História A princesa que o príncipe precisa - Jikook ABO - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Abo Universe, Alfa, Jikook, Jimin!bottom, Jimin!ômega, Jimin!uke, Jungkook!alfa, Jungkook!seme, Jungkook!tops, Ômega, Princesa, Principe, Servo, Taeyoonseok
Visualizações 439
Palavras 2.318
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Socorro !
Obrigada por todos os favoritos, desculpa pela demorar na atualização, não tenho nenhuma desculpa esfarrapada dessa vez!
Eu apenas queria retocar algumas coisas no capitulo anterior e nesse.

Então... Eu percebi dificuldade de vocês associarem o Jimin mais " delicado", peço que deem uma olhadinha marota na capa da fic, porque lá tem fotos bem bonitinhas pra ajudar nesse sentido.


BOA LEITURA !

Capítulo 2 - Chapter II


O som de música clássica já não era tão relaxante ao que ecoava pelo salão a quase três horas seguidas. Algumas moças se cansaram de sorrir, tomando um semblante sério e até mesmo irritado, todas queriam ver o príncipe, todas quereriam mostrar ao futuro herdeiro do trono que eram dotadas de predicados e todo o blá blá blá de seus discursos decorados.

Mas enquanto isso, ainda isolado e ao lado da mesa de assados, estava Jimin. O ômega com batom borrado, que já tinha comido quase que um frango inteiro, sem contar nos petiscos que vez ou outra as servas do castelo lhe ofereciam, visto que pelo que parecia, ele era o único que estava se fartando com toda aquela boa comida.

Enquanto as moças se ocupavam em sorrir para o lustre, Park apenas comeu. Não que fosse um morto de fome, nada disso. Ele só estava aproveitando, pois caso contrário , se estivesse em casa em uma hora como aquela, sua mãe já teria servido sua sopa.

Sopa não é janta! – Ele insistia em reclamar, mas suas lamurias sempre eram em vão, sua mãe o obrigava a passar por algumas dúzias de dietas e ele só não morria, porque as vezes – sempre – roubava alguns biscoitos no meio da madrugada.

Seu estômago estava cheio, mas seus olhos ainda tinham um foco.

O maravilhoso bolo de baunilha no centro do salão. O servo que tinha lhe salvado de uma morte patética por um ossinho de galinha, tinha lhe prometido um pedaço e mesmo que ele já estivesse quase que explodindo, esperava ansioso pela sobremesa.

 ۞ ۞ ۞

 

-Como foi? – Taehyung sussurrou, ainda estavam escondidos num canto reservado do salão.

-Ela prefere um bolo à mim. – as palavras do príncipe ecoaram vagamente pelo ambiente. -Isso é um ultraje! – Jungkook observava a sujeita que parecia o procurar entre a multidão.

-Eu também prefiro, é um bolo de baunilha. – O hyung mais velho comentou, ganhando um olhar ameaçador em resposta. -Qual o nome dela?

-Eu não tive interesse em saber, ela disse que quer ser expulsa e certamente vou atender esse pedido. – coçou as costas que penicavam. -Ela não serve para ser minha princesa.

-Qual o problema? – Tae encarou a moça que alisava a pancinha saliente por cima do vestido, não controlou uma risadinha com a cena.

-Olhe para ela, acha mesmo que será uma boa princesa agindo daquela forma? – nenhum dos presentes opinaram. Diante do silêncio, o moreno apenas se levantou ajeitando a roupa no corpo.

-Aonde vai? – Taehyung o segurou pelas vestes. -O efeito já vai acabar, nós precisamos ir embora. – o semblante preocupado tomou sua face.

Realmente seria um problema se as moças que só estavam entre betas e ômegas de meia idade, sentissem o cheiro e a presença de um alfa lúpus.

-Não se preocupe, eu preciso resolver algo. – coçou a nuca. -A senhorita Fiona me fez prometer que eu levaria um pedaço de bolo pra ela. – se soltou do amigo suspirando de forma forçada. - Será algo rápido! – marchando para a mesa dos assados, o falso servo apenas revirou os olhos, quando, sem esmero algum, a moça de fios loiros apenas acenou para si, segurando com a destra uma asinha de frango.

 ۞ ۞ ۞ 

 

-Aqui! – Jimin sorriu largo quando o servo um pouco mais alto que si, o serviu em um pratinho de plástico, uma fatia vantajosa de bolo.

-Obrigado. – se limitou a recolher a guloseima das mãos grandes do criado e apenas observou – com um tanto de admiração – a cobertura e o recheio.

-Agora você já pode ir embora! – em outro momento Jimin perceberia o tom rude que predominava na fala do moreno, mas em uma situação como aquela, onde estava totalmente hipnotizado pelo bolo com quatro camadas de recheio, toda suspeita de insulto passou despercebida.

-Céus… – o ômega fechou os olhos sentindo sua papilas gustativas gritarem com tamanha gostosura, fazia tanto tempo que não provava doces, que ele se sentia a pessoa mais feliz do mundo apenas por comer uma simples fatia de bolo.

-Você é estranha. – o rapaz de roupas em tom marrons apenas arqueou a sobrancelha, um tanto indignado pelos gemidos exagerados que escapavam dos lábios alheios cada vez que uma pequena quantidade de doce era consumida. -Isso é tão bom assim? – indagou fitando os lábios sujos da sujeita distraída.

Park sorriu, dando espaço para que o servo se sentasse ao seu lado no banco.

-Aqui! – apontou para o lugar ao seu lado, o beta’ apenas negou convicto. - Não se preocupe, seus superiores não vão saber. – atrevidamente puxou o rapaz pelo pulso exercendo força para que ele se sentasse junto a si.

O choque entre os dois corpos foi uma explicação bem nítida para feição assustada do serviçal.

-O que pensa que … – antes de um protesto em recusa, Jimin poupou palavras enchendo a boca alheia com um bocado de sobremesa.

O beta de orbes arregaladas não conteve o impulso de suspirar, primeiramente pela audácia alheia e logo em seguida por não identificar aquele sabor tão único e ao mesmo tempo peculiar.

-E aí? – com certo brilho no olhar Jimin questionou.

O servo nada comentou, apenas estralou a língua no céu da boca fitando drasticamente o restante do bolo. Se negava a admitir que fosse realmente tão gostoso assim.

-Você quer mais? – o ômega ajeitou a textura fofinha sobre a colher de prata lustrada.

-Você ai! Pra cozinha ! – marchando na direção dos dois veio um rapaz, os olhos amendoados de Jimin não deixaram passar despercebido o quão bonito ele era.

O ômega que atendia pelo falso nome de Ji Ho, não costumava sair pelo povoado, as poucas interações que teve com alguns homens em sua vida, se limitavam ao entregador de leite de sua rua e ao moço que vendia brevidade. Dois betas que Jimin sempre observava a distância.

-Vamos logo! – o moço com vestes em tons claros – que Park admirou pelos detalhes – apenas segurou o servo pelo ombro, o incentivando a se levantar imediatamente.

Jimin não gostou do que viu, julgou ser um ato em circunstância rude, então apenas se levantou colocando o pratinho sobre a mesinha e segurando em segundos preciosos o pulso cálido do rapaz.

-Ele precisa mesmo ir ? – fez os dois betas’ se entreolharem, não que fosse defender qualquer um, ele só sabia reconhecer quem lhe dava sobremesa. -Ele não fez nada de errado! – pendoou seu olhar sobre o serviçal que tinha o semblante confuso enquanto fitava a mão que descansava em volta de seu punho. – Ou fez?

-Ele precisa ir. – disse apressado, seus olhos percorreram o salão e Jimin o acompanhou no ato. A cena a seguir era estranha, todas as moças, sem exceção alguma, exibiam um mesmo comportamento.

Elas puxavam o ar e balançavam a cabeça para todas as direções, era um tanto obvio que pareciam procurar por algo e a até certo ponto, ao que podia observar, suas pupilas se dilatavam ao máximo, saindo de suas cores naturais para um acinzentado intenso. Algo bizarro, Jimin anotou isso mentalmente.

-O que está acontecendo? – indagou ao vazio, os betas que pouco antes se encontravam ao seu lado, nesse exato momento, já corriam desesperadamente para a porta do salão.

 ۞ ۞ ۞

 

-Quase nos pegaram. – o príncipe tinha um sorriso traquino no contorno dos lábios, achava graça todo o desespero do amigo. -Elas sentiram seu cheiro! – Taehyung disse afoito.

-Que nada, não exagere. – se jogou sobre a cama de largura absurda, um tanto ofegante pela breve corrida que exercerá. -Amanhã será melhor! – sua empolgação era evidente. A primeira das provas se sucederia com a luz da alvorada, seu entusiamo era para descobrir sobre os resultados.

-Pretende continuar com isso? – o moço de cabelos longos apenas questionou, sabia das consequências de um ato tão mal pensado como aquele.

Pouco sabiam sobre os ciclos daquelas ômegas, elas eram jovens e talvez em uma suposição quase que concreta, poucas delas haviam passado pelo primeiro cio.

Encontrar um alfa lúpus em sobressalto – se fosse descoberto – seria quase que fatal, aceleraria em potencial seus hormônios e isso as levaria a um tremendo mal estar. Elas iriam agonizar em busca de conforto e nitidamente não encontrariam, abstraindo apenas sofrimento.

-Você não precisa se preocupar tanto. – sem cerimônias o jovem se despiu, atirando para um quanto qualquer do quarto, as roupas que pinicavam sua pele. -O que de tão ruim poderia acontecer ?

 ۞ ۞ ۞

 

“Assim que amanhecer, todas devem comparecer novamente ao salão, o dejejum seja servido pontualmente as sete horas” – a caixinha ao lado da cama de Jimin soou novamente, a mesma voz ruidosa da vez passada. O ômega apenas se acomodou entre os cobertores de textura felpuda, tão quentinhos, que ele pensou levianamente em praticar o furto com um deles.

Quando se levantou, tratou de se banhar ligeiramente, colocando seu calção e apertando a faixa na cintura, o corpo foi coberto por algumas dúzias de camisolas para que por fim a última camada fosse o vestido que sua mãe tinha criado com tanto apreso. O ato de se maquiar já fazia parte de seu cotidiano monótono, depois de algumas palmadas por sempre errar o tom do blush, ele aprendeu a fazer tudo como as moças de verdade faziam.

Com leves movimentos terminou com perfeição sua máscara que usava a quase dezesseis anos.

Deslizou os lábios um sobre o outro, na intenção de tornar a coloração rosa um pouco mais natural, apertou seu dedos dentre os calçados e tomou sua postura ereta, olhando-se no espelho.

Perfeito! – certamente seria esse o pensamento de sua mãe.

 

 ۞ ۞ ۞

 

-Não é assim que se segura ! – Min Ji ajeitou pela décima vez uma bandeja sobre as mãos grandes, mas ainda inexperientes do príncipe. -Isso não vai dar certo! – a senhora pessimista, era antiga criada da casa, quase como uma segunda mãe para o príncipe arteiro.

-Não jogue vibrações negativas sobre mim. – apesar dos poréns e de uma briga quase que sangrenta para que o alfa se dispusesse a acordar, no momento ele parecia animado. -Não faça parecer difícil, a senhora e o Tae fazem isso todos os dias, eu certamente não vou errar.

Convicto ele deslizou para a porta da cozinha, as vestes em tons bege e o disfarce de beta lhe caindo como uma luva. Adentrou o grande salão equilibrando de forma desengonçada, apenas uma bandeja com torradas e um pequeno recipiente com geleia.

O coração acelerado ao que se aproximou da mesa e sentiu os diversos cheiros naturais de todas ali presentes, perfumes cítricos, amadeirados e florais. Fechou os olhos se escorando na mesa para apenas apurar ainda mais seu olfato.

-Você ai! – uma das moças o tirou de seus devaneios, ele sorriu, abobado por conseguir a atenção de uma delas. -Me sirva! – ela exigiu, dobrando os braços em frente ao peito, como se esperasse certa urgência. -Vamos ! – Jeon sentiu as bochechas rubras, mas se aproximou, as mãos trêmulas conforme ia deslizando quantidade exagerada de geleia sobre a torrada seca.

-Está bom? – sorriu com a conclusão de seu simples trabalho, parecia delicioso, cobiçou ingenuamente.

-Você quer ? – a moça sorriu de lado, um sorriso perverso que devido à falsa inocência, Jeon nem percebeu.

-Eu quero sim! – disse simplista, sorrindo para garota que apenas arremessou a torrada no chão.

-Vá comer então! – ela zombou, inebriada pela felicidade de ter o gostinho do poder. - Porcos comem no chão! – a piadinha de mal gosto fez com que alguns risos ecoassem pelo salão. -Saía daqui! – fez questão de desperdiçar mais algumas fatias de pão, o acertando em lugares diferentes do corpo. -Se meu príncipe aparecer, não quero que ele tenha o desprazer de enxergar um ser decrépito como você! – foi o que bastou para que um sorriso traquino brincasse nos lábios do moreno.

-Se retire! O único ser decrépito que minha visão contempla nesse momento, é a senhorita ! – exclamou áspero, ganhando um olhar cortante da garota.

-Quem você pensa que é? Seu sujo! Serviçal imundo! – disparou alterada.

-Eu certamente estou mais limpo que a senhorita. – sorriu em desdém só de se lembrar de todos seus produtos de higiene de altíssima qualidade.

-É mesmo? – a petulante indagou se aproximando, a destra acolhendo o recipiente de geleia que logo se tornou vazio. Todo conteúdo avermelhado foi arremessado contra o traje surrado do suposto servo.

-Você… – ele nem tinha palavras, nunca em toda sua vida foi tratado de tal maneira. -Você …

-O que vai fazer? – a ômega com sorriso perverso olhou para as unhas. -Vamos, diga alguma coisa escravinho!

Jungkook nem precisou gastar sua saliva, quando tirou sua atenção de seu traje sebento, para começar a formular alguma resposta a altura, teve sua visão contemplada.

A Fiona, a moça do ossinho de galinha, que preferia um simples bolo de baunilha ao príncipe herdeiro, apenas banhou com suco de laranja, a garota que a poucos segundos atrás o humilhava.

-O que… – como feição incrédula a audaciosa sujeita apenas fitou o desastre que seu vestido tinha se tornado.

Contornando a mesa e passando ao seu lado, a adoradora de sobremesas apenas o puxou pelo braço, praticamente o salvando de todo aquele rebuliço.

Tudo aconteceu muito rápido e antes que pudessem medir em qual situação estavam, seus olhares se encontraram, um contato visual que se manteve por segundos indefinidos.

-Por que esta fazendo isso? – Jungkook questionou, mais confuso que o habitual.

Ela era a Fiona, a moça do ossinho de galinha, que se sujou de ponche e melou o rosto com cobertura de chantilly. Em sua mente conturbada não tinha motivos para que o defendesse, ele era um servo, um beta’ que acabará de ser chamado de porco, de escravo, esperava que obviamente a ômega se justasse as outras garotas que riram e desdenhavam de si, mas ali estava ela, exercendo força quase que desnecessária no contorno de seu pulso.

Ele precisava de uma explicação e está veio quase que automática.

-Porque você é o único que pode me arranjar mais uma fatia daquele bolo.


 


Notas Finais


Ps: A explicação de Jimin não ter sentido o cheiro do Jeon ( mesmo com toda proximidade) será desenvolvida em outras ocasiões.
Espero que de coração vocês estejam compreendendo o que quero passar. Um beijão no core de todos <3

Erros sorry, vou revisar!


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