História A place to be remembered - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Acampamento, Adolescente, Amor, Colegia, Drama, Romance
Visualizações 3
Palavras 971
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Não pertenço a este lugar


Era ruim ter que acordar e esperar numa fila para escovar os dentes, e era ruim dormir mal porque as meninas aparentemente não tinham sono e fofocavam a noite inteira. Era ruim ter que enfrentar o frio que estava fazendo fora do chalé para ir até o refeitório, mas, acima de tudo, era ruim ter sonhado com meus amigos de são paulo e perceber o quanto eles faziam falta, e o quanto eu pertencia a aquele grupo, não a esse.
   Eu percebi os esforços de Jub ontem para me animar, mas aparentemente ela tinha me declarado um caso perdido e no café da manhã estava sentada com as meninas do quarto do lado, as abraçando e rindo, elas pareciam felizes. Seria uma cena linda de ver, se não me lembrasse o quão perdida eu estava. 
    Após ignorar os waffles que meus colegas comiam e pegar um prato de ovos mexidos eu subi para o salão principal, onde o recado diário era dado. Alan, o dono do acampamento, que dava os recados estava atrasado e para matar tempo os acampantes decidiram dançar. Eu amava dançar, e era muito boa nisso, mas a dança era uma coreografia que eles sabiam decor, e dançavam todos ao mesmo tempo, sem errar, como se fosse algum tipo de musical estranho, então eu fiquei sentada no chão observando aquelas meninas que dançavam perto do Leo.
   Apoiei na parede e cruzei os braços, fechando os olhos e pensando no meu único consolo" só mais 14 dias, só mais 14 dias, tudo vai voltar ao normal depois"
  O recado era sobre algumas coisas chatas, mas importantes, como o funcionamento da lavanderia e da enfermaria. Após isso todo mundo se levantou e foi para os chalés para a arrumação. No final da temporada, o chalé mais arrumado ganharia um prêmio, que aparentemente era muito cobiçado pelas meninas do campestre, que organizavam seus armários em degradê e limpavam o chão ate brilhar. 
  Problema: eu tive empregada minha vida inteira e não fazia ideia nem de como arrumar uma cama. 
  Problema 2: o problema 1 parecia irritar Jub profundamente.
 Após ela me dar uma bronca sobre como meu armário estava desarrumado ela sentou comigo no chão e me ensinou como a dobrar camisas, e me ajudou até tudo estar pronto. Bom, pelo menos pra alguma coisa esse acampamento serviu. Não que eu fosse contar para ninguém, né? "O que você fez essas férias?" "Aprendi a dobrar camisas"
  Depois da visita de um monitor, que deu nota máxima para nosso quarto, saímos todas em direção ao gramadão. Fomos divididas em grupos e com minha sorte extrema e resplendora não foi surpresa nenhuma ficar no único grupo sem meninos do Itapeva( chalé dos meninos mais velhos, ou seja, as pessoas mais fortes e rápidas do acampamento, ótimo)      
  Os grupos foram formados de acordo com as duplas que escolhemos no começo do dia e eu fiquei com a Giulia, que era uma menina que também era nova e por tal motivo tinha automaticamente se tornado minha nova "melhor amiga" naquele lugar. Mas não dava nem para comparar com a Livia, minha melhor amiga de verdade. Lembrar dela sempre me trazia um aperto, porque nossa amizade era daquelas absurdas, que só se vê em filme. A gente nunca ficava mais que 1 dia separadas. Ela morava na rua do lado da minha, estudava na minha classe e sentava comigo todo dia, era sócia do meu clube e nós nos conhecíamos desde os 6 anos. 2 semanas sem ela seria difícil de lidar, ela havia ate feito um textinho para mim antes de eu ir embora, eu queria tanto que ela tivesse vindo comigo.
  Tirei Liv do meu pensamento quando o apito da primeira prova em grupo começou. Eu adorava esportes e me esforcei ao máximo, mas não dava para compensar as crianças de 10 anos que eram praticamente a única coisa que meu time tinha, assim como não dava para compensar o Leo e seu melhor amigo, os dois com 1,80 e capacidade física para deixarem nosso time no chinelo.
  O apito do final do jogo soou e a Martha(monitora do nosso time) bufou irritada pelo lugar em qual ficamos(oitavo, também conhecido como último) 
  Depois da atividade da manhã era o horário de descanso, onde as pessoas normalmente ficavam aproveitando para conversar com os amigos no barzinho(calma, só vendia chocolate e sorvete lá) ou na piscina, já que mesmo sendo julho, fazia um calor absurdo. E foi nesse momento, provavelmente, o que eu me senti mais solitária em toda a temporada. A Giulia tinha começado a falar com outra menina no jogo da manha e agora dividia cookies com ela no barzinho e o Leo ria com um grupo de amigos, ele nunca estava sozinho, e eu sempre estava. Eu fiquei simplesmente parada olhando para o nada, porque não tinha mais o que fazer. Nem com quem falar.Os rádios do acampamento que sempre transmitiam música naquele horário começaram a tocar.

This is real, this is me
I'm exactly where I'm supposed to be now
Gonna let the light shine on me
Now I've found, who I am
There's no way to hold it in
No more hiding who I wanna be
This is me
(Isso é real, isso sou eu
Estou exatamente onde deveria agora
Vou deixar a luz brilhar em mim
Agora que eu me encontrei
Não vou segurar dentro de mim
Sem mais esconder quem eu quero ser
Essa sou eu)
  Lágrimas quase surgiram nos meus olhos, não, este não é exatamente o lugar onde eu deveria estar agora, eu não pertenço aqui, e eu não me encontrei, eu me perdi. Subi as escadas que levavam para o salão nobre(salão que possuia os computadores) e comecei a digitar um e-mail para minha mãe.
"Mãe, por favor, me deixa ficar só uma semana, por favor."



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