História A Princesa dos Dois Mundos - Capítulo 16


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Categorias As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais
Personagens Agramon, Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Asmodeus, Catarina Loss, Céline Herondale, Church, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Ithuriel, Jace Herondale (Jace Wayland), Jonathan Christopher Morgenstern, Lady Camille Belcourt, Lilith, Madame Dorothea, Magnus Bane, Maia Roberts, Maryse Lightwood, Personagens Originais, Rainha Seelie, Raziel, Simon Lewis, Stephen Herondale, Tessa Gray, Valentim Morgenstern
Tags Alec Lightwood, As Crônicas De Bane, As Peças Infernais, Clace, Magnus Bane, Malec, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters, Sizzy
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Palavras 1.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Agora, vou apresentar os personagens que eu criei.
As fotos são deles, mas não na fase que estão no momento (a maioria na infância), as fotos mostrarão eles adultos.
Esses capítulos vão contar o passado de cada um dos personagens de minha criação, cada capítulo vai ser um.

Capítulo 16 - A Bruxa


Fanfic / Fanfiction A Princesa dos Dois Mundos - Capítulo 16 - A Bruxa

Brianne Narcisa Slavin. 

Alemanha, 1217.

- Ela vai se chamar Anne. - disse a mulher segurando o bebê nos braços - Brianne.

A criança se movia, os bracinhos tentando alcançar uma mexa de cabelo loiro da mãe. Claro que não era uma criança normal, os olhos e as pernas denunciavam sua origem. Os olhinhos vermelhos atentos e um sorriso no rostinho macio. 

- Annya - Disse a moça perto da mãe de Brianne, em pé ao lado dela - Essa menina...

- Eu sei. - respondeu tirando os lençóis que combriam o corpo da bebê expondo as pernas anormais dela - Sei o que ela é.

- Ela é uma feiticeira, Annya. A cria de um demônio...

- Eu sei, Agnes. - repreendeu a mulher - Não vou abandonar minha filha. Minha bebezinha - acariciou o rosto da criança com carinho - Não consigo.

- Mas... E o pai dela?

- Não ligo para ele. Ela é minha filha! Não vou abandona-la.


5 anos depois. 

- Mamãe! - chamava a pequena - Olha o que eu achei! 

- Já estou indo, querida. 

A marca de feiticeiro de Brianne era maior que a de Magnus, as pernas da garota eram como pernas de um avestruz, as escamas iam até os joelhos e as unhas eram afiadas como navalhas. Os olhos eram tão vermelhos que mais parecia sangue e dois pequenos chifres nasciam em sua testa. 

- Uma borboleta! - ela apontou para o inseto que havia pousado no tronco da árvore.

- Ela é linda, querida. Mamãe volta já. - saiu andando enquanto Brianne olhava para a borboleta. 

- Minha! - falou e pulou sobre o inseto que voou rapidamente desviando da menina.

Mais uma vez, ela pulou sobre a borboleta, e mais uma e mais uma. 

Então, ela esticou a mão na direção do inseto que voava longe. A borboleta se contorceu e explodiu em faíscas azuis que caíram sobre a feiticeira. A garota aos poucos soube o que tinha feito, seus olhos se encheram de lágrimas e o cabelo loiro dela se espalhou pelo vento. 

Ouviu murmúrios vindos da casa, os pais normalmente brigavam muito, a mãe sempre dizia o quanto amava a filha, que mesmo sendo uma submundana, ainda era a mãe dela. O pai não aceitava, sempre pensou na criança como uma aberração, que só não matava Brianne porque ainda amava a esposa. Ele apareceu, segurando uma faca nas mãos, sangue estava manchando sua roupa.

- Foi sua culpa! - ele rosnou, Brianne deu alguns passos para trás e caiu quando tropeçou em uma raiz - Você causou isso! - ela tentou se levantar mas o homem continuava se aproximando sem parar - Você... É um demônio! Um demônio imundo! 

Ele correu em sua direção, a faca apontada para a menina. 

Ele estava bêbado, não era a primeira vez que ele fazia aquilo, chegar bêbado em casa e chamá-la de aberração, mas nunca tinha ido tão longe.

Ele foi lançado na direção da casa novamente, por uma força invisível, bateu na parede com força. Brianne estava em pé, a mão esticada na direção do homem, as mãos estavam cercadas de faíscas vermelhas que prendiam o homem na parede. Uma bola de fogo foi lançada de sua mão pegando em cheio no peito do padrasto. O fogo se espalhou pelo seu corpo do padrasto e chegando até a palha que ficava guardada ao lado da casa. Então tudo se resumiu á chamas, o fogo transformou sua casa em cinzas enquanto ela assistia o que tinha feito. Tinha matado a mãe e o padrasto de uma vez só. 


Londres, 1990.

-Theresa Gray - Disse Brianne - prazer em conhecê-la pessoalmente. 

- Brianne Slavin, é um prazer conhecê-la também. - respondeu Tessa - Magnus falou que viria. 

- Magnus Bane parece ser um Boa pessoa - sentou no sofá - Não conhecia ele até mês passado. Você conhece ele à muito tempo? 

- oh, sim. - respondeu - Magnus é um amigo, me ajudou muito no passado. Se não fosse por ele, eu estaria morta. 

- Eu ouvi sobre Mortmain. - Tessa respirou fundo, não era uma lembrança agradável - A garota que muda de forma.

- Sim. - permaneceu atenta à feiticeira sentada no sofá marrom. 

- Bem - pegou uma bolsa e abriu tirando um papel em seguida - Vim aqui para falar de negócios, senhorita Gray. - olhou para Tessa, os olhos vermelhos brilhando. - Por favor, leia - entregou o papel para Tessa. 

Ela se sentou na poltrona de frente para Anne, os olhos acinzentados lendo cada palavra. Afastou o cabelo castanho e continuou lendo atentamente. 

- Isso é arriscado. 

- Acredite Tessa Gray, já passou da hora dos submundanos enfrentarem a Clave para que tenhamos opinião. 

- Mas os Acordos...

- Os Acordos não funcionam - interrompeu - Sabe disso. Você viu o que o velho Starkweather tinha no Instituto de Yorkshire. 

- Sim eu vi - abaixou a cabeça, as lembranças voltando como tsunamis, tudo o que viu e viveu. Junto com essas lembranças... Will. - Não é algo que considero certo, mas, com os Acordos, melhorou um pouco. 

- Nós somos troféus, senhorita Gray. - inclinou-se para frente olhando diretamente nos olhos da feiticeira - E essa situação só vai melhorar se pararmos de nos esconder e enfrentarmos a Clave. 

- Quem está dirigindo isso tudo? 

- Élida Emília - falou voltando a encostar as costas no sofá - Alta Feiticeira de Milão. 

Tessa soltou o ar, Élida era uma mulher importante, porém, não era uma das mais comportadas. Tessa não gostava dela, enfrentar aquela mulher era pedir pro submundo ficar contra ela.

- o que Magnus disse? 

- Ele enfrentou Élida - respondeu levantando - Então, o que me diz?

- Tenho que pensar. 

- Sabe onde me encontrar - disse andando até a porta, as unhas batendo na madeira - Gostei de você, senhorita Gray. 

- Tessa, por favor. - respondeu tentando soar tranquila apesar de estar incomodada com a mulher na sua frente, que mesmo sendo mais baixa que ela, parecia mais forte. 

- Foi um prazer conhecê -la - disse olhando nos olhos de Tessa, vermelho no cinza - Tessa - o sotaque forte veio junto com o nome. 

- Igualmente. Brianne - disse tentando imitar a outra para não ficar por baixo.

A mulher mordeu o lábio vermelho e se virou sumindo pelo corredor enquanto Tessa assistia ela se afastar, o feitiço aos poucos se reconstruindo, os pés de aves virando saltos comuns, as unhas ficando mais curtas e ela espalhou os cabelos loiros mais uma vez.


Nova York, 2022.

- Errado - disse Brianne defendo-se do ataque de Bárbara com a foice - Está atacando errado. Postura. - atacou a menina fazendo ela dar vários passos para trás defendendo - Para frente. - observou a menina tentar atacar mais uma vez e com mais força - Isso! 

Bárbara levantou os bastão batendo sem tanta força no ombro da feiticeira e, girando rápido, com a outra ponta no pulso. A lança pesada se desequilibrou mas antes de cair no chão, Brianne segurou atacando Bárbara mais uma vez. Bárbara se desequilibrou e caiu sentada, Anne avançou em sua direção, a foice fazendo um som enquanto cortava o ar, Bárbara rolou enrolando as próprias pernas nas pernas da feiticeira fazendo ela cair. Brianne resmungou algo em alemão quando Barbie ficou por cima dela segurando suas mãos e mantendo a arma longe. 

- Eu ganhei! - vibrou a caçadora levantando.

- Parabéns, Branwell. 

Bárbara olhou ao longe, Helena treinando com Magnus e Alec ao mesmo tempo. Viu Helena enrolar as pernas no pescoço do Lightwood e derruba-lo no chão e jogar Magnus no chão em seguida. Olhou o que a híbrida havia feito e ficou com raiva de si mesma, elas tinham a mesma idade e tinham as mesmas oportunidades, por que Helena era mais habilidosa que ela?

- Não fique assim. - disse Anne segurando os ombros da outra - Você melhorou 90% hoje - arrumou os cabelos loiros da caçadora - Ela recebe treino muito pesado, dia e noite. Tenho pena dela. Só uma criança. 

- Eu queria ser como ela... - Bárbara apontou - Olha só, ela derrubou 2 professores, de uma vez!

- Não seja ciumenta, venha - puxou Bárbara pelo braço até a saída da sala de treinamento. 


************

Os pais de Brianne eram Mundanos que possuíam a Visão, a mãe trabalhou em um Instituto por bastante tempo, até conhecer o padrasto e largar tudo por ele. Foi morar na Alemanha em uma pequena casa de campo, longe da cidade. Sabiam tudo sobre o Mundo das Sombras, sabiam sobre os feiticeiros e vampiros, Seelies e lobisomens... 

Quando a mãe viu as pernas da filha, sabia o que ela era, sabia o que ela era. Mas ela não conseguia. Não conseguia abandonar a filha. Brianne era sua luz. 

Quando Anne completou 5 anos, o padrasto matou a mãe e em seguida a criança o matou. Fugiu sem olhar para trás. A única pessoa que podia ajudar a garota agora, era sua tia, Agnes. 

Quando chegou à adolescência, a tia morreu de ataque cardíaco, ela teve que se virar no mundo para sobreviver. Aperfeiçoou seus poderes, superou os seus limites. Roubou homens ricos, destruiu governos "perfeitos"...

Decidiu sair sa Alemanha quando completou 47 anos, sabendo que era presença ali seria estranho, sendo que toda não envelhecida.

Agora, com 800 anos, Alta feiticeira de Paris, dificuldades apareciam aqui e ali, sendo resolvidas depois de um tempo. Ficou no Instituto de Nova York apenas para saber como era aquele lugar. Queria tentar algo novo, conhecer pessoas novas... o último relacionamento que teve foi com uma licantrope chamada Alicia. Ela morreu depois de alguns anos em um ataque de caçadores. 

Ela tentava sempre manter um sorriso no rosto, mas como uma pessoa tão quebrada poderia tentar ser como um inteiro? 










Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Bye♡♡


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