História A Princesa e o Revolucionário - Capítulo 5


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Categorias Os Miseráveis
Personagens Personagens Originais
Tags Aaron Tveit, Adelaide Kane, Bourbon, Enjolras, França, Os Miseráveis, Revolução
Exibições 16
Palavras 1.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Lucioles


Fanfic / Fanfiction A Princesa e o Revolucionário - Capítulo 5 - Lucioles

Évreux , setembro de 1813

     Os dois estavam voltando para dentro da casa, Belle toda emburrada e Enjolras, por mais que estivesse um pouco triste, estava tentando fazê-la sorrir. As duas crianças de seis anos estavam frustradas por não terem conseguido ver os vagalumes. “Amanhã viremos de novo” – dizia o garoto, mas Belle não queria nem saber, ela queria porque queria ver os vagalumes. Tinham que fazer muito silêncio, se seu pai os pegasse mais uma vez... Enjolras não queria nem pensar. Apesar de ser uma criança, já sabia das consequências que sofreria ao desobedecer a seu pai. Chegaram ao corredor de seus quartos que eram um de frete para o outro e ele só ouviu um boa noite de sua “prima”, a vendo entrar ainda emburrada para seu quarto.

     Belle estava triste, triste por vários motivos. Não recebia noticias de seus pais há mais de duas semanas, triste por estar com medo de ser descoberta, triste por não conseguir ver os vagalumes e estava mais triste por não poder contar toda a verdade para Enjolras. Ele ainda achava que eles eram primos e seu tio de consideração Jean havia deixado claro que não era nem para ele saber, pelo menos não agora. Na realidade, ela não entendia porque, mas não ousou questionar seu tio. Na ponta dos pés, colocou a vela na mesinha que tinha ao lado de sua cama, tirou os travesseiros do meio e subiu na mesma. Sentou e ficou encarando a porta, queria poder ir até os braços de sua mãe e chorar, mas chorou apenas ali, sozinha e em silêncio. Pensou em ir até Enjolras e lhe contar tudo, mas sabia que era errado, então se virou para o lado, apagou a vela e se deitou. Se ser uma princesa significasse ficar triste o tempo todo então não queria ser uma.

     Nos dias seguintes ainda estava triste, não queria ir para seus compromissos e todos perceberam essa mudança repentina no humor da menina. Numa manhã estava em seu quarto desenhando quando ouviu duas batidas na porta e viu Enjolras entrar. Ele se sentou na frente dela, só que no chão, e a encarou.

     -O que está fazendo? – ele perguntou.

     -Desenhando. – ela responde simplesmente e volta sua atenção para o desenho.

     -E o que está desenhando?

     -O bosque daqui... Mas eu queria desenhar os vagalumes.

     -Paciência Belle! Nós vamos conseguir ver os vagalumes – ele diz se levantando e indo até ela.

     -Como pode ter tanta certeza? – ela pergunta soltando seu lápis e o olhando.

     -Eu só tenho. – ele diz sorrindo e oferecendo sua mão a ela – Venha comigo. Temos que fazer algo.

     -Fazer o quê?

     -Fazer o seu sorriso aparecer novamente. Vamos! – ele estende mais um pouco sua mão e ela aceita.

     Belle não podia se arrepender, Enjolras era o melhor amigo que ela poderia ter, era o único, mas era o suficiente. Passaram o dia inteiro brincando e aprontando pela casa, os dois até estranharam o fato de que o pai e a mãe de Enjolras não protestaram em nenhum momento. Quando era a hora do almoço puderam fazer a refeição do lado de fora da casa. Ajudaram os empregados a arrumarem uma mesa no jardim de trás, ou pelo menos ajudaram no inicio, porque depois começaram a fazer pequenas competições entre si, como quem corria mais rápido ou quem conseguia subir em uma árvore primeiro. Belle foi até trocar de roupa, pois reclamava – e com razão – de que não conseguiria vencer Enjolras usando aqueles vestidos. Almoçaram e descansaram um pouco antes de voltarem a brincar. Começaram a correr pela casa novamente até terem a brilhante ideia de irem até o lago que tinha lá perto. Voltaram inteirinhos molhados e quando Jean estava prestes a gritar com os dois ouviu suas gargalhadas e tudo o que conseguiu dizer foi falar para irem tomar um banho antes que pegassem um resfriado.

     -A não pai... – Enjolras foi o primeiro a reclamar – Queremos continuar brincando.

     -É tio, por favor!

     -Calma crianças. Vão, tomem um banho e voltem a brincar. – ele disse e viu o sorriso se abrir nos rostos dos dois – Não é porque vão tomar um banho que precisam parar de brincar.

     Jean viu os dois correrem para seus quartos numa euforia enorme. Foi para seu escritório e estava pensando em tudo que estava acontecendo na França, Napoleão tinha que cair o mais rápido possível, ele já havia perdido a guerra contra a Rússia e agora estava mais enfraquecido. Despertou de seus pensamentos com as batidas na porta semiaberta e viu que era seu filho. Enjolras estava com um sorriso no rosto e Jean pôde perceber que além de não ter tomando banho ainda, estava muito nervoso.  Mandou-o entrar e perguntou o que estava acontecendo. Ele começou a falar de todo o seu “plano” de fazer Belle voltar a ser alegre como era e começou a falar de tudo o que planejava fazer. Já terminando, começou a gaguejar um pouco e revelou a seu pai que queria levá-la para uma parte do jardim mais longe da casa, um lugar que ele sabia que tinha vagalumes. Pelo jeito ele só tinha vindo avisar que eles iriam, pois logo depois falou que não só como queria como iria levar Belle para ver os vagalumes. Jean viu nos olhos de seu filho uma determinação que nunca tinha visto antes, por um breve momento supôs que esses mesmos olhos lhe dariam muito trabalho no futuro. Por fim, acabou por dar sua permissão, com a condição de ter uma pessoa com eles, nem que se fosse de longe, só para ter certeza de que não iria acontecer nada. Enjolras pulou no pescoço de seu pai dizendo vários obrigados e saiu correndo, mal podia esperar pelo final desse dia. Só torcia para que estivesse certo e que tivesse muitos vagalumes por lá.

     Depois de um longo dia correndo, brincando e pulando, estavam se preparando para dormir. Belle estava muito mais feliz e agora sabia que por mais que ela estivesse triste, Enjolras estaria lá por ela, tentando fazê-la ficar mais alegre. Estava quase apagando a vela de seu quarto quando ele abriu a porta de seu quarto segurando um lampião.

     -O que você está fazendo aqui? – ela pergunta dando risada

     -Você não pensou que esse dia já acabou não é mesmo? – ele disse e ela levantou apenas uma das sobrancelhas – Ainda temos que ver os vagalumes.

     Quando ele terminou de falar, Belle logo tratou de se desenrolar das cobertas e descer da cama. Pegou sua vela e ela e Enjolras começaram a fazer o caminho até o jardim. Ela não sabia, mas tinha um guarda costas que estava os acompanhando bem de longe a mando de Jean. Eles chegaram até uma parte do jardim e Enjolras a puxou um pouco mais para dentro, ele estava morrendo de medo dos vagalumes não aparecerem. Sentaram-se embaixo de uma árvore e esperaram. Belle já estava quase dormindo encostada no ombro de Enjolras quando começaram a ver certos brilhinhos um pouco distantes. Ambos despertaram rapidamente e se entreolharam. Um tempo depois já viam um jardim repleto por pequenas luzes e conforme iam caminhando lentamente, ficaram bem no meio deles. Sentaram-se no chão e ficaram olhando para cima. O lampião já estava há tempo apagado e perto da árvore, assim como a vela.  

     Enjolras se virou para Belle e viu seu sorriso enquanto olhava os vagalumes. Ele a adorava. Ela sabia ver as coisas mais bonitas nas coisas mais simples que havia. Não queria voltar para sua casa, não queria principalmente, sair do lado dela, mas alguma coisa o dizia que ela iria partir em algum momento. Contentou-se em apenas continuar a olhando e perceber o quanto ele era feliz, nada nesse mundo poderia tirar esse momento dele.

     -Eu disse que a gente veria os vagalumes – ele disse e ela o olhou

     -Eu sei... Desculpe-me por duvidar de você Enj – ela respondeu e o abraçou – Obrigada por tudo o que fez hoje. Foi o melhor dia da minha vida.

       -Não foi nada Belle.

       -Foi sim. Você ficou dias esperando os vagalumes comigo e eu nem sei se você queria ter ficado tanto tempo assim esperando – ela disse olhando para baixo – Desculpa...

       -Se for para ficar esperando com você Belle, eu fico o tempo que for preciso. Nunca vou me importar de esperar se eu estiver com você.


Notas Finais


É isso ai! Tentei fazer o mais fofo possível... obrigada por acompanharem e não esqueçam de me dizer o que estão achando! Bjs


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