História A primavera de Sakura... - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Personagens Originais
Tags Naruto, Sasusaku
Visualizações 292
Palavras 1.659
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, boa madrugada a todos.
Se ainda não conhecem a fic, Bem-vindo!

Eu vou atualizar a outra fic, okay? EU Ainda tô montando a história com as ideias de vocês.

Boa leitura.

Capítulo 5 - Capacidade


Nos estávamos bem agora, Sasuke me deixou cuidar do seu rosto mas não disse nada sobre o que havia acontecido antes. Eu comecei a pensar onde nós havíamos chegado, eu tinha batido  Sasuke, meu esposo. A discussão em si era ridícula, o nosso casamento era. Era sábado e nós dois estávamos em casa, Sasuke estava sentado em minha frente, aqui em nossa sala. Estava ocupado demais com seu maldito pergaminho para conversar comigo, mas o fato era que parte de mim queria irrita-lo.

- Quero contar a todos que estou grávida. 

Ele levantou o rosto para me analisar e depois voltou a atenção para o papel.

- Hm. 

Não sei se eram os hormônios mas cada vez que Sasuke me respondia “hm” eu sentia o sangue ferver em minhas veias. 

- Sasuke? – Eu o chamei. 

Ele não me respondeu. 

- Sasuke? 

- O quê? 

O vi soltar o pergaminho irritadíssimo, ele me olhou com as feições enraivecidas.

- Fale alguma coisa! – Gritei para ele.

- O que quer que eu diga? – Ele devolveu – que você consegue ser a pessoa mais insuportável dessa maldita vila? 

Ele saiu a passos pesados, primeiro apenas para o quarto, depois caminhou até a porta e saiu de casa. 

Eu fiquei lá sentada, eu podia ter evitado tudo isso mas o silêncio de Sasuke me irritava profundamente. Eu queria que ele conversasse comigo, ou pelo menos que me respondesse, mas vivíamos trocando apenas algumas palavras, nem amigos nós éramos. Tudo não passava de uma grande farsa, eu não queria que nosso filho fosse criado em um ambiente assim. 

Recebi a visita de Ino nessa mesma tarde, convidei ela e Sai para jantarem aqui, também liguei para Naruto e Hinata, fiz o jantar e esperei até que todos chegassem. Não vou dizer que estou tranquila, pois não estou, Sasuke ainda não voltou e não sei como vai reagir a isso, mas eu decidi contar a meus amigos sobre a gravidez e não voltarei a trás. 

Eles chegaram juntos, Hinata estava vestida com um lindo vestido lilás que combinava com seu jeito meigo, o corpinho rechonchudo dela denunciava a gravidez de 4 meses, Naruto surgiu animado e sorridente segurando a bolsa da esposa.

- Boa noite, Sakura-chan! – Ele exclamou.

Logo depois entraram Sai e Ino, a minha amiga me sorriu animada, mas Sai parecia sério.

- Tudo bem estarmos aqui, Sakura? – Sai me questionou.

Eu lhe sorri e afirmei que não havia problema nenhum. 

O jantar seguia agradável, apesar de temer pela chegada de Sasuke. Eu não havia dito nada sobre minha gravidez e nenhum dos meus convidados ousou falar sobre Sasuke. Tudo caminhava bem e naquela noite eu esqueci do inferno que vivia. Naruto me fez rir até não aguentar mais, fiquei brava com os comentários malvados de Sai e Ino e eu discutimos como duas adolescentes. Àquilo tudo para mim era perfeito, eu me sentia bem e amada no meio dos meus amigos. Eu estava perdida no meio de nossas lembranças quando a porta abriu, fiquei paralisada quando Sasuke entrou na sala de jantar, ele fitou a todos com seus olhos misteriosos.

- Ah, que bom que voltou Sasuke. – Eu o saldei.

Ele não me respondeu, saiu da sala depois de uma troca de olhares nada amistosa com Naruto.

Todos ficaram tensos e eu quase morri de vergonha com tamanha frieza com que Sasuke me tratou, senti os olhos preocupados da minha amiga sobre mim e sorri mentirosa para ela. Mudei de assunto, falamos das bobagens de sempre afim de mudar o clima ruim que havia ficado. Depois de muito enrolar soltei de uma vez:

- Bom, eu não os chamei aqui para nada. Segurem essa: Estou grávida! – Sorri.

Esperei que todos esboçassem alguma felicidade, mas isso não aconteceu. Vi preocupação no rosto de todos e meu sorriso morreu. Ino fingiu certa alegria e começou com seu teatro, mas não era nada convivente. Sai no entanto..

- Tem certeza? 

- Sim, Sai! Eu sou médica sabia? – A essa altura eu já estava magoada com todos. 

- Isso é ótimo! – Ino voltou a exclamar.

- Não, isso não é! – Naruto me disse – não desse jeito.

- Do que está falando? – Eu perguntei perplexa – Vocês são meus amigos, não? Por que não estão felizes?

- Sakura-san... Nós estamos, mas...

- Mas o quê, Hinata? – Gritei para ela – não sou boa o bastante para ser mãe?

- Isso não tem a ver com você, Sakura-chan. 

- Então tem haver com o quê? Eu os chamei para celebrarem comigo e não para fazerem essa maldita cara de enterro! 

- Calma, Sakura! – Ino tentou se aproximar de mim, mas eu a repeli.

- Vão embora! 

Eles me olharam assustados e os vi balbuciarem desculpas e justificativas mas não os ouvi, expulsei todos de casa. Eu estava irritada porque eu sabia que no fundo eles estavam preocupados comigo, mas o olhar de pena era doloroso demais para encarar, minha visão estava turva, lágrimas se acumulavam em meus olhos, não me senti bem e descansei no sofá. Aquilo tudo só piorava. 

Ouvi os passos na escada, eles estava descendo para quem sabe caçoar de mim. Eu não duvido de nada quando se trata de Sasuke. Ele chegou, parou de frente ao sofá e me encarou. Meu esposo vestia uma camisa preta e sua calça de algodão, os cabelos estavam molhados.

- Eles não reagiriam da forma que você queria? 

Suas palavras ecoaram pela sala, que agora parecia ainda mais triste, tudo era feito de madeira, os móveis, o chão, os objetos, era escuro demais.

- Não. – Eu admiti com a voz trêmula pela choro.

- Pare de chorar. – Ele me disse. – vamos dormir. 

Eu fitei sua mão estendida para mim, ele parecia preocupado, se àquilo fosse realmente atuação, ele era muito bom.

- Por que você é assim Sasuke? Disse que eu era insuportável hoje cedo e agora está aqui. 

Ele abaixou a sua mão e depois a enfiou dentro do bolso, o vi dar alguns passos para trás, seus olhos passearam pela sala antes de se chocarem com os meus.

- Eu não odeio você. 

- Sou suportável então? – Eu ri com amargura. 

Sasuke mudou completamente, exibiu um rosto irritado e olhos raivosos.

- Odeio quando faz isso. Estávamos bem hoje e você estragou tudo.

- Eu estraguei? Eu? Você me ignora o tempo todo e quer que eu aja como se estivesse feliz? Eu estou morrendo Sasuke! 

Seus olhos se desviaram.

- Olhe para mim! Olha pra mim! Você está me matando! Todo seu silêncio, sua indiferença, éle essa sua amargura está me matando!

Ele não falou nada, manteve seus olhos cravados no chão, perdido nos próprios pensamentos.

- Apenas me deixe em paz. – Eu o pedi.

- Eu não quero brigar. Chega. 

- Então vá. 

- Suba comigo. 

- Não. Quero que me deixe em paz, você nunca fez questão da minha presença mesmo.

Ele assentiu em silêncio e subiu. Minha cabeça está a mil, eu estou confusa e irritada, queria sumir e por a cabeça no lugar mas não havia para onde ir. Acabei adormecendo no sofá, mas acordei na manhã seguinte em minha cama, Sasuke não falou comigo, não olhou para mim, ou pareceu se dar conta da minha existência. Eu também não fiz muito caso sobre o assunto. 

Mandei algumas mensagens para meus amigos alegando que havia exagerado no dia anterior, aceitei as desculpas porém me neguei a ver qualquer um deles. 

Durante a tarde Sasuke estranhamente me procurou, sentou-se do meu lado em nossa cama, não disse uma única palavra, sua presença já me incomodava quando o questionei:

- Que quer?

- Por que você chorou naquele dia? – Ele olhou para mim, ele realmente olhou para mim, bem dentro dos meus olhos e parecia realmente interessado na resposta. – O sexo dói? 

- Você acha que apenas a dor física é capaz de causar lágrimas? 

Sasuke continuou me encarando e eu me senti estimulada a continuar.

- As vezes dói sim, você não é gentil e eu não sei nada sobre sexo ou prazer porque sempre se trata de você. – Senti realmente vergonha em falar sobre isso, mas algo em mim sentia alívio a cada palavra que saia da minha boca. – mas não era por isso que eu estava chorando. Sasuke por que bebeu em nossa primeira vez?

Eu realmente queria saber, eu temi a reposta, porém queria ouvir de sua boca. As lágrimas já se arrastavam pelo meu rosto, e eu mordia o lábio para não soluçar. 

Sasuke refletiu por um tempo antes de me responder.

- Eu não conseguiria se não bebesse. 

Não aguentei ouvir tais palavras, as lágrimas banhavam meu rosto e eu chorei magoada. 

- Sou assim tão suja? 

Ele ficou incrédulo, ou foi isso que me pareceu, ficou ainda mais sério. 

- Não, não se trata disso. Você não é suja, eu sou. 

Olhei para ele espantada, pois suas palavras para mim não faziam sentido.

- Eu não mereço você. Todas às vezes que encaro seu rosto me lembro do quanto eu sou desprezível e isso me irrita. Se eu não tivesse bebido eu não teria me deitado com você, e se eu não te tocasse você acharia que eu não te desejo como mulher. É uma faca de dois gumes. 

Suas palavras se repetiam em minha cabeça, não importava o quanto elas fossem claras, eu não podia acreditar no que ouvia. Tudo parecia fazer sentido por mais doloroso que soasse. 

- Eu perco a cabeça, grito, quebro coisas e te ignoro, mas não se trata de você, sou eu. E não sei posso mudar isso, Sakura. 

- Você gosta de mim? Pelo menos um pouquinho? 

Era ridículo, humilhante, eu era medíocre, mas isso não importava para mim. Eu queria que ele me amasse, eu só queria um pouco do seu amor. 

- Sasuke?

- Você é minha esposa, mãe do meu filho. 

- Isso não é...

- Se existe uma pessoa que eu sou capaz de amar, ela é você. 

 


Notas Finais


Me desculpa os erros.
Okay, é isso.


Fiquem com Deus.


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