História A Primeira Guerra Bruxa - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Alice Longbottom, Alvo Dumbledore, Argo Filch, Bellatrix Lestrange, Dobby, Dorcas Meadowes, Franco Longbottom, Horácio Slughorn, Lílian Evans, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Marlenne Mckinnon, Minerva Mcgonagall, Narcissa Black Malfoy, Pedro Pettigrew, Personagens Originais, Regulus Black, Remo Lupin, Rodolfo Lestrange, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Guerra, Harry Potter, Jily, Romance
Exibições 50
Palavras 1.782
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente, tudo bem?
Capítulo bem fofo pra vocês. Beijoss

Capítulo 2 - Aluado


Fanfic / Fanfiction A Primeira Guerra Bruxa - Capítulo 2 - Aluado

A primeira aula do dia era Poções. No caminho para as masmorras do castelo, Lily encontrou Snape. Ele estava com o olho roxo e o lado direito do rosto inchado, mas Lily não sentiu pena.

− Se divertiu com a Professora Mcgonagall ontem, Snape?

− Não é engraçado, Lily. Eu peguei duas semanas de detenção, junto com o Potter, pra piorar. Até fui obrigado a ficar com isso – ele apontou para o machucado no rosto – já que Mcgonagall proibiu madame Pomfrey de nos dar qualquer coisa. E eu não gosto quando você me chama de Snape.

− E eu não gosto quando você não me escuta.

− Você só está brava comigo porque eu não fiz o que você mandou!

Ela parou, olhou pra ele e suspirou.

– Você viu o que aconteceu, certo? Você caiu na provocação dele. Você sempre cai, não importa o que eu diga. Eu não quero que você me obedeça, Severo, só que você me escute.

Ele ficou parado, encarando-a, mas Lily continuou andando.

                                                                                     ***

Quando chegou à sala, ela já estava quase cheia. Sentou-se em uma mesa vazia no fundo da sala, não estava com a menor vontade de estudar. Passou os olhos pela sala e viu que estavam todos sentados em duplas: James e Sirius, Pedro e Frank, Marlene e Dorcas... Provavelmente o professor Slughorn iria passar algum trabalho.

Ela encostou a cabeça na mesa, encarando a parede. Quando percebeu alguém se sentando ao seu lado, virou-se, pensando ser Snape, mas não era. Era Remus.

Lily lembrava-se muito bem de quando havia conhecido Remus. Quando ainda estava no 1º ano duas garotas a haviam encurralado e começaram a bater nela, por ela ser uma nascida-trouxa. Chamavam-na de Sangue-ruim enquanto ela nem sequer sabia o que isso significava.

Ela já havia começado a chorar quando Remus apareceu. Ela não o viu no começo, apenas ouviu sua voz proferindo o feitiço “Impedimenta” e as garotas foram jogadas para trás contra a parede. Ele estendeu a mão para ela, lhe ajudando a levantar.

− Você está bem? – ele lhe havia perguntado.

− Estou. Eu acho. – ela respondera enquanto secava o rosto.

− Se você quiser posso te levar à enfermaria. Ou ao Dumbledore.

− Não precisa, obrigada. Não vou dar esse gostinho a elas.

− É horrível, não é? Você provavelmente vai encontrar muitas pessoas como elas.

– O que aquilo significa? “Sangue-ruim”?

– É como... – ele disse, escolhendo as palavras com cuidado – se elas se achassem melhores, porque são de família bruxa e você, não.

– Isso é horrível.

– É ridículo.

 Ela ficou em silêncio por um instante, olhando fixamente para frente.

– Sabe o que eu vou fazer? Estudar. Vou me tornar uma das melhores bruxas da minha turma e quando elas vierem, eu vou acabar com elas.

Ele assentiu, sorrindo.

– É a melhor maneira de se defender. – ele estendeu a mão pra ela – Meu nome é Remus.

– Lily. – ela disse, apertando sua mão.

Agora, ele tinha a mesma aparência cansada que tinha quatro anos atrás, embora estivesse um pouco mais alto.

– Cada dupla vai fazer uma pesquisa sobre um antídoto asiático – o professor Slughorn começou a falar – de no mínimo cinco páginas, para a próxima aula.

Nesse momento, Alice Fortescue entrou correndo na sala.

– Desculpe o atraso, professor. – ela disse, tropeçando nas vestes – Eu estava...

– Não importa, sente-se.

Ela foi para a frente da sala, e sentou-se ao lado de Snape. Lily nem o tinha visto entrar.

Slughorn listou os antídotos que cada dupla deveria pesquisar, o de Lily e Remus era lágrimas de fênix. Eles iriam fazer a pesquisa à noite, na torre de astronomia.

                                                                                    ***

Não havia nem uma hora que eles haviam começado a pesquisar, mas Lily já não estava mais prestando atenção no seu livro. Não conseguia tirar os olhos das cicatrizes no rosto de Remus.

– Como você conseguiu essas cicatrizes? – ela perguntou por fim.

– Ah... É uma longa história. – ele disse, e então soltou um grunhido. Apoiou-se na mesa à frente deles e contorceu o corpo.

– Você está bem?

– Saia daqui! – ele estava pálido e seus olhos estavam ficando avermelhados – Agora!

Ele gritou e ela chegou mais perto dele.

– Remus?

Presas começaram a crescer no lugar dos seus dentes e garras no lugar das unhas, pelos apareciam por todo o seu corpo enquanto ele aumentava de tamanho ao ponto de rasgar suas roupas.

Lily olhou pela janela. Viu a lua cheia a pino e brilhante no céu. Remus estava se transformando em um lobisomem.

Ela se afastou dele e tirou a varinha do bolso.

Quando a transformação se completou, ele foi em direção a ela, uivando.

– Remus, você pode me ouvir? – ela disse, com a voz trêmula – Pare, por favor.

Ele saltou sobre ela, cravando as garras em seu braço. Lily gritou e apontou sua varinha para ele.

– Petrificus Totalus!

Ele parou, petrificado pelo feitiço. Lily levantou-se, tremendo e sentou-se em uma cadeira. Pegou um pedaço de pano e colocou no ferimento em seu braço.

Aquilo era insano, eles aprendiam sobre lobisomens nas aulas enquanto havia um estudando junto com eles?

Ela olhou nos olhos do lobisomem no chão e viu os olhos de Lupin, a única parte do corpo dele que não havia mudado. Eles pareciam muito assustados.

                                                                                    ***

Quando Lily acordou, Lupin já havia voltado à forma humana e havia vestido a capa do seu uniforme, ou pelo menos o que havia sobrado dela.

– Oi. – ela disse.

– Oi. Você está bem?

– Sim. E você?

– Sim. Eu estava me perguntando o porquê de você ter passado a noite aqui.

– Eu não sabia por quanto tempo você ficaria petrificado, se você voltasse ao normal quando ainda era um lobisomem, seria melhor ter alguém por perto pra te deter.

Ele concordou com a cabeça.

– Por que você não me disse que é um lobisomem? – ela perguntou, irritada.

– Eu não sabia que era noite de lua cheia, eu não fiz isso de propósito.

– Eu não pensei que tivesse feito. Mas eu não gosto quando mentem pra mim.

– Lily, a maioria das pessoas não gosta muito de ter um lobisomem perto delas.

– A maioria das pessoas também não gosta de ter uma nascida-trouxa por perto, mas eu não minto sobre quem eu sou por causa disso.

– Você pode ter orgulho de quem você, mas eu não tenho.

Ela encarou o rosto dele por um momento, mas depois desviou os olhos, enquanto estralava os dedos.

– O que você sente? Quando você se transforma, eu digo.

Ele olhou para a parede, pensativo.

–Você já foi enfeitiçada com Petrifcus Totalus? É exatamente igual. Eu vejo e sinto o que está acontecendo, mas eu não posso fazer nada. Aliás, quando você me lançou a maldição, eu não senti nada de diferente. Mas, principalmente, eu sinto muito medo. – ela olhou pra ele sem entender – Eu tenho medo de machucar alguém. Ver alguém morrer é ruim, mas ter sido você quem matou essa pessoa é a pior coisa que existe.

– Você já matou alguém? – ela perguntou e acrescentou rapidamente: – Você não precisa responder se não quiser, embora... se você não quiser eu vou saber a resposta.

Ele suspirou.

– Sim. Quatro anos atrás. Eu tinha acabado de chegar a Hogwarts e não havia contado a ninguém qual era a minha... condição. Na primeira vez que me transformei, eu fui para Hogsmeade e matei uma mulher. – ele fechou os olhos – Eu me lembro de cada detalhe daquela noite, por mais que eu tenha tentado esquecer.

Ela sentiu que devia dizer alguma coisa, mas nada vinha à cabeça. Não conseguia nem imaginar como ele havia se sentido naquele momento. Ele continuou:

– Quando Dumbledore descobriu que eu era o lobisomem que a havia matado, pensei que ele iria me expulsar, mas, ele disse que eu podia ficar. Criou uma passagem secreta para a Casa dos gritos, para que eu pudesse ir pra lá quando me transformasse e plantou o Salgueiro Lutador ao lado da abertura da passagem, para que nenhum aluno a encontrasse. Foi a única forma que ele encontrou para que eu não machucasse ninguém. – embora eu tenha te machucado, ele pensou, mas não disse nada.

Ela sorriu. Pensaria em qualquer outro motivo para o Salgueiro Lutador ter sido plantado, mas não essa.

– Então... Os gritos, ou melhor, os uivos da casa são seus? – ele assentiu – Sabia que ela não era assombrada.

Remus olhou para ela, estudando-a. Procurou algum resquício de medo ou desprezo, mas não achou nada. Ela parecia conseguir separar muito bem o os dois lados que ele tinha: humano e lobisomem. Talvez até melhor do que o próprio Remus.

Ela se mexeu na cadeira, desconfortável, voltando a estralar os dedos. Não sabia se devia fazer a pergunta que estava na sua cabeça, mas sentiu que precisava.

– Por que... Por que você disse que não tem orgulho de quem você é?

– É bem óbvio, não? – ele disse com amargura.

– Na verdade não.

– Lily, eu poderia ter matado você. Todas as vezes que eu me transformo isso pode acontecer. Como você quer que eu fique bem com isso?

– Remus isso não é você. Você mesmo disse que não consegue controlar o que acontece.

– Quando aquela mulher morreu, foram as minhas mãos que a mataram. O monstro que a matou era eu!

Ela balançou a cabeça.

– Você não é um monstro, Remus.

– Então o que eu sou?

– Pra mim, você é apenas o garoto que me ajudou quando ninguém mais o fez. Você se lembra disso, não é? Quando estávamos no 1º ano. Você me defendeu. Você acha que isso não significa nada?

Ele ficou calado, olhando para o chão.

– Não seja tão duro consigo mesmo, Remus. Você é uma pessoa maravilhosa, só precisa se lembrar disso. ­ Essas coisas que você faz, como quando você me ajudou, essas pequenas coisas, são o que fazem quem você é.

Ele olhou pra ela e sorriu.

– Obrigado.

Ela sorriu de volta pra ele.

– Quantas pessoas sabem que você é um lobisomem?

– Aqui em Hogwarts, só você e Dumbledore.

– Sério que você não contou pra Sirius, James e Pedro? Vocês são grudados.

– Eu não posso. Eles são os únicos amigos que eu tenho aqui. Não quero perdê-los.

– Talvez você não vá. Algumas pessoas podem querer ser suas amigas mesmo depois de saber a verdade. Como eu, por exemplo.

– É, mas você é uma pessoa estranha.

– Eu sou estranha? – ela disse, erguendo as sobrancelhas.

– Um pouco. – ele riu.

– Mas talvez isso acabe sendo algo bom, afinal. – ela se levantou – É melhor irmos para o Salão Principal, senão vamos perder o café da manhã.

– Tudo bem. É melhor você ir na frente, vou ver o que faço com essas roupas.

– Ok. Te vejo depois. Aluado. – ela disse, saindo e fechando a porta atrás de si e deixando um Remus sorridente para trás.


Notas Finais


E aí, gente? Gostaram?
Comentem por favor. Beijoss


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