História A profecia entre mundos - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Sobrenatural, Super Power, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Capítulo 10


 

Capítulo 10

 A manhã estava ensolarada, diferentemente do dia anterior, os pássaros cantavam alegremente, ao contrário de Anthony que foi acordado de madrugada por Bastian para a ir a algum lugar que ele ainda não sabia qual.

 Agora estavam andando através da floresta de pinheiros. Anthony estava vestindo calça jeans, tênis e uma camiseta branca por baixo de uma jaqueta de algodão preta, seu humor era deplorável.

- Eu estava dormindo tão bem e você vai lá e me acorda.- repete Anthony.- Tem ideia da dificuldade que eu tive em dormir durante esses dias?

- Para de reclamar, aproveite o momento.- disse Bastian andando em sua frente.- Você está reclamando desde que saímos.

- E com razão, eu queria estar dormindo agora, mas cá estou eu, de madrugada em uma floresta. Pelo menos já estamos perto?

- Falta pouco.

 Estavam andando já faziam minutos e o cansaço e arrependimento de Anthony só aumentavam.

- Você não costuma se exercitar muito não  é?

- Não é isso, é que eu acabei de acordar.

 Passaram um tempo só caminhando até que o tédio de Anthony chegou no limite.

- Órion!- chamou Anthony.

 Em questão de segundos a coruja surgiu por entre as árvores e pousou no braço estendido de Anthony.

- Por que a chamou?- perguntou Bastian se virando do caminho e encarando Anthony.

- Quero conversar com ela estou entediado.

- Já não está conversando comigo?

- Sim, mas quero conversar com ela.

- Boa sorte.

- Por que?

- Parece que você se esqueceu que ela não fala.

 Anthony olhou para a coruja e depois para Bastian.

- Ah...- ele pareceu decepcionado.

- Venha Órion.- chamou Bastian e a coruja voou até seu braço.

 Voltaram ao percurso. O cenário era de folhas cobertas por gotas de orvalho, era possível observar o movimento de pássaros e esquilos nos galhos, e o cheiro de terra e madeira molhada dominava o local graças a chuva de ontem.

- Anthony, eu não lhe contei uma coisa sobre os dias que eu estive fora. Uma pessoa um pouco mais velha do que você foi capaz de me ver, mas eu apaguei a memória dela instantaneamente já que ela estava junto com um grupo de pessoas e seria um alvoroço, mas agora eu estive pensando, talvez não seja má ideia que mais alguém se junte a nós.

- O que? Como ela conseguiu te ver?

- Não sei exatamente.

- Pra você eu... Não sou suficiente?- Anthony parou de caminhar e olhou para seus pés.

 Percebendo o movimento e o tom de voz de Anthony, Bastian parou e se virou, olhando-o.

- Não foi isso que eu quis dizer.

- Foi isso o que eu entendi.

- Eu sou consciente do que digo, não do que você deduz. Eu não quis dizer aquilo.

- Então está tudo bem para você se for só eu?

- Sim, eu só quis lhe contar que outra pessoa foi capaz de me ver.

 Bastian voltou a caminhar e virou a direita ziguezagueando os obstáculos naturais que apareciam no caminho. Anthony correu para alcançá-lo.

- Chegamos.- anunciou Bastian.

 Eles se depararam com uma grande área aberta. O sol refletia um brilho na grama verde com gotas de orvalho, ao longe era possível ver um longo lago na beira de uma montanha cujo topo estava coberto de neve. As florestas de pinheiros que estavam ao redor eram tão perfeitamente alinhadas que pareciam uma parede natural.

- Esse lugar é lindo e tudo mais, mas porque estamos aqui?- perguntou Anthony.- Considerando o fato que eu tive de acordar bem cedo hoje.

- Está usando o cordão que lhe dei?

- Nunca tiro do meu pescoço.- disse Anthony puxando os pingentes de dentro de sua camiseta e mostrando para Bastian.

- Vou te ensinar a usar o seu cordão.- Bastian ergueu o braço  oposto ao que Órion estava e começou a materializar um objeto. Em sua mão surgiu uma pedra azul escura com alguns pontinhos brilhantes.- Pegue.

 Anthony pegou a pedra e começou a analisá-la.

- Essa é uma pedra muito especial de minha terra, só eu posso manipulá-la, com exceção daqueles que estão ligados a mim, eles podem manuseá-las também.- disse Bastian.

- O que faço com ela?

- Pense em algo e ela irá se materializar.

- Interessante.

" Uma espada."- pensou Anthony.

 A pedra se transformou em um líquido nas mãos de Anthony, semelhante ao mercúrio e aos poucos foi se movimentando tomando forma de algo alongado e ao tempo em que foi se solidificando, uma longa espada com o punho negro e bainha prateada se formou.

- Isso é incrível!

- Tire-a da bainha.

 Anthony o fez, revelando uma lâmina com detalhes de lua crescente da ponta até o chappe.

- Luas?- Anthony olhou para Bastian com a sobrancelha arqueada.

- Eu disse que combinava com você.- disse Bastian pegando a espada de Anthony e examinando-a.- É uma bela arma de batalha, mas no meu reino utilizam-se mais armas de longo alcance.

- Que tal um arco?- perguntou Anthony.

 A espada começou a se desfazer, voltando para o estado mais líquido, e tomou forma de um grande arco negro, com detalhes de luas pela superfície.

- Esse é perfeito.- disse Bastian.- Mas as flechas precisam ser feitas por outras pedras, uma vez que, só se pode formar um objeto por pedra.

 Bastian fez duas das mesmas pedras da do arco surgirem em sua mão, e então transformou-as em flechas, mas próximo às penas bancas da ponta ao invés de ter os detalhes de lua iguais aos que Anthony tinha no arco, tinha detalhes de coruja.

- Preciso lhe dizer que para você poder usar essas pedras é necessário estar com seu cordão, ele é o que mantém nossa ligação, assim que você retirar o cordão perderá qualquer ligação comigo e sua memória sobre mim será apagada.

- Você só me diz isso agora?!

- Me desculpe, eu esqueci de lhe avisar.

- Mas se por um acaso eu acabasse por ficar sem o cordão, mesmo eu perdendo minhas memórias, eu ainda serei capaz de te ver?

- Não sei ao certo, eu nunca me conectei com um humano.

- Então vou me certificar de nunca tirá-lo.

- Muito bom, agora, vamos praticar arco e flecha.

 Dizendo isso, Bastian, lançou Órion no ar, preparando rápido e automaticamente o arco de Anthony e sua flecha em uma posição perfeita, e quando atirou acertou a coruja em cheio, fazendo-a cair no chão com um baque bem forte.

 Anthony ficou parado tentando processar o que acabou de acontecer até que se tocou.

- Você atirou nela?!- gritou e saiu correndo em direção a coruja no chão que estava desacordada e com a flecha no peito e, estranhamente, sem sangue.- Você é louco! Você acabou de matar ela!

 Anthony estava explodindo de raiva, ele não gostava nem um pouco das pessoas que faziam pouco caso da vida dos animais, e ele nunca imaginaria que Bastian pudesse fazer uma coisa dessas.

- Como você consegue tirar a vida de um animal desse jeito?! Ainda por cima dela, que é sua coruja!

- Acalme-se, Thony.

- Como você quer que eu me acalme, Bastian?

 Bastian foi até sua coruja no chão e tirou a flecha de seu peito.

- Órion foi atingida pela minha flecha, feita por minha pedra.- disse Bastian, analisando a flecha que acabara de retirar.- Portanto, ela não pode ser ferida ou morta. Basta olhar para a ponta da flecha, não há sangue.

 De repente, Órion começou a se levantar e a andar normalmente pelo chão, até que decidiu perturbar uma família de gafanhotos.

- Mas.. Então se for uma arma criada por você, ela não pode morrer ou ser ferida.- disse Anthony, esfregando a cabeça.

 Bastian pareceu hesitar, mas logo disse:

- Isso vale para mim também, se eu for golpeado por uma arma sem o emblema da coruja, dependendo da gravidade, pode ser fatal.

- E seus poderes de cura?

- Não tenho a capacidade de me curar, só aos outros. Esse é o único limite do meu poder. Quer tentar usar o arco?

- Sim, porém, prefiro atirar e algo que eu não me sinta culpado depois.

- Atire em uma árvore então.

- Melhor do que em um animal...

 Bastian devolveu o arco, mas Anthony decidiu usar suas próprias flechas que eram semelhantes a de Bastian, com a diferença do emblema da lua. Bastian o ensinou que para fazer um tiro preciso era essencial erguer o cotovelo e controlar a pressão em ambos os braços para o arco não tremer nem se desviar do curso.

- Muito bem, agora atire no troco daquele pinheiro.- Bastian apontou para um pinheiro específico, ele era médio e tinha uma distância razoável.

 Anthony preparou o arco assim como Bastian havia instruído e mirou em direção ao tronco do pinheiro. Sentia as penas da flecha roçarem em seu rosto, esperou um momento, e soltou a flecha. A flecha se desviou do caminho na metade do caminho e atingiu o tronco de um outro pinheiro bem longe do que Bastian havia escolhido.

- Pelo menos eu acertei um pinheiro, né?

- Pode ser... Continue treinando com a outra flecha enquanto eu vou buscar aquela.- respondeu Bastian, indo em direção ao pinheiro onde estava a flecha perdida.

 Anthony pegou a outra flecha e apontou para o pinheiro mais próximo de onde Bastian estava indo, ele queria surpreendê-lo acertando a flecha bem perto dele.

 Se concentrou ao máximo e soltou a flecha, ela estava indo na direção certa, até que uma brisa forte surgiu de repente,fazendo a flecha sair do percurso, foi quando ela acertou com força o ombro de Bastian.

 Tomando um susto, Bastian sentiu a velocidade da flecha em seu ombro e deu dois passos para atrás, se virando para Anthony em seguida. Ao ver a flecha em seu ombro esquerdo, ele puxou-a de uma só vez, emitindo um contido grunhido de dor.

 Anthony estava em estado de choque, ele não queria fazer aquilo. Correu em direção à Bastian que se ajoelhou na grama com a mão direita sobre o ombro ferido. Sangue escorria por entre seus dedos.

- Bastian, eu sinto muito. Eu não queria fazer isso... E eu ainda atirei com a minha própria flecha e você se feriu... Eu devia ter usado as suas flechas!- Anthony pegou a mão esquerda de Bastian e a apertou, deixando as lágrimas caírem de tão culpado que estava se sentindo.

- Não se preocupe, Lua.- disse Bastian, apertando a mão de Anthony de volta.- Você se preocupa demais, e não foi tão ruim assim.

- Não tente me enganar, você está sangrando! Vamos voltar, eu vou cuidar de você.

- Se insiste...- poeira azul começou a rodear os dois e Anthony conseguiu ver Órion voar floresta adentro antes de se materializarem na poeira e teletransportarem-se de volta para dentro da gruta.

 Ao tocarem o chão, Bastian se apoiou na mesa de madeira e começou a arfar.

- O que foi Bastian?

- Parece que eu me forcei ao nos teletransportar pra cá, agora estou exausto.

-" Não se preocupe Anthony. Não foi tão ruim assim.- Anthony imitou Bastian.- Agora deite-se na cama, eu não quero te forçar a nada, então vou ver o que posso fazer com o que me está disponível por aqui.

 Enquanto Anthony começou a rodear pela gruta, Bastian foi lentamente para a cama de Anthony, se deitando com dificuldade em seguida.

 Anthony olhou para Bastian.

- Você só está usando um travesseiro, sua cabeça está muito baixa.- Anthony foi até a cópia de sua cama e pegou seu travesseiro.

 Se aproximou de Bastian e com cuidado levantou um pouco sua cabeça e colocando o travesseiro extra, deixando-o com a cabeça mais alta.

- Tente relaxar um pouco por um minuto, vou buscar umas coisas por aqui, quase não vou sair da gruta.

 Anthony foi em uma das estantes de Bastian e pegou dois vasos de cerâmica vazios, um longo e um achatado.

- Vou pegar emprestado.

 Bastian murmurou algo como "Ta".

Anthony foi até o lago da gruta e encheu o vaso longo de água, colocando-o depois ao lado de Bastian, e com o vaso achatado ele encheu com uma quantidade menor e foi para o lado de fora da gruta, colocando o vaso no chão. Já que ele não estava com seu Kit de primeiros socorros, Anthony começou a procurar por plantas que pudessem ajudar. Caminhou ao redor da gruta e quando subiu um pouco sua inclinação, sentiu um cheiro e logo identificou que era camomila, e lembrou-se que lera em um livro que se usada adequadamente, poderia curar feridas, porém as flores estavam um pouco acima da gruta, e próximas a pedras, no entanto, Anthony foi assim mesmo, começou a elaborar caminhos por entre as extremidades da parede externa da gruta, e quando arrancou algumas folhas de camomila ele acabou por cortar a palma de sua mão esquerda, ele assoprou tentando aliviar a ardência e começou a descer, voltando para o chão.

 "Ah, eu lembro que no livro dizia que era para colocar as flores em água quente. Mas como é que eu vou esquentar essa água?"- Anthony começou a bater em sua cabeça para pensarem algo,

- Parece que vou ter que apelar pros filmes.- resmungou Anthony.

 Anthony procurou por dois gravetos secos e quando os achou, esfregou-os como nos filmes, quando viu finalmente uma faísca ele esfregou com mais intensidade e por fim um dos gravetos pegou fogo, Anthony jogou o graveto com foto em uma pilha de gravetos e folhas secas, esperando o fogo consumir e quando o fez, colocou as flores dentro do vaso e segurou-o sobre o fogo.

- Provavelmente devo estar fazendo isso muito errado, mas é uma ajuda.

 Ao sentir o vaso esquentar muito em sua mão, ele retirou rapidamente de cima do fogo e colocou-o no chão, a mão dele estava doendo e latejando, ainda por cima teve de ficar segurando o vaso por bastante tempo em cima do fogo.

 Com outro graveto, Anthony mexeu as flores juntamente com a água no vaso, até ficar com o aspecto amarelado, e então retirou as flores do vaso, deixando somente a água.

 " Bom, parece que deu certo."- Anthony olhou para o fundo do vaso.- "Apesar de ter queimado um pouco."

 Anthony pegou o vaso e entrou novamente na gruta, pondo-o ao lado de Bastian e se sentando ao lado dele na cama.

- O que você estava fazendo? Ficou um tempão lá fora, pensei que tivesse ido até sua casa.- disse Bastian, falando com dificuldade.

-  Estava improvisando, e pode ser que esse medicamento que fiz arda um pouco, mas eu não sei, nunca usei em mim.

- Tudo bem.

 Anthony rasgou a manga esquerda de sua jaqueta e a enrolou cuidadosamente, para que ficasse fofa. Deixou o algodão improvisado em cima da cama, e abriu a gargantilha de prata de Bastian, abaixando o manto do ombro ferido em seguida, e percebeu que seu ombro possuía o mesmo branco de seus braços, estão deduzira que todo o seu corpo brilhasse em branco.

 Anthony pegou a manga rasgada e umedeceu com água no vaso longo, passando sobre o ferimento. O sangue vermelho se destacava na pele branca. Bastian apertava o punho toda vem que Anthony pressionava o local.

- Está doendo muito?-perguntou Anthony.

- É uma dor suportável, já tive ferimentos piores, meus lordes me curavam quando eu era ferido.

- Desculpe...

- Não precisa se desculpar, você não fez por querer.

- Mas não deixo de me sentir culpado, eu machuquei você e agora você está sentindo dor.

- No entanto, você está me curando agora.

- Mais ou menos.- Anthony deu um risinho.

 Ao terminar de limpar, ele torceu a manga rasgada e umedeceu com a mistura de camomila, e passou com cuidado na ferida de Bastian.

- Está ardendo?

- Não.

 Anthony jogou gotas do líquido no furo que a flecha havia feito, e depois contornou toda a região, retirou sua jaqueta e amarrou ao redor do braço e pescoço de Bastian, tentando imitar uma bandagem.

- Isso é só por um momento, quando você se sentir mias disposto, me teletransporte até meu quarto, lá há um kit onde tenho tudo que você precisa. Não sou muito bom em improvisar esse tipo de coisa, mas por agora vai servir.- disse Anthony se levantando da cama.- Descanse.

- Obrigado.

 Anthony deu um sorriso triste.

- O que foi isso?- perguntou Bastian, quando percebeu o corte na mão de Anthony.

- Ah, quando eu fui pegar a camomila para fazer o medicamento, eu me cortei em uma pedra.

- Eu agradeço, mas você não devia se arriscar tanto.- Bastian levantou um pouco o braço direito e fez um circulo com o dedo indicador.

 Quando Anthony viu, sua mão não tinha mais o corte.

- Eu não acredito que você fez isso.

- De nada.

 Suspirando, Anthony foi até o lado direito da cama de Bastian e segurou sua mão.

- Não se esforce tanto.

- Não se preocupe, Anthony.

- Se precisar de alguma coisa pode me pedir.- Anthony deu um sorriso.- Terei compaixão com você, pode dormir na minha cama e me perturbar.

- Desde quando eu te perturbo?

- Desde que eu te conheci.

- Pensei que me amava.- rebateu.

- Eu? Ata, sonha.- Anthony riu, soltando a mão de Bastian e indo pegar o livro da coruja em cima da mesa.- Tenho umas perguntas para te fazer.

- Vá em frente.

- Há quantos reinos em sua terra?

- Cinco reinos.

- Me fale sobre eles.

- Bem, o Reino dos Rapinos é basicamente daqueles que tem alguma ligação com as aves e com o ar. O Reino dos Animales é o reino dos que tem parte animal, não mexeria com eles se fosse você. O Reino Mertário pode ser definido por seus cidadão, que para você seriam como super humanos, eles tem habilidades impressionantes. O Reino Arquírio, que é ligado ao elemento água. E por último meu reino, o Reino dos Celestes, ele é o reino governante, ele possui os seres celestes, como eu.

- É bem diverso. Qual você acha mais bonito?

- Não que eu queira ser grosseiro, mas por que?

- Quero saber do que você gosta em sua terra, por exemplo, um dos cenários mais bonitos que eu tive o prazer de ver foi a noite estrelada do Deserto do Atacama, lá no Chile.

- Todos os reinos são belos, mas eu aprecio em especial o Reino Arquírio nas noites de inverno, parece uma cidade de gelo refletindo a luz das estrelas e as luas.

- Luas?

- Lá nós temos três.

- Deve ser lindo.

- Realmente.

 Anthony ficou pensando até que sua barriga roncou.

- O que vamos almoçar?

- Eu não te deixei aqueles biscoitos?

- Eu comi aquilo por três dias! Não é um tipo de ração.-

- Pensei que você gostava.

- E gosto mas também, né. Eu enjoei, só vou aceitar por que você está nesse estado, mas é a última vez que como aquilo.

 Eles riram.

- Tudo bem, agora descanse, quero que melhore.

 Ficaram em silêncio, mas não aquele silêncio constrangedor, aquele silêncio que não há troca de palavras, mas troca de presenças, e isso era o suficiente.

 



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