História A Price to Pay - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Emilia Clarke, Justin Bieber
Personagens Emilia Clarke, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Drama, Emilia Clarke, Joey King, Justin Bieber, Reviravolta, Romance, Traição
Exibições 94
Palavras 3.085
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ultimo cap do dia babe's
BOA LEITURA

Capítulo 8 - Chapter 8


Aquele beijo foi diferente de todos os outros. As lembranças de Charlotte de como fora en­tre eles... a explosão da pura química... faziam jus à reali­dade daquele momento mútuo de paixão descontrolada.

Justin aprofundou o beijo, ciente de que o corpo da mulher ardia de desejo, de que ela ansiava por sentir sua masculi­nidade. E reagia como um homem faminto diante de um banquete.

Charlotte estremecia de prazer sob as carícias, desejando o marido de corpo e alma. Aquele era o seu homem, seu amor eterno, e nada mudara. Não para ela. Como poderia, se nascera para lhe pertencer?

Haviam cometido injustiças um com o outro, mas era tudo passado. Podiam esquecer, perdoar e prosseguir em busca de um futuro juntos.

Charlotte quis chorar novamente àquela percepção, de ale­gria. Mas não chorou, apenas murmurou o nome do amado, entre gemidos, enquanto ele a livrava da velha camiseta para lhe sugar os seios.

Ela arqueou o corpo, avassalada pela onda de prazer in­tensa. Era demais e, ao mesmo tempo, insuficiente. Pensou que morreria com a intensidade do êxtase, com a promessa do que viria em seguida. Quando Justin se abaixou e lhe beijou o ventre, tomou o rosto dele para se fitarem.

- Faça amor comigo - murmurou, a voz rouca. - Mas faça direito.

Por um segundo, ele permaneceu imóvel, os olhos cinti­lantes como lâminas acesas . Charlotte sentia seu coração frenético. Ele ia lembrá-la de que não tinha intenção de consumar o casamento, afastando-se em seguida? Seu mundo desabaria, se isso acontecesse!

Mas não. Justin sorriu, daquela forma sensual que ela conhecia tão bem. Ajudou-o a despir a jaqueta.

O sorriso pecador significava que ele se lembrava do entusiasmo que ela demonstrara tão desavergonhadamente durante aquele longo verão, seis anos antes? Charlotte não sabia, nem se importava. Ainda sentia-se desinibida e ansiosa por ele, e só por ele.

Tomada pelo desejo, estendeu-se nua na cama e observou-o se despindo. Ele executava movimentos suaves e precisos, sem tirar os olhos dela ao desabotoar a camisa e atirá-la no chão, ao abrir o zíper da calça.

Charlotte enroscou-se no corpo másculo assim que ele se deitou a seu lado.

- Charlotte! - Superado o espanto, ele não disse mais nada. Passou a beijá-la exigente, enquanto ela oferecia o corpo.

A barragem se rompera, e ela se rendera facilmente, como se nunca tivessem se separado. Rendia-se ao amor e ao ritmo excitante de Justin. Ambos ofegavam. Ela esperara tanto tempo por aquilo, por aquele pedaço de céu que era só deles... Esperara tanto pela possessão masculina, para ter Justin dentro de si, completando-a, de corpo, coração e alma.

Ele se afastou um pouco, mas logo voltou a se aninhar junto às curvas femininas, introduzindo as mãos entre as coxas macias.

Charlotte estava tonta com a pura magia que acontecera entre eles. Ela ouviu-o respirando relaxado e entendeu que ele adormecera, entregando-se ao cansaço. Charlotte suspirou contente, apagou o abajur ajeitou-se em seu abraço, sem perturbá-lo.

Não dormiu. Queria saborear cada momento daquela noite milagrosa. Estavam novamente juntos, plenamente, e era assim que devia ser.

Conversariam quando ele despertasse. Precisavam conversar, superar o passado e prosseguir. Ela cuidaria para que o novo relacionamento tivesse bases mais fortes.

Justin com certeza não a amava como ela o amava, mas ela podia viver com o fato se fosse preciso. Ele queria a filha em sua vida e ela entendia sua determinação. E a queria, a mãe de sua filha, não apenas formalmente. Justin não con­seguira esconder o desejo que sentia por ela.

Juntos, poderiam construir um bom futuro, dariam a Jessie uma via feliz e estável, com pais carinhosos, como ele queria. E se ela fosse paciente, poderia conquistá-lo também. O tempo e a ternura podiam operar milagres.

Claro, teria de confessar seus pecados. Sabia que podia revelar sem medo exatamente por que mantivera segredo sobre a criança. Com certeza, Justin entenderia que, seis anos antes, ela era imatura e estava assustada demais com a possibilidade de perder o pai para superar o fato de ter sido traída e ir atrás dele, de algum modo, para lhe contar que estava grávida.

Optara pela solução mais fácil, e aprendera duras lições por conta dessa fraqueza. Ao mesmo tempo, não compreen­dia o comportamento que ele tivera na época, mas podia perdoar. Justin também amadurecera e não precisava mais de artifícios... charme e sexo fantástico... para se destacar.

Franziu o cenho. Na verdade, ele nunca precisara... precisara?

Justin fora preparado desde criança para um dia assumir a empresa do tio, além da fortuna da família. Farthings Hall e os negócios dos Sullivan deviam parecer insignificantes em comparação!

Não precisou buscar na memória as palavras da madras­ta, pois permaneciam impressas em seu cérebro. Justin lhe confessara ter bajulado a herdeira do hotel-fazenda, pedira-a em casamento, interessado somente nos lucros materiais.

Agora, analisando friamente a acusação, percebia que Justin jamais teria confessado algo assim, era completamente incongruente. Não estava interessado em Farthings Hall... tinha muito dinheiro e propriedades!

Helena apenas fizera aquilo em que era mestra... mentira e enganara!

Mas Justin de fato aparecera na fazenda como um errante sem dinheiro, disposto a realizar trabalhos pesados em troca de uns trocados... comida e lugar para dormir, por um mês ou dois.

Ele não comentara nem uma vez a riqueza de sua família. Charlotte gostaria que ele acordasse para esclarecerem esse ponto especificamente!

Como se sentisse sua inquietação, ele despertou, mas a carícia sensual que lhe proporcionou, do ventre até os seios, e o calor com que a apertou contra o peito afastaram todas as suas preocupações. Desta vez, Justin amou-a sem pressa. Após o êxtase, Charlotte adormeceu e, ao despertar, ele não estava mais lá.

- Hora de acordar, mamãe! - exclamou a filha, inva­dindo o cômodo. - Veja... eu me vesti sozinha!

Charlotte reparou no suéter ao contrário e nas sapatilhas com os pés trocados. Levantou-se, vestiu um robe e arrumou a filha.

- Diga ao papai que descerei num minuto.

Charlotte tomou um banho rápido, vestiu calça bege e um suéter italiano creme que comprara em Londres.Escovou os cabelos até os fios ficarem brilhantes e deixou-os soltos. Aplicou um pouco de maquiagem para mostrar que se im­portava com a aparência.

Mal podia esperar por aquele novo dia. O primeiro dia do resto de sua vida com Justin! Provavelmente, nunca saberia por que Helena mentira. Justin não tinha necessidade alguma de sua herança!

E fazia um dia glorioso! O sol brilhava num céu azul. Soprava uma leve brisa gelada, mas isso não tinha impor­tância, desde que Jessie se agasalhasse bem. Geralmente, planejava algum passeio com a garotinha no sábado. Talvez pudessem ir de carro até a costa, almoçar fora, consolidar a união dos três como família amorosa.

Faria a sugestão a Justin durante o café da manhã.

Eram oito horas e todos já estavam acordados. Jonh, sem­pre madrugador, já devia ter ido buscar o jornal na vila, para ler após o desjejum... que já devia estar pronto, a jul­gar pelo aroma de toicinho defumado e café que subia pela escada.

Justin devia estar à espera, ouvindo a tagarelice de Jessie. Feliz, Charlotte desceu correndo, imaginando se o marido apre­ciaria seu novo visual, em roupas de grife que a generosidade dele patrocinara.

Jonh e Amy permaneciam à mesa da cozinha, embora já tivessem tomado o café, e Jessie concentrava-se numa tigela de cereais. Nenhum sinal de Justin, nenhum prato vazio, apenas um lugar vago.

- Onde está Justin?

Saíra para uma caminhada matutina? Gostaria que ele tivesse esperado. Poderia tê-lo acompanhado e aproveitado a oportunidade para lhe fazer as perguntas deixadas de lado na noite anterior. Ao lembrar-se do que os distraíra, enru­besceu. Serviu-se de café.

O pai baixou o jornal.

- Ele saiu às seis e meia, dez minutos após eu descer. Pensei que você fosse descer para se despedir. Ele vai ficar fora por algum tempo. Afinal, não pode viajar à Flórida e voltar rápido...

A crítica no tom de voz do pai não era nada comparada ao choque de saber que Justin partira sem avisá-la. Após a noite anterior, esperava mais, esperava que ele lhe contasse sobre a viagem planejada, que a abraçasse e se despedisse com beijos.

Jonh, obviamente compadecido, consolou-a:

- Deve estar decepcionada... o marido viajar de repente... quando estão casados há tão pouco tempo... mas vocês têm bom senso bastante para superar isso. Ele não podia perder a oportunidade de comprar um amplo complexo turístico lá. Esse tipo de negócio não acontece sempre.

- E foi sem tomar café - resmungou Amy. - Uma via­gem longa até o aeroporto, sem nada no estômago! - Tirou um prato do forno quente e colocou-o diante de Charlotte. - Mantive seu desjejum quente.

Tomates fritos e toicinho defumado. Charlotte olhou para a comida e sentiu náusea, o estômago revolto. O pai a con­siderava mal-humorada, e o marido nem se incomodava em avisar que viajaria a negócios.

Seriam negócios mesmo? Sorveu o café, precisando do efei­to da cafeína, odiando-se por estar em dúvida. Que esperan­ça havia para eles, se permitisse que as desconfianças a assolassem? Por outro lado, que esperança havia, se ele não se incomodava em lhe contar sobre suas atividades, indo embora sem mesmo deixar-lhe um bilhete?

As cinco semanas seguintes foram um pesadelo. Charlotte podia jurar que chovera todos os dias. A ventania varria a costa, lavava os vales, arrancava as últimas folhas das árvores.

Jessie irritava-se por ter de permanecer em casa quando não estava na escola. Os dias ficavam mais curtos, sombrios e úmidos. Justin enviava notícias regularmente, mas nada do que escrevia nos cartões-postais consolava Charlotte.

O espaço para mensagens sempre vinha repleto de palavras para Jessie, e os telefonemas semanais eram ainda piores.

Ele lhe falava em tom impessoal, contido e frio, abordando somente o trabalho em progresso, os planos que estabelecera para melhoria da qualidade, a dificuldade em encontrar em­preiteiros capazes de atender ao alto padrão do grupo Hal­lam. Eram detalhes que não interessavam a ela, que ele podia comentar com Jonh. Ela queria saber como ele se sentia, se tinha saudade, se aquela noite mágica significara algo...

Charlotte queria perguntar, implorar que ele explicasse por que estava distante, como se fossem estranhos, e não aman­tes. Mas não podia, não com os demais ouvindo.

Então, ele pedia para falar com Jessie. Ela passava o te­lefone para a menina, ouvia a conversa animada e imagina­va, odiando-se, como podia ter ciúme da própria filha.

O pior de tudo era guardar a miséria só para si, fingindo alegria diante dos outros, realizando as atividades normais, quando tinha vontade de gritar e atirar objetos na parede. Seus temores só se aplacaram um pouco três semanas após a partida inesperada de Justin, à retirada dos operários de Farthings Hall.

Charlotte lançou-se à tarefa de promover a mudança de volta como se sua vida dependesse disso. Arrumou as malas, transportou-as, limpou Willow Cottage até estar impecável e reluzente, como no dia em que se lá se haviam instalado.

Agora, com Justin ausente por cinco semanas, estavam em casa novamente. Os empreiteiros e decoradores haviam executado um trabalho soberbo, e Jonh não disfarçou a sa­tisfação ao ocupar sua antiga poltrona, em sua própria casa, com seus pertences por perto. Era o único consolo de Charlotte... ver o pai ganhar força, parecer melhor a cada dia. O passado ficara para trás, ele não tinha fardos agora.

Sorriu ao vê-lo junto à lareira, lendo o jornal, e imaginou por quanto tempo conseguiria manter a imagem de norma­lidade. Justin estava longe havia um mês e não mencionara nada sobre voltar.

Como se captasse suas ondas cerebrais, Jonh comentou:

- Espero que Justin volte a tempo de ver a peça teatral de fim de semestre de Jessie. Ela está no papel principal.

Realmente, a garotinha não parava de falar sobre isso havia dois ou três dias. Jessie fizera todos prometerem sole­nemente que estariam lá para vê-la, quando bradaram em coro:

- Nem tentem nos impedir!

Se Justin não voltasse a tempo, Charlotte o mataria! Por­que, embora a garotinha não tivesse tido tempo suficiente para estabelecer uma união com Justin, sabiam que a me­nina estava orgulhosa de seu novo pai, esperando ansiosa­mente pelos cartões-postais e telefonemas semanais. Jessie sempre perguntava quando ele estaria em casa outra vez.

Justin telefonou naquela noite, pouco antes da hora de dormir de Jessie. Ciente da proximidade da garotinha, Charlotte indagou:

- Pretende assistir à peça teatral de fim de semestre de Jessie? Ela está no papel principal.

Talvez parecesse brusca, mas começava a deixar trans­parecer as emoções de abandono inadvertidamente. Além disso, estava protegendo a felicidade da filha. De tão tensa, teve de pedir que ele repetisse a resposta.

- Estou telefonando de Heathrow. Chegarei de madru­gada, portanto, não me espere.

Ele parecia mais distante do que nunca, se era possível, mas Charlotte sentiu o coração falhar. Justin estava voltando para casa! Poderiam resolver o que quer que causara aquela separação psicológica entre eles. Após a noite de amor que partilharam, Charlotte tinha certeza de que podiam! Talvez ele achasse difícil conversar por telefone assuntos importan­tes. Talvez fosse só isso!

- Conversaremos amanhã - declarou ele, como se lesse seus pensamentos. - E diga a Jessie que eu não perderia a peça de teatro nem por um trilhão de libras.

- Direi. - Charlotte passou o telefone à filha e ouviu-a tagarelar sobre a peça de teatro. Abraçou-se para conter o alívio. Justin estava voltando para casa e, apesar da reco­mendação contrária, ficaria esperando por ele.

Escolheu uma camisola tentadora... cetim pérola com muita renda... e robe combinando. Banhou-se e perfumou-se depois que Jonh e Amy se recolheram, todos felizes por saber que Justin estava chegando.

Mas não tão felizes quanto ela! A lareira estava acesa para recepcioná-lo, a iluminação suave, além de amor e sau­dade em seus olhos azuis.

 

Justin fechou a porta e recostou-se na madeira. Parecia cansado, as linhas de expressão marcando a boca. Usava um terno cinza-escuro tradicional, e estava lindo. Charlotte for­çou-se a ignorar a sensação de blocos de gelo no sangue.

Claro que ele estava cansado, cansado demais para esbo­çar um sorriso. Quem não estaria exausto após horas de vôo e uma longa viagem de carro à noite?

- Bem-vindo ao lar - saudou, de repente muito tímida.

- Eu disse que chegaria tarde. Não devia ter esperado.

Charlotte sorriu.

- Claro que devia. - Levantou-se, viu-o comprimir os lábios e captou a expressão de dor em seus olhos antes que os desviasse, vagasse pela sala e largasse a pasta na mesa.

Seu marido parecia ter emagrecido. Consternada, teve o impulso de mimá-lo, como uma mãe, sentimento que a as­saltava pela primeira vez.

Justin sempre fora forte, mas naquele momento parecia abatido. A carga de trabalho nos Estados Unidos devia ter sido imensa. Talvez ele tivesse se empenhado ao extremo, a fim de abreviar a estadia no exterior, ansioso para voltar para a família.

- Sente-se junto ao fogo e relaxe - convidou. - Você precisa descansar. Sei que temos muito a conversar, mas isso pode esperar até você ter um sono reparador. - Na verdade, Charlotte tinha uma boa notícia para lhe dar, mas até isso podia esperar. No momento, ele precisava de cari­nho. - Fiz sanduíches... rosbife e rábano... o seu favorito! Vou pegar. Quer uma bebida quente ou prefere uísque?

- Esqueça o sanduíche. Não quero. - Ele já se servia de uísque.

Charlotte engoliu em seco, o lábio trêmulo. Ele a bania. Algo acontecera desde a noite em que fizeram amor.

- Como preferiu me esperar, e o resto do pessoal já foi dormir, podemos conversar agora. Pelo menos, não seremos interrompidos.

O tom dele era indiferente. Charlotte sentiu o corpo entor­pecido. Recuou insegura, procurando a beirada da cadeira com as pernas. Sentou-se e observou-o fitando as chamas na lareira.

- Justin? - De algum modo, encontrou a voz, embora fraca.

Justin voltou-se e encarou-a. Nesse momento, ela entendeu que qualquer chance que poderiam ter tido estava perdida.

Ele respirou fundo e endireitou o corpo. Mais de um metro e oitenta de determinação masculina implacável.

- Vamos acabar logo com isso. É muito simples. Cometi um erro. Casar-me com você foi o maior erro da minha vida, e peço desculpas por isso. Não vai dar certo. Sugiro que passemos por uma separação de dois anos e, então, o divór­cio. Faremos a coisa amigavelmente, por Jonh e Jessie. Claro, continuarei sustentando-os e quero ver minha filha regular­mente... a peça teatral na escola, por exemplo. Fora isso, combinaremos as visitas.

Um pedaço de lenha despencou na lareira, lançando uma chuva de faíscas pela chaminé. Charlotte encolheu-se, assus­tada com o som tão caseiro. Não conseguia entender o que Justin dizia.

- Disse que queria que sua filha tivesse pai e mãe... até me explicou por quê. - Emitia as palavras com dificuldade. Ele insistira no casamento com aquele motivo em mente. Era tão importante, que ele tomara uma esposa que despre­zava, assumira suas dívidas.

Quando pareciam ter-se entendido, se acertado, após ele demonstrar o quando a desejava fisicamente, Justin encer­rava o esforço e deixava tudo para trás. E atacando seu coração novamente.

- Foi um erro - repetiu ele. - Você sabia antes de mim. Tentou se livrar do compromisso de todas as formas. Eu devia ter ouvido. Teimosamente, não ouvi.

Ele tomou toda a bebida com uma careta de desgosto... não pelo uísque, imaginava ela, mas pela situação em que se encontrava.

- Felizmente, Jessie não sofreu nenhum dano ainda. Só estive presente em sua vida por um breve período e não de forma permanente. Não me orgulho, mas hoje em dia divór­cio é coisa comum. Desde que seja amigável e a criança possa ver o pai de forma regular, o dano pode ser minimizado. Principalmente, no caso de Jessie... ela nunca se acostumou a me ter por perto.

Dor, amargura, estava tudo lá. Justin era incapaz de per­doá-la por mantê-lo ignorante sobre a filha? Se ela explicasse por que tomara aquela atitude, melhoraria a situação?

- Podemos discutir isso?

- Não há o que discutir. O casamento não vai dar certo. Estou encerrando-o.

Daquele jeito!

Os sentimentos dela não importavam. Algum dia importaram para ele? Os desejos dele vinham em primeiro lugar, antes mesmo da filha? Ele não se importava com o estrago que deixava para trás?

Charlotte levantou-se, pálida e tensa de raiva.

- Justin...

Ele lhe deu as costas e foi servir-se de mais uísque.

- Não vou discutir com você, Charlotte. Vá dormir.

Ela abateu-se com a dispensa fria.

Após um momento de choque, deixou a sala, arrasada.



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