História A Porta dos Tempos - Capítulo 4


Escrita por: ~, ~Magnolya e ~Maegyr

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Mitologia, Originais, Percy Jackson
Exibições 2
Palavras 1.094
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Magnolya


Fanfic / Fanfiction A Porta dos Tempos - Capítulo 4 - Magnolya

Magnolya rodopiou o corpo pelo asfalto do Upper East Side. Quem diria que um golpe bem dado na cabeça faria isso?  Ela diria, com certeza.

Munida de fúria e uma personalidade impaciente, a tenente Caçadora de Ártemis não contou até dez para se levantar e atirar a flecha mais precisa de todos os tempos: atravessando a ventania uivante das ruas de Nova York, a flecha prateada estourou no meio do caminho e ribombou uma chuva de fogos de artifício. O cheiro provindo dali não era de nada agradável, mas ela não se importava. Nunca se importou:

— Julieta, à direita!, e leve consigo Lâmpada. AGORA!— berrou, apontando com o queixo as coordenadas. – Lacey, cubra o posto de Ártemis e ajude Kassie com as armadilhas no norte.

Mais uma flecha, agora atrás de Magnolya. Ártemis saltava de um canto para o outro, disparando cada vez mais feixes, assim como Lacey. As outras garotas, Julieta e Kassie sempre embaralhavam-se ao trocar afazeres, e Magnolya nunca sabia como lidar com isso. Tendo um dos cargos mais altos do grupo, não sendo ultrapassada apenas por Ártemis, ela sentia todo a responsabilidade sobrepor-se às suas costas.

Ao norte, Kassie e Lacey derrubaram um dos braços do monstro, o que o fez urrar de dor. Agora ao lado de Ártemis, Magnolya se privou a sorrir, pois era muito mais madura sendo supervisionada. Ou pelo menos pensava que era. Lâmpada, sua loba de companhia carregava os suprimentos e curativos ao passo que Julieta tentava se manter longe da ameaça. Sua tarefa era simples: erguer os caídos. OK, nem tão simples assim, pensou.

— O olho, pessoal, o olho! – Magnolya gritou, voltando a si toda a atenção da patrulha. O enorme ciclope que as impediam de seguir com a caçada era Polifemo, e todas elas sabiam o motivo de sua vinda: o tempo.

— Ele parece ter reforçado a defesa, tenente, o que devemos fazer? – perguntou uma das filhas de Hermes.

— Eu cuido disso. Recuem! - comandou um assovio ensurdecedor. Em milésimos, todo o asfalto tremeu, levando a chocar todas as calçadas da rua. Um rugido estridente revelou, ao leste, a enorme figura do Javali de Erimanto, conduzido única e simplesmente por Ártemis, trajando a coroa lunar mais brilhante de todas. - Pisoteie, deusa!

Ártemis sorriu. É estranho pensar que uma deusa obedecia ordens de uma semideusa. Bom, se é estranho, não é certo. Portanto, para as devotas, todas ali eram divindades uma vez que atribuíam a si mesmas o dom da imortalidade. Ártemis confiava suas bênçãos ao seu grupo, e Magnolya era a mais pensativa entre as outras garotas. Muitas vezes agia por impulso, mas sempre conseguia ganhar algo com isso.

Sentiu o coração acelerar quando o sol escaldante da região foi interrompido por uma sombra comprida e barulhenta. Quando voltou os olhos para o céu, localizou o maior dos pássaros já vistos, e também juraria ter escutado alguém gritando. Permaneceu ali, intrigada, até que uma das outras garotas uivou num grito de guerra. A tenente, então, se pôs à par e tateou mais uma vez o cordel do arco celeste. Com a flecha sem por cento centralizada, ela soltou o cordel e escutou o ruído da prata. Todas as outras caçadoras ousaram aquietar-se, e uma única centelha brilhante surgiu, consumindo o corpo de Polifemo em fogo grego puro. O monstro urrou tanto a ponto de desabar, mas com toda certeza não seria detido por aquilo. Ártemis, por sua vez, disparou uma saraivada de flechas, todas de uma vez, na barriga do ciclope e todas – exceto Julieta – pararam para ver a fera desintegrar-se em um pó dourado asfixiante.

 

 

Agora sentadas num círculo de mesas em uma das pizzarias locais, todas elas relembravam as últimas caçadas com risadas e interpretações, ao passo que Ártemis escutava-as com o mesmo tom sério de todas as vezes, vez ou outra compartilhava um sorriso brilhante com as piadas de Lacey. Todas as caçadoras, dentro do grupo, tinha específicas funções ou apelidos. Magnolya e Ártemis não atribuíam os apelidos, mas entendiam as funções: Lacey era a mais rápida; Julieta cuidava dos curativos; Kassie fazia a formação de batalha de todas as caçadas, estava a um cargo a menos de Magnolya; as outras garotas sobrepunham-se em outras funções, como cuidar dos animais domesticados, proteger os suprimentos e até mesmo paparicar as líderes.

Saíram todas na mesma formação que entraram, com os arcos presos aos peitos e as aljavas suspensas às costas. Já não se importavam com os olhares alheios, pois todos sabiam que elas eram as salvadoras dali e – se dependesse de Magnolya – os olhares tortos não passariam de cabeças sem pescoços, todas rolando morro abaixo.

Voltaram à clareira, sentando-se ao redor de Ártemis, no meio de um dos bosques florestais da cidade. Já foram usados para turismo, mas as pessoas não apareciam ali a décadas, se passassem, logo iriam embora tendo em vista o tempo desnorteado.

— Vocês todas sabem que lutaram bem, mas não serão dispensadas tão rapidamente – iniciou Ártemis, como se estivesse ressoando uma melodia. – Os monstros estão saindo do tártaro cada vez mais rápidos, já que não têm um tempo disposto de castigo. Os grupos em todo o mundo estão se esforçando ao máximo, e por isso terão de continuar sozinhas. Vocês precisaram de ajuda, e agora carregam consigo a mente mais destrutiva que precisam no momento, o Javali. Os deuses precisam de mim assim como as outras devotas. Então, se esforcem. – ela tentou sorrir para cada uma das garotas, e conforme o fazia, transmitia coragem a cada uma delas. Beijou a testa de Magnolya e desaparece num vulto branco que seguiu caminho diretamente à lua.

— Bom, meninas, vocês ouviram. Temos exatamente sete horas de sono, e não vamos desperdiçá-las, certo Florrie? – Magnolya conduziu uma risadinha em todas as meninas presentes. Florrie era a filha do deus dos sonhos, e estava sempre com um ar sonolento. Ela era o motivo das brincadeirinhas relacionadas ao sono, e nunca ligava porque vivia sonhando acordada. – Vocês ouviram Ártemis: estamos sozinhas agora, dependemos de nós mesmas. Vamos nos ajudar até a última gota de sangue do nosso corpo!

Todas elas assentiram confiantemente e levaram as mãos direitas ao centro do círculo. Após o ciclo completo, cada uma urrou em um tom diferente, e, ali, formaram o mais completo coro de caçada. Depois de se abraçarem, cada uma seguiu para suas barracas e caíram no sono conforme a lua regia a noite.

 

 

No dia seguinte, acordaram com o uivo de Lâmpada do lado de fora. Em fila, elas saíram de suas barracas e se depararam com a maior carcaça avícola da história: Ethon.



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