História Profecia entre Mundos I - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fofo, Romance, Yaoi
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Profecia entre Mundos I - Capítulo 2 - Capítulo 2

A chegada

Capítulo 2

 Se passaram duas horas desde que Anthony chegou na clareira, já estava escuro e era somente possível ver as estrelas e a lua cheia, o ambiente ao seu redor não passava de sombras e escuridão. Anthony sempre gostara mais da noite, a achava bela e misteriosa. Ele se conectava de uma forma única com o frio e a escuridão da noite, quando pequeno tinha medo do escuro, mas agora não temia mais a noite, a achava confortável, aprendera a conviver com ela.

 Continuava sentado ao lado do balanço caído, sentindo-se péssimo. Milhões de pensamentos passavam por sua cabeça agora, sempre o lembrando que Cristopher não estava mais consigo.

 Então ouviu-se um som, parecido com um pio de coruja, entretanto ainda assim diferente, lembrava uma suave canção, porém sem voz.

 Se levantou abruptamente com a curiosidade, e percebeu com o canto do olho esquerdo o mesmo brilho de mais cedo. Olhou para o galho em que vira a luz, mas não havia nada além do breu. Pensou que o mais racional seria voltar para casa, contudo, algo o fez voltar a olhar para o mesmo galho, e lá estava uma grande coruja branca, diferente de qualquer uma de sua espécie, essa em especial emitia um brilho branco que só tornava possível enxergar seus olhos pelo seu tom azul meia-noite.

 Anthony ficou paralisado, nunca vira um animal assim. Com execeção da Lua, a coruja era a única fonte de luz na floresta escura.

 A misteriosa ave eriçou suas penas fazendo-a aparentar ter duas orelhas. Anthony deu um passo em sua direção.

 A coruja piscou lentamente.

 Deu mais dois passos.

 Nenhuma reação.

 Quando chegou próximo o suficiente para tocá-la, a coruja abriu suas asas e voou floresta adentro. Anthony ficou com receio, no entanto, sua curiosidade foi maior, e correu atrás da estranha ave, deixando tudo para trás, e sem decorar o caminho de volta, afinal, estava escuro.

 Correu tentando se desviar das folhas e dos galhos, sem ter ideia de para onde estava indo, ou o porquê de estar correndo atrás de um animal que poderia atacá-lo.

 A coruja estava bem na frente, só a identificava pelo brilho branco que emanava. Correu o mais rápido que pôde, como também, acabou se cortando em vários espinhos, até que tropeçou em uma pedra e caiu com tudo na grama.

 Suspendeu o rosto e viu que tinha parado em frente a uma grande gruta. "Que maravilha, olha só onde vim parar...".- pensou. Quando se lembrou da coruja, percebeu que a tinha perdido.

 Decidiu voltar. No entanto, havia um problema, ele não se lembrava por onde.

- Só pode ser brincadeira...- reclamou consigo mesmo.

 Se levantou devagar e notou que seu pé direito estava doendo. Voltou a reclamar mentalmente. Mancando, se desviou da gruta e saiu por entre as árvores tentando achar um caminho, foi quando viu, a coruja estava em sua frente, e havia pousado em alguma coisa tão branca quanto ela.

 De início, Anthony pensou que se tratava de um galho bioluminescente, ou algo assim. Se aproximou e viu o suposto "galho bioluminescente" se mover e notou assustado que se tratava de um braço humano.

 "Mas o que é isso?!"- pensou. "Uma espécie de braço voador brilhante?". Logo após pensar nessa possibilidade, ouviu-se uma leve risada, mas ela parecia que vinha de todos os cantos da floresta. O braço se moveu novamente, ainda com a coruja agarrada nele, e aproximou-se mais de Anthony, fazendo o mesmo dar um meio passo para trás.

 Ao se acercar mais de Anthony, o resto do braço brilhante foi se revelando, em seguida pelo ombro e por um corpo envolto em um grande manto azul-escuro com estrelas e algumas manchas que podiam ser comparadas com nebulosas, todo o manto lembrava o universo. Além de que o manto parecia se mover realmente.

 O ser que estava na frente de Anthony estava quase completamente à mostra, faltando somente a cabeça. Quando a mesma se revelou, Anthony sentiu um pouco de medo, mas decidiu não se mover. O pescoço do ser era envolvido por uma longa gargantilha de prata com detalhes que pareciam ser olhos e penas. Seu rosto era da mesma coloração que o seu manto, mas não tinha como ter certeza, pois usava uma máscara com a representação da mesma coruja em seu braço, e brilhava como ela.

 Anthony tentou ver os olhos da criatura, entretanto, através da máscara era impossível ver algo. A criatura e a coruja estavam ambos encarando Anthony, deixando-o assustado e desconfortável.

- O que o trouxe aqui... Anthony Walker?- disse o ser com uma voz suave, mas ecoante.- Estou surpreso que possa me ver.

 Anthony estava suando frio. "Como ele sabe meu nome?"- pensou.

- Sei de muitas coisas.- disse a criatura sem desviar o olhar.

- O que... O que você é?- perguntou Anthony respirando com dificuldade. Ele estava imaginando o que essa coisa seria capaz de fazer com ele, mas optou por tentar se acalmar.

O ser deu uma risada curta e seca.

- Não achou essa pergunta um tanto rude?

- Sin-Sinto muito.- Anthony estava agora mais nervoso e com medo.

- Não precisa ficar nervoso e nem ter medo.- disse o ser.- Me chamo Bastian Brendaker.

 Bastian inclinou sua cabeça para baixo, como em um cumprimento, e movimentou seu braço para cima, fazendo a coruja alçar voo e sumir no céu noturno, restando agora, a luz que emanava de Bastian, como também, a lua cheia que agora estava no topo, iluminando os dois.

- Acho que está tarde, meus pais devem estar me esperando...- disse Anthony tentando fugir do que quer que fosse Bastian.

- Me diga, pequeno humano. Como irá voltar, se nem ao menos sabe o caminho de volta?

 Anthony se tocou que estava perdido. " O que eu faço? Estou perdido em uma floresta à noite com um ser que pode me matar."- pensou.

- Sim, eu posso, mas eu não vou.- disse a criatura.

- Como você sabe meu nome? Por que sua coruja me trouxe aqui? O que diabos é você?- perguntou Anthony confuso e desesperado.

- Calma, Anthony. Uma pergunta de cada vez.- respondeu Bastian.

 Bastian se aproximou com uma velocidade absurda de Anthony, assustando-o, e fazendo com que ele batesse o seu pé na raiz exposta de uma árvore.

- Ai!- gritou Anthony, caindo no chão segurando o pé direito. Se já estava doendo antes, agora está pior.

 Bastian olhou para Anthony, torcendo um pouco a cabeça para a esquerda, como uma coruja.

- O que aconteceu com você?- perguntou a criatura.

- Apenas me machuquei, enquanto estava perseguindo a sua coruja.-respondeu Anthony.

Bastian notou os cortes nos braços de Anthony.

- Vou cuidar disso para você.- disse Bastian se abaixando e se aproximando. Anthony tentou se afastar, mas acabou por colar suas costas na mesma árvore em que batera seu pé.

- Não tenha medo, humano.- disse Bastian, rindo. Mostrou seus braços brancos através do manto e deslizou-os sobre o pé e os braços de Anthony. Seus machucados brilharam com uma luz azul, e ele sentia uma ardência refrescante. No entanto, sua surpresa e curiosidade aumentaram.

 Quando Bastian terminou e escondeu seus braços novamente, Anthony se sentia um pouco mais relaxado, então, perguntou:

- Como fez isso?

- São meus poderes.- respondeu ele.

- Você quer dizer magia?

- Sim.

 "Então a magia existe."- pensou Anthony.

- Sim, ela existe. Existe em todos os lugares, basta exergá-la. O problema é seu mundo não aprendeu a ver.- disse o ser.

- Como sabe o que estou pensando?

- Outro de meus poderes.

 Anthony sabia que não deveria estar conversando com ele, mas sua curiosidade o fazia querer questioná-lo a noite inteira.

- Bastian, Bastian Brendraker. Esse é o seu nome, certo?

- Brendaker.

- Que?

- Brendaker. Bastian Brendaker, é o meu nome.- respondeu ele.

- Entendi.- disse Anthony assentindo.- Então, sem ser rude dessa vez. O que você é?

- Sou um ser de outra dimensão que veio para a sua em busca de conhecimento, mas acabei me perdendo da fenda.

- Espera. Existem outras dimensões?

- Muitas outras.

- Você disse que se perdeu. Como?

- Me perdendo, agora não sei como voltar. Tentei contato com outras pessoas, mas elas não me viam. Algumas até olhavam, porém depois agiam como se não tivessem visto nada. Eu não entendo muito bem seu povo, mas talvez por não quererem enxergar algo que não entendem, fingem que não existo, assim como a magia.

- Como eu posso ver? Sou um ser humano comum, e eu não consigo nem enxergar algumas coisas direito.

- Olhos que olham são comuns, olhos que veem são raros.

 Anthony pensou no que ele disse e ficou em silêncio, até que Bastian se ficou de pé, e o ajudou a se levantar, percebendo que a dor em seu pé sumiu e os cortes também.

- Você mencionou que se perdeu de uma fenda. Como assim uma fenda?- perguntou Anthony

- Uma fenda que pode ser aberta para viajar entre dimensões, mas elas abrem em um determinado local.

- Existe uma coisa dessas aqui?

- Todos os mundos tem uma fenda, alguns tem até mais. Além de sempre mudarem de destino.

- Como você fala minha língua?- perguntou Anthony.

- Nesse momento estamos nos comunicando por uma língua universal, como uma língua antiga desse mundo que a muito tempo foi esquecida, o esperanto. Você não está percebendo, mas estamos nos comunicando por ela.

Bastian olhou para a Lua acima de suas cabeças e depois para Anthony.

- Seus pais estão preocupados, melhor você voltar.- disse Bastian

 Anthony já sabia disso, mas também decidiu não perguntar como ele presumira aquilo.

- Eu não sei o caminho.

- Vou levá-lo, apenas me siga.

 Sentiu dúvida. Anthony não sabia se deveria segui-lo. Era um estranho, em todos os sentidos possíveis. Mas que escolha ele tinha? Se decidisse sair por conta própria poderia se perder mais ainda, sem contar, que poderia ser atacado por algum animal.

 O caminho foi feito em silêncio absoluto por parte dos dois. Os ruídos da floresta ecoavam como pequenos sussuros pelos ouvidos de Anthony e a suave brisa que surgia por entre as árvores acariciava seu rosto.

 Anthony estava em uma trilha desconhecida, mas se acalmou ao ver luzes por entre as árvores e em pouco tempo, saíram nos fundos de sua casa. Todas as luzes se mostravam acesas, sinais de que seus pais estavam acordados.

 Pararam à poucos metros da casa, Bastian ergueu seu braço esquerdo e a coruja surgiu de repente dos céus, pousando em seu braço em seguida. Anthony tentava ignorar em sua mente o fato de que um ser de outra dimensão sabia onde ele morava, então partiu para a educação.

- Muito obrigado, não sei como retribuir o favor. Se não fosse por você eu talvez não teria voltado.- disse Anthony.- E eu ainda tinha tantas perguntas...

- Pequeno humano, eu sei exatamente como você pode me retribuir o favor.- disse Bastian. Anthony teve um mau pressentimento, teve que segurar a vontade de sair correndo naquele momento.- Faremos um acordo. Você me ajuda a voltar para a minha dimensão e também se conectará comigo.

- O que eu ganho com isso? Que eu saiba, acordos devem agradar ambos os lados.

- Você pode me perguntar tudo sobre qualquer coisa, e eu serei seu amigo.

 Anthony congelou, essas palavras mexeram muito com ele.

- Como assim?- perguntou Anthony.

- Minha coruja o viu chorando pelo seu amigo perdido, e percebi seu receio de se relacionar com alguém.- disse Bastian. Anthony ficou chocado com o tanto que ele sabia sobre si.- É assustador como alguém pode fazer você nunca mais confiar em ninguém.

- Não é possível. O que você é afinal? Uma espécie sinistra de stalker?- perguntou Anthony, rindo nervosamente.

- E então, Anthony Walker, acordo feito?

 Aquela era uma decisão difícil, seria fácil para qualquer outra pessoa. Um ser estranho e sinistro quer fazer um acordo, a resposta parecia muito óbvia. No entanto, o caso de anthony era diferente. Bastian oferecera uma coisa que Anthony sempre quis, a amizade. Tinha medo, é claro, mas sua vontade de ter aquilo que todos tinham menos ele era grande, era como se ele não fosse feito para ser amigo de alguém. Aqueles que considerou amigos no passado, já se foram, mas sempre voltam em suas memórias. Tinha medo de que se apegasse às pessoas, e depois elas o deixassem de novo. Mas, ele decidiu tentar, uma última vez.

- Sim. Acordo feito.- disse Anthony.

 Bastian assentiu com a cabeça e cobriu sua mão direita com a esquerda, envolvendo-as com a luz azul, Anthony cobriu os olhos por um instante, e quando a luz se esvaiu, nas mão de Bastian estava um cordão com um pingente de lua e de uma coruja de prata com pequenas pedras azuis nos olhos.

- Para selar nosso acordo, deve usar isso.- instruiu Bastian

 Bastian virou Anthony de costas e prendeu o cordão em seu pescoço, emitindo um rápido brilho azul nos pingentes.

-Nos vemos depois, Lua.- sussurrou o ser no ouvido de Anthony.

 Quando Anthony se virou, ele já não estava mais lá.

- Hoje foi o dia mais estranho da minha vida.- sussurou Anthony para si.

 Saiu da floresta e foi para casa, sendo recebido por seus pais, Jorge e Marta, aos gritos por ter chegado tão tarde.

 Subiu as escadas estreitas dizendo que conversavam amanhã pois estava cansado, precisava de um banho e ir dormir, mas ao chegar no seu quarto teve uma surpresa. Suas coisas que havia deixado no esconderijo na floresta estavam no chão do quarto, iluminadas pela luz da lua através da janela.

- Bastian...- sussurrou Anthony.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, vem muito mais por aí.
Beijos!


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