História A Princesa e a Plebéia - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 4.465
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HEEEEEEEEEEEEY, OLHA QUEM NÃO AGUENTOU ESPERAR TERMINAR A OUTRA FIC PRA COMEÇAR MAIS UMA SHAUHSUAHSUHAUSH BERRO!
BOM GALERIS, ESSA FIC É UMA SURUBA DE CROSSOVER QUE LOGO VOCES VAO VER E VAO SE ACOSTUMAR!
PRIMEIRO QUE TEMOS RAVENNA E FREYA DO FILME DA BRANCA DE NEVE, TEMOS MALEVOLA INTERPRETADA PELA ANGELINA JOLIE (SORRY PREFIRO ELA) E LOGO MAIS TEREMOS MAIS PERSONAGENS DE OUTROS FILMES DE FANTASIA E ENTRARAO EM CONTATO COM NOSSO QUERIDO MUNDO DE ONCE UPON A TIME EM UMA HISTORIA UM POUCO DIFERENTE DO NORMAL, PRA VARIA HSAUHSUAHSUAHSUH
ESSE É SÓ O PRIMEIRO CAPITULO E PRA QUEM JA ME CONHECE, SABE QUE EU ATUALIZO RAPIDO!
ENTAO ESPERO QUE GOSTEM!

BOA LEITURAAAAAAAAA <3 COMENTEM O QUE ACHARAMM!!!
BEIJOOOOX

Capítulo 1 - Lendas: fatos reais, imaginários ou misteriosos


Fanfic / Fanfiction A Princesa e a Plebéia - Capítulo 1 - Lendas: fatos reais, imaginários ou misteriosos

Era uma manha de celebração no Reino do Norte. A filha mais velha do rei Henry e da Rainha Cora, Zelena iria se casar naquela tarde com o príncipe do Reino do Oeste, Robin Locksley. Todo o reino estava em euforia com o casamento, a princesa sempre fora um exemplo para todos e o povo, ao mesmo tempo em que celebrava sua felicidade, também lamentava a perda de uma grande mulher para o reino distante.

Zelena fora criada dentro dos princípios morais e dos padrões exigidos para uma princesa. Ela sempre obedecera às ordens rígidas de sua mãe que cobrava muito não só dela, mas também de sua irmã mais nova, Regina. Ela e Regina eram como uma coisa só. Os princípios e os padrões caiam por terra quando elas estavam juntas e davam lugar a brincadeiras, piadas e correria pelos corredores do enorme castelo construído entre as imensas árvores da Floresta Encantada.

Regina não era tão obediente quanto sua irmã. Ela odiava as ordens impostas pela sua mãe, odiava ter que usar os pomposos vestidos, as jóias, os penteados, sem contar os bailes onde sua mãe a fazia dançar com inúmeros pretendes de todos os reinos que haviam se unido ao deles em missão de paz. Ao contrario da mais velha, a morena de longos cabelos negros e olhos castanhos profundos, preferia estar no campo com seu cavalo ou com sua amiga Lilith, filha de Malévola, a melhor amiga da Rainha Cora que morava dentro das imediações do castelo e servia na guarda do castelo por ser uma metamórfica.

Logo cedo os preparativos para a grande celebração já havia começado. Todos os empregados, cozinheiros, costureiras e decoradores estavam envolvidos em fazer daquele evento o mais incrível e chamativo daquele lado da floresta. As suas dezoitos primaveras, Regina não entendia nada sobre ser princesa, quanto mais sobre ser rainha. Para ela era tudo baseado em regras e bases que você deveria seguir sem fugir a nenhum detalhe sem poder ter diversão nenhuma. Por isso ela não entendia como sua irmã mais velha poderia estar contente em se tornar princesa consorte do Reino Oeste, mas que significava a mesma coisa que rainha. Sem contar que ela não saberia como lidar com a pressão da mãe quando a ruiva fosse embora.

─ Ora Regina! Não me olhe assim... ─ Zelena resmungou para a irmã que a encara enquanto ela fazia a ultima prova do vestido de noiva.

─ Assim como? ─ a morena arqueou a sobrancelha.

─ Como se eu fosse te abandonar e seu mundo fosse acabar! ─ a ruiva bufou.

─ E não vai? ─ Regina deitou no pequeno sofá e observava as varias damas de companhia ajeitarem o vestido da irmã que havia sido feito sob medida para ela. Pousou as mãos sobre o seu vestido azul e ficou encarando o teto.

─ Não irmãzinha! ─ a ruiva desceu do pequeno banco e foi ate a morena ─ seu mundo não vai acabar, eu ainda vou continuar sendo sua irmã e você ainda vai me ver! ─ ela segurou nas mãos da menina e a levantou ─ um dia você ira entender o que é se apaixonar e vai ter o seu momento! ─ ela girou a irmã.

─ Você fala como se fosse um conto de fadas! ─ ela rolou os olhos ─ andou conversando com a Tinker? ─ a ruiva bufou em desistência ─ ela quem vive no mundo da lua com esses papos! ─ ela voltou a se sentar.

─ Eu desisto! ─ Zelena falou enquanto se encarava no espelho ─ o que achou?

─ É lindo Zel, alias, qualquer coisa fica linda em você! ─ a pequena falou e viu a mais velha sorrir ─ só queria que você não fosse embora, não quero ficar sozinha...

─ Mas você não vai! ─ Zelena sentou ao seu lado ─ você tem a Lily, tem a Tinker e tem nossa mãe ─ Regina a encarou cética ─ ok, nossa mãe pode ser um caso a parte, mas você tem duas amigas aqui!

─ Mas a Tinker esta a todo o momento ocupada nessa nova fase pra se tornar uma fada madrinha de verdade e Lily tem passado a maior parte do tempo treinando em como se transformar em um dragão, daqui a pouco colocam ela na guarda e lá se vai mais uma companhia! ─ a morena bufou.

─ Meu amor, você também logo terá suas tarefa, você é uma princesa, não se esqueça disso e logo será rainha ─ a ruiva a fitou e Regina não quis dizer o que pensava sobre o assunto ─ você terá que aprender tudo para poder guiar bem o reino que nosso pai tanto preza!

─ Eu sei... ─ ela concordou sem emoção.

Depois de acompanhar sua irmã na prova do vestido, Regina teve suas aulas de literatura, etiqueta e historia. Detestava as aulas. Eram sempre monótonas, entediantes e seu professor sempre acabava fugindo ao assunto e falando de suas aventuras em outros reinos. A menina apenas ficava pensando como seria sair de dentro da fortaleza do castelo e poder conhecer mais do reino afora. Ela nunca teve a oportunidade de sair a não ser dentro de uma carruagem cercada de guardas e sem muita visão do que estava ao seu redor. A pequena queria poder conhecer as pessoas, conversar com elas, saber o que elas faziam o dia inteiro e quem sabe arranjar uma amiga que não tivesse um futuro pré-definido como as suas.

A aula acabou próximo ao horário do almoço, quando a família real se reunia na grande mesa para saborear a deliciosa refeição preparada pelos melhores chefes de cozinha do reino. Ao contrario de sua mãe, que era sempre atenta as regras e as normas de etiqueta, fria, calada, sisuda e sem muito humor para brincadeiras, seu pai era divertido e sempre bem humorado. Gostava de conversar sobre diversos assuntos, sobre varias historias que tinha ouvido quando criança e sempre dedicava algum tempo para as filhas, principalmente Regina que era sua caçula e seu bebê.

Cora tentava fazer o marido não mimar demais a filha mais nova e tentava a manter sempre na linha, dentro dos padrões exigidos para uma princesa, mas era sempre atrapalhada pela teimosia da filha e pelo rei que preferia ver a pequena sorrindo a triste dentro daqueles vestidos e corpetes apertados. Zelena, ao contrario da mais nova, havia sido obediente sua vida inteira. Sempre seguiu o conselho de sua mãe, pois por ser a mais velha sempre carregou o peso da coroa em suas costas. Mas também, ela tinha uma necessidade em ser perfeita, em ser boa em tudo e sempre se destacar. Apesar de possuir o espirito livre e a mente criativa, ela se prendia as mesmas regras que sua mãe insistia em ditar todos os dias.

Em todos os bailes, a ruiva sempre seguia os passos da rainha. Cumprimentava todos a quem ela pedia e dançava com todos os cavalheiros com quem Cora achava que a filha poderia ter um casamento favorável. Foi em uma dessas festas que a ruiva conheceu o príncipe Robin Locksley, filho do rei Richard e da rainha Helena do Reino Oeste. Nada foi planejado e tudo aconteceu às escondidas. Depois de trocarem olhares em uma dança e em uma simples conversa, a princesa soube que seu coração pertencia a ele. Então as trocas de cartas entre os dois reinos começaram ate que um dia Cora descobriu o romance de sua filha. Porem, não tinha o que opor-se, aquela era a situação mais do que perfeita aos olhos da rainha. Foi quando os reinos, que já tinham um acordo de paz, selaram mais um acordo ao aceitarem o casamento entre seus filhos.

Regina sabia que a irmã estava perdidamente apaixonada. Ela percebeu a mudança em seu olhar, em como pronunciava o nome do seu amado, em como ela lia cada carta, uma, duas e às vezes ate três vezes sempre suspirando ao pensar nele. Elas sempre compartilharam todos os segredos e saber que sua irmã e melhor amiga estava indo para um reino distante para ser rainha e viver o seu tão sonhado romance, era assustador demais para a pequena princesa que nada entendia sobre o amor e que pouco acreditava nele. Tudo para ela não se passavam apenas de aparências e negócios. Sempre um buscando o que era mais auspicioso ao seu bel prazer.

As louças foram retiradas da mesa e naquela tarde, tudo seria focado para o casamento que ocorreria no final da tarde no grande salão do castelo. O rei Henry Mills era conhecido por sua enorme bondade, gentileza e humildade. Havia herdado do pai um reino falido e repleto de cicatrizes de inúmeras guerras. No entanto, com muito esforço, ele reergueu o seu povo e o fez forte e ativo novamente. Conquistou sua confiança e através disso todos sabiam que teriam anos de paz enquanto o rei estivesse no poder. Porem, ninguém do reino do Leste conhecia a princesa mais nova, apenas Zelena, que havia sido apresentada ao povo quando seu reino lutou contra o reino do Norte em uma antiga rixa criada pela historia de que o pai de Henry seria o responsável pela morte dos reis das Terras Perdidas, um lugar gelado, assombroso e que só era possível chegar caso atravesse a Floresta Sombria, conhecia por possuir uma espécie alucinógena de fungo, o Lycoperdon perlatum. Um cogumelo vulgarmente chamado de bufa-de-lobo por soltar um ar de seus poros causando delírios na pessoa que o inspira.

Porem, ao constarem que o falecido rei não era o culpado, ambos os reinos selaram um acordo de paz, um que envolvia a filha mais nova do reino Leste, um que até então ela não tinha ciência. Apesar do acordo de paz ter sido ratificado, o reino do Norte acabou sofrendo uma imensa perda quando a impassível e herdeira do trono das Terras Perdidas, a rainha Ravenna, resolveu o atacar como vingança por não ter cumprido com sua parte no acordo onde ele derrotaria o reino do Leste e ela o tomaria para si, fazendo a família real sofrer assim como ela e sua irmã, a princesa Freya, sofreram com a perda de seus pais. Nesse ataque surpresa, a então recém-nascida princesa Emma, filha do rei David e da rainha Mary, foi levada para o interior da floresta, porem nunca foi encontrada. Os reis lamentaram anos a dor de não ter a pequena em seus braços, mas continuaram sua regência criando o filho mais velho, o príncipe Daniel, que um dia herdaria todo o reino do Norte.

A morena conhecia bem a lenda da princesa perdida. Sim, a história se tornou lenda. Havia pessoas que não acreditavam na existência de uma princesa, pois a mesma nunca fora vista em nenhum dos reinos e havia aqueles que acreditavam que ela teria sido sacrificada por aqueles que a levaram. Verdade ou não, Regina não sabia, mas apenas ouvia as vezes alguns dos serviçais comentar que sempre surgia uma garota que se dizia ser a princesa Emma, mas que na real era apenas uma golpista.

─ Regina ─ a menina foi tirada de sua leitura e chamada pela mãe ─ peça a Lilith que entregue esse documento para sua mãe, por favor! ─ Cora entregou um envelope fechado a menina.

─ Oras, porque a senhora mesmo não entrega a Malévola? ─ a morena encarou a mãe e recebeu um olhar fulminante.

─ Sabe o quanto detesto quando recusas minhas ordens, não sabe? ─ ela olhou para a morena.

─ Ok mãe! ─ ela se levantou de sua cama, mas antes foi parada pela mãe.

─ Não é “ok mãe” é “sim senhora” ─ ela a encarou ─ e arrume essa postura, uma princesa não anda curvada desse jeito ─ Cora ajeitou os ombros da filha.

─ Sim senhora! ─ Regina falou sem animo.

─ E não fique zanzando por ai, sabe que teremos muito trabalho hoje a tarde, não quero ter que me preocupar com você metido em confusões! ─ a rainha se pronunciou e saiu do cômodo.

“Sim senhora” resmungou a princesa em pensamento e rolou os olhos. Calçou seus sapatos e correu pelos corredores do castelo a fim de chegar mais rápido ao pátio onde ela sabia que certamente encontraria Lilith com sua mãe. Ela desceu os quatro lances de escada sem ao menos chamar sua dama de companhia para fazer isso com ela, como mandava as regras da mãe e continuou seu caminho. Passou pelos empregados que andavam de um lado para o outro carregando enfeites e pratarias da festa, encontrou do lado de fora diversas carroças contendo suprimentos para o enorme banquete que haveria naquela noite e muitos trabalhadores da vila estavam envolvidos. Alias, seu pai havia feito um comunicado onde abriria as portas do castelo para que a celebração fosse não somente vista pela realeza, mas também pelo povo, então todos eram convidados especiais do próprio rei.

Chegou ate onde um enorme esquadrão de guardas estavam reunidos e atentos as ordens do capitão da guarda real: Graham Humbert. Graham era filho do Conde Humbert que havia servido ao avô de Regina, mas que em uma trágica batalha sofrera um golpe fatal, deixando sua esposa e filho. O rei então passou a cuidar de ambos como parte de sua família e quando o garoto cresceu, ele fora treinado como o pai e acompanhou o rei e o príncipe Henry em suas batalhas. Quando o rei falecera, Henry o nomeou capitão de sua guarda e seu fiel escudeiro. Regina driblou os “soldadinhos de chumbo” como gostava de referir-se a eles e encontrou sua amiga sentada em um dos montes de feno.

─ Lily! ─ ela a chamou de forma empolgada. A outra então sorriu e se levantou para curvar-se perante Regina.

─ Vossa alteza! ─ a menina falou contente em ver a amiga ─ o que faz aqui? Ainda mais nesse calor dos infernos!

─ Sem essa de vossa alteza e já disse que não precisa ficar com essas frescuras de se curvar pra mim ─ Regina bufou.

─ Eu sei, mas minha mãe e Diaval esta olhando e sabe como ela é... ─ a menina de longos cabelos cor de amêndoas e pele bronzeada fez uma careta ─ ela quer que eu aprenda a tratar as pessoas do castelo, mesmo que sejam como minha família...

─ Eu entendo, por isso ela se da tão bem com a minha mãe ─ as duas riram.

─ Mas porque veio? ─ elas caminharam ate próximo de outras carroças que estavam saindo do pátio externo do castelo.

─ Minha mãe me mandou entregar esse envelope pra você, é pra sua mãe! ─ Regina estendeu o papel para ela.

─ Deve ser a permissão para se ausentar da guarda e poder fazer a viagem que ela tanto quer ─ disse Lilith pegando o envelope.

─ Viagem? Pra onde Lily? ─ a morena perguntou.

─ Para os Moors, onde ela nasceu e cresceu ─ a menina suspirou ─ depois que ela conseguiu derrotar o rei Stefan e deixar o reino nas mãos da princesa Aurora, que agora é uma rainha e casada com Philip, ela veio pra cá ajudar seu pai, mas quer voltar pra ficar um tempo por lá...

─ Sabe por quanto tempo? ─ a princesa perguntou preocupada.

─ Não sei, ela não me diz muita coisa e quer que eu aprenda magia e tudo o que ela aprendeu lá, então pode ser bastante tempo ─ ela deu de ombros.

─ Ótimo! Vou ficar sem minha irmã, sem você e a Tinker também só anda por aí carregando pó de fada pra cima e pra baixo ─ Regina bufou ─ queria poder aprender magia também e sumir daqui!

─ Não diga uma coisa dessas! ─ Lilith a repreendeu ─ logo você encontra o seu caminho e sua mãe é praticante de magia também, ela poderia te ensinar!

─ Ah! Duvido! ─ a morena rolou os olhos. Malévola então chamou pela filha e as duas tiveram que se despedir.

─ Não se preocupe Gina, prometo que não vou te deixar! ─ ela sorriu para a melhor amiga e Regina sorriu de volta. Porem, em seu coração, ela se sentia mais só do que nunca.

Ela se viu então no meio de um monte de gente e sem o que fazer. Sua mãe não a deixava ajudar, dissera que isso não era pratica de uma princesa e Tinker estava em algum lugar ao qual ela não fazia ideia. Foi quando ela teve uma súbita invenção em sua cabeça cheia de pensamentos desconexos e sonhos mirabolantes. Correu ate a lavanderia e pegou uma das roupas de suas damas de companhia. Entrou no pequeno quarto de costuras que havia ao lado da enorme área das caldeiras e tirou seu vestido colocando o vestido branco simples por cima de suas roupas intimas. Soltou seus longos cabelos negros da trança cuidadosamente feita e foi ate o pequeno espelho ver como tinha ficado sua aparência.

─ Espelho, espelho meu, existe alguém mais doida do que eu? ─ ela perguntou ao seu reflexo ─ obviamente, falando sozinha a resposta é não!

Ela saiu do cômodo e junto com alguns trabalhadores da vila que entravam em uma das carroças que saia pelo portão principal, entrou e se sentou ao fundo escondendo seu rosto. Seu coração palpitava de medo, ansiedade e empolgação por sair de dentro dos arredores do castelo e poder ver com seus próprios olhos como era o mundo do lado de fora. Ela apenas torcia para que sua mãe não precisasse dela ou notasse sua ausência. Caso contrário ela nunca chegaria a ser rainha, pois estaria morta.

A carroça seguiu pela estrada principal que cortava parte da Floresta Encantada. Regina observava a paisagem e sentia o cheiro da grama e do ar puro das arvores. Podia ouvir ao longe o rio que corria e passava ao lado dos muros de sua casa, viu também alguns transeuntes no meio do caminho que acenaram para os trabalhadores. Logo eles chegaram ao vilarejo e o veiculo parou em frente a um deposito onde eles estavam carregando e descarregando os suprimentos para o casamento.

Regina desceu e ficou admirada com tudo o que via. As casas, as pessoas, os estabelecimentos, o poço que havia no meio da vila e cada detalhe que fazia tudo ser diferente do que estava acostumada.  Não sabia nem por onde andar, para onde ir, onde começar e o que fazer. Seria mais fácil se ela tivesse alguém para ajuda-la, ela pensou. Caminhou por algum tempo e parou em frente a uma padaria dominada pelo incrível cheiro que vinha de dentro do lugar e não percebeu por onde andava e acabou esbarrando em uma garota a fazendo derrubar tudo o que tinha em sua cesta.

─ Oh! Perdoe-me! Não foi intencional ─ Regina falou e ajudou a garota a recolher as frutas e as verduras que haviam caído.

─ Não tem problema! ─ a loira a encarou e sorriu ─ você fala engraçado!

─ Eu falo? ─ Regina arqueou a sobrancelha.

─ “Perdoe-me” ─ a menina repetiu o que ela dissera ─ com certeza você não é daqui, ninguém fala tão certinho assim! ─ a princesa ficou estupefata. Iria se lembrar de policiar-se com sua linguagem.

─ Ah! Foi o nervosismo e realmente, não sou daqui, estou um pouco perdida ─ ela sorriu sem graça.

─ Bom, seja bem vinda! ─ a loira sorriu ─ meu nome é Emy e eu moro na floresta, qual o seu nome? ─ Regina ficou nervosa. Não podia revelar seu nome verdadeiro sem que ela remetesse a princesa. Tentou pensar rápido em um nome para seu disfarce.

─ Chamo-me... quero dizer... meu nome é  Diana ─ a morena sorriu, pensou no nome do livro que estava lendo, e reverenciou a garota como era de costume fazer na realeza quando se apresentava.

─ Como a princesa? ─ a loira perguntou e Regina estremeceu.

─ Ham...que princesa? ─ ela ficou sem saber o que falar.

─ A do livro do mundo que não tem magia, sabe? E você é esquisita... ─ Emy falou calmamente e riu. Regina então soltou o ar que estava segurando. A loira havia pensado na mesma pessoa que ela!

─ Ah! A princesa que morreu ─ ela comentou ─ não sabia que lia essas lendas e seu nome é bem incomum! ─ a morena fez uma careta.

─ É eu sei! Na verdade eu tenho esse nome porque não tinha outro ─ ela riu ─ eu fui criada com a Granny, uma senhora que mora na floresta e com a sua neta a Ruby e ela me encontrou perdida perto do rio e disse que minha manta estava rasgada e só havia as iniciais “Em” e desde então elas me chamam de Ems ou Emy, tanto faz! ─ a princesa assentiu.

─ Deve ser legal poder morar na floresta e ter toda essa liberdade, poder ir onde quiser e fazer o que quiser ─ ela falou enquanto elas caminhavam em direção a floresta.

─ Bom, eu não faço exatamente o que quero, nem tenho toda essa liberdade ─ ela bufou ─ a vovó é muito protetora e meio neurótica, não posso ir a lugares que ela não conheça e se eu quiser fazer algo diferente Ruby tem que ir comigo ─ ela rolou os olhos.

─ Sei como se sente... ─ Regina suspirou.

─ Ei, quer ir até a Granny comigo?  ─ a loira perguntou, mas a princesa ficou com medo de perder a carroça de volta para o castelo.

─ Não posso agora, mas eu volto! ─ a morena falou apressada ─ você vai ao casamento real hoje à noite?

─ Ainda não sei, mas tentarei ir e se você for eu te encontro lá! ─ ela sorriu.

─ Tudo bem! Ate mais! ─ elas se despediram.

Emy continuou seu caminho ate a casa de Granny. Ela já devia estar preocupara com sua demora. Era sempre assim, ela não podia sair para encontrar alguém, ver novas pessoas ou qualquer coisa sem que a sua vó ficasse preocupada. Segundo ela, o mundo não era um lugar seguro, principalmente com a rainha Ravenna ainda viva e sua irmã ao seu lado. Porem a loira não se importava, nunca tinha visto nenhuma das duas e não se atrevia a travessar a Floresta Sombria.

Chegou a pequena casa e encontrou a vovó cozinhando uma torta e Ruby costurando algumas roupas para elas conseguirem mais dinheiro para se sustentarem. Ela não podia reclamar. Não tinha a família mais perfeita, mas não trocaria a melhor amiga e irmã e Granny, mesmo com suas chatices, por nada nesse mundo. Colocou a cesta sobre a mesa e tiro a capa a pendurando no cabide atrás da porta. Foi ate a irmã e observou o vestido que ela cosia com atenção e cuidado.  Com certeza era para o grande evento que aconteceria essa noite. Olhou para os cabides e cadeira e havia porções de vestidos para a morena dar pontos, apertar, colocar algumas pedrarias e entre outras coisas.

─ Ruby ─ Ems tirou-a de sua concentração e a morena de penetrantes olhos azuis a encarou ─ você iria nesse baile hoje à noite? ─ ela se sentou em frente a irmã.

─ Se eu conseguir terminar todos esses vestidos até iria! ─ ela riu ─ sendo bem sincera ─ ela olhou para a loira ─ a maioria aqui são horríveis! ─ as duas riram.

─ Você não presta! ─ ela rolou os olhos.

─ Só sou sincera! ─ a morena se defendeu ─ e você? Por onde andou que enrolou tanto pra trazer a cesta com os mantimentos? A vovó estava quase indo atrás de você! ─ Emy bufou.

─ Ela e as paranoias dela! Eu só encontrei uma forasteira no meio do caminho e fiz amizade! ─ ela sorriu ─ precisava ver, ela é muito esquisita, fala tão estranho e tem um jeito estranho... ─ a loira fez uma careta e Ruby apenas a observou ─, mas ela é legal e perguntou se eu iria hoje a noite nesse evento...

─ Amorinha, tome cuidado com quem você fala, sabe que não da pra confiar em qualquer um ou qualquer uma que aparece por ai! ─ a morena a alertou.

─ Ate você cane*? ─ Emy bufou.

─ Eu te amo amorinha, por isso te protejo e eu não sou um “cane” ─ ela rolou os olhos.

─ Que se dane, vou continuar te chamando assim se continuar agindo feito uma chata! ─ ela a afrontou.

─ Então beleza, iremos a esse casamento e veremos quem é a chata! ─ Ruby sorriu.

─ Ótimo! ─ a loira cruzou os braços ─ aproveito e te apresento Diana, vai ver como ela não tem nada demais!

─ Tudo bem!

─ Será que veremos a princesa Regina Mills? ─ Emy perguntou.

─ Não sei ─ a morena deu de ombros ─ já ouvi dizer que ela é mimada e prepotente, mas não temos como saber, dizem também que ela é muito bonita!

─ Bom, saberemos hoje à noite!

Regina estava de volta aos aposentos do palácio. Ao que percebera ninguém havia notado sua ausência e seu plano de escape havia sido um sucesso. Em sua mente ela comemorava, mas sabia que talvez nunca mais pudesse repetir tal ato depois que a irmã fosse embora. Suas damas de companhia logo a chamaram e ela rapidamente se livrou de suas vestes e buscou pelo vestido perdido no quarto onde havia o deixado. Vestiu-se e caminhou para o encontro delas. Sabia que agora era a hora da sessão “tortura” como ela chamava. Elas iriam lhe dar banho, lavar seus cabelos, colocar-lhe um corpete apertado, um vestido ao qual ela iria odiar, fariam um penteado que a deixaria com cara de dez anos mais velha e sem contar as jóias reais que sua mãe fazia questão que ela exibisse nesses eventos.

Enquanto tudo isso acontecia, seus pensamentos vagavam para certa loira camponesa de falar leve e espontânea. Ela sabia que não poderia revelar nunca sua identidade  para a garota ou ela não seria realmente sua amiga, seria mais uma devota a princesa herdeira do trono real e não era isso que Regina queria. Ela queria a amizade sincera e pura da plebeia que havia conquistado seu sorriso tão lesto e de forma tão simples. Porem, como Emy ou Ems, reagiria diante da princesa? Será que ela seria como os outros que praticam o “puxa-saquismo” ou seria franca e divertida como fora na vila? Será que ela lhe reconheceria nesses enormes trajes e penteados que nem ela mesma se identificava quando usava? Ficou com essas perguntas soltas em sua cabeça por horas. Mal podia esperar para saber se ela viria mesmo ao casamento.
CANE: cachorro em italiano.


Notas Finais


E AIIIII? O QUE ACHARAM DESSE INICIO? SEJAM SINCEROS!
AINDA VAMOS TER TODA UMA CONSTRUÇÃO DESSA AMIZADE QUE LOGO IRA DESPERTAR OS SENTIMENTOS E AS CONFUSOES E VOCES VERAO EXATAMENTE COMO FUNCIONA A REALEZA PORQUE EU ESTUDO MUITO HISTORIA E SEI DE ALGUMAS COISAS SHAUHSUAHSUAHUSH
COMENTEM E ME DIGAM! <3


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