História A paixão é uma loteria. Mas o amor é uma escolha. - Capítulo 41


Escrita por: ~

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Categorias Malhação
Tags Benê, Gune, Guto, Malhação Viva A Diferença
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Palavras 1.598
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite, minha gente! Estou me adiantando um pouquinho na postagem por motivos pessoais - mas acho que ninguém vai se importar, né?! ^^

Hoje vamos acompanhar a Benê em sua primeira sessão de terapia. E não é que o Guto a convenceu mesmo? \o/

Espero que todos gostem, porque apesar de ser um capítulo mais sério, a terapia vai ser muito importante no desenrolar da história.

Então boa leitura, e nos vemos lá embaixo!

Capítulo 41 - A primeira sessão de terapia


Josefina e Benê estavam sentadas na sala de espera do consultório da psicóloga que Cecília havia indicado. De acordo com a arquiteta, ela era tia de uma colega de curso, e muito competente. A menina mantinha os braços ao lado do corpo e apertava o assento da cadeira com as mãos. Sua mãe fingia ler uma das revistas da recepção, quando na verdade prestava atenção às reações da filha.

As duas viram a porta da sala da terapeuta se abrir e um senhor sair de lá. Alguns minutos depois, o telefone da secretária apitou.

- Benedita Teixeira Ramos?

Benê se levantou lentamente. A menina tremia um pouco.

- S-sou eu.

- A doutora vai te receber agora. Venha comigo, por favor.

Quando Josefina fez menção de se levantar para acompanhar a filha, a secretária se opôs.

- Somente a paciente pode entrar. Por favor.

Contrariada, a zeladora tornou a se sentar, enquanto via a filha sumir porta adentro.

Benê se viu em um escritório muito simples. Dentro dele podia ver uma mesa robusta de madeira escura, com um computador e um vaso de planta. Havia uma cadeira grande de escritório em frente ao computador, e duas cadeiras simples do outro lado da mesa. Adornando as paredes estavam alguns sistemas de arquivos para pastas. Uma das paredes possuía um papel de parede acinzentado, que combinava com as duas poltronas do recinto. Elas eram grandes e acolchoadas, revestidas de um tecido macio cinza escuro, e estavam posicionadas uma em frente à outra.

Em uma das poltronas estava sentada uma senhora de cabelos pretos cacheados e óculos. Ela tinha uma expressão serena no rosto, e sorriu para Benê quando ela entrou na sala.

- Benedita?

Benê confirmou com a cabeça.

- Seja bem vinda. Gostaria de se sentar? – perguntou, apontando a outra poltrona.

A garota andou cautelosamente até o local indicado pela terapeuta e se sentou na beirada da almofada. Ela não se sentia muito confortável de estar ali.

- O meu nome é Silvana, Benedita.

- E o meu nome é Benedita. – ela pausou. – Mas você já sabe disso.

- Sim, eu sei. E o que mais você poderia me contar sobre você? – a psicóloga falava num tom de voz calmo e macio.

- Eu não te conheço. E a minha mãe me ensinou a não falar com estranhos.

A terapeuta entrelaçou os dedos das mãos. – E a sua mãe tem toda a razão, Benedita. Você jamais deve falar com estranhos. E você está certa. Como eu posso querer saber sobre você se você não sabe nada sobre mim, não é?!

Benê olhou para a mulher à sua frente e percebeu que ela sorria.

- Bom, então vamos ver. Meu nome é Silvana Correia. Eu tenho 54 anos, sou divorciada e tenho dois filhos. Eles se chamam Laura e Igor. Eu me formei em psicologia há mais de trinta anos, e moro em São Paulo há aproximadamente quinze. Hum, e o que mais posso dizer sobre mim? – ela parou para pensar por alguns instantes. – A minha cor favorita é preto, eu adoro chá de hortelã e a minha princesa Disney favorita é a Bela. – Benê sorriu levemente com essa última observação. – E então? Como me saí?

- Acho que bem.

- Tem mais alguma coisa que você queira saber sobre mim, Benedita?

- Você não toca nenhum instrumento?

- Ótima pergunta! Eu tentei aprender violino quando eu era mais nova, mas eu realmente não tenho qualquer talento. Quando se trata de música, eu prefiro apenas ouvir.

Benê ficou parada por algum tempo, encarando seus pés. Silvana apenas a observava. Após alguns minutos, a menina se deixou deslizar mais para o fundo da poltrona.

- O meu nome é Benedita Teixeira Ramos. Eu tenho 16 anos, sou solteira e não tenho filhos. Eu não sou formada, estou cursando o 2º ano do colegial. Eu me mudei pra São Paulo há três anos. Antes disso eu morava em uma cidade do interior desde que eu nasci. A minha cor favorita é rosa, e eu gosto de tomar sorvete com três sabores, banana e calda de chocolate. A minha princesa Disney favorita também é a Bela e eu estou aprendendo a tocar piano.

Silvana sorriu para a paciente. – Posso te fazer uma pergunta, Benedita? – esta confirmou com a cabeça. – Por que você se mudou para São Paulo?

- Porque os meus pais se separaram.

- Entendi. E como foi isso para você?

- A mudança para São Paulo ou a separação dos meus pais?

- Vamos começar com a separação dos seus pais.

- Foi diferente. Eu tinha uma rotina com o meu pai, a minha mãe e o meu irmão. E um dia o meu pai não tava mais lá, ele tinha ido embora.

- E como você se sentiu?

- Eu não gosto quando as coisas mudam. Mudança é ruim.

Silvana balançou a cabeça em sinal de concordância. – E por que mudança é ruim, Benedita?

Benê levantou os olhos para a mulher sentada à sua frente. – Eu... É difícil pra mim.

- O que é difícil?

- Explicar. As palavras... elas não saem. Eu... eu não sei dizer...

- Por que você não tenta? Pode ficar tranquila que não existe um jeito certo de fazer isso, então faça da forma que você puder.

- Mudança é ruim porque deixa tudo bagunçado. As coisas saem da ordem. Organização é importante. E quando ele foi embora tudo ficou confuso. Eu procurava ele pela casa, e ele não tava mais lá. Então eu chorava. E o Julinho também. O meu peito doía, e às vezes eu dormia com o travesseiro dele. Mas ao mesmo tempo foi bom, porque a minha mãe sorria mais. E eu gosto de ver a minha mãe sorrir.

Silvana notou que a menina tinha lágrimas nos olhos. Então ela se levantou, alcançou uma caixa de lenços de papel e entregou para a corredora.

- Eu não quero te ver triste, Benedita. Por que não mudamos de assunto? – Benê consentiu. – Por que a Bela é a sua princesa favorita?

Benê passou um lenço pelos olhos. – Porque desde o começo do filme ela não gosta de estar onde ela está. Ela quer mais. Ela quer sair dali, ir mais longe. E quando o pai dela some, ela sai pra procurá-lo. As outras histórias de princesas eram muito bobas, porque elas só queriam saber do príncipe encantado. Mas não a Bela. Além disso, ela não tem medo da Fera. Ela é corajosa e forte.

- Estou impressionada, Benedita. Muito bonito o que você disse sobre o filme. E você se identifica com a Bela?

Benê encarou o próprio colo. – Não.

- Não?

- Não. Eu sempre quis ser corajosa e forte como ela.

O semblante de Silvana se abriu em entendimento àquilo que estava ouvindo. Ela já começava a entender os problemas de expressão de Benê.

- Benedita, eu sinto dizer, mas o nosso tempo acabou. Mas estou muito feliz em te conhecer. Gostaria muito que você voltasse na semana que vem, pra conversarmos melhor. Quero saber mais sobre as suas aulas de piano, por exemplo. Que tal? Você volta pra conversarmos um pouco mais?

Por mais que Benê tivesse achado difícil falar sobre tudo aquilo, ela estava se sentindo mais leve, de alguma forma. – V-volto. Volto sim.

- Que bom. Vou te esperar, então.

As duas se levantaram e Silvana estendeu a mão para Benê, mas a menina não a apertou. Em resposta, ela se encolheu. A terapeuta recolheu a mão sorrindo, e indicou a porta para a paciente. Quando ia saindo, Benê se virou.

- Silvana.

- Sim?

- Pode me chamar de Benê. Todos os meus amigos me chamam assim.

- Muito obrigada, Benê!

Silvana observou Benê sair de seu consultório, e se dirigiu ao computador. Abriu a ficha da menina e fez algumas anotações sobre o comportamento e os comentários que a corredora havia feito: “A Benedita tem dificuldade em seus relacionamentos interpessoais, assim como na manifestação de seus sentimentos. É muito doce, mas claramente sofre muito com isso.” Olhou para a tela do computador e ficou pensativa. Aquele padrão de comportamento não lhe era estranho, mas ainda era cedo demais para se chegar a qualquer conclusão.

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- E então? Como foi com a terapeuta, meu amor?

- Foi bom, mãe. Melhor do que eu esperava.

- Sério? E por quê?

- Porque ela é legal, e me deixou à vontade. Eu gostei dela.

- Que bom, filha! Fico muito feliz! Isso quer dizer que você quer voltar?

- Sim. Eu já disse pra Silvana que eu ia voltar.

Josefina abriu um enorme sorriso, pensando no quanto a terapia poderia ser boa para a filha.

- Mãe, acho que vai chover.

Ouvindo a afirmação da filha, Josefina olhou de relance para o céu. – Você acha, filha?

- Bom, as condições meteorológicas estão propícias para isso. Esse vento, esse ar gelado, essas nuvens escuras... E o meu celular está informando que a chance de chuva hoje é de 89%.

- Então vamos rápido, Benê. A última coisa que eu quero agora é que você pegue chuva e fique gripada.

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Naquela noite caiu um dos piores temporais dos últimos anos, em São Paulo. Os ventos chegaram a 90 Km/h e raios caíam a cada minuto. Durante somente aquela madrugada choveram 100 milímetros de chuva – quase o total previsto para todo o mês.

Benê odiava temporais como aquele, e pediu para a mãe deixá-la dormir com ela, em sua cama. Ela tinha medo do barulho alto dos trovões e, naquele dia em específico, também do clarão insistente dos constantes relâmpagos.


Notas Finais


E é isso aí! Essa terapeuta parece bem esperta, hein?! Fez algumas anotações importantes sobre a Benê e já tá pensando em possíveis diagnósticos. Tenho a sensação de que ela vai ajudar muito a nossa menina!
E essa chuva muito louca aí? Todo mundo tem medo de temporais "arrasa quarteirão" como esse? Eu sei que eu tenho! O que será que vem por aí? =X

Críticas, sugestões e comentários serão muito bem vindos! Então sintam-se à vontade pra falar comigo aqui embaixo, OK? ^^

O próximo capítulo será postado na segunda-feira. Por favor, ninguém morra de ansiedade até lá, OK? =D
Beijos a todos, e um ótimo fim de semana!

P.S.: ESTOU SURTADA COM O RESUMO! MEU DEUS, É MUITO TIRO! GUTO COM CIÚMES? FOMOS NÓS QUE PEDIMOS SIIIIM! \o/


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