocupado com você. Se hoje você ainda estivesse doente eu ia passar na sua casa, pra te visitar.

Benê sentiu o coração pular. Mas forçou um sorriso.

- Não precisa se preocupar comigo, Guto.

- É que eu-

- Vamos começar a aula? – falou Benê, interrompendo o menino.

- T-tá, Benê. Vamos. – respondeu Guto, surpreso com a rispidez incomum da menina.

Guto se sentou na poltrona ao lado de Benê, e os dois começaram a estudar. A garota continuava sendo muito prestativa, explicando ao aluno a matéria quantas vezes fossem necessárias. Mas ela não estava agindo como de costume. Estava distante – e quase profissional demais. Guto teve a clara impressão de que Benê estivera tentando fugir dele a tarde toda.

Ele, por sua vez, afastara várias vezes a vontade de perguntar à sua tutora sobre a conversa que ela havia tido com Juca. O pianista queria muito saber o que estava acontecendo entre os dois – se é que estava acontecendo alguma coisa. No entanto, nas poucas vezes que tomou coragem para sequer cogitar perguntar qualquer coisa a esse respeito, Benê não o permitira tirar o foco dos estudos.

Abruptamente, e muito antes do horário de costume, Benê fechou os cadernos.

- Guto, vamos parar por hoje.

- Ué, mas já? Está cedo, Benê.

- Eu não quero chegar tarde em casa.

- Mas você sabe que não precisa se preocupar com isso. Eu te acompanho até a sua casa, depois.

- Não, Guto. Eu não quero que você me leve. Eu prefiro ir sozinha. Por isso a gente vai encerrar por aqui.

Guto encarava a menina, confuso.

- Benê... – ele a chamou, mas ela não parou de organizar suas coisas.

- Benê. Benê, para! – nisso, ele colocou uma de suas mãos em cima da mão direita da menina. Ela sentiu um arrepio na espinha, que a fez parar para fitá-lo.

- O que foi, Guto?

- Por que você não quer que eu te leve pra casa? Aconteceu alguma coisa?

Guto a encarava, esperando uma resposta. Benê retribuía o olhar do garoto, se esforçando para se manter o mais natural possível.

- Não. Não aconteceu nada. Eu só quero ir embora. Me deixa ir embora, Guto. – disse Benê, em certo tom de súplica.

Hesitante, o garoto assentiu e tirou sua mão da de Benê. Ela terminou de arrumar as suas coisas. – Tchau, Guto. A gente se vê na sexta.

O pianista ficou sentado na poltrona, acompanhando com os olhos a corredora sair do galpão. Ele não tinha entendido o que havia acontecido ali. Ela não era a pessoa mais calorosa do mundo, mas nunca o tinha tratado com tanta frieza. “O que será que aconteceu pra Benê agir assim? Será que tem a ver... com aquela conversa com o Juca?”


Notas Finais


Eita. Benê não consegue disfarçar que tá machucada, tadinha... Isso ainda vai dar pano pra manga...

Já sabem que estou aberta às sugestões, críticas e comentários de vocês, né? Então, pra quem quiser, nos vemos aqui embaixo!

E pros outros, estaremos de volta na quinta-feira, com uma nova postagem! ^^

Beijos pra vocês, meus amores, e a gente se vê! Boa semana!


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