História A Princesa dos Dois Mundos - Capítulo 15


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Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Agramon, Alexander "Alec" Lightwood, Asmodeus, Catarina Loss, Church, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Ithuriel, Jace Herondale (Jace Wayland), Lilith, Magnus Bane, Personagens Originais, Rainha Seelie, Raziel, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Alexander Lightwood, As Crônicas De Bane, Clace, Magnus Bane, Malec, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters, Sizzy
Visualizações 27
Palavras 1.972
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vocês já ouviram AURORA? Sério, ouçam.

Capítulo 15 - Somos Pó e Sombras


Fanfic / Fanfiction A Princesa dos Dois Mundos - Capítulo 15 - Somos Pó e Sombras

1° Dia-

Noite. Alec estava sentado na cama ao lado da de Magnus. Folheava um livro de anotações que a pequena Helena havia esquecido.

Helena havia escrito letras de músicas, feitiços, maldições, nomes... Todos em um tipo de código mais difícil de decifrar que o outro, que fez quando tinha chegado ao Instituto, mas Alec dava conta. 

Magnus dormia. O corpo já era o próprio, não o da moça. O peito subia e descia vagarosamente, a pele pálida e os cabelos pretos espalhados pelo travesseiro branco. Alec se sentou, esfregou os olhos e levantou, sentiu o corpo pesar pelo sono, avistou Magnus dormindo e respirou fundo, o medo dele não acordar mais ainda fazia sua cabeça latejar. Virou-se e andou até a porta e tocou a maçaneta, fria contra a mão quente do caçador.

- Leve-me para casa - ouviu uma voz vindo quebrando o silêncio, arregalou os olhos ainda direcionando-os para a porta fechada - Não tenho outro lugar para ir.

Ele se virou devagar sem fazer barulho nenhum. Viu Magnus ainda na cama, o peito subia e descia mais rápido, como se ele tivesse corrido a maratona. 

- Eu vi um pedaço do céu - Falou novamente, a voz fraca e quebrada, como a voz de um adolescente - Esperando impaciente por mim. 

A voz vinha de Magnus, que quando falou a última frase, sorriu inocentemente, como uma criança quando vê algo interessante. Continuava com os olhos fechados, a respiração se acalmando devagar.

- Leve-me para casa, onde pertenço - a temperatura da enfermaria caiu muito, o frio entrando nos ossos de Alexander, os cabelos de Magnus brilharam na luz da lua, um brilho dourado - Eu estava ouvindo o oceano, vi um rosto na areia. 

Alec congelou ali, ouvindo ele falar devagar e calmamente.

- Mas quando tentei pegá-lo, ele se desfez em minhas mãos. - o sorriso se desfez, o brilho do outro mudando de cor, de dourado como ouro para prata. - Estive mentindo, mentindo em segredo para mim mesmo. 

Deu alguns passos para a frente, o frio aumentando cada vez mais, soltou a respiração que nem sabia que estava segurando, conseguia ver o ar que deixava seu corpo como uma nuvem. Olhou para fora, a barreira, antes transparente, agora tinha um certo brilho, como óleo na água, se espalhando. 

- Leve-me para casa - falou novamente, a voz assumindo um tom de desespero, medo - Para onde pertenço - Continuou como se segurasse o choro - Eu não tenho outro lugar para ir. Eu não aguento mais! Eu não aguento mais! - Falou um pouco mais alto, não mais um sussurro. O frio fez o queixo de Alec tremer e os dentes se baterem.

- Tantas almas que perderam o controle, onde caíram? - aumentou o tom, Alec notou movimento dentro do Instituto, passos - O que viram? Onde caíram? - Disse mais baixo. - Nós brilharemos novamente, pulmões respirarão novamente. Lavando o pecado, o medo não te derrotará. - Falou como um grito, Alec se assustou e se aproximou, as pálpebras finas de Magnus denunciavam un brilho azul no globo ocular. A barreira se fortaleceu em cores, ganhando vida e brilho. 

-  Minhas lágrimas estão sempre congeladas, posso ver o ar que respiro, meus dedos fazem desenhos no vidro na minha frente - moveu os dedos fazendo desenhos aleatórios no ar, deixando para trás uma pequena quantidade de faíscas que aos poucos se apagaram - Me deite no Rio congelado, onde os barcos me passarão, tudo o que preciso é saber como era me sentir vivo - Disse alto, a barreira se colorindo em azul e vermelho, o frio aumentando cada vez mais, viu a luz do corredor aberta e passos correndo apressados na direção da janela que ficava no final do corretor. 

Magnus gritou, alto e fechando os ouvidos, Alec se encolheu, a barreira explodiu em dourado, imagens se formando como se as faíscas douradas fossem areia, rostos de pessoas, palavras, desenhos, lembranças se formando ali.

 Helena segurando um livro, Alec segurando Helena nos braços, Clary chorando com medo de dizer para Jace que estava grávida, um garoto ruivo correndo em sua direção, viu Elisabeth com seus cabelos caindo sobre os ombros e os olhos castanhos, endireitou os óculos, sorriu e sumiu entre as faíscas.

 Viu um bebê com olhos de gato, esticando as mãozinhas tentando agarrar algo, enrolado nos panos e lençóis, os olhinhos cheios de lágrimas cristalinas. Ao lado, uma mulher enforcada, os cabelos caindo no rosto. 

Viu uma menina, cabelos cacheados e castanhos, correndo de homens com armas, chorando, depois, vira uma loba gigantesca e feroz. 

 Um bebê com belos olhos azuis dentro de um berço de ouro, as grades mais pareciam uma prisão, aos poucos os olhinhos azuis se tornaram negros como túneis, chamas nasceram ao redor dele, o choro aumentando, então as chamas o consumiram, transformando seu pequeno corpo em brasa ardente e depois, em cinzas frias, o ouro derretendo e pingando como lágrimas.

 Viu uma criança Seelie correndo no campo, borboletas e insetos voavam, flores nasciam, então, o campo se inundou em fogo ardente, corroendo tudo e todos, ela sumiu no meio das chamas. 

Viu uma garota, cabelos ruivos curtos e as faíscas mudaram, uma freira se formou no lugar da criança, a pele bronzeada aos poucos pálida e Camille fazendo carinho em seus cabelos vermelhos, mostrou os dentes afiados e tudo perdeu a cor, o crucifixo se desfez em pó, a roupa se manchou com sangue, os cabelos ficando brancos, olhos prateados. 

Uma mulher segurava uma criança, um bebê, pequenos chifres nasciam de sua testa e os cabelos loiros sendo arrumados pela mãe, depois, uma mulher perto de um túmulo, os olhos brilhando em vermelho e lágrimas por seu rosto, os mesmos chifres ali e os cabelos loiros compridos e ondulados. 

Viu um casal, uma mulher loira e um homem com cabelos brancos, não velho. Uma menina, cabelos dourados e olhos castanhos segurando um urso de pelúcia, no pulso, o símbolo Parabatai brilhava enquanto ela virava as costas para o casal que brigava. 

Dois irmãos, segurando a mão um do outro enquanto uma gigantesca onda vinha em sua direção, no garoto, o símbolo Parabatai brilhava no ombro e na menina, o mesmo símbolo no pescoço. À esquerda do garoto, um outro menino olhava para a onda, a runa em seu ombro também brilhava. À direita da garota, uma menina estava parada, o símbolo em seu pescoço brilhando. 

Então as faíscas tomaram seu lugar fazendo um grande escudo dourado ao redor do Instituto, como fogo se movendo. O frio havia passado, a temperatura voltou ao normal. Olhou para baixo, encostando a testa no vidro. As crianças assistiam maravilhada, riam, apontavam, davam pulinhos de susto. 

A última visão que as faíscas fizeram, foi uma mulher montada em um cavalo negro de 8 patas empunhando uma espada azul brilhante. 

As faíscas cairam como neve cor de ouro. Ele se virou para Magnus, deitado novamente, uma linha fina de sangue descia de seu nariz de encontro com o colchão. 

Saiu no corredor, Clary segurava as mãos de Céline e Daniel os puxando para o quarto, puxou Aurora e depois Marísia, Thomas entrou por si só junto seguido por Helena e Bárbara segurando a mão uma da outra. 

- Que diabos...- ele falou sendo interrompido por Brianne. 

- nem pergunte, pensei que a barreira fosse cair na minha cabeça ou explodir.

- Onde está Jace? - Clary perguntou aparecendo atrás da loira - Viram ele? 

- Ele estava lá embaixo olhando aquele negócio com a gente, depois sumiu - Falou Izzy segurando o braço de Alec. 

- Izzy, tem algo errado- ele disse - aquele bebê no celeiro...

- Era o Magnus, eu sei. 

- Quando aquilo começou - olhou ao redor, chegando à conclusão de que ninguém ouvia a conversa dos dois - Antes, na verdade, Magnus falou coisas.

- Que coisas? - fez uma expressão confusa. 

- Frases desconexas, não entendi muito bem - cruzou os braços se encostando na parede.

- Lembra de alguma? - ela fez o mesmo sem mudar a expressão. 

Minhas lágrimas estão sempre congeladas, posso ver o ar que respiro, meus dedos fazem desenhos no vidro na minha frente. - repetiu vendo a expressão de Isabelle piorar. 

- Hein? - perguntou vendo o irmão revirar os olhos - Entendi nada.

- Exatamente. - Não dá pra entender quase nada.

- Frio! - Isabelle falou como se tivesse uma idéia - Ele falou de frio, gelo. 

- e...? 

- ALEX - ouviu Anne gritar. 

- É Alec! - corrigiu a feiticeira.

- Tanto faz - ela apareceu no corredor, a cabeleira loira se espalhando ao redor dos chifres e os olhos vermelhos atentos - Vem aqui, trás a Izzy! 

Os dois andaram apressados seguindo Brianne até o corredor da enfermaria onde Magnus estava. A mulher abriu a porta e os dois irmãos entraram. 

Na sala, Jace estava em pé ao lado de Clary e ao lado de Lilian, um Irmão do Silêncio. Um arrepio passou pelo corpo de Alec, por que ele estava aqui? 

- Pedi para o Irmão Josiah vir até nós - Clary falou - Para falarmos sobre a barreira. 

Magnus Bane me surpreende, a voz do Irmão do Silêncio ecoou na mente de todos na sala, não sabia do que era capaz. 

- Como assim? Tem algo errado? - Alec perguntou não conseguindo contero desespero na voz.

Sim. Josiah respondeu, ele enfraqueceu, a barreira também. Logo, demônios maiores poderão passar por ela.

- Por que? O que houve? 

Aquela energia. O Irmão hesitou. Aquela energia é o mais puro fogo celestial. Um fogo que apenas Anjos possuem. 

Jace - que estava de braços cruzados - os descruzou rapidamente olhando de Alec para Magnus e para o Irmão do Silêncio parado ali.

O mesmo fogo que correu em suas veias, Jace Herondale. Mas esse parece mais forte e menos puro. 

- Magnus vai sobreviver? - Alec perguntou se arrependendo depois e mordendo o lábio até sentir o gosto de sangue na boca. 

É possível que sim, porém, as chances continuam sendo baixas. 

- Não podem ajudar ele de alguma forma? 

Isso seria uma sentença de morte. Ele respondeu andando até a cama de Magnus com a mesma quietude dos irmãos do Silêncio. Ele eu visões, não do futuro, mas do passado. Encostou dois dedos longos na testa de Magnus. Marísia Roberta Montenegro, Aurora Truelight, Amara Narcisa Slavin, Alexander Gideon Lightwood, Thomas David Starkweather, Bárbara Christine Branwell, Helena Sophie Lightwood-Bane, Céline Ágata Herondale, Daniel William Herondale e Mary Alice Penhallow.

- quem? 

- São nomes, Isabelle. - respondeu Brianne - Nomes que estão no subconsciente de Magnus, já fiz isso uma vez. Ele não precisa necessariamente saber quem são. 

- Por que meu nome está no meio? - Alec perguntou. 

Porque é o nome que mais se rapete.

O coração do Lightwood falhou uma batida. Desespero. Seu coração se encheu de desespero. Lembrou de como, depois que Magnus disse "sim" e ele o abraçou, tirando os pés do feiticeiro do chão. 

"- Me desculpe - Alec disse escondendo o rosto entre o pescoço e os ombros de Magnus - Por todas as vezes que fui um babaca com você. 

- está tudo bem, amor. 

- Eu te amo. 

- Eu também te amo. "

Darei 1 semana, disse Josiah tirando Alec de seus devaneios, depois disso, o levaremos para a cidade do Silêncio e tentaremos acorda-lo. 

- Tudo bem - Disse Clary.

Aos poucos, todos saíram, cada um cuidando da própria vida. Alec ficou. Se remoendo, diria Izzy, sabia que a culpa não era dele, mas no fundo, era sim. 

Sentou na beirada da cama e segurou a mão de Magnus, quente contra a sua. A pele tinha mais cor e parecia mais tranquilo. 

- Me desculpe, queria estar no seu lugar - Não aguentou segurar as lágrimas - Assim, você poderia viver sua vida sem mim. Mas eu não consigo viver sem você, Mag. 






Notas Finais


Olá novamente.
Vocês não fazem ideia da falta de criatividade que eu estava tendo.
Eu não conseguia escrever nada de novo.
Então, espero que tenham gostado.
Bye♡♡


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