História A paixão é uma loteria. Mas o amor é uma escolha. - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Malhação
Tags Benê, Gune, Guto, Malhação Viva A Diferença
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Palavras 1.697
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E aí, meu povo? Tudo bem?

Olha eu aqui de novo, com mais uma etapa da nossa história!

Eu particularmente gosto MUITO desse capítulo. Espero que vocês também gostem.

Ah é! Batemos 70 favoritos! Nossa, eu não tenho nem palavras, sério! Muito obrigada por todo esse carinho! ^^

Boa leitura, meus queridos!

Capítulo 19 - Nunca escute atrás da porta


Guto entrou no colégio na manhã de quinta-feira ainda pensando na tarde do dia anterior. Estava muito intrigado com o comportamento seco que tinha recebido de Benê. Perdido em seus pensamentos, não percebeu Samantha se aproximar.

- Oi Guto! – exclamou a menina, pulando e passando os braços em volta do pescoço do pianista.

- AH! SAMANTHA! QUER ME MATAR DO CORAÇÃO?!

- Credo, desculpe! Achei que você tinha me visto... – soltou o menino. – Tava pensando em quê pra estar assim tão distraído? Na morte da bezerra?

- Em nada que te diga respeito.

- Ah, já sei! Se você não quer me contar... Aposto que são problemas com a esquisita. Acertei?

- Não enche, Samantha! Já falei que não é da sua conta.

- Eu sabia! Se você não tivesse tão ferrado em Química não ia ter que aguentar essa menina, Guto.

- “Essa menina” tem nome, Samantha. É Benê. – disse Guto, fuzilando a amiga com os olhos. – Eu já te disse isso.

- Ih, deu pra defender ela agora, foi?!

- Samantha, você está testando a minha paciência...

- Tá, tá, ok! Não tá mais aqui quem falou! Vamos mudar de assunto?

- É bom mesmo.

Guto e Samantha eram amigos há muitos anos – tinham feito todo o fundamental juntos, e agora estavam cursando o ensino médio no Colégio Grupo. Guto confiava na menina, mas o jeito debochado e desrespeitoso dela o irritava, às vezes.

----------------

- Benê! Benê, vem cá!

- Oi Ellen! Bom dia!

- Bom dia! Eu tenho uma super novidade pra te contar!

- Pode falar.

- Eu consegui aquele estágio lá no Colégio Grupo! Na biblioteca, lembra? Não é o máximo?!

- Claro que é, Ellen! Parabéns! Eu sabia que você ia conseguir, você é muito boa com computadores.

- Valeu, Benê. – agradeceu a hacker, corando. – Sabe, eu... queria te pedir um favor.

- Pode pedir. O que foi?

- É que... eu tô um pouco nervosa com essa história de estagiar lá no Grupo. Eu nunca entrei num colégio particular antes. Então eu queria saber se você não queria me acompanhar até lá, hoje depois da aula. O Bóris, marido da Dóris, vai me apresentar o Colégio. Vamos comigo?

Benê ficou um pouco receosa de ir até o Colégio Grupo – afinal, Guto estudava lá, e ele era a última pessoa que Benê queria ver naquele momento. Mas Ellen era sua amiga, e ela jamais deixaria de atender um pedido dela.

- Claro, Ellen! Eu vou com você sim!

Depois que o sinal anunciou o final das aulas, Benê e Ellen se colocaram a caminho do Colégio Grupo. Quando chegaram lá, Lica e Tina as esperavam no portão.

- Oi meninas! Bem vindas! – disse Tina.

- O Bóris pediu pra gente receber vocês! Eu tô tão feliz de vocês estarem aqui! – acrescentou Lica, abraçando as amigas.

- Obrigada, pessoal. Eu devo admitir que estou um pouco nervosa.

- Por que, Ellen? Ninguém aqui morde, não! – brincou Tina.

- Ah, eu sei. Mas olha o tamanho desse colégio! E eu não tô acostumada com tanto luxo assim...

- Deixa disso, Ellen! Você vai adorar isso aqui! E todo mundo vai te tratar super bem. Agora vamos entrando. – Lica parou, olhando para trás. – O que foi, Benê? Por que você tá parada aí, feito um dois de paus?

- “Dois de paus”? Que eu saiba, “dois de paus” é uma carta do baralho.

- Hahahahaha! É só uma expressão popular, Benê. Eu quero saber por que você não se mexe. Vem, vamos entrar!

Lica pegou na mão de Benê. A corredora se encolheu com o toque da mão da amiga, mas se deixou levar colégio adentro e as quatro seguiram até a biblioteca. Uma vez lá dentro, os olhos de Ellen brilhavam.

- Meu Deus, olha isso! É tanto livro! Tem até os últimos lançamentos! E esses computadores! Fala sério! A gente nunca ia ter esse tipo de estrutura na escola pública...

- Tô vendo que gostou do local de trabalho, hein?! – perguntou Lica, sorrindo.

- Nossa, esse lugar é muito lindo! Vocês vão ver a revolução que eu vou fazer por aqui!

Tina e Lica riram e começaram a conversar animadamente com Ellen, enquanto Benê passava os olhos por uma das estantes de forma desinteressada.

- Benê. – Tina interrompeu as amigas. – O que foi?

- Hum? Nada, Tina. – e a corredora forçou um sorriso.

- Peraí. “Nada”, não. Por que essa carinha? Tem a ver com a aula de ontem? Com o Guto? – indagou Lica.

- Um pouco. Eu acho.

- Conversa com a gente, Benê. Senta aqui. – e Ellen puxou uma cadeira para a amiga.

Sentando-se, a corredora começou. – Sabe gente, é que... ontem foi tão difícil...

- Benê, você sabia que ia ser difícil. Quando se trata de amor nunca é fácil. – disse Tina, tentando acolher a amiga.

- É só que... eu não consigo esquecer o que aconteceu no sábado.

- Benê, tá sendo difícil porque você nunca se apaixonou. Ele é o primeiro cara que faz você se sentir assim, não é? – Lica perguntou.

A garota assentiu, corando. – Sim. Ele me faz sentir tantas coisas novas, diferentes... Não dá pra explicar. Ele é tão... quente. E eu fico tão feliz quando eu o vejo! E o meu coração bate tão forte, e tão rápido!

- Nossa, Benê... Você fala de um jeito... Quer dizer, vocês mal se conhecem! – apontou Ellen, um tanto surpresa.

- Eu sei, Ellen. – Benê encarou o próprio colo, com os olhos enchendo de lágrimas. – Mas desde a primeira vez que eu o vi... e quando ele olhou de volta pra mim... eu sinto que é diferente, com ele.

As três se entreolharam. Ia ser muito mais complicado do que elas pensaram.

- Olha, Benê. É como eu disse. Ele é o primeiro cara por quem você se apaixona. Por isso tudo é tão... intenso. Dá um tempo pra você. Você vai acabar esquecendo, você vai ver. E vai conhecer muitos outros caras, e vai se apaixonar de novo.

- Mas Lica, como é que eu vou esquecer se a gente tem aulas três vezes por semana?! – exclamou Benê, com lágrimas escorrendo pelo rosto.

- A gente vai te ajudar, Benê. Fica tranquila. Vai ficar tudo bem, tá? Eu prometo. – disse Ellen, passando os braços em volta de uma Benê encolhida.

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Após o horário regular de aulas, os alunos do Colégio Grupo tinham aulas complementares eletivas. Guto tinha a tarde livre, e estava no pátio conversando com Samantha. De repente, sua visão periférica chamou a sua atenção para uma menina que atravessava o pátio em direção ao interior do colégio. O pianista, então, se surpreendeu quando viu Ellen caminhando ao lado de Tina e Benê sendo levada pela mão por Lica. Quando seus olhos pousaram em Benê, seu coração deu um pulo dentro de seu peito.

- Mas o que... o que ela tá fazendo aqui?

- Ela quem, Guto? – e Samantha seguiu os olhos do amigo. – Ah, a esquisita... – reconheceu, em tom de desprezo.

- Sam, já não pedi pra você parar de chamar ela assim?

- Ai Guto, que caretice! Quem ouve você falando assim até pensa que você se importa muito com essa garota.

- Eu não me importo. Só não acho legal essa sua mania de ser cruel com as pessoas.

- Ah, Guto, deixa disso. Não tô sendo cruel. Só tô brincando um pouquinho...

- Brincadeira mais sem graça, Sam! Isso pode magoar alguém qualquer hora!

- Nossa, como você tá careta, Guto! Você não era assim, não! Foi só começar a ter aulas com essa menina aí que ficou todo cheio de dedos! AH! Quer saber? Cansei! Vou pra casa. Fica aí com a sua professorinha. Fui!

Vendo Samantha se afastar, Guto lutou contra o impulso de ir atrás de Benê. Mas foi vencido pela curiosidade de saber o motivo de ela estar ali, e se pôs a procurá-la.

O colégio era grande, com muitas salas de aula e laboratórios. Guto não sabia para onde as meninas tinham ido. Ele demorou um pouco para ouvir as vozes femininas vindo da biblioteca. A porta estava apenas entreaberta – e, ao invés de adentrar o cômodo, ele se encostou à porta para ouvir a conversa das meninas.

 

“(TINA) - Benê, você sabia que ia ser difícil. Quando se trata de amor nunca é fácil.

(BENÊ) É só que... eu não consigo esquecer o que aconteceu no sábado.

(LICA) Benê, tá sendo difícil porque você nunca se apaixonou. Ele é o primeiro cara que faz você se sentir assim, não é?

(BENÊ) Sim. Ele me faz sentir tantas coisas novas, diferentes... Não dá pra explicar. Ele é tão... quente. E eu fico tão feliz quando eu o vejo! E o meu coração bate tão forte, e tão rápido!

(ELLEN) Nossa, Benê... Você fala de um jeito... Quer dizer, vocês mal se conhecem!

(BENÊ) Eu sei, Ellen. Mas desde a primeira vez que eu o vi... e quando ele olhou de volta pra mim... eu sinto que é diferente, com ele.

 

Nesse momento, Guto se desencostou da porta e saiu correndo dali. Não queria ouvir mais nada – já estava satisfeito. Só parou de correr quando chegou a um corredor vazio do colégio.

- Benê... Então quer dizer que você... você se apaixonou por aquele nerd? Vocês conversaram uma vez, e foi o suficiente pra você se apaixonar por ele? É sério isso?!

Ele não estava acreditando no que tinha ouvido. Benê passou a festa toda conversando com o Juca. Isso ele vira. E agora ele ouvira da boca da própria Benê que ela não conseguia esquecer o que tinha acontecido no sábado. Será que ele tinha beijado a menina? E o que mais aconteceu entre eles? Seja lá o que tenha sido, ela estava apaixonada por ele.

Apaixonada.

- Isso não devia me incomodar. Não, isso não vai me incomodar. Eu não vou perder o sono por causa disso. Ela que se apaixone por quem ela quiser! EU NÃO TÔ NEM AÍ!

Guto, então, ajeitou a mochila nas costas. “Maldita azia. Vou pedir pra Ciça passar numa farmácia e me comprar um antiácido.” E saiu do corredor em direção à entrada do colégio.


Notas Finais


É por isso que eu digo: nunca escute atrás da porta! Você pode interpretar mal o que você ouvir... =X
Mas gente, acreditem: tudo tem um motivo, dentro da história. Não me abandonem e tenham fé, OK? Hahahahaha xD

E aí? O que acharam? Vou adorar ouvir as opiniões de vocês aqui embaixo. \o/

Pra saber onde esse mal entendido vai levar os nossos heróis, nos vemos no domingo - com o próximo capítulo da fic! ^^

Beijos pra todos que tem tido a ENORME paciência de ficar comigo até aqui, e até mais!


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