História A Profecia - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Poderes, Profecia, Vilarejo
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi oi pessoas.
Boa leitura e não esqueçam de favoritar, é muito importante pra mim.

Capítulo 2 - Capítulo Um


Na manhã em que o Rei e a Rainha chegariam a Nesemberg, Helena se acorda antes mesmo do sol. Ela se arruma, come um pequeno pedaço de pão e vai até o centro do vilarejo, onde iria trabalhar. Lá ela percebe que não é a única que teve ideia de arrumar suas coisas antes da realeza chegar. Uma mulher ao seu lado está arrumando várias joias que, Helena pensa, devem custar muitas moedas de ouro. Alguns moradores de Nesemberg preferiam pagar os impostos dando objetos materiais do que ouro e prata então eles andavam pelas ruas carregando lamparinas, sapatos, roupas e até mesmo animais, como cabras, ovelhas, galinhas, porcos e jegues. Helena não entendia como o Rei aceitava isso afinal eles nem usavam roupas, talvez usassem os animais, mas não teriam muito proveito. Ela sabia que as pessoas que não pagavam os impostos com ouro tinham menos respeito, por exemplo, se você fizesse algo errado e um dos Guardas te pegasse e descobrisse que você paga impostos com objetos você iria para a forca com certeza. Os Guardas trabalhavam para o Rei, eles tinham o dever de manter a ordem nos vilarejos, porém muitas vezes abusavam de seu poder. Um dia, quando Helena era criança, ela e sua tia estavam comprando algumas verduras e presenciaram uma cena que Helena lembra até hoje. Elizabeth estava negociando com um comerciante e as pessoas passavam ao redor deles, algumas apressadas, outras nem tanto. Porém, uma idosa chamou a atenção da pequena Helena. A idosa carregava um balde cheio de água que pesava em seus ombros, ela caminhava lentamente e com dificuldade. Helena estava pronta para ir ajudá-la quando dois meninos da idade de Helena passaram correndo e esbarram na velha que não aguentou o peso e derramou o balde de água, infelizmente para o azar da mulher, em um dos guardas.

O homem carrancudo não se importou em ouvir as explicações e desculpas da idosa, ele apenas começou a socá-la, atraindo a atenção de todos ao redor. Elizabeth percebeu que Helena encarava a cena com raiva e tapou os olhos da menina a levando para casa. Helena nunca mais viu a idosa no vilarejo.

O sol começava a nascer em Nesemberg, tudo estava tranquilo, a única agitação era a dos trabalhadores que arrumavam suas tendas. Não era só Helena que lucrava mais no dia dos impostos, que acontecia uma vez por mês, outros comerciantes, uns Helena até conhecia, recebiam mais do que qualquer outro dia. E por isso existia uma competição entre os trabalhadores pra ver qual deles tinha a tenda mais bonita, mais atrativa. Helena não participa disso, é claro, primeiro que ela não tem dinheiro para arrumar uma tenda e segundo o trabalho dela não se trata disso. Ela sempre chegava cedo no centro para que encontrasse o melhor lugar pra colocar seu banquinho e atrair clientes. O melhor lugar se resumia a um com sombra já que o sol em Nesemberg queimava como nenhum outro podia. Helena nunca viu a chuva, nunca sentiu as gotículas caiem sobre seu rosto levemente até se transformarem em tempestade, ás vezes ela se imaginava em Escitrus só para poder sentir a famosa chuva. Elizabeth contava pra Helena que antigamente chovia muito mais em Nesemberg do que em Escitrus, porém a lenda dizia que um bruxo muito poderoso de Escitrus tinha roubado toda a água das nuvens dali e levado para Escitrus. Outros gostavam de pensar que o motivo da seca era que algo muito maior estava por vir. Helena não sabia em qual das duas histórias acreditar, mas tinha esperança de que a chuva chegasse em seu vilarejo, pois assim ele receberia o devido reconhecimento e não seria rebaixado por Escitrus, pelo menos era o que ela esperava.

O Rei e a Rainha sempre vinham cobrar impostos à tarde apesar de eles chegarem ao vilarejo de manhã. Era dever de Helena pagar os impostos, ela e sua tia recebiam suas moedas com muito esforço. Elizabeth trabalhava em uma fabrica de tecidos, patrocinada pelo Rei, pois uma das primeiras vezes em que o Rei esteve no vilarejo ele encontrou uma mulher passando frio, sua única vestimenta era um cobertor cheio de buracos.

- Da onde já se viu um vilarejo do meu Reino às pessoas andarem daquele jeito?- ele disse e deu a ordem para construir uma fabrica de tecidos aqui. De fato ajudou, entretanto o Rei não fez isso por pena pela mulher nua, mas sim por aparências de seu reino.

Elizabeth começou a trabalhar na fabrica logo quando a mesma foi construída, ela passava muitas horas lá e ficava por conta de Helena pagar os impostos quando viessem cobrar. Micah não podia ficar sozinho, então uma vizinha deles disse que não se importaria de cuidar do garoto. Helena era agradecida a mulher, mas gostaria que Micah tivesse uma educação e pudesse estudar numa escola, aprendesse a ler e escrever. Isso não aconteceria, pois as únicas crianças que podem estudar são as dos vilarejos mais ricos e esse não era o caso do vilarejo no qual eles moravam. A primeira vez que Helena viu como eram as palavras foi quando um senhor rico acabou esquecendo um livro enquanto Helena lustrava seus sapatos, graças ao livro ela aprendeu sozinha ler e escrever. Ela podia recitar todos os diálogos do livro, pois já tinha decorado.

•••

Á tarde o vilarejo movimentado poderia causar claustrofobia naqueles que não eram acostumados. Os gritos dos comerciantes vendendo seu produto, uns tentavam arrecadar o dinheiro para pagar os impostos naquele momento, pois não tinham conseguido o suficiente durante o mês todo. Os impostos eram cobrados perante o número de cada pessoa da sua família, cada pessoa deveria pagar quatro moedas de ouro, crianças tinham a sorte de pagar duas. Micah, Helena e Elizabeth eram três, todos os meses eles davam dez moedas de ouro para o governo. Esse era praticamente todo o salário de Liz.

Às duas da tarde em ponto, o Rei e a Rainha começaram a passar pelo centro do vilarejo, eles realmente tem uma incrível aparência, porém Helena percebeu que nesse mês o Rei está com olheiras em baixo dos olhos, a Rainha se assustava quando alguém vinha cumprimentá-los. Ela percebeu também que a guarda ao redor deles havia aumentado e que agora um homem de óculos cobrava os impostos no lugar do Rei. Helena se lembrou do que sua tia falou aparentemente os ataques estão sendo constantes e nada bons. Ela não se importa com isso, porque também não concorda com a forma que o Rei tem governado o reino, nunca concordou. Por isso, no dia da cobrança de impostos, ela aumentava seu preço de duas moedas de prata para uma moeda de ouro. Afinal o que é certo é certo. “Eles podem tirar nossas riquezas, mas nós não podemos tirar as deles?” Helena pensou. A guarda do Rei, com seu uniforme azul marinho, faziam fila para serem atendidos por Helena e ela se admirou com quanto eles se importavam com as aparências.

Havia também pessoas estranhas e muito bonitas atrás do Rei e da Rainha, eles são as pessoas com os poderes diferentes. Duas mulheres e três homens usando roupas que Helena nunca tinha visto andavam ali. Apesar da expressão firme no rosto de cada um deles, eles não pareciam ser tão mais velhos do que Helena. Ela se perguntava se eles realmente tinham poderes ou se era apenas uma história boba para que não ameaçassem o Rei. A clientela de Helena finalmente tinha cessado e ela parou para contar quanto tinha recebido. Vinte moedas de ouro, ela constatou, nunca tinha recebido tanto. Guardou as moedas em seu bolso de trás da calça surrada e pegou outro saquinho que continha as moedas para os impostos. O Rei e a Rainha estavam praticamente ao seu lado, cobrando os impostos da senhora das joias. A Rainha achou uma joia de pedra esmeralda linda e fez questão de pagar três moedas de ouro por ela.

Helena se surpreendeu quando o Rei sentou-se em seu banquinho e pediu para que ela lustrasse seus sapatos enquanto esperava a esposa escolher mais joias.

- Você deve receber bastante engraxando sapatos não é mesmo mocinha? – O rei Marco pergunta.

- Tudo que recebo é usado para pagar os altos impostos. – Helena responde e só se dá conta do que falou depois de um minuto. Ela vê um dos guardas se aproximando ao ouvir a resposta de Helena, mas ele é parado pelo Rei que surpreendentemente dá risada.

- Você fala como se eu estivesse errado em cobrar impostos, está desafiando minha autoridade como Rei? – ele dá um olhar ameaçador esperando a resposta de Helena. A essa altura todos já observam o que está acontecendo.

- Não, é claro que não Majestade. Apenas respondi sua pergunta, peço desculpas se lhe ofendi. – o Rei parece satisfeito com a resposta da menina e continua falando, a cada pergunta que ele faz Helena calcula suas palavras muito bem antes de responder. O homem de óculos arrecada os impostos de Helena e fica esperando o trabalho de Helena estar pronto. Ela está totalmente concentrada para que o sapato fique bem limpo e ao mesmo tempo tenta responder todas as perguntas do Rei. Quando os sapatos dele ficam limpos ela anuncia que terminou. Porém não esperava que o Rei fosse pagar ela.

- Tome. – ele entrega três moedas de ouro em sua mão. – Se você tiver algum problema a respeito dos impostos, Senhorita Wright, peço que deixe suas reclamações para eles. E você verá o que acontece quando duvidam da minha autoridade. – o Rei aponta para o homem e a mulher atrás dele. A mulher de cabelos ruivos como encara Helena com uma expressão dura. Já o homem vestido de preto parece observar, com seus olhos verdes profundos, cada movimento de Helena.

- Obrigado, Majestade. – ela diz, porém o Rei não se alevanta.

- E então?- ele pergunta. – Você tem algo a dizer para eles? – apontando novamente, dessa vez para os quatro indivíduos. Helena fica pensando no que aconteceria se ela dissesse que tem sim ou que eles só sabem abusar de seu vilarejo, qual deles seria o primeiro a atacá-la.

- Não, Majestade. – ela responde depois de algum tempo. – Não tenho nada a dizer. –

- Ótimo. – o Rei diz e eles vão embora cobrar os impostos de um senhor ao lado dela.

 O pôr do sol deixa o céu de Nesemberg em uma mistura de azul e laranja. Helena decide ir embora para casa mais cedo hoje. Ela pega seu banquinho, está prestes a andar quando sente uma tontura. Ela senta novamente.

- Só pode ser porque não comi nada hoje além do pedaço de pão. – ela fala em voz alta, entretanto ninguém presta atenção nela às pessoas estão muito interessadas na realeza que está um pouco longe de Helena e ainda continua cobrando os impostos. Ela espera alguns minutos e quando se sente bem para ir ela alevanta novamente.

Helena anda algumas quadras, mas um barulho de explosão a impede de prosseguir. A explosão não aconteceu muito longe dela. Será que alguém tentou atacar o rei?

Ela continua a andar, porém a cabeça dela começa a doer fortemente, a tontura volta e ela tropeça em uma pedra e cai no chão sujo, perdendo a consciência.

Cócegas são a primeira coisa que ela sente quando acorda. Helena abre os olhos e vê um cachorro preto sujo lambendo seu rosto, em sua coleira o nome Bazarack está escrito desbotado.

- Oi, amiguinho. Seu nome é Bazarack? – ela pergunta se sentando. O cão late confirmando. Helena dá risada, porém fica paralisada quando olha para cima. O céu está numa escuridão que ela jamais viu. A escuridão parece vir do centro onde ela estava agora pouco. Ela corre até em casa com o cachorro em seu encalce e olha o horário no relógio da cozinha: 20:40.

Liz já devia estar em casa há uma hora. Porém o único som é da respiração cansada de Helena e os grilos cantando lá fora. Helena guarda suas coisas e lava o rosto, que está vermelho de tanto correr.

Ela saí de casa e passa na vizinha. A senhora gordinha abre a porta.

- Ah, olá Helena. Onde está Eliza? – Adeline, a vizinha, pergunta. Ela sempre chamava Elizabeth de Eliza.

- Oi. Eu não sei, está acontecendo uma explosão lá no centro e ela ainda não chegou. – Helena responde baixinho com medo de que Micah ouça.

- Ah meu deus, e agora? – Adeline põe a mão em sua boca quando percebe que falou alto demais.

- Eu vou lá encontrá-la, peço que fique cuidando de Micah até eu voltar. –

- É claro, Helena. Mas você acha que é uma boa ideia se arriscar indo? –

- Eu preciso ir, ela é minha tia. – Helena responde aflita. Micah ouve a voz de Helena e vem correndo abraçá-la. Os cabelos castanho-claros do menino estão bagunçados como se ele tivesse acabado de acordar.

- Helena, onde está a mamãe? –

- Oi Micah, aparentemente ela teve uns problemas no trabalho. Hoje é dia de cobrar os impostos, você sabe como é. Eu estou indo buscá-la na fabrica. – Helena nunca gostou de mentir para Micah, mas dessa vez era necessário pra não preocupar o menino.

- Me deixe ir com você, Lena. – Micah pede com um olhar triste.

- Não Micah, é muito longe. Fique aqui com a senhora Adeline. – Helena responde e vê que o menino está prestes a protestar.

- Olhe só o que eu achei. – ela aponta para o cachorro que como se entendesse pula em cima de Micah provocando risadas no garotinho.

- Qual é o nome dele? – Micah pergunta.

- Bazarack. –

- Nós podemos ficar com ele? –

- Acho que sim, vamos falar com a sua mãe sobre ele. Eu tenho que ir Micah. – Ela puxa o menino para um abraço e então vai em direção ao centro com Bazarack junto dela.

A fumaça entra na garganta de Helena quando ela pisa no centro. Gritos dizendo: “Protejam o Rei, protejam a Rainha.” dominam o ambiente.

Ela olhar ao redor procurando algum sinal de sua tia, porém é impedida por um dos guardas.

- O que faz aqui? – ele tem que gritar pra ser ouvido.

- Procuro por minha tia. – ela grita de volta.

- Ela não está aqui. Ande, vá embora menina. – o guarda empurra Helena, Bazarack late o tempo todo, mas é ignorado pelo guarda.

O guarda é chamado e sai correndo, Helena aproveita a oportunidade e volta a procurar por Elizabeth. A fumaça acaba se tornando mais um empecilho quando ela mal consegue enxergar as próprias mãos na sua frente. Ela ouve um tiro passar bem perto dela e entra em desespero.

- Elizabeth. Tia Elizabeth. – ela grita. A fumaça na sua frente desaparece e ela vê uma das meninas que tem poderes.

- Você precisa sair daqui, é muito perigoso. – a menina, de cabelos escuros e olhos da mesma cor, diz para Helena.

 - Não sairei daqui até encontrar minha tia. Ela ainda não voltou do trabalho. –

- Aonde sua tia trabalha? – a menina pergunta e Helena responde.

- Sua tia ainda não saiu da fabrica de tecidos. Tentaram atacar o Rei e então as pessoas daquele lado do vilarejo foram impedidas de vir para o centro. Ela está bem. – a menina fala. Helena sente uma energia estranha emanar do corpo da menina.

- Qual seu nome? – Helena pergunta.

- Alana. Você precisa sair daqui Helena Wright. –

- Como sabe meu nome? – Helena pergunta. Porém Alana não tempo de responder, pois uma bomba vem bem na direção delas. Helena observa Alana levantar as mãos e afastar a bomba.

- Como… você fez isto? – Helena sabe que pode estar sendo irritante, mas está apavorada e ao mesmo tempo admirada pelo talento de Alana.

- Eu controlo o vento e as plantas. – Alana responde pegando a mão de Helena e indo em direção contrária das bombas. Ela está levando Helena de volta quando sete homens aparecem na frente das duas.

- Corra. – Alana grita.

- Pra que lado? – Helena pergunta, todos os sete cercaram as duas. Alana estende as mãos e então várias raízes de plantas saem de baixo da terra e começam a segurar quatro homens. Um homem pula em cima de Helena, ela nunca foi muito forte por conta da alimentação, mas quando começou a trabalhar e voltar de noite teve que aprender a se defender, por isso ela consegue acertar três socos e dois chutes no homem, porém mais dois vem em sua direção. “Eles devem estar pensando que tenho poderes como Alana.” Helena pensa.

Mesmo em menor número Helena continua distribuindo socos e chutes nos rebeldes. Ela vira para o lado e vê que Alana luta contra três ao mesmo tempo. Helena acaba levando um soco no rosto que a derruba. O homem que a socou está prestes a atirar no rosto dela quando ele é jogado para longe. De inicio Helena pensa que foi Alana que o jogou, porém ela percebe que o homem de olhos verdes está lutando contra os homens que a atacaram. Com uma facilidade muito maior do que Helena e Alana ele derruba um por um até todos estarem inconscientes.

- Você enlouqueceu Alana, bancando a babá dessa daí? – ele diz fazendo um sinal para Helena com a cabeça.

- Não foi culpa de Alana, ela estava me ajudando a sair daqui, então se você quer brigar com alguém brigue comigo. – Helena diz com raiva. Ele a encara por um tempo e fala:

- É muita audácia a sua me desafiar para brigar. –

- Eu não tenho medo de você. – Helena fala esperando não gaguejar.

- Pois pode começar a ter. – ele se aproxima e fica bem na frente de Helena. Os dois trocam olhares, porém Alana os interrompe.

- Precisamos ir Dominic, foi bom te ver Helena. Espero que nos encontremos novamente numa situação melhor. – Dominic adentra a fumaça, Alana olha para Helena com compaixão e então segue Dominic.

Bazarack lambe a mão de Helena enquanto ela observa os dois desaparecerem na fumaça.

 


Notas Finais


Me digam o que estão achandoo <3


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