História A place to be remembered - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Acampamento, Adolescente, Amor, Colegia, Drama, Romance
Visualizações 5
Palavras 1.629
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oii gente, espero que gostem da história, qualquer dica para melhora da escrita ou/ e história comentem aqui, por favor!!

Capítulo 1 - Peixe fora d'água


Quando eu pisei meu pé naquele ônibus eu tinha percebido, eu não queria estar naquele lugar. O grupo de meninos sentado à minha frente tinha seus membros com mais ou menos 12 ou 13 anos e todos eles pareciam se conhecer desde pequenos. Falavam sobre o que fariam na temporada, já estavam integrados, claramente o que não era meu caso. Eu não havia visto ninguém da minha idade ainda e eu começava a me desesperar um pouquinho. Eram três horas de viagem e eu não tinha levado celular(o uso no acampamento era proibido) e não havia absolutamente ninguém sentado do meu lado. Encostei a cabeça no vidro e tentei adormecer, mas minha cabeça ficava vagando nos meus amigos em SP ou na viagem da minha mãe à Paris, que ela poderia muito bem ter me levado, em vez de me mandado pra um lugar totalmente desconhecido.
  O trajeto, como de se esperado, foi extremamente tedioso e eu não havia dormido nada, eu nunca conseguia dormir em carros,ônibus, aviões, etc, não sei nem porque eu me dava o trabalho de tentar.      De qualquer maneira, o ônibus havia parado e alguns monitores se organizavam para descer as crianças. Desci as escadinhas para achar um mar de malas e de pessoas se abraçando e sorrindo, como se fossem amigas que não se vissem à muito tempo. Eu comecei a procurar pela minha mala, já que eu não tinha pessoa nenhuma para procurar. Considerando o fato de que ela era gigante e vermelha, a tarefa não foi muito difícil.
-Campestre, por aqui!
-Lago, comigo!
-Itapeva!!
As pessoas começaram a se dividir em grupos com os monitores e a sairem daquele local e eu comecei a ficar desesperada. Para onde eu ia? Meu Deus, será que todo mundo naquele lugar sabia o que fazer menos eu? Onde eu fui parar.
-Oi, você é da 10f?
-Que?
A menina que era muito loira e com os olhos verdes tirou uma lista do bolso.
-Qual seu nome?
-Ana Lara Giza
-Você é minha acampante- ela sorriu- Vamos, campestre.
  Ela saiu em direção à um grupo de meninas e eu a segui.
  O chalé tinha uma grande placa escrito "CAMPESTRE" na sua frente. Possuia  quatro quartos e várias garotas se acumulavam na frente dele, gritando, se abraçando e empurrando malas, todas elas pareciam ter mais ou menos minha idade, diferente das pessoas do ônibus, pelo menos isso.
  A menina loira entrou no quarto B e pediu para que eu entrasse também e logo em seguida fechou a porta. Dentro do quarto já haviam 5 outras meninas. 
-Sejam bem vindas a mais uma temporada meninaaas!!
Elas deram gritinhos animados.
-Ok, vamos nós conhecer melhor, façam uma roda.
Todo mundo sentou em roda no chão e a garota continuou a falar.
-Então é o seguinte, vocês vão falar o nome de vocês, a idade, onde estudam e o seu talher favorito.Começando por mim.
   Talher favorito? É serio isso? Que tipo de pessoa tem um talher preferido? E não existiam só três talheres? Minha mãe tinha me mandado para um hospício, misericórdia..
-Então meu nome é Julia Bueno, eu tenho 18 anos e meu talher favorito é colher...
  A monitora tinha 18 anos, não me surpreendia, ela parecia nova mesmo, mas é serio que eles colocavam pessoas tão novas para serem responsáveis? 
 Uma menina ruiva me cutucou.
-Amiga, é sua vez.
 Ótimo, eu tinha feito isso de novo, me perdido em pensamentos e esquecido meu redor, eu teria que descobrir o nome das duas meninas que já haviam se apresentado depois.
-Meu nome é Ana Lara, eu tenho 15 anos, estudo no Pandy e meu talher preferido é... é.. faca de peixe(?)
 A julia sorriu.
-Eu amo faca de Peixe também!
Que?!
  Eu sorri forçadamente de volta. Depois de todas terem se apresentado a monitora se levantou. 
-Gente, como tem várias Julias aqui, me chamem de Jub( Ju B), agora vamos conhecer as outras.
  Fizeram uma roda maior agora, com todas as 20 meninas do chalé Campestre. Haviam 4 quartos, todas as meninas tinham de 17 a 14, era o chalé feminino mais velho do acampamento e cada quarto tinha 2 monitoras, menos o nosso, que por algum motivo só tinha a Jub.
  Todo mundo falou o nome e signo dessa vez, o que eu considerei extremamente inútil já que não tinha a menor possibilidade de eu decorar todos aqueles nomes, quem dirá signos.
 Então uma monitora com o cabelo moreno extremamente comprido, chegando quase a cintura disse:
-Só uma pergunta meninas, tem  alguém nova aqui? 
  Vocês podem imaginar minha felicidade ao ser uma das únicas a levantar a mão. 
 Assim que eu levantei a mão, todos os olhos se viraram para mim e alguma menina disse, surpresa.
-Nossa! Como você parece a Cara Delevingne!
   Eu sorri forçadamente, qualquer pessoa ficaria feliz em ser comparada com uma modelo, mas eu já havia ouvido essa frase tanta vezes que a minha resposta automática era só sorrir e acenar.
-Sim! Eu sempre achei elas idênticas, parecia ainda mais quando ela era loira.
  Ta, agora eu fiquei com medo, como aquela outra menina que eu nunca havia visto na vida sabia que eu era loira? Que.
  Eu olhei para ela desconfiada.
-Como você sabe que eu era loira?
-Ah, eu estudo no Pandy, sempre te vejo lá.
Explicado, todo mundo sabe quem eu sou no Pandy.
-Ah.
-Você era loira e pintou de preto?!-outra menina perguntou.
Mais uma coisa que eu já havia ouvido 500 vezes, me esforcei para não ser mal educada, o que as pessoas viam demais em loiras? Eu particularmente me acho 30 vezes mais bonita morena.
-Sim, destaca mais meu olho- dei de ombros.
-Ok meninas, vamos fazer o tour no acampamento para mostrar para as novatas então.
  Elas mostraram o refeitório, onde almoçaríamos, jantaríamos e tomaríamos café da manhã todo dia, o lugar do aviso, o local central, o gramadao, a piscina, os dois campos de futebol, a lavanderia, etc e eu tinha que admitir que o lugar era lindo, os lagos e campos verdes definitivamente ganhavam da poluição de sp, e o fato de ser julho, inverno,e estar super calor e um sol brilhante me animaram um pouco, mas não o suficiente para esquecer que aquele povo era louco(eu não havia superado o episódio do talher)
  Um soar de sino muito alto interrompeu meu pensamento e uma voz falou ao microfone.
-Horário de aaaaalmoço, almoço, allllmoço.
-Vamos meninas.
Na porta do refeitório tinham duas monitoras, estas pareciam mais velhas e vestiam uniforme do acampamento e seguravam álcool gel, o qual espirraram na nossa mão.
-Gente, aqui no refeitório, a gente SEMPRE tem que sentar em chalés, essas duas mesas do fundo são para o campestre, e mais para frente vocês vão poder mudar, mas, por enquanto, tentem se sentar por quartos.
  Eu sentei e ao meu lado se sentou a menina ruiva e do outro uma baixinha magrinha com o cabelo curto e preto. Ela se virou para mim.
-Ei, não se preocupa, eu também não conheço ninguém, so vim aqui uma vez com tipo 5 anos, não é todo mundo que vem sempre aqui desde bebê, não se preocupa.
Ela sorriu e eu sorri de volta, aquilo foi reconfortante.
-Qual seu nome mesmo?
-Paola e o seu?
-Ana Lara.
-Lizoc, quando vão liberar o almoço?- uma menina de óculos perguntou.
A monitora de cabelos compridos olhou no relógio.
-Já ta na hora, mas o Itapeva não ta aqui, pra variar- ela rolou os olhos.
 Como se fosse ensaiado quando ela disse isso, um amontoado de mais ou menos 20 meninos entrou pela porta com um ruivo liderando.
-ITAPEVA É MEU CHALÉ!(homem na frente)
-ITAPEVA É MEU CHALÉ(coro dos meninos)!
-NELE SUBO TODO DIA!
-NELE SUBO TODO DIA(coro)
-ESSA É MINHA ALEGRIA(todos)!
 Então eles começaram a gritar e a pular se abraçando. 
 Eu devo ter feito uma cara muito de abismada porque a Jub me olhou e riu.
-Lara, aqui os chalés são como famílias, todo mundo é muito unido, e no final das duas semanas, o melhor chalé ganha, então tem muita competição entre chalés, todo dia nas refeições sempre é uma guerra de grito de chalé, hoje não teve porque é o primeiro dia, mas fazer o que o Itapeva ama se exibir...
-É! E nos vamos ganhar essa competição! CAMPESTRE! OBA!- Linoc, que havia ouvido a explicação disse e foi acompanhada por um coro de "campestre! Oba!" Das acampantes.
  Os meninos do Itapeva foram se sentar e fomos liberadas para o almoço. A comida daquele lugar era extremamente tentadora, tendo como opções pratos lindos de arroz, feijão, macarrão,lasanha e um monte de outras coisas engordativas que com muito esforço eu conseguir evitar e me manter na minha dieta. 
  E foi na fila da salada, aquele lugar que todas as crianças do acampamento jamais vão que eu vi o menino mais bonito que eu já tinha visto em toda minha vida. Uou. Eu me dirigi para a menina que estava do meu lado, que era do meu chalé e perguntei.
-Quem é aquele?
Ela seguiu a direção do meu olhar e repousou ou olhos no menino, depois de uma risadinha e um rolar de olhos falou:
-Esse? Esse é o Leo, ele vem aqui desde dos 4 anos, ganhou melhor acampante por 6 anos seguidos e é o crush de absolutamente todo mundo, desiste.
 Ela se virou de costas para pegar algumas cenouras e meu coração deu um aperto, ela estava certa. Eu podia ser a sensação no Pandy, mas aqui eu não era nada, minhas chances com ele eram perto de nulas. Respirei fundo, dane- se, eu tenho uns 50 em sp, não preciso desse. Fiz uma nota mental de jamais mencionar o Leo para nenhuma das outras garotas e segui com minha salada.


Notas Finais


Obrigada a tds que leram!


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