História A Profecia - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Poderes, Profecia, Vilarejo
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Palavras 2.559
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá oláaa
Como vocês estão? Eu ando mais ansiosa do que nunca ultimamente.
Mas vamos logo ler esse capítulo...

Capítulo 3 - Capítulo dois


Helena suspira de alívio quando a porta da casa de Adeline se abre mostrando a expressão cansada de Elizabeth.

- Graças a Deus. – Adeline se alevanta.

- Você está bem? – Liz pergunta a Helena, Micah dorme no colo de Helena.

- Sim e você? –

- Pode se dizer que sim. Não sei o que teria acontecido se não tivessem avisado na fábrica para nós não sairmos. – Elizabeth senta ao lado de Helena fazendo carinho na cabeça de Micah.

- Tudo estava um caos, ainda me pergunto como saí de lá. – Helena explica o que houve para Elizabeth que se apavora ao saber que sua sobrinha passou por tal situação.

Micah, Elizabeth e Helena voltam para casa, e Helena conta mais um detalhe que havia deixado de fora da explicação.

- Hã, tia Liz… - ela começa – Será que nós podemos ficar com ele? – então mostra Bazarack, o cão pula agitado apesar do que enfrentou junto de Helena.

- Helena, mal conseguimos ouro o suficiente para comprar nossa comida, como conseguiremos com outra boca para alimentar? Ainda mais um cachorro. –

- Por favor, ele me ajudou hoje, e olha o tanto que ganhei. – ela entrega o saco nas mãos da tia que faz um olhar estupefato. – Viu, eu avisei que no dia dos impostos eu consigo lucrar mais. –

 - Tudo bem. – a tia cede. – Mas, você irá dar banho e irá alimentar. E não se esqueça de limpar as fezes. –

- Sim, não se preocupe, irei fazer tudo corretamente. –

Na manhã seguinte Helena foi trabalhar novamente. Enquanto montava seu banquinho ela ouve a conversa da mulher de joias e do vendedor de tapeçaria.

- Estão dizendo que o Rei irá voltar hoje para cobrar os impostos dos que não puderam pagar por causa do ataque rebelde. Tem o boato de que o Rei está enfurecido e cobrará mais caro de quem ele não arrecadou os impostos, só para tentar nos dar uma lição. – a mulher cochicha.

- Mas os outros comerciantes não são culpados pelo acontecido. – o vendedor fala de volta.

- Sim, mas você sabe como o Rei é quando provocado. Ainda bem que já paguei o meu imposto. – a mulher diz e arruma as joias.

Helena para de escutar e agradece por já ter pagado o imposto também, porém cobrar dos outros quando não é o certo a se fazer é um absurdo.

Hoje Helena resolveu trazer um sanduiche para comer de almoço, pois ficou receosa de desmaiar outra vez. Ela devorava o lanche quando o Rei e a Rainha voltaram ao centro de comerciantes. Dessa vez eles estavam separados e com cinco guardas ao redor de cada um. Os com poderes especiais também estavam perto deles, porém todos perto do Rei. Helena avistou Alana e Dominic, mas nenhum dos dois olhou para ela, eles pareciam muito concentrados para se distraírem com uma simples engraxate. O Rei e a Rainha não sorriram e nem acenaram como fizeram ontem, eles apenas foram para o local que tinham parado quando o ataque começou e continuaram a cobrar. Foi dada a ordem de que ninguém poderia se aproximar dois metros das Majestades. Helena corta um pedaço de seu sanduiche e entrega para Bazarack que aceita na mesma hora. O cachorro não saiu do lado de Helena em nenhuma vez.

O movimento de Helena não foi o dos melhores hoje, porém ela não estava triste, pois ontem recebeu moedas que durariam o mês inteiro, se duvidar até mais que isto. Helena está ajeitando seu material quando Bazarack começa a latir, ela tenta acalmá-lo, porém isso só faz com que ele rosne mais ainda. Helena se vira e vê que Bazarack rosna para um homem estranho que observa atentamente a Rainha.

- Faça esse cachorro calar a boca, menina. – o homem da tapeçaria diz.

- Que falta de educação, bem na hora em que o Rei está aqui. – a mulher das joias faz uma cara de desaprovação.

- Ora, fiquem quietos. Não era eu e nem o cão que estavam falando mal do Rei até pouco tempo atrás. – Helena diz e recebe o olhar surpreso dos dois. Bazarack continua a latir chamando atenção de mais pessoas.

- Pare com isso Bazarack. – Helena fala baixinho. Entretanto Helena começa a prestar atenção no homem para que Bazarack late. Ele encara a Rainha com um olhar parecido com ódio. Então tudo acontece muito rápido, alguém puxa o Rei e todos os guardas vão até ele, deixando a Rainha desprotegida. O homem estranho tira uma arma da calça e aponta para a Rainha.

A mente de Helena parece desacelerar e ela não pensa quando corre até a Rainha. O tiro é disparado, porém não acerta ninguém, pois Helena e a Rainha caem no chão. Os guardas correm até eles ao ouvirem o tiro. Eles prendem o homem e, Helena sabe que ele será morto. As pessoas se reúnem ao redor deles. Guardas tiram a Helena de cima da Rainha que parece apavorada. Em um minuto Helena está junto a Rainha, no outro os guardas estão a levando. Para onde? Ela não sabe.

E a única pergunta que se passa em sua cabeça é: “O que eu fiz?”.

•••

O guarda abre a porta da cela em que Helena se encontra. Ela descobriu minutos mais tarde depois de ser levada que estava indo para a casa oficial do Rei em Nesemberg. Isso foi algo novo para ela, pois soube que em cada vilarejo o Rei tinha uma casa que utilizava quando vinha cobrar impostos. Em Nesemberg não era diferente.

- O Rei quer te ver. – Ele diz e abre passagem pra Helena sair da cela. Algemas de ferro estão presas em seus pulsos, como se ela fosse realmente uma prisioneira. O guarda põe a mão no ombro dela e a leva em direção à sala real. As portas de madeira escura se abrem e ela vê o Rei e a Rainha sentados em cadeiras que com certeza custam mais do que a casa dela e de Adeline juntas.

Dominic e outro homem estão ao lado do Rei, Alana e a menina de cabelos ruivos ao lado da Rainha. Helena percebe um enorme tapete vermelho no chão e sente vontade de rir, mas mantém a expressão neutra, ou o que ela pensa ser neutra. Alana pisca para ela e isso de certa forma acalma Helena. Afinal você não piscaria para uma pessoa que está prestes a ser morta. Ou piscaria?

- Veja se não é a senhorita Wright. – O rei parece esperar uma resposta, mas Helena fica em silencio. Ele vai direto ao ponto:

- Você tem algum envolvimento com os ataques a mim que vem ocorrendo ultimamente? –

- Não. – Helena responde.

- Por que se atirou em cima de minha esposa? – ele pergunta.

- Vi que o homem estava com uma arma e corri quando percebi que o plano deles era separar seus guardas da Rainha. – as algemas começam a machucar os pulsos de Helena.

- Como podemos acreditar em você? – o homem ao lado de Dominic pergunta.

- Vocês não precisam acreditar em mim para me matar, podem fazer isso quando bem entenderem. Porém vocês acreditam se não eu já estaria morta se fosse ao contrário. E se eu fizesse parte dos rebeldes eu poderia ter matado o Rei ontem à tarde, com ele bem na minha frente. – A resposta de Helena parece ser o que todo mundo queria ouvir.

O rei faz um sinal com a mão e então um guarda vem e tira as algemas de Helena que esfrega os pulsos.

- Muito bem Helena como forma de agradecimento aceite isto. – O rei diz e outro guarda trás um saco cheio de moedas de ouro, no mínimo umas cem. Helena olhou para o saco bege e pensou que esse ouro seria a solução para seus problemas, porém não seria certo aceitar. Ela pediu desculpas mentalmente pra sua tia e disse:

- Obrigado Majestade, mas não posso aceitar. –

- Por que não? – ele pergunta confuso.

- Não salvei a Rainha para receber seu ouro ou o seu reconhecimento. –

- Então porque a salvou? – a menina de cabelos ruivos pergunta.

- Porque quis. –

- O que você quer em troca do seu favor? – o rei pergunta. Helena pensa por alguns instantes.

- Quero que você devolva toda a quantia a mais que arrecadou de impostos hoje e cobre o valor correto. – O rei fica furioso com sua resposta.

- Como você ousa… - ele diz, porém é interrompido pela Rainha.

- Considere feito. Obrigada Helena. –

- Eu já posso me retirar? – Helena pergunta.

- Não, tenho algo a lhe pedir. – o Rei diz. – Quero que você venha para Escitrus.

- O que? Por quê? –

- Ouvi sobre as suas habilidades na luta e acho que você tem um grande potencial Helena Wright, desde lutar contra rebeldes até mesmo desafiar reis. – Marco, o rei, se arruma em sua poltrona.

- Mas eu não sei lutar quase nada. – Helena diz.

“Eles só podem estar muito desesperados para pedir que eu vá lutar com eles, apenas engraxo sapatos.” Ela pensa.

- Não seja por isso, você irá aprender com os melhores. – a Rainha aponta para os com habilidades especiais.

- Mas minha tia não pode largar o emprego na fábrica, e onde nós moraríamos? –

- Sua tia não vai largar emprego nenhum, pois ela não vem pra Escitrus. Você virá sozinha, querendo ou não. É uma ordem do rei e desobedecê-la significa pedir para ir a forca. – o Rei diz.

- O quê? Eu não posso deixar minha tia e meu primo, eles precisam das minhas moedas pra sobreviver. – Helena não estava enfrentando o Rei apenas por causa da prata que ela conseguia, ela sentiria falta deles.

- Você receberá moedas de ouro, pois estará prestando serviços ao Reino. Partiremos assim que o primeiro raio de sol aparecer. Agora eu iria para casa se fosse você, para aproveitar meus últimos momentos com a minha família. – e então o Rei e a Rainha se alevantam e saem da sala. Aos poucos todos os acompanham deixando a sala mais vazia.

- Sinto muito Helena, eu apenas comentei com o Rei como você foi corajosa, eu não queria que ele te separasse de sua família. – Alana para na frente de Helena.

- Está tudo bem. Eu… eu tenho que ir. – Helena sai correndo e um guarda dá para ela seus materiais de engraxar.

- Acho que você não vai mais usar isso, não é mesmo? – O guarda diz dando um sorriso debochado. Helena podia socá-lo naquele momento, porém precisava encontrar a tia, que já devia estar preocupada.

Saindo da casa oficial do Rei, Helena vê Bazarack deitado nas escadas da casa.

“Ótimo, logo agora que eu prometi a tia Liz cuidar de você. Espero que deixem eu te levar junto.” Helena pensa.

•••

Após contar a noticia pra sua família, Helena ficou muito mal ao ver a reação deles, de Micah principalmente. O menino implorou para ir junto e sua tia teve de colocá-lo dormir para que Helena não cedesse. Elizabeth não queria que Helena fosse, mas sabia que era o que ela deveria fazer, ou teria sua sobrinha morta.

As duas tomavam café na varanda de sua casa, ainda estava escuro, mas daqui alguns minutos Helena partiria.

- Não se esqueça de escrever e não faça nenhuma besteira Helena. –

- Não se preocupe, eu irei escrever. – Elizabeth tinha reparado que Helena não mencionou nada sobre fazer besteiras, mas ela não queria brigar com sua sobrinha logo agora.

- Antes de você ir, Micah e eu temos algo a te entregar. – Liz chama Micah e ele vem correndo com um saco de tecido azul.

- É simples, mas é de coração. Eu fiquei muito triste de não poder te presentear no seu aniversário. – Elizabeth diz. O aniversário de Helena havia sido há um mês, porém na época eles estavam passando por dificuldades. Elizabeth e Helena passaram fome pra que a comida sobrasse para Micah.

Helena abre a embalagem e vê um livro que há muito tempo Helena tentava comprar, mas nunca conseguiu, pois todo seu dinheiro era utilizado para pagar as contas.

- Nós sabemos que você ama ler, e tanto eu quanto Micah iremos ficar tristes se você não aceitar. – Liz diz vendo a hesitação de Helena.

- Obrigada tia Liz e obrigado Micah. – Helena abraça os dois.

- Vamos lá, você não pode se atrasar. - Liz pega a pequena mochila de pano na qual contém algumas coisas de Helena. Bazarack sai correndo, ele parece ser o único feliz ali.

- Quer vir na minha garupa? – Helena pergunta pra Micah. Ele ainda está triste, mas dá um enorme sorriso ao ouvir a pergunta dela. Helena se abaixa e Micah sobe em suas costas. Eles começam a andar.

Um dos guardas tinha dito para Helena que ela deveria estar no centro da cidade, no horário conforme o Rei disse.

No centro, Helena tenta absorver cada detalhe daquele vilarejo. Ela sabe que sentirá falta de acordar cedo todos os dias para trabalhar, afinal ela fazia isso há sete anos.

A carruagem do Rei já está lá, ela é escoltada por mais duas carruagens, essas um pouco mais simples. Alana vai até Helena.

- Oi Helena. – ela diz e olha pra Liz e Micah.

- Oi. Tia essa é a Alana. – Helena responde. – Alana esses são minha tia Elizabeth e meu primo Micah.

- Muito prazer em conhecê-los. - Alana diz.

- Igualmente. – Liz responde.

- Você está pronta Helena? – Alana pergunta.

- Sim, mas… -

- Mas? –

- Mas eu queria saber se posso levá-lo junto comigo. – No primeiro momento Alana pensa que Helena está falando de Micah, porém ela vê o dedo de Helena apontando para um cachorro preto com a língua de fora.

- Eu acho que podemos conseguir mais um lugar para esse daqui. – Alana se abaixa e faz carinho na cabeça de Bazarack que fecha os olhos aproveitando.

- Folgado. – Helena diz baixinho, mas Alana parece ouvir e dá risada.

- Nós precisamos ir. – Alana pega a mochila das mãos de Liz. – Vou deixar vocês se despedirem. –

Helena dá um ultimo abraço em Elizabeth.

- Tenha juízo, pequena Helena. Não se meta em confusões. – Elizabeth diz no ouvido de Helena.

- Sim tia. Eu te amo. –

- Eu também minha querida, eu também. – elas se separam e Helena fica de joelhos na frente de Micah que já está chorando.

- Não chore Micah. –

- V-vou sentir sua falta, Lena. Por favor, não vá. – ele diz.

- Eu tenho que ir, meu anjo. Mas eu também sentirei sua falta. Muito. – ela o abraça e continua:

- Você precisa ser forte Micah, a tia Liz vai precisar de você agora mais que nunca. Pare de chorar, eu irei escrever pra vocês. – ela sussurra. Micah assente com a cabeça.

- Você não vai esquecer de nós né? – ele pergunta.

- Nunca. Eu vou tentar visitar vocês. Seja um bom menino, Micah, eu te amo, ok? Não se esqueça disso. – Helena se separa de Micah.

- Eu te amo. – ele diz.

Ela pega Bazarack no colo e anda em direção à carruagem, mas não sem antes olhar pra trás e acenar para sua família. Liz abraça Micah que está com os olhos vermelhos de ter chorado. Eles acenam de volta e, então Helena entra na carruagem que Alana indica, deixando Nesemberg para trás.


Notas Finais


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