História A Perfeita Imperfeição de Existir - Capítulo 9


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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Itachi Uchiha, Kabuto, Kankuro, Konan, Naruto Uzumaki, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Pein, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Shizune, Temari, Tsunade Senju
Tags Ação, Akasuna, Akatsuki, Alternativo, Amor, Anime, Animes, Busca, Drama, Haruno, Mangá, Mangás, Naruto, Ninja, Ninjas, Ninjutsu, Realidade Alternativa, Redenção, Revelaçoes, Romance, Sakura, Sakuraharuno, Sasori, Sasoriakasuna, Sasosaku, Sasuke, Shinobi, Uchiha, Uzumaki
Visualizações 332
Palavras 2.513
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Super Power
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá! Estavam com saudades? Pois estou de volta com um cap. novinho!

Capítulo 9 - Nono Ato


Fanfic / Fanfiction A Perfeita Imperfeição de Existir - Capítulo 9 - Nono Ato

— Definitivamente não — Temari disse, chocada por seu irmão ter lhe proposto algo tão absurdo.

— Oh, vamos lá, irmanzinha. Seja flexível!

— Essa deve ser a pior idéia que você já teve. E isso inclui aquela em que você tentou dar pílulas para dormir a Gaara.

Sakura, que estava ouvindo Kankuro discutir com Temari, suspirou. Kankuro contou a sua ideia para ela no final do dia, e sua primeira reação foi semelhante à de Temari. Agora, quanto mais pensava nisso, mais intrigante parecia. Claro, tudo que importava para Sakura era ter mais tempo para monitorar a recuperação de Sasori, por razões puramente científicas. Se o plano estapafúrdio de Kankuro realmente funcionasse, então iria facilitar diretamente esse fim. Só que eles tinham que convencer Temari antes de contar sobre o plano ao Kazekage. Todo mundo sabia que Temari geralmente tinha a melhor sorte em convencer Gaara sobre qualquer coisa.

— Foi só uma vez, e eu pensei que estivesse fazendo um favor a ele! De todo o modo, não funcionaram, então nenhum dano feito!

— Sua estupidez é inacreditável, às vezes. Este plano que você conjurou nunca vai funcionar. Mesmo se por algum milagre formos capazes de convencer Gaara, você realmente acha que o Conselho Jounin vai deixar por isso? Para não mencionar o povo de Suna.

—  E é exatamente por isso que você tem de convencer a todos.

Temari se virou para Sakura.

— E você, Sakura, concorda com ele?

— Bem, eu tenho que admitir que eu estou bem cética. Mas eu acho que é uma tentativa melhor do que a configuração atual. Sasori parece mais próximo quando não está sendo interrogado.

— Exatamente. — Kankuro entrou na conversa. — Em todo caso, qualquer informação que ele possa revelar-nos poderá ser vital para derrubar a Akatsuki. Se a tortura não vai funcionar, então é lógico tentar uma abordagem diferente.

— E vocês acham que poderão persuadi-lo a baixar a guarda o suficiente para revelar algo importante?

— Bem, vale a pena uma tentativa. Eu não nos vejo chegando muito longe se deixarmos as coisas como estão agora.

Temari suspirou, exasperada.

— Há tantas coisas erradas com este plano.

— Como eu disse, é por isso que precisamos de você por perto para suavizar as torções!

Temari deu um olhar suplicante a Sakura, como se a médica de cabelo rosa fosse seu último recurso.

— Eu concordo com Kankuro. Sei que não é um plano perfeito, mas, contanto que tomemos as devidas precauções, pode ter uma chance de dar certo.

— Eu não posso acreditar que estou concordando com isso — Temari resmungou.

— Vamos dizer a Gaara agora! — exclamou Kankuro.

— É melhor que você me deixe fazer isso.

— Claro, irmanzinha! Você é melhor neste tipo de coisa que eu.

— Sim, sim.

— Deixe-me ver se entendi — Gaara disse, seu tom estranhamente calmo. — Você quer que eu permita que Sasori treine os ninjas da brigada de marionetes. — Olhou para Kankuro.

— É isso mesmo — disse Temari. — A ideia é que, assim, possamos matar dois coelhos com uma cajadada só. A brigada de marionetes foi utilizada como uma parte importante das forças especiais de Suna até logo após a Terceira Guerra Mundial Ninja. A técnica de manipulação de marionetes foi criada aqui e seria uma enorme desvantagem deixá-la desaparecer, porquanto é uma arma que poucos inimigos conseguiram desvendar.

— Pense nisso, irmãozinho. Sasori é um extraordinário mestre titeriteiro, talvez o melhor que já existiu. Com ele como treinador, a brigada com certeza recuperaria sua antiga posição, podendo ser extremamente vantajosa em um confronto futuro contra a Akatsuki ou qualquer outra força inimiga, sem mencionar que daria a Suna um serviço único a oferecer como uma tática de mercenários para futuros clientes. Nós temos falado sobre a obtenção da brigada de volta nos trilhos por um longo tempo.

— Ao mesmo tempo, se o que Kankuro e Sakura dizem for verdade, Sasori poderia estar mais dispostas a divulgar informações dessa forma. Ele obviamente não está respondendo à tortura, e parece ter pouca consideração por sua própria vida. Esse tipo de apatia é a pior atitude possível de encontrar em um interrogatório. Se tortura não está funcionando, poderíamos muito bem tentar este método mais sutil de persuasão — disse Temari.

— Vocês percebem que o que estão pedindo é ridículo?

— Prefiro pensar nisso como criativo. — Kankuro sorriu.

— Temari, estou surpreso que você esteja de acordo com Kankuro. Eu valorizo ​​sua opinião como a voz da razão.

— Eu estou surpresa, também. Mas, neste momento, temos que aceitar o fato de que, se continuarmos a interrogar Sasori à base de tortura, não vamos chegar a lugar nenhum. — Ela fez uma pausa. — Sakura pensa que é realmente muito perigoso submeter o corpo dele a tais condições adversas.

Gaara virou seu olhar penetrante em Sakura, que engoliu em seco.

"Muito obrigada, Temari".

— Sakura? — o Kazekage se dirigiu a ela.

—  Eu não mudei minha opinião sobre a condição atual de Sasori. Você quer os fatos nus? Então aqui vão eles. O coração de Sasori não está completamente estável. Eu observei durante o seu segundo exame que havia areia em torno de seu coração. Meu único palpite é que isso aconteceu através de uma de suas técnicas, Gaara. Isso poderia vir a causar-lhe sérias complicações em relação à sua recuperação.

Gaara não demonstrou qualquer reação, e Sakura estreitou os olhos em sua direção.

— A cela onde ele está sendo mantido está fazendo sua recuperação ficar ainda mais difícil. Teve hipotermia leve na primeira manhã, e eu recentemente descobri que ele só tem recebido uma refeição por dia. Nem sequer comeu a última refeição que lhe foi servida, porque seus dedos estavam todos quebrados. Kazekage, seus guardas ANBU não pareciam pensar que isto era um problema.

— Recebi a sua reclamação, e eu já tenho lidado com os ANBU.

— Isso não é realmente o mais relevante, no entanto —  ela disse, exasperada. — Olha, a minha opinião de médica é que Sasori precisa ser mantido em condições propícias para uma recuperação saudável. Se ele ficar naquela prisão muito mais tempo, vai morrer. Nenhuma quantidade de tratamento pode reverter os danos causados ​​por viver em uma fria adega de pedra, sem luz solar e quase nenhum alimento. A tortura apenas agrava os danos

— Isso é um problema, então, porque eu preciso dele vivo por agora.

— Então me desculpe, mas eu tenho que concordar com Kankuro. Tudo o que importa é fazer com que ele viva em condições mais estáveis, colocando um fim à tortura. Você me pediu para trazê-lo de volta, e eu fiz. Agora tudo que eu estou pedindo é para o meu trabalho duro não ser tratado com tanto descuido.

Gaara olhou entre seus dois irmãos mais velhos e a ninja de Konoha. O plano que tinham figurado era uma verdadeira loucura. Sasori era um criminoso e assassino, e eles estavam pedindo o impossível. Presos merecem sofrer por seus crimes, e, como o Kazekage, Gaara era obrigado a respeitar as leis de sua aldeia. Ainda assim, uma pequena e traidora voz disse-lhe para ouvir o que eles tinham a dizer.

— Vamos assumir por um momento que estou de acordo com esta proposta idiota. O primeiro problema seria a segurança. Tenho certeza de que não tem que ser lembrado que Sasori é um assassino do mais alto grau de periculosidade. Eu não acho que a população de Suna aceitaria de bom grado a ideia de ele andar por aí tão livremente.

Temari pisou no pé de Kankuro antes que ele pudesse responder.

— Não há nenhuma razão para pensar que uma equipe qualificada de ninjas ANBU não possa manter um olho nele. E também há a precaução extra que você já tomou para regular o chakra dele.

O ouvido de Sakura não deixou de perceber a última parte da argumentação de Temari.

— Que precaução extra?

— Tenho certeza que você notou as algemas de prata que meus ANBU colocaram em Sasori. Com elas, eu posso regular a quantidade de chakra dele, e só eu posso removê-las. — Voltou-se para Temari. — Mas Sasori é conhecido por ser bastante proficiente em taijutsu. Mesmo sem chakra, ele é uma ameaça permanente.

— Isso é para que servem os ANBU, irmãozinho. E como Sakura disse, Sasori não parece em condições de combate por ora.

— É arriscado.

— Então que tal um de nós ficar monitorando todos os movimentos dele?

Sakura virou a cabeça para embasbacar com Kankuro.

— Como assim?

— Quero dizer, além da ANBU. Sasori vai ter escoltas ANBU, certo? E ele vai passar boa parte do seu tempo treinando a brigada de marionetes, então eu vou ser capaz de manter um olho nele. Quando não estiver fazendo isso, eu tenho certeza que Sakura vai querer monitorar sua saúde. De qualquer forma, alguém vai estar sempre com ele.

Sakura cruzou os braços, repelindo a ideia de passar mais tempo perto de Sasori. Ótimo.

— Eu ainda não estou entusiasmado com isso — disse Gaara.

— Que outra escolha temos? — Temari perguntou retoricamente.

Houve uma longa pausa enquanto o peso da pergunta de Temari pairava no ar. Gaara apoiou a cabeça cansada em suas mãos, tentando encontrar uma maneira de sair dessa situação. Tsunade já tinha prometido-lhe o seu apoio por trás de qualquer plano que ele concebesse  para obter informações de Sasori. Ela também decidiu pela permanência de Sakura conforme necessário para se certificar de que Sasori não iria morrer antes que fosse útil às cinco grandes nações. Kankuro, ele sabia, era um grande admirador do corrompido mestre das marionetes, apesar de tudo, e esta era provavelmente a única chance que Kankuro teria de realmente treinar com alguém que poderia ensinar-lhe algo útil.

E depois havia a questão da brigada de marionetes. Gaara já havia discutido com Kankuro a respeito disto, muitas vezes no passado. Até mesmo o Conselho Jounin tinha concordado que algo deveria ser feito para que a brigada recuperasse sua antiga glória a todo o custo. Mestre Chikamatsu Monzaemon, o fundador da brigada, havia criado a técnica de marionetes em Sunagakure, um século antes. O grupo tinha florescido como uma das divisões militares mais mortais e mais eficientes de Suna, a sua infâmia bem conhecida em todo o mundo shinobi. Sasori tinha sido historicamente um dos membros mais notórios, tendo sido um mestre de marionetes mais qualificado que o próprio Chikamatsu.

Recentemente, no entanto, a brigada havia caído no esquecimento. Com a morte de Chiyo e o sumiço de Sasori, não havia um verdadeiro mestre para repassar os ensinamentos para a próxima geração. Kankuro pôde treinar com Chiyo um pouco enquanto ela ainda vivia, mas ele aprendeu sozinho a maior parte do que sabia. Certamente, Kankuro era um shinobi altamente talentoso para ser capaz de aprender de forma mais autônoma. Mas o resto da brigada restante consistia de quatro ninjas de nível Chuunin, todos sob a idade de vinte e cinco. Realmente não havia na equipe alguém com experiência sólida ou um profundo conhecimento da técnica de marionetes. Apenas um ninja titeriteiro tinha conseguido progredir apenas com teoria, no fim das contas. Objetivamente, se a sua história criminal fosse ignorada, ter Sasori era uma oportunidade de ouro para reviver uma das melhores divisões militares de Suna. Se sua vida seria estendida, eles poderiam muito bem colocá-la em bom uso.

— Tudo bem — disse ele, resignado. — Até que eu possa pensar em uma melhor opção, nós iremos com esse plano.

Todos olharam para Gaara, mistificados por ele ter concordado, sem colocar-se sob mais relutância.

— E sobre o Conselho Jounin? — Kankuro perguntou, hesitante.

— Temari vai lidar com eles.

Temari olhou indignada.

— Você vai me ajudar a convencê-los enquanto Sakura e Kankuro lidam com Sasori. É justo.

Sakura estudou Gaara, pensativa. Às vezes, a maneira que ele se comportava com seus irmãos lembrava-a que o mesmo ainda era muito jovem. Entretanto, ela percebia-o extraordinariamente calmo para quem teria que encarar um grupo furioso de Jounin. Sakura teria se recusado a tal responsabilidade. Estava um pouco aliviada que teria que lidar com Sasori, e não o intolerável Conselho Jounin. Não que Sasori fosse muito tolerável.

— Se vamos fazer isso, espero ter alguns resultados concretos.— Gaara concentrou seus duros olhos de jade em Sakura e Kankuro. — Vocês dois nos levaram a esta confusão, então é melhor que encontrem uma maneira para que tudo venha a valer a pena.

— Agora, espere um minuto — Sakura protestou.

— Eu não quero ouvir nenhuma desculpa, Sakura. Se ele morrer, a responsabilidade cairá sobre seus ombros. Espero ver Sasori no auge da saúde. E você — Virou-se para Kankuro. — É melhor que se certifique que ele faça com que a brigada de marionetes retorne ao seu posto na elite da divisão de forças especiais de Suna.

Kankuro assentiu ferozmente.

— Você não vai se decepcionar, irmãozinho.

Sakura queria poder compartilhar o entusiasmo de Kankuro. Claro que ele estaria animado; não é todo dia que  alguém tem a oportunidade de treinar com uma lenda viva na sua área de especialização. Sakura sentia-se capaz de simpatizar um pouco com o sentimento de Kankuro. Sua formação com Tsunade enchia-lhe de um senso de propósito e determinação. Tinha muito orgulho por ter treinado sob a tutela da poderosa Sannin. Kankuro então não havia desfrutado de tal oportunidade. Ela ofereceu-lhe um sorriso tranquilizador, tentando transmitir que estava feliz por ele.

— Então, vamos começar a trabalhar imediatamente. Vou solicitar que Sasori seja levado para uma habitação próxima ao hospital, para que Sakura possa ter acesso fácil a ele em caso de emergência. Vou ter que despachar minha melhor equipe ANBU para vigiá-lo. — Gaara tirou uma pilha de arquivos, e Sakura assumiu que neles estavam os elencos ANBU.

— Eu cuido da logística — Temari disse, puxando os documentos para fora do alcance de Gaara. — Por que você não começa a pensar em como apresentar isso ao conselho Jounin?

Gaara assentiu.

— Espero que eu não esteja cometendo o pior erro da minha vida ouvindo todos vocês.

Kankuro bateu seu irmão na parte de trás de forma amigável.

— Não se preocupe, irmãozinho. Nós não vamos decepcioná-lo.

— Esperemos que não, para o bem de todos nós.

Uma coisa que todos tinham esquecido, na humilde opinião de Sakura, era como Sasori iria responder a essa sucessão de eventos. Seria possível fazê-lo cooperar na formação da brigada de marionetes? Se o seu comportamento durante o interrogatório servisse como um indicador, Sakura duvidava. Ainda assim, Kankuro tomou para si a responsabilidade de dar a notícia para o ruivo, poupando Sakura. Na verdade, ele insistiu em agir sozinho. Tudo que Sakura tinha que fazer era certificar-se de que Sasori teria uma transição segura para a habilitação fortemente vigiada perto do hospital em que ele iria ser tratado. Ela estava desconfiada dos guardas ANBU, especialmente após o monitoramento da cela do ex-Akatsuki ter provado-se ser muito descuidado e indiferente.


Notas Finais


Até logo, pessoal. Cuidem-se!


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