História A primeira chance - lutteo - Capítulo 13


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Categorias Sou Luna
Personagens Delfina, Gaston, Luna Valente, Matteo, Nina, Pedro, Simón
Exibições 157
Palavras 1.707
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie como estão? então bora ler mais um capítulo😉 Boa leitura...

Capítulo 13 - Capítulo 12


                                 Luna 

Adam fora educado e atencioso durante o jantar. Não mencionou meu pai nem Simón, o que foi um alívio. Acabou com a minha preocupação. Era difícil me livrar de hábitos antigos e eu era boa em construir muros quando suspeitava que um cara estava me usando para se aproximar do meu pai.

Fomos assistir a um filme de ação, porque ambos gostamos do gênero. Foi bom não ter que manter a conversa durante duas horas. Depois ele me levou para casa. Nem o carro de Âmbar nem a picape de Simón estavam lá. Eu poderia convidá-lo para entrar, imaginei. Era isso que deveria fazer?

- Gostei muito da noite de hoje - disse a ele enquanto caminhávamos até a porta.

- Eu também. Espero que possamos sair de novo - comentou, com sinceridade na voz.

- Gostaria muito - respondi. E era verdade. Eu estava nervosa, mas transcorrera tudo bem no encontro. E também havia me distraído da solidão da noite.

Peguei as chaves na bolsa.

- Você quer entrar para tomar alguma coisa? Um café? - sugeri, sem saber se devia oferecer algo mais forte.

Adam sorriu.

- Sim, gostaria. Não estava preparado para me despedir ainda.

Suspirei de alívio. Estava fazendo tudo certo.

Abri a porta e a segurei para que ele entrasse.

- Entre.

Ele soltou um assobio baixo. Olhei em volta. De fato, o lugar era bem impressionante para uma casa na praia.

- Âmbar gosta de coisas caras - expliquei, colocando a bolsa sobre a mesa perto da entrada. - A cozinha é por aqui - falei, caminhando naquela direção. 

- Está se acostumando a morar com alguém com quem não se dá bem? - perguntou ele.

- Sim e não. Mas fazer o quê? Damos um jeito, ignorando a existência uma da outra - respondi. Entramos na cozinha. - Você quer café ou...? Âmbar tem um bar completo.

- Não posso beber, estou dirigindo. Aceito um café - disse ele.

Eu me mantive ocupada preparando o café e deixei que Adam desse uma olhada na casa enquanto esperava.

- Seu irmão também está aqui? - A pergunta me deixou imediatamente tensa. Precisava lembrar a mim mesma de que ele estava apenas puxando conversa. Falar em Simón não significava que estava interessado no meu pai.

- Ele vai ficar aqui enquanto estiver na cidade.

- Reunião familiar - falou, com um sorriso.

Eu não pensaria nisso. Não pensaria. Tinha que aprender a confiar nas pessoas. Só porque ele estava mencionando minha família não significava que era fã do meu pai. Eu Precisava superar essa insegurança.

- Não exatamente - respondi, pegando duas xícaras no armário.

Ouvi a campainha que soava quando a porta da entrada ou a janela eram abertas e paralisei. Se fosse Âmbar, seria péssimo. Logo ouvi a voz dela rindo e outra mais grave. Fiquei enjoada. Por favor, Deus, que não seja Matteo. Não agora. Não sou capaz de lidar com isso. Ainda não estava pronta.

Os saltos dela batiam no piso de mármore conforme ela caminhava pelo corredor. Estavam vindo na nossa direção.

- É a Âmbar - expliquei para ele enquanto servia o café.

- Ah.

- Leite e açúcar? - perguntei.

- Pode ser puro.

Entreguei a xícara a ele quando Âmbar entrou cambaleando na cozinha nos braços de um loiro alto e bronzeado. Usava camisa polo e um short cheio de pregas. Se ele não fosse tão atraente, aquela roupa ficaria ridícula.

- Ora, olá - disse ele, sorrindo para mim de um jeito que me deixou desconfortável. Depois virou-se para Adam e seus olhos se arregalaram um pouco. - Adam, oi - cumprimentou ele enquanto Âmbar olhava para nós dois com cara feia.

- O que você está fazendo aqui? - perguntou ela.

- Eu moro aqui e ele está comigo - respondi, mexendo o açúcar no café e torcendo para que ela fosse embora logo.

- Guarde as garras, gatinha. É sua irmã e o Adam. Seja legal.

- Ela não é minha irmã - retrucou Âmbar com raiva.

Eu não estava com paciência para chiliques idiotas. Estava ficando farta disso.

- Então é melhor você sair da casa que meu pai comprou - falei, tomando um gole de café.

O ódio que faiscou dos seus olhos revelou que eu havia tocado no ponto exato. Ótimo. Ela precisava crescer.

- Como ousa? 

- Como ouso o quê, Âmbar? Lembrar que temos o mesmo pai, que é dono dessa casa? Ela é tanto minha quanto sua. Se quer discutir, por favor, ligue para ele. Tenho certeza de que vai esclarecer tudo.

Não sabia de onde aquelas respostas rápidas estavam saindo. Era como se eu estivesse possuída, sem controle das minhas palavras.

O cara alto riu e deu uns tapinhas nos braços de Âmbar como se quisesse acalmá-la.

- Ela é sua irmã mesmo. Essa boca diz tudo. Acalme seu corpinho sexy e deixe os dois em paz. Não viemos aqui para tomar café - disse ele, piscando para mim como se eu estivesse muito interessada nos planos dele com Âmbar.

- Por sinal, eu sou o August - apresentou-se.

Ele era o instrutor de golfe de quem eu tinha ouvido falar. Estava feliz por não ser Matteo. Mais feliz do que gostaria de admitir.

- Eu sou Luna. Prazer em conhecê-lo - respondi.

- Não fale com ela! - vociferou Âmbar.

- Você fica má quando bebe tequila. Já disse que não ia deixar você exagerar - afirmou August.

- Não, ela é má o tempo todo. A tequila não tem nada a ver com isso - garanti a ele.

Adam riu dessa vez, e vi que August tentava conter um sorriso.

- Acho que vou interromper antes que vocês comecem a brigar. Vamos, Âmbar. Vamos subir.

A campainha soou novamente e todos nos viramos para ver quem era.

O som pesado das botas denunciou Simón antes que ele chegasse à cozinha.

- Merda, agora é a vez dele  - reclamou Âmbar, o que apenas me fez sorrir. 

Simón entrou na cozinha e contornou August e Âmbar, olhando rapidamente para eles antes de olhar para mim e para Adam.

- E aí? Estou perdendo uma briga de família? Que pena!

- Vou levar essa daqui lá para cima para evitar que os ânimos se exaltem - disse August a ele.

Simón se apoiou na bancada bem na minha frente e cruzou os braços.

- Ela pode fazer o que quiser, mas não vai encostar em um fio de cabelo da Luna. Não se quiser que seus ossos continuem inteiros - disse ele lentamente, como se estivesse entediado.

August franziu as sobrancelhas.

- Cara, Luna não é tão inocente assim. Ela estava dando umas respostas bem afiadas também.

Simón olhou para mim.

- Você respondeu? - perguntou ele.

Fiz que sim com a cabeça. Não adiantava nada mentir. Meu irmão abriu um grande sorriso.

- Ora, olhe só! Essa é minha garota. - Simón se virou novamente para August. - Você pode fazer o que quiser com essa daí. Mas quando ela pisar em você com esse salto agulha e esmagá-lo, vai ver a ideia idiota que teve.

- Deus, como eu odeio vocês. Vamos, August. - Âmbar agarrou o braço dele e os dois saíram da cozinha. Dava para ouvir os saltos dela batendo nos degraus, como uma adolescente contrariada.

- Aquilo foi... hum... bem interessante - disse Adam, tomando um gole do café.

- Não foi? Esse lugar é um maldito zoológico - comentou Simón, olhando novamente para mim. - sobrou café?

Assenti e servi uma xícara a ele, depois dei a volta na bancada. Agora tudo aquilo parecia esquisito. Não sabia muito bem o que  fazer com Adam, afinal.

- Eu sou Simón, o irmão da Luna.

Ele estava se apresentando ao Adam. Eu era uma péssima anfitriã.

- Adam. Prazer em conhecê-lo - respondeu.

- Como foi a noite de vocês? - perguntou Simón.

- Foi boa - falamos juntos, e eu corei.

Simón riu.

- Bem, eu vou para a cama. A gente se vê de manhã. Foi um prazer, Adam - Simón se despediu, dando um beijo no alto da minha cabeça e seguindo para as escadas.

Assim que seus passos pesados tocaram nos degraus, olhei para Adam.

- Desculpe por tudo isso. Talvez ter convidado você para entrar não tenha sido uma boa ideia.

- Não. Hã, eu compreendo agora. Você não gosta de ficar aqui. Ela é uma víbora. Não entendo por que August está saindo com ela. Será que ela sabe que ele tem uma filha? Certamente não vai deixar que Âmbar chegue perto da criança nos fins de semana que fica com a menina.

Então Âmbar estava namorando um cara que tinha uma filha? Eu nem conseguia imaginar uma coisa dessas.

- Espero que não mesmo. Tenho medo de que Âmbar use a criança para competir pela atenção dele. Ela é imatura a esse ponto.

Adam assentiu com a cabeça e franziu a testa.

- Estava pensando na mesma coisa.

Tomei mais um pouco de café e considerei chamá-lo para ir até a sala ou simplesmente me despedir. Estava cansada e não sabia se queria estender muito a noite. Principalmente se Âmbar começasse a fazer barulho.

- Estou ficando cansada e minha cabeça está um pouco dispersa.

Adam concordou e me lançou um sorriso compreensivo, depois se levantou.

- Eu entendo. Também estaria.

Larguei a xícara e o acompanhei até a porta.

- Obrigada mais uma vez pela noite de hoje, e sinto muito por tudo isso. 

Adam não respondeu de imediato. Em vez disso, olhou para mim por um instante como se decidisse algo importante. Então se abaixou lentamente e eu logo soube o que estava prestes a acontecer. Seria meu primeiro beijo desde Matteo. Beijara Matteo inúmeras vezes durante aquelas duas semanas. Não queria comparar os dois, mas estava com medo de não conseguir conter meus pensamentos.

Quando seus lábios tocaram os meus, não eram tão macios, mas eram quentes. Ele movimentou a boca sobre a minha com suavidade e foi agradável. Não tentou mais nada. Quando se afastou e sorriu, percebi como os beijos de Matteo eram incomparáveis, mas conseguiria viver com isso.

- São tão macios e carnudos quanto parecem - disse ele, meneando a cabeça com um sorriso no rosto. - Boa noite, Luna. - Ele abriu a porta antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa e saiu.

Não era Matteo, mas era legal. E me queria. O sorriso em seu rosto me transmitia a sensação de ser especial. Como se eu fosse realmente especial. Matteo Balsano invadia a fantasia das mulheres. Adam era mais real. Com ele, eu não precisaria me preocupar se estaria indo longe demais. Era apenas alguém com quem passar o tempo.


Notas Finais


Bom espero que estejam gostando... E não deixem de comentarem tá...😉😉 e até o próximo...😊😊


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