História A Praga do Século - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Especiais, Gay, Hoffenhein, Homofetividade, Laços, Leben, Mfc, Olhares, One, Romance, Sexo, Universolove, Wpevensie, Wtorres
Visualizações 47
Palavras 2.013
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá meus caros.

Aqui estou com mais um capítulo cheio de surpresas.... eu sei, postar em menos de 24h já é uma grande surpresa, ne? rsrs



Espero que gostem e não deixem de comentar.


Boa leitura.

Capítulo 19 - XVIII. Desejo proibido


Fanfic / Fanfiction A Praga do Século - Capítulo 19 - XVIII. Desejo proibido

XVIII. Desejo proibido
//Roger//

 

Acordei com a luz do sol ardendo em meus olhos.

Eu estava nu sobre o meu roupão vermelho e com minha ereção matinal.

- Ele não está aqui. – falei a mim mesmo ao perceber a ausência de Jorn – pra onde ele foi? – sentei e olhei para os lados. A cabana parecia menos tenebrosa e mais acolhedora de dia. Logo percebi que havia uma mesinha com algo em cima. Me enrolei no roupão e fui verificar.

- Uma fruta com um bilhete? – sorri sem perceber enquanto deixava a fruta na mesinha e pegava o bilhete para ler.

 

“Precisei sair cedo. Espero que tenha dormido bem. Volto ao amanhecer para te buscar. Aproveite a maçã”.

 

- “Volto ao amanhecer”… mas já amanheceu! – apertei o roupão na minha cintura e sentei perto da plantinha enquanto esperava o retorno de Jorn que parecia demorar uma eternidade.

Eu não tinha relógio, mas sabia que horas já haviam se passado considerando o sol escaldando que estava fazendo do lado de fora.

Cansado de esperar, decidi voltar andando para o centro de treinamento.

Peguei a fruta e a coloquei no bolso do roupão.

Saí da cabana e me deparei com um chão cheio de ossos e pedras.

- Droga! Aquele desgraçado não teve a coragem de deixar nem um par de sandálias pra mim, agora vou ter que machucar meus pés nesse vale de ossos secos! – resmunguei isso enquanto tentava sair da cabana com meu roupão vermelho e minha fruta no bolso – em pensar que ele foi tão romântico e adorável na última noite… agora tenho certeza de que ele é um italiano que de alguma forma sobreviveu à guerra!

Olhei para trás e vi que em meia hora de caminhada eu tinha me distanciado poucos metros da cabana. O jeito era continuar e quem sabe chegar antes do anoitecer.

- O desgraçado só me usou e jogou fora. Eu já podia ter imaginado vindo de um italiano! Pior que eu não consigo tirar as palavras do Jorn da minha cabeça!  Maldito! – chutei uma pedra e dei um grito de dor – QUE DROGA! – falei sentando no chão e olhando para meu dedão que sangrava – agora vou levar o dobro do tempo. E tá tão calor… acho que vou ter que voltar pra cabana e… - parei de falar quando vi que um carro se aproximava – essa não! Devem ser soldados! Eu tô morto!

Levantei e tentei correr, mas meus pés estavam doloridos.

Caí de cara no instante em que o carro parou ao meu lado.

- Parece que seu destino é ser salvo por mim, não é? O que faz aí no chão? – respirei fundo para não perder o controle.

Me levantei e olhei para Jorn, todo bonito e refrescado dentro daquele carro enquanto eu estava com aquele roupão vermelho sujo e com um sol escaldante sob minha cabeça.

- Ora seu! Porque me deixou esperando aqui?

- Eu disse que voltaria.

- Não quero papo com você seu italiano romântico de araque! Estou muito bem aqui. Pode ir embora, xô!

- Eu já disse que não sou italiano!

- Como é que você sabe?

Ele ria de mim enquanto eu andava para longe do carro que me seguia.

- Entra no carro Roger, por favor.

- Eu já disse que não! Se quiser pode ir buscar outra pessoa pra cair nos seus encantos de italiano porque eu não vou aceitar isso!

- Você fica tão sedutor bravo… desse jeito eu…

- Não fala dessa maneira seu pervertido! Sai daqui e leve essa fruta com você! – falei tirando a fruta do bolso do roupão, mas estava toda esmagada com minha queda.

- Você amassou a maçã! Poxa… eu a colhi com tanto carinho pra você.

- Você o quê?

- Eu colhi essa fruta.

- Como? Não existem mais árvores frutíferas.

- Existem sim. Encontrei um pomar a alguns quilômetros daqui. Essa era a maçã mais vermelhinha e redondinha que eu havia encontrado, provavelmente era a mais doce, igual seu bumbum. – corei quando ele disse isso.

- Um pomar? – falei intrigado.

- Sim. – ele saía do carro e me envolvia em seus braços sem se importar com a sujeira de meu roupão – dizem que a maçã é a fruta do amor de do pecado… dos desejos proibidos.

- Isso soa tão…

- … excitante?

- Não sei. – falei entrando no carro. Aonde você estava? Porque me deixou sozinho aqui?

- Precisei ir ao centro de treinamento durante a madrugada para que não desconfiassem. Tentei vir o mais cedo possível, mas os soldados estavam atentos aos meus passos. – ele se aproximou e segurou minhas mãos, beijando-as com delicadeza – você fica tão sexy nesse roupão vermelho… combina com a sua pele macia.

- Eu… ham… você é a primeira pessoa que me diz isso.

- E quero poder dizer todos os dias se você permitir.

Fiquei sério de repente.

- O que foi? Não gostou do que eu falei?

- Não, é que… você age com tanta naturalidade como se isso fosse normal, mas… eu sou filho do Conselheiro.

- O amor é a coisa mais normal que existe. Você está estranhando porque nunca se sentiu dessa maneira. Agora fica quietinho que vamos colher outra maçã pra você antes que as árvores do pomar sequem.

- Porque elas secariam?

- Porque é o que acontece com toda a vida que tenta se manifestar nesse solo cheio de morte. Dei sorte de encontrar a melhor maçã para você.

- Nossa. Então eu não quero comer isso. Deve ser venenoso!

- Claro que não! Vou colher uma maçã mais bonita e comer com você!

 

Chegamos ao pomar, que na verdade eram três árvores com poucas folhas que haviam em um cercado de terra limpa.

- Eu venho tentando fazer cultivos por aqui, mas nem sempre tenho sucesso, exceto com as maçãs e aquela planta dentro da cabana. Geralmente elas secam algumas semanas depois.

- Então é você quem está mantendo essas árvores vivas?

- Exatamente. – ele procurava por uma maçã e quando finalmente a encontrou, estendeu para mim – vamos comer juntos.

- Não, eu não quero comer esse veneno!

- Claro que você quer! Aposto que você nunca comeu uma fruta direto da árvore.

- Isso porque nunca vi uma árvore frutífera na vida!

- Fico feliz em ser o primeiro a te mostrar isso também – Jorn sorriu e abocanhou a fruta, me convencendo a comê-la em seguida.

- Viu só? Ainda estamos vivos. – ele se aproximou de mim e beijou minha testa, me encostando no tronco da arvores e erguendo uma de minhas pernas.

- O que você está fazendo Jorn?

- Eu sempre quis fazer amor embaixo de uma árvore… acho que poderíamos realizar isso juntos.

- Não! Eu… eu não acho que seja uma boa ideia.

- Porque não?

- Porque isso é errado. Além do mais, se os detectores do Conselho acusarem nosso comportamento anormal, seremos mortos.

- Nada vai nos acusar. Somos especiais. – ele me apalpava e mordia meu pescoço.

- Não, por favor Jorn… eu… eu ainda estou dolorido depois da última noite. – ele parou quando eu disse isso.

- Eu te machuquei?

- Não. Quer dizer… não sei. Talvez. Mas ainda dói um pouquinho.

- Tudo bem. Acho que vou ter que ficar na mão se é que me entende. Mas ainda quero realizar essa fantasia com você.

- Hum… falando nisso… você ainda não me contou sobre meus exames. Que eu me lembre, fiquei exposto ao gás lá no cemitério. Porque ainda estou vivo e saudável? – a expressão dele mudou repentinamente.

- A princípio, pensei que você estivesse com MFC, mas depois vi que não. Era uma anormalidade diferente.

- Diferente como?

- Eu acredito que você seja um Imune.

- Mas… os imunes estão mortos, não estão?

- Não sei. É o que querem nos fazer acreditar. De qualquer forma, ninguém poderá saber disso. Seria perigoso pra você se O Conselho descobrisse.

- Porque?

- Porque no passado eles fizeram coisas horríveis com pessoas imunes. Vamos. Estamos demorando demais. – ele agora estava com uma expressão de preocupado, mas nem por isso deixou de ser atencioso.

Beijou minha testa e acariciou meus cabelos.

Seguimos de volta para o centro de treinamento.

Saímos do carro sob os olhares de Théo e sua gangue que fazia exercícios ali perto. Eles deram risadas abafadas e nada disseram enquanto passávamos.

- De onde estão vindo e porque está com esse roupão vermelho Roger? – Sargento Maia me olhava dos pés à cabeça com uma sobrancelha erguida. Havia certo brilho em seu olhar, mas tentei acreditar que era coisa da minha cabeça.

Jorn logo se pôs à minha frente e intercedeu por mim.

- Ele estava cumprindo minhas ordens! Eu o encontrei vagando pelos corredores e ele se recusou a entrar. Como punição, fiz ele caminhar descalço por algumas horas.

- E que autoridade você tem para dar ordens aqui? Você não é mais o Águia da semana! – disse Sargento Mais removendo o brasão do peito de Jorn – Théo, o brasão é seu essa semana! – Théo se aproximou e pegou o brasão com zombo no olhar para Jorn e eu – entre em formação Jorn e você, Roger, tem dez minutos para estar pronto!

- Sim senhor! – entrei no alojamento o mais rápido que eu podia.

Meus pés doíam muito e meu dedão ainda sangrava.

Não sei se o sargento tinha acreditado na mentira de Jorn, mas Théo com certeza não acreditou.

Tirei o roupão vermelho e coloquei meu uniforme depois de lavar meus pés.

- Droga! – berrei lacrimejando enquanto forçava meus pés a entrarem nos sapatos – Que dor! Que dor!

- O que tá acontecendo aqui? Porque a demora? – Théo entrava cheio de soberba e me olhava dos pés à cabeça.

- Eu não vou conseguir treinar. Meus pés estão doloridos demais para entrarem nos sapatos.

- Foda-se! Se você não descer agora vai ser punido!

- Eu não consigo, é sério!

- Olha aqui seu boiola! – Théo me puxava pela camisa e me jogava contra os armários – eu poderia quebrar a tua cara agora mesmo, mas quero ter o prazer de te ferrar durante essa semana em que serei o águia. Espero que você tenha um psicológico forte! Está dispensado e como punição, ficará sem refeição o dia inteiro!

Fiquei tentando entender o porquê de tanto ódio de Théo por mim e não encontrei resposta. Foi tudo tão repentino que eu começava a me assustar.

 

Passei o resto da manhã com meus pés em água morna para aliviar o cansaço.

Ao entardecer fui para o dormitório e tentei dormir para enganar a fome. Sempre dava certo com os castigos do papai.

- Roger? – disse uma voz sussurrante – Sou eu, o Jotta! Eu trouxe um pouco de ração para você. Come rápido!

Nossa ração era basicamente um amontoado de sementes e grãos produzidos nas estufas Leben, que ficavam geralmente no subsolo de algumas Fortalezas específicas.

- Droga! Nem com fome essa ração fica gostosa! Mas é o jeito! – falei comendo rapidamente enquanto ele me olhava aos risos – tá rindo de quê pirralho?

- Onde foi que você passou a noite?

- O quê?

- Eu sei que você e o Jorn fugiram pra algum lugar. Aonde estiveram?

- Eu não sei do que você tá falando Jotta.

- Eu concordei em acobertar a história do gás, mas se eu souber que você e o Jorn têm feito coisas pecaminosas, terei que tomar medidas drásticas para o seu próprio bem.

- Não está acontecendo nada!

- Eu me preocupo com você. Você é uma pessoa tão legal e não merece nada disso. Aprenda que as pessoas não são o que parecem ser, vai por mim. Toma cuidado com o que você está fazendo, … você não vai querer sofrer as mais severas punições nas mãos do Sargento Maia.

- Que tipo de punição?

- Eu não tenho o direito de falar sobre isso. Pergunte a Jorn e ele te dirá. – respirei fundo e tentei imaginar que segredos Jorn poderia estar me escondendo a respeito das punições do Sargento Maia.

 


Notas Finais




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