História A Porta dos Tempos - Capítulo 5


Escrita por: ~, ~Magnolya e ~Maegyr

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Mitologia, Originais, Percy Jackson
Visualizações 2
Palavras 904
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Olhos Enevoados


Fanfic / Fanfiction A Porta dos Tempos - Capítulo 5 - Olhos Enevoados

Era impossível manter-se sempre acordada. Elizabeth não conseguia manter os olhos abertos nem mesmo quando estava de volta a caverna de Circe. Sempre que perdia a consciência, seu espírito viajava pelo tempo, retornando a muitas eras remotas, a um futuro perdido e um presente incerto. É, definitivamente, Elizabeth não estava mais naquela caverna. Quando se deu por si, estava em um corredor estreito e alto, seus olhos enevoados não conseguiam enxergar o teto, ou até onde o corredor acabava. Seu espírito vagava pelo corredor sem jamais tocar os pés nos ladrilhos do chão de pedra. As paredes foram esculpidas em uma pedra escura, onde se podia haver apenas um numero infinito de portas que se seguiam até os limites que seus olhos conseguiam ver.
Seus olhos se abriram novamente. Ela tinha voltado a si. A primeira sensação foi sua fraqueza física que a recebeu com um abraço sufocante; por longos minutos só se preocupou em respirar, parecia que o ar tinha lhe fugido dos pulmões enquanto esteve ausente. Seus dedos tatearam o nada enquanto seus braços ainda estavam suspensos por correntes. Mover os dedos fez seus braços voltarem a formigar enquanto o sangue volta a circular pelos membros, sentir aquela sensação era pior tortura que as deusas podiam lhe proporcionar.

Apesar de servir de recipiente para um espírito imortal, seu corpo ainda era fraco e a cada dia que se passava se sentia mais fraca ainda.

Sua cabeça pendia para baixo, fazendo seu queixo roçar no metal frio do amuleto que permanecia desde o dia da sua captura em seu pescoço. O amuleto era uma peça única, jamais tinha visto algo como ele na vida; com ornamentos dourados e uma joia negra que permanecia no centro do círculo, envolto a inúmeras inscrições que Elizabeth jamais compreenderia em seus tenros dezenove anos de vida.

Por alguns minutos, pensou que o silêncio que dominava o interior da caverna fosse seu companheiro, até a garota divagar novamente para um lugar desconhecido. Até uma presença surgir entre as sombras, vindo em sua direção com passos lentos.

Discórdia  vestia um longo vestido branco de seda transparente, que, dependendo da luz, permitia ver sua tez através dos panos. Seus ombros e seios eram revestidos em uma armadura reluzente, ornamentada com espirais com joias incrustadas. A deusa se aproximou de Elizabeth, o suficiente para que a garota sentisse a respiração dela em seus cabelos desgrenhados. Quando Discórdia ergueu seu queixo com a ponta dos dedos, Elizabeth sentiu uma onda de tremores por todo seu corpo, se não estivesse içada pelas correntes nos pulsos, cairia no chão, sem dúvida alguma.

— Você não faz ideia no que está metida, garotinha. – o escárnio na voz da mulher era palpável, assim como sua irada controlada.

— Seja o que for o que querem comigo – a garota suplicava, - apenas dei-me algo para aliviar a sede e a dor... Por favor...

Sua voz parecia mais fraca a cada palavra dita, mas isso apenas divertia a deusa.

— Dor, é? Como se sente?

Elizabeth encarou-a nos olhos quando engoliu em seco para falar novamente.

— É como se algo estivesse puxando minha alma para fora do meu corpo... É c-como se algo tentasse separar minha alma em dois. Por favor, pelo menos um pouco de água... Por fav--

— Ei, não, calma aí! – consolou-a, alisando as maçãs do rosto da garota com a ponta dos dedos.  – Não desmaie agora... – rindo entre os dentes, Discórdia disparou – seu sofrimento só está começando... Espírito de Delfos. Quando conseguirmos separar sua alma do espírito e arrancá-las do seu corpo, nada mais vai sobrar aí dentro. Nada!

A garota balançou a cabeça, agarrando-se aos poucos minutos de lucidez:

— Minha alma minha e só minha, e irei de leva-la comigo ao Mundo dos Mortos.

Discórdia suspirava entre o júbilo quase que extasiante, em ver a agonia nítida nos olhos enevoados da garota.

— Saiba que não irá sobrar muito de você para chegar ao Mundo dos Mortos, Oráculo.

— Então recue e veja-me lutar, sua imunda.— as vozes que sibilavam entre os lábios de Elizabeth fez a deusa recuar alguns passos para trás, atônita. – Se nem mesmo o poderoso Olimpo me fez padecer, não será alguém que se uniu a escória que irá o fazer!— o som era similar ao silvo de um serpentário. Os olhos de Elizabeth foram tomados por um branco leitoso, enquanto que de sua pele clara, suas veias inchavam, dando a garota quase uma nova face.

— Volte. Fuja para o relento dos Titãs, e continue sendo a covarde que sempre foi. Você, Circe e Janos não encontrarão o sucesso em suas tramas, aqueles que vagam entre as portas farão de vocês peões em um estratagema maior. Eu vejo o que vi há décadas passadas; não há vitória quando o tempo e o destino viram brinquedos em mãos de deuses imprudentes!

— Iremos recriar o caos e moldaremos o mundo ao nosso favor, Oráculo. Seu espírito irá vagar e você irá engolir suas malditas palavras.

Discórdia agora retomava a postura após o susto, o sorriso irônico voltou a rasgar-lhe os lábios:

— Aproveite a dádiva que lhe oferecemos de viver preso em vislumbres. Quando a hora chegar, nem o Olimpo em peso irá te salvar. Olhe o futuro novamente, Oráculo. Vislumbre e testemunhe; tanto nas estrelas quanto em suas tolas profecias: seu fim já está resguardado!

 

Quando a fúria do Espírito de Delfos se dissipou, as energias de Elizabeth também se foram, levando a garota novamente a desvanecer.



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