História À procura de uma matéria. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Policial
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction À procura de uma matéria. - Capítulo 1 - Capítulo Único

Na cidade de Winchester, 12 mulheres haviam morrido em acidentes pra lá de estranhos tudo em menos de seis meses, fato a que vim conferir pessoalmente, afinal se conseguisse um furo seria um salto de carreira.
Assim que cheguei notei que a cidade tinha um lado sombrio, as pessoas andavam desconfiadas como se soubessem o que estava por trás desses supostos acidentes.
Mas eu não tinha tempo para ficar de bobeira, comecei a procurar nos lugares onde mais percorrem boatos, nos bares.
Cheguei a um lugar chamado “Boca do lobo”, fui primeiramente pedir uma bebida, rapidamente o barman me atendeu, este parecia um velho, com cabelos grisalhos e óculos fundo de garrafa.
Pedi um uísque duplo e ele me deu, então eu indaguei sobre as mortes das mulheres na cidade e ele se esquivou da pergunta. Quando perguntei de novo, ele se aborreceu me mandou ir pra o inferno e não se meter onde não sou chamada.

Perdi 40 reais por essa empreitada, mas aprendi duas coisas: primeiro aquele velho sabe como ofender alguém e segundo algo estava acontecendo na cidade e os moradores estavam com medo.
Tentei falar com outras pessoas mais tudo que recebi foram milhares de portas batidas na cara, xingamento e até ameaças.

Voltei para o hotel, que por sinal era uma porcaria, totalmente exausta, mais não podia desistir, tomei um banho e quando anoiteceu fui para rua de novo.

A propósito ainda não contei sobre mim. Meu nome é Liz Crossford, estagiária do jornal news e estou à procura de uma grande matéria, o resto é mais simples nasci em Minessota, fiz faculdade de jornalismo, moro em Chicago e sinceramente ainda não fiz nada de muito interessante.  Para ter uma ideia, minha ultima matéria foi sobre o maior bolinho do país. Para piorar essa nem foi minha notícia mais humilhante. Mas agora eu teria uma chance de provar que consigo fazer algo importante, fiquei sabendo por uma fonte que acontecimentos estranhos vêm acontecendo em Winchester. Então pedi para o meu chefe para vir cobrir e ele sabendo que não aceitaria um “não” como resposta me deixou ficar na cidade por duas semanas.

Estava a duas quadras do hotel, quando escuto uns barulhos seguidos de um estrondo. Seria bem mais fácil se eu tivesse continuado o meu caminho, afinal como diz o ditado “a curiosidade matou o gato”, mas eu estava tão desesperada por informação, que resolvi encontrar a origem do barulho, mas para não sair de mãos abanando e ser pega de surpresa, deixei meu celular em uma de minhas mãos com a lanterna ligada e na outra peguei meu spray de pimenta, sei que parece estúpido, mas aquele spray já havia me livrado de um monte de pervertidos malucos.

Finalmente havia conseguido chegar à fonte daquele estrondo, o lugar parecia ser um tipo de ferro velho, que por mais bizarro que fosse eu estava me sentindo a vontade, o barulho tinha cessado, como eu já tinha entrado no local, porque sair decidi examiná-lo. Eu estava andando quando alguém pulou em cima de mim, mas o cara estava cambaleando tanto que eu só me esquivei um pouco e ele levou um gigantesco tombo. O que mais me impressionou, por incrível que pareça, não foi de onde e como o cara chegou, mas como eu havia conseguido o derrubar, justo eu, um desastre natural quando se trata de lutas.
Mas aquilo não era hora para ficar distraída, o homem que me atacou parecia ter a minha idade, alto, cabelos pretos, roupa desbotada e estava completamente fora de si. Encostei meu nele para saber se estava bem. Ele balbuciou algumas palavras: Strider, Finch, Karoline Casey.
Assim que ele falou isso, lembrei que uma das pessoas que morreram no acidente era Karoline. Finalmente havia encontrado alguém que poderia me falar o que aconteceu. Mas quando me dei conta o cara já tinha apagado.
Arrastei o homem duas quadras até retornar ao hotel, mas imagina um hamster carregando um elefante, era basicamente eu, uma baixinha de 54 quilos carregando um homem que parecia pesar uns 60.

Quando cheguei joguei ele na cama, mas comecei a pensar e se o cara fosse um lunático e tentasse me matar, tinha que me precaver. Vasculhei meu quarto atrás de alguma arma, então tive uma ideia peguei minhas fitas adesivas que usava para enfeitar meu caderno de anotações e preguei o cara com uma fita adesiva na cabeceira da cama e esperei.

Quando ele acordou no dia seguinte, logo perguntei tudo o que eu queria: quem ele era, por que está no ferro velho, como conhecia Karoline e se o que tinha acontecido com ela foi o que gerou os acontecimentos estranhos.
Ele me olhou como se eu fosse uma louca que acabou de sair do hospício, talvez pelo fato dele estar preso com fita adesiva em um quarto de uma pessoa que ele nunca viu na vida, um detalhe que eu não tinha pensado, mas disse que seu nome era Ryan Seth, ele era detetive consultor da policia e quanto ao resto das perguntas não sabia de nada. E ainda por cima me mandou parar de falar porque minha voz era irritante  e ele estava enxaqueca.
Eu dizia em minha cabeça tomara que morra com essa dor, seu grosso. Mas não podia dizer aquilo dei lhe um remédio para enxaqueca, tirei a fita que o prendia e em seguida me apresentei, mas que tipo de detetive ruim é esse que nem pergunta quem é a pessoa que está com ele.
Pouco depois, Ryan se levantou e resolveu ir embora. Eu tive um trabalho danado para arrastar ele até aqui e agora o que podia ser minha única fonte saia na minha cara.
Por sorte todos esses anos de jornalismo me ensinaram alguma coisa, eu conseguia ler certas pessoas e Ryan parecia daqueles que faz de tudo por dinheiro. Então disse que se me ajudasse daria 10% do que eu conseguisse com a matéria. Bom deu trabalho mais finalmente concordamos em 33,3%.

 Ryan me disse que teria que conseguir informações com os cidadãos, eu desejei a ele boa sorte porque faz dois dias que tento isso e nada. Ele afirmou que eu não sabia perguntar para as pessoas certas.

A pessoa certa de Ryan se chamava Dr. Foster, um médico legista, que a propósito teve que ser subornado para falar com a gente, pedimos a ele um laudo sobre a causa da morte das vitimas. O doutor falou que a policia classificou as mortes como acidentes e não havia evidencias que conectassem as vitimas, a única semelhança era uma pequena quantidade de drogas no estomago das mulheres, mas ainda não havia sido identificada qual a droga encontrada.  O doutor até nos ofereceu para ver os corpos de duas das vitimas, Ryan recusou e como eu ficava enjoada com o cheiro de cadáver resolvi não arriscar.

-Viu como é só perguntar para as pessoas certas? Disse Ryan

- Tá certo, senhor sabichão!

- A propósito garota, você acredita no sobrenatural?

 Respondi que não muito, mesmo estranhando a pergunta, mas logo entendi. Fomos a uma vidente chamada madame Rosa, o que para mim não passava de uma caloteira tentando passar a perna em pessoas idiotas.

Assim que chegamos, ela disse:
-Bem vindo de novo Ryan. Aconteceu o que eu lhe disse?
O quê? Do que a senhora tá falando? Respondeu Ryan
Neste momento me senti perdida na conversa e pensei que estávamos perdendo tempo, mas só de ver a cara de confuso do suposto sabichão aquilo tinha valido a pena.
A cartomante já era uma senhora de idade, roupa larga, usava colares e amuletos extravagantes, depois de ver a reação de Ryan deu um breve sorriso, pegou as cartas e mesmo Ryan tentando voltar ao assunto, ela não retornou.
Segundo as cartas, o que acontecia na cidade não era normal. Algo que eu já sabia. Depois a mulher retirou três cartas do baralho: uma dama, o louco e a morte. Mas então falei: a senhora está revelando sobre o passado, Karoline a dama, seu suposto acidente a morte e provavelmente o causador do acidente o louco. Mas ela afirmava que era o futuro.
Sai de lá, mas confusa do que entrei. Fomos então ao café da cidade, que parecia estar fechando, mas que café fecha sábado em plenas dezessete horas, de qualquer modo Ryan entrou e eu pedi que trouxesse um café pra mim.·.

Ryan estava demorando e a rua estava praticamente deserta, dava até certo medo, pois o vento começou a esfriar,  um corvo voou em minha direção, quando estava tentando me abaixar para me proteger daquele pássaro dos infernos, tropecei teria caído se alguém não tivesse me segurado.  Quando me levantei ele, educadamente, se apresentou disse que seu nome era Lincoln o restante da frase, eu nem prestei atenção estava encantada pelos olhos dele, sei que é clichê, mas não é todo dia que alguém me salva de uma queda. Infelizmente fui interrompida, por um soar de passos, era Ryan e a garçonete, assim que os vi, entendi o motivo da demora dele, eu esperando no maior frio e ele namorando com a garçonete. Então se iniciou uma conversa:

-Esse é o... Ia terminar a frase quando o próprio Ryan terminou.
-Lincoln!
-Ryan tinha que ser deixar essa pequena flor esperando você, enquanto se agarra com a garçonete.

-Não mete a Denise nisso. E se for, o que você tem com isso?

-Nada se você escolhe mal suas companhias, quem sou eu para julgar. Babaca como sempre. Já vou indo. Foi um desprazer revê-lo.                                                                                  -Mas quanto à senhorita seria uma verdadeira honra que se juntasse a mim em um jantar mais tarde. O que acha?
Na hora essa pergunta meio que me deixou muda, mas conseguiu aceitar o convite, para o ódio de Ryan, e também como forma de vingança eu tinha ficado plantada na frente daquele café a mais de meia hora.

À noite, fui para o jantar na casa de Lincoln, que por sinal foi encantador. Falamos sobre nossos interesses, a única coisa ruim foi o lugar do encontro, a casa dele ela era estranha.
Quando cheguei ao hotel, lá estava Ryan em uma postura igual ao meu pai fazia quando ia me dar bronca. Tivemos uma pequena discussão sobre o Lincoln, mas logo cesso, assim que falei que minha vida pessoal interessava somente a uma pessoa,

No outro dia Ryan e eu fomos à prefeitura à procura de algum documento que ligasse as vitimas ou indicasse uma pista do assassino, porque tanto eu quanto Ryan, não havíamos engolido essa historinha para boi dormir que todas as doze mulheres tinham morrido de acidentes.
Estamos a uns 5 metros da prefeitura, quando a mesma explodiu, eclodindo um grande estrondo, por sorte nós só tivemos ferimentos leves, mas aquela explosão só podia ter duas explicações queima de arquivo ou tentar nos matar.
Voltei para o hotel sozinha, Ryan foi tentar descobrir como o incêndio começou, sei que deveria ir com ele, mas aquele incidente tinha me deixado meio abalada, estava chegando ao hotel, até que alguém tocou em meu ombro. Era Lincoln. Convidou-me para dar uma volta, tentei recusar, mas ele insistiu tanto que cedi. Conversamos por mais de duas horas, depois tomamos uns drinques no bar, quer dizer ele bebeu só alguns, eu bebi até ficar bêbada. A partir daí eu me lembro de pouca coisa.
Quando acordei, vi Ryan andando de um lado pro outro do quarto, ele assim que notou que eu acordei falou:
-Até que fim, sua desnaturada. Acha certo beber até cair e deixar qualquer um te trazer pra casa.

 - Desculpa, mas o que isso tem a ver com você? E afinal qual é o seu problema com o Lincoln?

- O que eu tenho a ver com isso, meus sapatos custaram muito caro para serem vomitados por uma garota estúpida e outra o meu problema com o aquele almofadinha não te diz respeito.

-Vamos temos que sair. Se vista logo!

-Pra onde?

-Pra Disney. O que você acha? Eu encontrei uma fonte.

-Quem?

-Deixa de ser curiosa. Anda logo que eu te mostro.·.

Em pouco tempo saímos, a fonte de Ryan era Martha a mãe de Karoline, uma das vitimas que morreram para dizer a verdade a primeira. Martha disse que a filha era uma garota tranquila, não se metia em encrencas, com apenas alguns amigos. A mulher achava que o acidente com a filha era na verdade um assassinato. Perguntamos por que ela achava isso, ela falou que o namorado da garota era extremamente ciumento, Martha nunca havia ido com a cara dele, mas Karoline o amava, infelizmente a pobre mãe não sabia o nome do namorado, só disse que era um rapaz com nossa idade, não sabia nem se morava na cidade.
Saímos de lá com boas e más noticias. Por um lado tínhamos uma pista, mas por outro quantos jovens de 20 e poucos anos podiam existir no mundo. Martha não possuía sequer uma foto desse homem.
Depois voltamos ao hotel onde estava ocorrendo uma festa, a maioria dos convidados eram idosos da velha guarda, tentamos sair de fininho, mas não deram certo, eles nos puxaram para festa. Estávamos dançando quando por uma fração de segundo parecia que estava rolando um clima entre Ryan e eu, mas logo foi interrompida pelo término da festa.
À noite fomos a um restaurante só para ter internet, porque o hotel era tão ruim que não tinha wi-fi, procuramos por jovens que vivem pela região podia ser só um palpite, mas achávamos que o nosso suspeito era residente da cidade.  Deram uns 39 caras.

No dia seguinte levamos as fotos dos possíveis suspeitos para Martha que ficou de olhar e nos dar retorno se reconhecessem alguém. Enquanto Ryan estava terminando de conversar com Martha, sai da casa em direção à rua quando sou surpreendida com Lincoln, que disse:

 - Nunca mais te vi senhorita. Como vai?

-Estou cheia de trabalho.

-Que pena. Sendo assim, quando estiver livre estou ansioso para outro jantar com a senhorita.
Ryan estava saindo então respondi rapidamente que talvez. Lincoln logo percebeu que fui evasiva então foi embora, dando para notar que não tinha ficado contente com a resposta, mas afinal o que eu podia esperar ele é sempre tão gentil comigo e eu o trato desse modo.
Quando Ryan saiu da casa de Martha, decidimos olhar a cena onde uma das vitimas havia morrido, escolhemos Karoline, já que ela havia sido a primeira. Chegamos à estrada onde tinha ocorrido o acidente havia marcas de pneu no chão, uma parte da grama estava queimada, nenhuma evidencia apontava para um assassinato, pelo contrario parecia uma simples derrapada com o carro. Enquanto estávamos investigando, percebi que Ryan estava um pouco diferente, perguntei se conhecia a moça, se era por isso que estava estranho, ele disse que não, só tinha pena dela. Então voltamos para o quarto de hotel sentamos para discutir o caso quando eu vejo um rato, eu lido com quase tudo, mas em compensação eu tenho pavor de ratos. Subi em cima de uma cadeira e comecei a gritar, Ryan em vez de me socorrer, começou a rir. Depois de frescar com a minha cara pegou uma vassoura e conseguiu expulsar o bicho, após o susto, tentei descer da cadeira, mas me desequilibrei e Ryan foi quem aparou minha queda. Com isso aquele clima que estava na festa tinha voltado, mas logo após, Ryan teve que ir ao mercado, para comprar o jantar.

Assim que ele saiu, notei que tinha esquecido a carteira, por algum motivo ou só por curiosidade eu a abri e tomei um susto, havia uma foto de Ryan e Karolina juntos, o que significa que ele mentiu quando disse que não a conhecia, mas por que ele não diria que a conhecia, a não ser que soubesse de algo relacionado ao assassinato dela ou talvez até ele mesmo seja o assassino. Minha cabeça estava confusa e cheia de insinuações. Infelizmente Ryan chegou, antes de eu conseguir me acalmar, dizendo:
-Esqueci a minha carteira, você está vendo ela?
-Em cima da cama junto com a fotografia do casal Ryan e Karoline.
-Abriu minha carteira. Virou ladra por acaso? Nunca te disseram pra não mexer nas coisas dos outros.
-Você mentiu para mim e ainda vem jogar a culpa para cima de mim.
-Deixa de besteira, não me olha com essa cara. Ah, quer saber garota menti para você e mentiria de novo. Uma garota boba que descobre uma coisa e acha que sabe de tudo.
Após essas palavras, eu peguei minha bolsa e fui embora. Saí andando por aí.  Estava tão confusa que quando percebi tinha me perdido. Tentei lembrar onde estava, mas nada. Sem escolha peguei meu telefone, mas não ligaria para o Ryan nem morta, aquele mentiroso. Então liguei para o Lincoln que deu um jeito de me encontrar e me dar uma carona.
Assim que me viu quis saber o que estava acontecendo. Então contei a ele que eu e Ryan desmanchamos a parceria. Lincoln não tocou mais no assunto depois disso. Tomamos um sorvete e passeamos pelo píer da cidade, foi quando Lincoln tentou me beijar, por algum motivo recuei e em seguida ele se desculpou, disse que sentia muito havia se precipitado. Falou também que para se desculpar me levaria a um ultimo lugar para jantar. Tentei recusar, mas ele veio me ajudar, o mínimo que eu podia fazer era aceitar o convite.
Chegamos ao que parecia ser um cemitério que ficava na Rua Finch. Estranhei, nunca vi uma pessoa trazer uma cesta de comida para um lugar como esse e era exatamente o que Lincoln estava fazendo.·.

O  vento de repente começou a esfriar, Lincoln e eu sentamos na grama em frente a um túmulo, mesmo eu pedindo para ir embora. Lincoln abriu um vinho e me deu uma taça.
Logo após, ele escutou um barulho e resolveu ir olhar e eu fiquei sentada esperando. Resolvi olhar de quem era esse tumulo afinal eu sou curiosa, era de Karoline. Mas o que fazíamos ali? Depois do susto, percebi que o sobrenome de Karoline era Casey. Então me lembrei do que Ryan balbuciava da primeira vez que nos vimos Finch, Karoline Casey e Stanley.
Não deu tempo de pensar mais nada, pois Lincoln já havia voltado, então resolvi jogar verde para colher maduro.
-Seu sobrenome por acaso não é Stanley, é?
-Ele me olhou desconfiado, então eu percebi que era verdade.

- Eu me esqueci que tinha um compromisso e eu tenho que ir agora.

- A moça não vai a lugar algum! Disse ele, apontando uma arma para minha cabeça.

Porém ai vai uma dica, nunca confronte um assassino se ele estiver com uma arma apontada para você, mas na época eu não sabia disso.

-Você matou Karoline e as outras garotas. Seu filho Da...! De repente comecei a ficar tonta.

-Fique calma, minha senhorita. Sabe que você parece com ela linda, esperta, frágil e piranha.
-A doce Karoline queria terminar comigo, e aí bom ela assinou a sentença de morte. Todas as outras, bom foi por prazer ou esporte, eu acho.

 -Seu babaca psicopata!
-Fica calada! Se não eu vou dar um jeito de te calar. Te dei remedinho e você vai dormir e depois vou garantir que esse sono seja pra sempre. Sabia que por um momento eu quase hesitei, mas você ficou apaixonado por aquele troço, então pensei melhor.
-Você pode até me matar, mas Ryan e Martha vão descobrir o que você fez.
-Sabe minha senhorita aquela velha, quando me viu falando com você na rua daquele dia resolveu me seguir, e então...

-Você a matou?

-O quê? Não imagina! Ela acidentalmente atirou na própria cabeça, estava louca pela morte da filhinha.
-Mas não se preocupe seu namoradinho esta com os dias contados dessa vez.

-Como assim dessa vez?

-O pobre Ryan, era o melhor amigo de Karoline quando ela morreu, ele começou a investigar e assim que chegou perto o suficiente para saber que não foi acidente, tive que dar um jeitinho no bastardo, dei a ele a mesma droga que dei a você e as outras garotas, só que em maior quantidade, depois o idiota foi dirigir e bateu o carro em um ferro velho, mas ficou vivo, infelizmente quando fui terminar o serviço ele não estava mais lá, porque uma certa senhorita o tinha salvado. E o imbecil resolveu continuar a investigação com uma nova parceira.                                             –É uma pena que essa história não vai ter um final feliz, a não ser para mim. É claro!

-Você é louco. Respondi, mas logo após desmaiei por causa do remédio.

Quando acordei estava em uma caixa extremamente estreita, que parecia um caixão, eu continuava meio dopada, juntava forças para não apagar de novo, foi quando reparei no barulho vindo do exterior da caixa.
-Solta a garota, Lincoln. Você só está piorando as coisas.
-Se quer tanto ela vai ter que passar por mim primeiro para pela Ryan.

Escutei dois barulhos de disparo, porém não aguentava mais, adormeci de novo.
Tive alguns momentos conscientes depois disso, mas duravam poucos segundos.
No momento que realmente acordei estava no hospital. Mas não tinha ideia do que tinha acontecido. Tive alta em dois dias. E não havia conseguido descobrir nada, tudo que sabia é que eu tinha ficado em coma por uma semana inteira.
Cheguei ao hotel para arrumar minhas malas, pois com o tempo que tinha passado investigado, mais o tempo no hospital o meu prazo com o jornal para investigar a matéria, estava quase se rompendo.
Abri a porta de meu quarto e lá estava Ryan muito bem deitado assistindo TV. Não parecia nem um pouco surpreso em me ver.
-Sabia que eu estava em um hospital?
-Sabia.
-Por que não foi lá?
-Porque não tive vontade, impressionante, eu salvo a vida da pessoa e ela ainda reclama.
-Salvou minha vida? Que historia é essa?
-Não se lembra? Até que parte você lembra?
-De ficar presa em uma caixa.
-Vice ficou muito tempo dela, pode ser mais especifica.
-Claro porque eu estava com um relógio na caixa contando cada minuto, idiota.
-Tá bom. Mais a propósito era um caixão. Ok, então lá vai depois que você saiu do quarto, resolvi ir atrás, como sei que não conhece quase ninguém fui até a casa do Lincoln, mas vocês não estavam lá, depois tive o trabalho de rastrear seu telefone que por sinal tem um número bem difícil de ser decorado. Quando finalmente cheguei ao cemitério tive uma briga com aquele almofadinha, aliás, você me deve uma camisa nova, Lincoln me deu um tiro de raspão e depois se matou, mas mesmo assim ainda tive o trabalho de te tirar daquele caixão e ligar pra ambulância.
- E você ainda quer que eu vá te visitar...
O beijei por impulso, como uma forma de agradecer e me desculpar depois fui para o banheiro rindo. Quando sai Ryan não estava lá. Então peguei minhas coisas e fui para o aeroporto.·.

Passaram-se dias, desde que havia voltado para Nova Iorque. Infelizmente não pude publicar a matéria, porque não tinha provas e como fui dopada o que eu havia visto não valia nada.
Estava saindo do trabalho, quando Ryan apareceu na minha frente dizendo:
-Cadê os meus 33,3%?

-Eu já te dei, 33,3% de zero é zero, mas você já sabia disso, o que foi, sentiu saudades?

-Talvez, mas e você não sentiu saudades de mim?
-Nem um pouquinho.
-Que maldade! Mas isso não vem ao caso. O que vim saber era se precisava de uma nova matéria.
-O que você acha?
-Soube de um caso em Paris, está dentro?
-Serio? Paris! É perfeito. Espera aí como conseguiu esse caso, as passagens e a hospedagem?
-Eu tenho os meus contatos e além do mais soube que as francesas são bem gatas, então...
-Espera garota pra onde você está indo? Me espera.



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