História A paixão é uma loteria. Mas o amor é uma escolha. - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Malhação
Tags Benê, Gune, Guto, Malhação Viva A Diferença
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Palavras 1.365
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, olá! Tudo bem, gente? E aqui estamos com mais uma postagem da fic! =D

Hoje o Guto se encontra com a Benê, depois de ter ouvido (pela metade) a conversa dela com as meninas. O que será que vai dar esse encontro, hein?!

Agradeço a todos os meus leitores fiéis, a todos os meus comentaristas maravilhosos e a todo mundo que favoritou a história. A cada capítulo postado, mais gente favorita. É muito amor! Nem tenho palavras! Obrigada mesmo!

Boa leitura, e até lá embaixo! ^^

Capítulo 20 - Quando um não quer... dois não brigam?!


Naquela noite, Guto entrou em casa pisando forte e batendo as portas.

- Credo, Augusto! Você tá emburrado desde que eu te peguei lá no Roney, depois do ensaio. E agora fica aí, batendo as portas, querendo derrubar a casa! O que foi que aconteceu pra te deixar nesse mau humor, hein?!

- Nada, Ciça! – Guto cruzou os braços, emburrado. – Não aconteceu nada. Me passa o antiácido aí, que eu tô morrendo de azia.

A moça pegou a sacola da farmácia e entregou nas mãos do irmão. Ele preparou uma dose do remédio na cozinha e subiu as escadas para o quarto, sob os olhares atentos da irmã mais velha.

- Nossa, foram poucas as vezes em que eu vi o Guto tão bravo. O que será que aconteceu...?

Ciça, então, entrou na cozinha e decidiu preparar um jantar leve, que não agredisse o já conturbado estômago do irmão. Fez peitos de frango grelhados e purê de batatas. Subiu as escadas e bateu na porta do quarto de Guto. Ouvindo o garoto resmungar lá dentro, abriu a porta.

- Guto...

- O QUE FOI AGORA?

- Calma, cara. Só vim avisar que o jantar tá pronto. E eu não fiz nada pesado, pra não atacar mais o seu estômago.

- Não tô com fome.

- Guto, você tem que comer. Não adianta nada você tomar um antiácido e ficar de estômago-

- JÁ FALEI QUE NÃO TÔ COM FOME, CECÍLIA! NOSSA, NÃO ENCHE!

Cecília respirou fundo duas vezes.

- Olha aqui. Eu tô vendo que você tá REALMENTE nervoso. Então eu vou relevar esse tom de voz que você tá usando comigo e essa sua falta de educação, OK? Eu vou descer, jantar e guardar a comida na geladeira. Se você quiser comer mais tarde, você esquenta no microondas. E eu vou pro meu quarto depois da janta. – fez uma pausa. – Guto. – ele olhou para a irmã, e ela sorriu. – Se você quiser conversar comigo, mais tarde, bate lá. Tá bom?

Guto hesitou. – Tá. Obrigado. E Ciça? Isso... não tem nada a ver com você. Desculpa ter gritado.

- Eu sei, Guto. Tá tudo bem. E lembra que você pode falar comigo. Sobre qualquer coisa.

A moça, então, saiu do quarto. O pianista, que estava sentado em sua cama, deixou-se cair para trás. Encarou o teto por alguns minutos, lembrando-se da conversa que tinha ouvido mais cedo.

 

COMEÇO DO FLASHBACK

 (LICA) Benê, tá sendo difícil porque você nunca se apaixonou. Ele é o primeiro cara que faz você se sentir assim, não é?

(BENÊ) Sim. Ele me faz sentir tantas coisas novas, diferentes... Não dá pra explicar. Ele é tão... quente. E eu fico tão feliz quando eu o vejo! E o meu coração bate tão forte, e tão rápido!

FIM DO FLASHBACK

 

Sentiu o estômago apertar de novo. Era como se tivesse um buraco ali. “É, Ciça. Acho que sua a janta não vai descer.”

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Cecília estava arrumando a mesa do café da manhã, na manhã seguinte. Quando ela abriu a geladeira, percebeu que a comida da noite anterior permanecia intocada.

- Eita. E não é que ele não comeu nada, mesmo?!

Nisso, ela ouviu passos arrastados descendo a escada. Virou-se surpresa, a tempo de ver seu irmão sentando-se à mesa da sala. Saiu da cozinha e andou até ele.

- Nossa, Guto. Que milagre é esse? Acordando sozinho, e antes do horário? – foi quando a moça se atentou para os olhos de Guto. – Augusto, isso são... olheiras?

- Devem ser. Não preguei os olhos a noite toda.

Cecília pegou a garrafa térmica com café na cozinha, levou até a mesa e se sentou ao lado do pianista.

- Guto, eu tô começando a ficar realmente preocupada. O que foi que aconteceu ontem? Eu nunca te vi assim.

- Eu não quero falar sobre isso, Ciça. – disse o garoto, passando as mãos pelo rosto. – Eu só quero tomar uma xícara de café. Quem sabe eu consigo melhorar a minha cara.

Ciça assentiu e serviu o irmão. – E você não vai comer nada? Café puro não é bom pro estômago. Ainda mais pra alguém que já tava com azia ontem.

- Não tô com fome.

- Faz um esforço. Por favor.

- Tá. Me passa uma maçã, então.

O garoto tomou o café preto e comeu a fruta que a irmã lhe alcançou. Subiu até o quarto, escovou os dentes, pegou a mochila e desceu novamente. Diante da evidente cara de preocupação da irmã mais velha, ele andou até ela.

- Relaxa, Ciça. Eu tô bem. É só que, se eu tava de mau humor ontem, não ter dormido não ajudou em nada. Mas eu vou melhorar. Não se preocupa. – beijou a testa da irmã. – Eu tô pronto. Me leva pro colégio?

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Na tarde daquela sexta-feira, Benê estava sentada ao piano do galpão, ensaiando a última música que tinha aprendido com Guto. No entanto, a conversa do dia anterior ainda estava bastante nítida na memória da corredora, o que acabava por prejudicar a concentração da menina no instrumento.

Guto, por sua vez, estava muito pior do que na hora do café. O cansaço acumulado ao longo do dia, as piadas sem graça de Samantha e a mera visão de Juca no colégio só fizeram piorar a sua azia – e o seu humor. Ele não estava com vontade alguma de dar aula para Benê, mas havia se esquecido de desmarcá-la. Então lá estava ele, entrando pelas cortinas do galpão.

Quando Benê o viu chegar, parou de tocar.

- Oi Guto.

- Oi Benê.

- Tudo bem?

- É, tudo. – disse, automaticamente.

Benê, tá sendo difícil porque você nunca se apaixonou. Ele é o primeiro cara que faz você se sentir assim, não é?” Ver o rosto de Benê fez a voz de Lica ecoar dentro em sua memória. Ele balançou a cabeça, tentando afastar aqueles pensamentos.

- O que foi? – indagou Benê.

- Hã? – ele olhou pra ela, que o encarava confusa. – Nada, não foi nada. – ele tirou a mochila das costas, a jogou no canto do galpão e se largou ao lado da menina, na banqueta. – Vamos começar?

Benê estranhou o tom de voz de seu professor, e achou melhor não contraria-lo. A menina, então, pôs-se a tocar a melodia que ele lhe ensinara na última aula. Mas a falta de concentração dela fez que ela errasse logo no início da música.

- Você errou, Benê. Começa de novo. – mandou Guto, irritado.

- T-tá. Me desculpe.

E a garota recomeçou. E errou de novo.

- Benê...

- É, eu sei. Tá errado. – constatou ela, envergonhada.

- Então faz de novo. – disse ele, visivelmente sem paciência.

De fato aquele não estava sendo um dia bom para Benê. Ela errou de novo. E mais uma vez. E uma quinta vez.

- BENEDITA! – Guto se levantou da banqueta e encarou a aluna. – O que tá acontecendo hoje? Nem quando a gente começou você errou assim! Tá com a cabeça onde?

“Ele me faz sentir tantas coisas novas, diferentes... Não dá pra explicar.” Os pensamentos de Guto estavam a mil.

- Como assim? Onde mais eu estaria com a cabeça? Em cima do pescoço, ué!

“E eu fico tão feliz quando eu o vejo! E o meu coração bate tão forte, e tão rápido!” Ele não conseguia esquecer o que Benê tinha dito a respeito de Juca.

- OU EM QUEM?!

- Como é?! – ela engoliu em seco. – E-em quem? O que você quer dizer com isso?

- ME RESPONDE, BENEDITA!

- NÃO GRITA COMIGO! – exclamou a menina, colocando as mãos nos ouvidos. – Eu já pedi desculpas!

- Desculpas, desculpas... – debochou Guto. – Desculpas só servem pra quando a gente corrige o que tá errado!

- NÃO FALA ASSIM COMIGO!

- QUER SABER? Maldita hora que eu me ferrei em Química, sabia? Nem cem aulas compensam isso aqui! Eu devia ganhar uma fortuna pra te aturar!

Guto, então, pegou a mochila e ia saindo do galpão, quando ouviu atrás de si a voz de Benê.

- SEU GROSSO! – a menina gritou, muito magoada. As palavras de Guto a haviam atingido como um soco.

Mas ele não deu importância. Atravessou as cortinas e se apressou em direção à rua.


Notas Finais


Eu me utilizei um pouco da cena da novela aqui na fic. Achei que cairia bem para os meus próprios propósitos. E gente, não me batam! Paciência, OK? A gente chega na reconciliação, eu prometo! =X

E aí? O que acharam? Alguma aposta do que vem por aí? Espero os comentários e impressões de vocês aqui embaixo! Mal posso esperar pra ouvir o feedback de vocês!

E estou de volta na quarta-feira, com um capítulo novinho da nossa saga, OK? \o/

Bom domingo pra todo mundo, e uma ótima semana!

P.S.: que resumo MAAAARA, hein?! Gunê finalmente sendo desenvolvido na novela! Amém, gente! Haha xD


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