História A Princesa - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Castelo, Princesas, Romance
Exibições 7
Palavras 703
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Apenas tive vontade de compartilhar minhas histórias que só ficaram nas pastas do meu computador, me perdoem se tiver algo errado.

Capítulo 1 - A Tragédia


           Acordo assustada, levanto e ando até a sacada, o jardim estava quieto, só podia se ouvir o som das folhas balançando por causa do vento calmo e ainda era noite, tudo ao meu redor estava estranho. Tinha um mau pressentimento, normalmente quando isto acontecia eu corria para o quarto dos meus pais, sempre me sentia mais segura por estar perto deles mesmo tendo sempre ao meu lado vários guardas e empregadas e morando em um castelo em que se era impossível entrar, só que eles não estavam ali, se encontravam a grandes distancias em uma viagem à negócios. Depois de alguns minutos voltei a minha cama e me forcei a dormir, desconfortável com que eu não sabia explicar, mas dormi.

          No dia seguinte acordei tarde. Me arrumei como sempre, coloquei um dos meus vestidos favoritos e fui direto ao salão onde o café era servido, enquanto andava até lá percebi o clima triste das pessoas ao meu redor, eles me olhavam com pena e muitos nem olhavam. Quando cheguei ao salão encontrei diversas pessoas, algumas eram conhecidas  fora os criados do castelo, outras nunca havia visto, no momento que adentrei o local todos me olharam paralisados, fiz o mesmo. Passados alguns segundos assim, Joana uma das cozinheiras e minha amiga correu até mim com os olhos cheios de água e me deu a notícia. A partir disso meu mundo desabou, caí no chão de joelhos e me senti vazia, nada fazia sentido, meus pais, minha família havia morrido na viagem, eles se foram e eu não pude dizer adeus, eu não sabia o que fazer.

          Eu não aceitei, durante o resto do mês fiquei trancada nos meus aposentos, tudo naquele lugar me lembrava os dois. Minha mãe, a Rainha era a pessoa mais doce que conheci, todos a amavam e admiravam, por onde passava levava um sorriso e simplicidade, a todo tempo me lembrava dos momentos que passávamos juntas na sala de música, ela me ensinou a tocar, tinha a imagem do meu primeiro piano como uma das minhas melhores lembranças, quando eu tocava era pra ela e por ela, e desde então não tive a coragem de chegar perto do instrumento. Meu pai era respeitado e amado por todos, era um rei justo e honesto, passava quase o tempo todo em viagem mas sempre conseguia se divertir comigo, caminhávamos e andávamos a cavalo, ele amava a natureza,  e por isso eu não conseguia mais olhar para o  jardim.

          Em um dia frio recebi uma visita inesperada, Robert, um dos melhores companheiros e amigos de meu pai, a quem costumávamos visitar todo ano. Eu o recebi em meu quarto de grande má vontade. No momento estava em baixo do cobertor e ouvi seus passos vacilantes em direção a minha cama, chegou mais perto e disse:

-  Anne, permita-me te convidar...

- Não quero! Por favor!- o interrompi.

 

Ele riu e depois disse:

-Princesa, eu lamento o que aconteceu,  sinto falta deles tanto quanto você. – sua voz tremeu. – Mas preciso lhe contar algo que seus pais me fizeram prometer antes de irem nessa viagem.

Quando ouvi sobre meus pais me levantei, olhei para o rosto vermelho do homem, era a mesma pessoa de sempre, cabelos escuros, uma barba feita perfeitamente e seus pequenos óculos que caiam sobre seu nariz.

- Fale. – pedi.

- Seus pais me fizeram prometer que caso eles não voltassem eu a recolheria em minha casa como um membro da família, sou um homem de promessa, princesa, e esse foi o ultimo desejo de seus pais, parece que até previam o acontecimento.

Ouvi tudo com atenção, depois não respondi mais nada, somente voltei para debaixo dos cobertores. Na noite desse dia eu pensei em tudo, meus pais pensaram naquilo, pensaram em mim, sei que eles não queriam que eu sofresse, haviam me confiado ao maior amigo da família. No final das contas eu estava em dúvida, não tinha opções, eu devia ir, era o certo, era o que eles queriam pra mim. Alguns dias depois eu aceitei, comecei a arrumar tudo o que eu precisava levar, não sabia por quanto tempo seria mas precisava me afastar um pouco das lembranças, precisava recomeçar. E essa era definitivamente o melhor jeito de recomeçar.

 



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